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segunda-feira, 8 de junho de 2015

O castelo do Barba azul e os diamantes de Angola

https://vimeo.com/30196675

http://fcsseratostenes.blogspot.pt/search?q=rafael+marques


Mais uma vez cito o canal Mezzo.  O castelo do Barba Azul, de Bela Bartok. A nova esposa pede mais uma chave das portas misteriosas do castelo. O Barba Azul oferece-lhe as joias que estavam lá. Mas Judite horroriza-se porque as joias estão manchadas de sangue. "A tua bela coroa está coberta de sangue", diz ela.
Este blogue deixa registado este momento, em que os generais denunciados por Rafael Marques (ver Diamantes de sangue, editado pela Tinta da China) chegaram a acordo com ele desistindo do processo, mas em que a procuradoria da República, formalista e burocraticamente, insiste em acusar Rafael Marques de desrespeito, em que um apelo internacional pede ao presidente da Republica indulto para esse processo indevido, em que mais uma vez se exemplifica que a independencia dos poderes legislativo, executivo e judicial não deve significar prepotencia de nenhum deles , nem que que nenhum deles está isento de controle pelos outros poderes nem, especialmente, isento de controle pelos cidadãos, e em que a familia no poder em Angola compra a maioria da EFACEC, coisa que até pode ser útil para esta.




sábado, 29 de novembro de 2014

Angola, Angola


No fim deste comentário, transcrevo uma notícia recente sobre a intenção do governo angolano de expandir a rede ferroviária nacional.
Compreende-se, considerando o peso na economia do transporte de mercadorias, a mobilidade das pessoas e a maior eficiência energética do transporte ferroviário relativamente aos outros modos.
Penso que a expansão da rede ferroviária angolana poderá ter a cooperação portuguesa, não apenas das empresas de construção civil, mas também ao nível da engenharia de planeamento, projeto e fiscalização, beneficiando do “saber como” ainda existente em empresas públicas como  REFER, CP, Ferbritas, Ferconsult e Metro de Lisboa.
Esta atividade, sendo de venda de serviços e sujeita à concorrência internacional, pode assim classificar-se como transacionável, aumentando as exportações e portanto o PIB.
Junto ainda uma ligação para alguns textos deste blogue sobre as hipóteses de colaboração no desenvolvimento do metro de Luanda.
Admitindo 4 milhões de pessoas na área metropolitana, teremos cerca de 7 milhões de deslocações diárias. Se 15% forme asseguradas pelo novo metro, será cerca de um milhão de viagens por dia ou 50.000 passageiros por hora de ponta. Considerando duas linhas e um fator de sobrecarga de 30% para concentração da afluência de passageiros, teríamos o dimensionamento da cada linha para uma capacidade horária por sentido de 32.000 passageiros, exigindo 30 comboios por hora, sentido e linha, de 8 carruagens de 130 passageiros.
Como já afirmado neste blogue, vozes de burro não chegam ao céu, pelo que naturalmente as sugestões que deixo não chegarão nem ao governo nem às altas direções das empresas referidas.
Mas fica o registo.





Em causa está um programa de longo prazo para expansão da rede, anunciado pelo diretor geral do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA), Júlio Bango Joaquim, que se segue à reabilitação das três linhas existentes - Luanda, Benguela e Moçâmedes -, concretizada nos últimos anos.
"Desta forma, teremos o país totalmente atravessado por rede ferroviária, o que vai permitir que todas a capitais de província sejam abrangidas", disse o responsável.
Citado hoje pela rádio pública angolana, sublinhou tratar-se de um projeto com uma estimativa de investimento "à volta" de 50 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros), a desenvolver "no longo prazo".
Júlio Bango Joaquim referiu que contempla ainda as ligações às redes ferroviárias da República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia.
O objetivo, além de alargar o transporte de passageiros até ao interior do país, interligando as linhas que hoje partem das cidades de Luanda, Lobito e Namibe - reabilitadas e prolongadas após o fim da guerra civil, em 2012 -, passa por articular, no transporte de mercadorias, as redes ferroviárias e rodoviárias, os portos e as plataformas logísticas junto às fronteiras com os países vizinhos.
No âmbito desta estratégia, segundo o diretor do INCFA, está já concluído o estudo de viabilidade para alargar a rede ferroviária no norte, envolvendo as províncias do Uíge, Zaire e Cabinda.
PVJ // DM


http://fcsseratostenes.blogspot.pt/search?q=luanda

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Diamantes de sangue

Gladstone, primeiro ministro do tempo da rainha Vitória, defendeu-se no parlamento quando foram encontrados, pelas tropas inglesas, sacos de farinha vendidos por ingleses, num acampamento de rebeldes num dos recantos do império do oriente,  dizendo:
"Business is business".

Mas o livro "Diamantes de sangue, corrupção e tortura em Angola", de Rafael Marques, numa altura em que a Sonangol, familia do presidente angolano e generais angolanos pensam aumentar os seus investimentos em Portugal, faz pensar até aonde a frase pode ir.
O livro denuncia a prepotencia das empresas diamantíferas na Lunda e Quango, ligadas ao poder politico.



E numa altura em que os teóricos e académicos discutem o grau de isenção da informação numa estação pública, oiçam esta edição programa da Antena2 "Última edição":


Citação no programa, do sociólogo norueguês Johan Galtung: "O arquétipo da violencia estrutural (meios para impedir os individuos de desenvolver o seu potencial) assenta na exploração dos grupos mais fracos pelos que estão no topo da cadeia do poder".

sábado, 3 de setembro de 2011

Noticias de Angola no principio de Setembro de 2011

A noticia dizia que o presidente da Republica de Angola tinha nomeado o sucessor no seu cargo.
É verdade que isso sucede ainda nalguns países do planeta, com melhor ou pior submissão ao sufrágio popular, mas em nome da própria tranquilidade de Angola o procedimento para provimento neste cargo deveria ser alterado.
Quando bons exemplos nos chegam no Brasil, esta não é uma boa noticia.
As ligações plutocráticas da familia do presidente e dos principais dirigentes não são uma boa noticia, porque interessava à economia portuguesa investir em Angola. Segundo se ouve em Luanda, a percentagem de distribuição dos dividendos aos acionistas deste grupo familiar e dirigente chega a ser comunicada por email às administrações.
Inversamente, não é bom que o representante dos acionistas do BIC Angola não queira que 5% do BPN fique para os seus trabalhadores ("a ideia era que os acionistas do BIC Portugal sejam os mesmos do BIC Angola", informou o senhor presidente do BIC Portugal, Mira Amaral, que pretende agora pagar 95% dos tais 40 milhões de euros -  que confusão,as contratações públicas, quando eu fazia concursos públicos não podia usar estes critérios...).
Enfim, assim vai o mundo financeiro lusófono.

terça-feira, 8 de março de 2011

Ti Zé tira o pé tô prazo expirou há bwé



Brigadeiro Mata Frakuzx pede "Não tragam bandeiras de partido, por favor". Têm os partidos de compreender que não têm o monopólio da vida política. Mas é difícil, a organização, o estudo sistemático dos problemas, a elaboração de hipótses, a experimentação... Custará assim tanto a compreender que tem de haver eleições em prazo razoável e que a atividade económica dos grandes grupos, bancos e famílias ricas tem de ser regulada e conhecida?
Angola, Angola, já o primeiro produtor de petróleo de África... cuidado que o petróleo não é infinito.