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segunda-feira, 27 de abril de 2015

25 de abril de 2015

Vamos continuando, apesar de tudo, a tentar. Podem acusar o nosso povo de letargia perante a opressão dos economistas da escola de Chicago, sediados em Bruxelas ou nos partidos no poder. Mas vamos aos poucos tentando. Há sempre alguém que resiste, ou como escreveu William Yeats, "falta convicção aos melhores, e aos piores sobeja apaixonada intensidade" sem querer dividir os cidadãos e cidadãs em melhores e em piores.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Não havia opressão intelectual?!

“Dizer que havia uma opressão intelectual é injusto. Não é verdade”

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=48D1E023-25CA-423A-ADD4-3A27C27C4F1A&channelid=D05F6471-4FC1-4BB2-9572-06C9A5D23FF7

Esta foi a frase pronunciada por João Lobo Antunes.
Devemos respeitar a sua opinião, mesmo sendo conselheiro de Estado de um conselho em que não estão representadas todas as sensibilidades dos portugueses, e atendendo ao seu valor profissional.
Mas não podemos aceitar a mentira.
É verdade que se referia à liberdade de que o jornal Encontro gozava para exprimir nas suas páginas a voz do setor católico universitário e progressista.
Eu fui leitor do Encontro, da juventude universitária católica.
É verdade que não ia à censura, mas não exprimia só a voz do setor católico progressista, dava muito jeito para combater a esquerda universitária.
E ainda mais curioso. Eu na altura editei  o Bicho de Contas, o jornal da juventude escolar católica, destinado aos alunos do secundário (fui membro da direção geral da JEC, em 1962). Pois querem crer que tive de me justificar pessoalmente junto de um senhor coronel da censura? o qual, generosamente, me dispensou de apresentar os numeros seguintes na censura, tal como o Encontro beneficiava?
Mas isto é pequena história.
Admite-se que a frase de João Lobo Antunes se refere ao contexto dos limites estritos do Encontro.
Mas penso que deverá ser corrigida pela autor, porque tal como está é mentira.
Eu não podia escrever ou dizer livremente que a guerra colonial que se vivia era injusta e devia acabar sem correr o risco de ser preso.
Respeitemos os que sofreram, como Fernando Lopes Graça, proibido de ser professor, Mario Silva, idem, professor de Fisica de Coimbra, Rui Luis Gomes do Porto (para não falar do exilio do bispo do Porto) , José Manuel Tengarrinha, que estava preso no 25 de abril de 1974, e que antes, impedido de ser professor, ganhou a vida na agencia de publicidade Latina, com Ary e Alves Redol (honra ao diretor da Latina, Miguel Quina, capitalista do regime, que recusou a pressão da PIDE); e o caso do demitido Aristides de Sousa Mendes?.
Como dizia José Manuel Tengarrinha citando Garrett, Salazar fazia como os miguelistas, quando não matavam os liberais, ia-se-lhes aos víveres, às fontes do seu sustento, impedindo-os de ganhar a vida.
E isso, independentemente do que quaisquer outros regimes de cores diferentes tenham feito, ou estatutos de favorecimento da concordata, é opressão, e não só intelectual.
Corrija a frase, restrinja-a explicitamente ao Encontro, por favor, por respeito pela verdade e pela memória dos oprimidos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Viva o 25 de abril

Na esplanada de um restaurante de uma pequena cidade turística o casal espanhol reencontra o dono do restaurante e põem a escrita em dia.
Vem a propósito na conversa do dono do restaurante a lembrança que, amanhã, faz anos o dia em que teve a maior alegria. "Eu estava na Guiné e já tinhamos feito uma série de treinos para uma operação importante. Quando no dia 25 de abril veio a notícia, que a guerra tinha acabado. Foi a maior alegria da minha vida."

Por isso é pena que o senhor presidente da comissão europeia, jovem e inconsequente militante do MRPP nos tempos de abril de 74, ou o senhor primeiro-ministro, estouvado frequentador dos bastidores da musica ligeira enquanto tardava a seguir o seu curso nos tempos logo depois de 1974, não compreendam que depois de acabar a injustiça da guerra colonial, há que acabar a injustiça da desigualdade e da insuficiencia da qualidade de vida. Como disse alguem, "não se pode ter desigualdade e democracia ao mesmo tempo"...



domingo, 30 de março de 2014

De março de 1974 a março de 2014

28 de março de 2014 - foto no MSNBC
29 de março de 1974, da esquerda para a direita, um cantor e uma cantora que não consigo identificar, Manuel Freire, José Jorge Letria, Vitorino, Fausto, José Afonso, Adriano, Quarteto Introito, Carlos Moniz - foto na Visão/História nº20 de abril de 2013, Arquivo da Torre do Tombo






40 anos separam as duas fotografias.
Sobre o palco do Coliseu dos Recreios de Lisboa o canto de intervenção e resistencia à incultura e à violencia da guerra em 29 de março de 1974.
O canto rememorativo e tambem resistente à incultura e à violencia da politica de empobrecimento em 28 março de 2014.
Porém a resistencia de agora não é organizada.
Um dos oficiais do 25 de abril de 1974 no Terreiro do Paço sintetizou, o país é agora uma colónia alemã.
Era diferente em março de 1974, a canção de intervenção havia anos que vinha fazendo o seu efeito nas coletividades de cultura e recreio, em espetaculos proibidos pela PIDE e pela GNR, disseminando lentamente  sua mensagem para uma sociedade participativa e não violenta.
Agora é dificil competir com a dispersão televisiva, com os concursos caça talentos em que se valoriza a imitação aos gritos das canções anglo saxónicas, com o alheamento pelos cantores portugueses das realidades culturais e sociais.
É grande tambem a dificuldade de entendimento entre eles para ações comuns.
Como não se deve voltar aos locais onde se foi feliz, tambem não de deve repetir tal e qual o que foi uma ação eficaz noutros tempos contra outros governos opressores.
Mas seria muito bom que cantores como Rui Veloso, Sergio Godinho, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa e outros dos mais antigos, Filipa Pais, os Deolinda  e outros dos mais novos, tratassem mais nas suas canções a ligação da juventude à realidade e à luta contra o desemprego e a colonização atuais, em espetáculos por esse país fora, lentamente disseminando a mensagem.
Ou talvez , em vésperas de eleições europeias com a esperança de que o novo parlamento possa alterar a origem da colonização, seja eu a divagar, para que alguém possa dizer, "que parvo que sou"...


terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas - Viva o 25 de abril de 1974

É contra natura ver morrer uma pessoa mais nova cujo percurso segui desde criança, porque já na escola defendia a justiça e a igualdade.
Por isso digo, viva o 25 de abril de 1974.