Ocorre-me o comentário de Fernando Peça, "e esta, hein?"
Primeiro , a notícia de que o G20, a reunir em Cannes, terra também de cinema, vai estudar medidas de limitação da influência dos bancos para evitar falências de bancos que tenham de ser pagas pelos contribuintes. Quem diria? será que os políticos, tão acusados de serem os mandados do poder financeiro, tentam explicar aos mandantes que a ganância tem de ser moderada sob pena de extinguir a fonte de rendimentos? Como a dialética é exuberante...
Depois, vem a notícia de que os presidentes do Conselho e da Comissão europeus enviaram uma carta ao G20 a pedir apoio económico para a saída da crise da Europa, para relançamento do crescimento e do emprego.
Que extraordinário, também , especialmente depois de, em campanhas eleitorais apaixonadas, os vencedores terem garantido que a culpa era dos assalariados gregos e portugueses, e dos governos que tinham aumentado as despesas públicas.
Afinal havia outra, como diz a canção, havia outra razão.
Talvez por isso o senhor primeiro ministro português anda tão pessimista quanto à necessidade de mais medidas de austeridade.
Os bancos europeus descontrolaram-se com a política de empréstimos e foram os trabalhadores por conta de outrem os responsáveis, por isso a pagarão.
Talvez rever os fatores do PIB; avaliar a sua contribuição para o PIB e selecionar os que realmente interessam. Poderemos não ter crescimento, mas apenas o PIB que interessa ao bem estar essencial das populações.
A alternativa é andarmos sempre com as ilusões do crescimento, como a imagem do horizonte que é a linha que se afasta de nós à medida que nos aproximamos dela (duvido que seja possível uma política de emprego com a política monetária seguida pela UE até agora), à espera da retoma da acumulação de capital, e da próxima crise.
Aguardemos a reunião do G20.
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domingo, 30 de outubro de 2011
E esta, hein? notícias do telejornal de 30 de outubro de 2011
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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23:57
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Petição contra a fome à atenção do G20 de novembro de 2011
Petição em:
http://www.one.org/international/
"Dear World Leaders,
The famine in Somalia could kill 750,000 in the coming months, and tens of thousands have already died. When you meet at the Group of 20 (G20) Summit in November, you have the opportunity to break the cycle of famine and ensure people are hungry no more. Lives are in your hands. Please keep the promises you have made to the 2 billion poor people who depend on farming for their livelihoods."É uma pena não se poder dizer claramente que há causas para a fome.
Não é apenas a seca, ou a seca tambem tem as mesmas origens na ganancia da economia moderna.
A seca ocorre com o consequencia da politicas em África de abandono da agricultura e pecuária locais em benefício das importações de produtos mais baratos.
Sempre que a transferencia de mão de obra do setor primário para o setor terciário ultrapassa o razoável, a economia local desequilibra-se.
Já é uma afirmação sustentada pela experiencia.
Passou de empírica a científica, devidamente comprovada pela experiencia.
É isso que não se pode explicar claramente ao G20, porque lá se iriam as teorias dos professores universitários de economia, e a crença cega no mercado e na auto-regulação, e a esperança cega num futuro melhor depois da austeridade máxima.
Falam os economistas que a austeridade máxima é necessária para se poder ter a esperança, mas eles sabem que um país com pequeno PIB mais facilmente cresce; por isso não se importam, embora digam que sim, com a recessão e com o desemprego.
Tambem será interessante relacionar tudo isto com a globalização dos off-shores e dos benefícios fiscais em paises gananciosos da atração dos impostos menores.
Mas ficará para outra portunidade.
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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00:16
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Economicómio XXI - Finalmente, uma proposta a apoiar, na CML e no G20

Finalmente, o senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa faz uma proposta digna de todo o apoio.
Considerando que 160 mil carros penetram todos os dias na cidade, a proposta é a de criar parques de estacionamento junto de cada ponto de penetração, transferir as crianças que estão sendo levadas à escola pelos pais para carrinhas da Easybus, e transferir os pais para o transporte colectivo.
