Graças ao canal Mezzo, vejo uma interessante produção dos Mestres cantores, de Wagner.
Retenho uma fala de Hans Sachs: "Mais devagar, distintos mestres, nem toda a gente é da vossa opinião".
Wagner era um pouco egocentrico e a sua ópera pretendia defender a sua música contra os critérios maioritariamente adotados na época. Mas estava certo quanto à elevada probabilidade dos critérios em voga serem medíocres.
Numa altura em que os partidos que têm desempenhado funções governativas apelam a maiorias absolutas, conviria que se lembrassem dos perigos de seguir a opinião única. O "mainstream", como se costuma dizer.
Ou, como disse na televisão um comentador fora da corrente dominante das propagandas partidárias, de que não fixei o nome, a crise financeira internacional que nos trouxe aqui foi prevista por 19 economistas, nenhum deles pertencente ao "mainstream". Querem agora que se acredite nas medidas propostas pelos outros, os que não previram a crise, os que pertencem ao "mainstream", para sair da crise?
Ou como disse Pacheco Pereira, apresentam-nos propostas de programa que são insulto e demonstração de falta de respeito pelos cidadãos?
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Fala de Hans Sachs, nos Mestres cantores de nuremberga
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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02:41
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Fala de Fricka para Wotan
Daniel Barenboim dirigiu a Valquiria no Scala (não é o video que anexo) .
O contexto é muito diferente, mas as palavras de Fricka para o marido Wotan fazem-me lembrar a senhora ministra das finanças e o seu ex-aluno e admirador primeiro ministro:
"...tu rejeitas tudo que estimavas, quebras as ligações que tu mesmo estabeleceste...contanto que estes criminosos possam reinar...apenas pela tua proteção eles parecem fortes...por novas artimanhas tu queres enganar-me..."
O contexto é muito diferente, mas as palavras de Fricka fizeram-me lembrar as afirmações dos senhores governantes em março ("a divida é sustentável... o tema nem se coloca", "quem defende a renegociação da dívida não sabe o que está a defender") e em setembro de 2014 sobre a discussão da renegociação da divida, considerando que os juros "do mercado" estão mais baixos do que os do empréstimo do FMI, ou simplesmente a discussão da dívida.
Contrariamente ao otimismo de João Cravinho, não tenho esperança nessa discussão.
Os senhores governantes não têm a noção dos investimentos e das mudanças de mentalidade necessários para a melhoria da economia, e estão convencidos de que têm sempre razão.
Falta-lhes humildade para apreenderem noções elementares de física ou simplesmente de abordagem de problemas seguindo as etapas de observação, tratamento de dados, experimentação e ensaio e análise e novo tratamento de dados, tudo sujeito a referendo por especialistas de diversas sensibilidades.
E como têm o poder por omissão do senhor presidente da República (que não aplica o método científico, não testa a credibilidade de uma testemunha, acredita no que o senhor governador do BP lhe diz, o qual por sua vez, em julho, faz afirmações apenas baseado num relatório do 1ºtrimestre elaborado pela própria empresa prevaricadora), continuaremos nesta apagada e vil tristeza,com o senhor ministro da Economia a dizer que está tudo melhor (como assim, com as importações a continuarem a crescer mais do que as exportações?) e as instituições de prestígio deste meio pequenino a organizar seminários de bem parecer, sempre longe das medidas concretas de investimento em bens produtivos e garantes da autonomia em energia e alimentos.
Entreranto, com o mercado a funcionar, os jovens preferem matricular-se em cursos de sociologia, humanidades, multimédia, comunicação social... ficam para trás as engenharias, quando era necessário reconstruir as habituações degradadas, as industrias produtivas, a silvicultura, a agricultura ... é um suicidio coletivo anunciado, como os lemingues..., mas os senhores governantes não têm sensibilidade nem conhecimentos para compreender esta desgraça.
A avaliar pela "fuga" de novos universitários dos cursos de seguimento industrial, e dos que exigem matemática e física, a desgraça prolongar-se-á por gerações.
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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01:24
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insernsibilidade do governo,
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renegociação ou troca de dívida,
Wagner
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O canal Mezzo apresentou, em 4 dias seguidos, o Anel dos Nibelungos de Wagner.
Lutas pelo poder entre os poderosos, de Wotan aos Nibelungos.
Pouca consideração pela espécie humana, pelas pessoas normais, enquanto produtoras e aspirantes a usufrutuárias de felicidade.
Fala de Feika para Wotan, na Valquíria: "Fazes-te de tolo e de surdo"
Fala de Wotan para Siegefried, em Siegrefied: "Vejo que és ignorante".
De nada valeram aos poderosos as suas artimanhas.
O Walhala caiu, e não foi por causa de empréstimos tóxicos, pese embora o simbolismo da mágica do anel do Reno e do elmo dos Nibelungos.
Siegfried é o heroi salvador, mas como qualquer salvador, é manipulado e levado para onde os poderes
mundo querem até à morte.
Fala de Siegried: "Abre os olhos".
Mas custa a abrir os olhos.
E a queda do Walhala não é mau só para os deuses, também afeta os não herois que todos nós somos.
Enfim, drama lírico a prosseguir dia a dia.
Lutas pelo poder entre os poderosos, de Wotan aos Nibelungos.
Pouca consideração pela espécie humana, pelas pessoas normais, enquanto produtoras e aspirantes a usufrutuárias de felicidade.
Fala de Feika para Wotan, na Valquíria: "Fazes-te de tolo e de surdo"
Fala de Wotan para Siegefried, em Siegrefied: "Vejo que és ignorante".
De nada valeram aos poderosos as suas artimanhas.
O Walhala caiu, e não foi por causa de empréstimos tóxicos, pese embora o simbolismo da mágica do anel do Reno e do elmo dos Nibelungos.
Siegfried é o heroi salvador, mas como qualquer salvador, é manipulado e levado para onde os poderes
mundo querem até à morte.
Fala de Siegried: "Abre os olhos".
Mas custa a abrir os olhos.
E a queda do Walhala não é mau só para os deuses, também afeta os não herois que todos nós somos.
Enfim, drama lírico a prosseguir dia a dia.
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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17:38
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