Dizem alguns, e nunca se pode ter certezas, que Álvaro Cunhal reuniu com Melo Antunes pouco antes do 25 de novembro.
E que ficaram amigos.
E que foi difícil a Cunhal convencer os camaradas mais empedernidos.
Mas conseguiu.
Por isso Melo Antunes declarou que a democracia portuguesa precisava do PCP.
Vá lá, Jerónimo, convence-os.
Eles têm as suas razões, mas todos as temos.
Vá lá, assina o papel.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Mensagem para Jerónimo
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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17:30
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Excerto de um poema de Golgona Anghel
Um excerto de "Como uma flor de plástico na montra de um talho", de Golgona Anghel, ed. Assírio e Alvim, que me entretenho a imaginar tenha sido lido por Jerónimo de Sousa antes do seu aparte para o primeiro ministro: "Mal empregada ginjinha que bebestes" (em Alcobaça), que poesia fria e cortante:
"...Mas é preciso fugir ao máximo dos museus de cera,
perseguir os funcionários públicos do senso comum,
evitar que as mulheres feias tenham filhos.
Aliás, é urgente matar toda a gente que tem fome.
Por isso, não me venhas com xaropes e bancos alimentares.
Não me trates as doenças.
Não levantes a mão.
Vem, vem apenas,
come as you are
- embora seja tarde.
... ... ... ... ... ... ... ... ...
Vem sem falta -
o palco está vazio,
a sala cheia.
Com o passo lento das derrotas,
um macaco vestido de Shakespeare
conduzir-te-á até ao último ato."
"...Mas é preciso fugir ao máximo dos museus de cera,
perseguir os funcionários públicos do senso comum,
evitar que as mulheres feias tenham filhos.
Aliás, é urgente matar toda a gente que tem fome.
Por isso, não me venhas com xaropes e bancos alimentares.
Não me trates as doenças.
Não levantes a mão.
Vem, vem apenas,
come as you are
- embora seja tarde.
... ... ... ... ... ... ... ... ...
Vem sem falta -
o palco está vazio,
a sala cheia.
Com o passo lento das derrotas,
um macaco vestido de Shakespeare
conduzir-te-á até ao último ato."
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
à(s)
19:43
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