Cada carrinha Easybus, para além do necessário motorista, tem uma hospedeira que garante a correcta entrega das crianças nas escolas que integram o percurso da carrinha.
Os pais seguem caminho sem acompanhamento por hospedeiras.
Apoia-se a ideia, claro, apenas no mundo virtual que é o melhor dos mundos do Dr.Pangloss (ver Voltaire, Candide), porque me parece limitado o universo-alvo (o sucesso dependerá do estudo de viabilidade realizado, claro, mas como estatística de massas não sei, porque o pessoal esforça-se por ter as escolas perto da habitação, a menos que seja pessoal fino, com os filhos nas escolas bi-lingues ou da SMICAR).
Tenho pena de ser tão maldizente, mas porque não se estudam as coisas a sério (não os decisores, antes os técnicos; mas não os mais mediáticos, antes os que saem da escola, ainda sem vícios mas que não tenham ambições de “protagonismo”)? É verdade que é preciso construir parques de estacionamento nas vias de penetração e em zonas chave da cidade (lá vão aparecendo alguns dentro da cidade, mas atenção que devem principalmente: 1 - facilitar a fixação de moradores no centro da cidade e não atrair visitantes; 2 – constituir alternativa ao estacionamento selvagem à superfície que pura e simplesmente tem de ser penalizado com eficácia). Então porque não se mobiliza uma equipa para activar os parques de estacionamento da Pontinha? Inspirou-se alguém no sistema norte-americano de distribuição das crianças pelas escolas em autocarro específico? Pensou que o sistema (mesmo o norte-americano) é energeticamente pouco eficiente? Porque não se fazem inquéritos reais (não baseados em números do princípio do século nem em estatísticas de sistemas fechados de bilhética) para confirmar os tais 160 mil veículos penetrantes e determinar os reais fluxos das deslocações? E já repararam que todos os planeamentos de transportes não podem dissociar-se do planeamento da urbanização da área metropolitana? Já decidiram se afinal a Baixa é para fechar como reserva para turistas?
Por falar em parques de estacionamento, conviria aumentar ospreços dos parques do centro e baixar os dos parques da periferia, para ver se se limita o acesso de automóveis ao centro, e também convinha apoiar a extensão do Lisboa Viva ao pagamento do estacionamento, o que se poderia aplicar já no parque da Pontinha, de que o ML é proprietário (co-proprietário maioritário). Talvez se possa concluir que existe um défice de parques de estacionamento na periferia, com correspondência com o metro. Digam lá se as minhas críticas não são construtivas...
Vamos aplaudir as carrinhas Easybus com hospedeiras?
Sim, como medida cosmética, sim.
Vamos aplaudir as carrinhas Easybus com hospedeiras?
Sim, como medida cosmética, sim.
PS - Tal e qual como devemos aplaudir a limitação dos bónus dos banqueiros, muitos deles responsáveis pela crise, conforme decisão do G20 de hoje, dia 25 de Setembro de 2009.
Pena o G20 não ter explicado como limita os bónus dos banqueiros dos “off-shores”, mas é melhor que nada. Dá ideia que, se andam a contrariar Adam Smith com a decisão de intervir nas remunerações do “interesse individual” dos banqueiros (não vão mexer nas reformas dos nossos administradores de banco mais mediáticos, pois não?) e a subsidiar bancos privados com dinheiros públicos, também podiam intervir nos “off-shores”, à luz das leis contra a pirataria internacional em vigor no século XIX, ainda Karl Marx não tinha escrito o Capital…
Enfim…
Pena o G20 não ter explicado como limita os bónus dos banqueiros dos “off-shores”, mas é melhor que nada. Dá ideia que, se andam a contrariar Adam Smith com a decisão de intervir nas remunerações do “interesse individual” dos banqueiros (não vão mexer nas reformas dos nossos administradores de banco mais mediáticos, pois não?) e a subsidiar bancos privados com dinheiros públicos, também podiam intervir nos “off-shores”, à luz das leis contra a pirataria internacional em vigor no século XIX, ainda Karl Marx não tinha escrito o Capital…
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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20:33
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