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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mateus, Associados e os limites da cidade de Lisboa

Saltou-me à vista a afirmação do principal consultor de Mateus, Associados, dando o seu parecer sobre a eventual reforma administrativa de Lisboa com o alargamento dos limites da cidade.
Quando antes tantas mentes brilhantes e altamente conceituadas se pronunciaram sobre questões estratégicas de Lisboa e se esqueceram de referir a necessidade imperiosa de redefinir os limites do município e de  agregar municipalidades, saúdo este parecer.
Espero que, agora que para falar disto não são apenas os ignorantes como eu, que se considere entre as medidas contra a desertificação do centro de Lisboa o alargamento dos limites do município. Já Jorge Coelho tinha falado nisso.
Será tão difícil de aceitar pelos eleitores esta linha de orientação? Podia falar-se mais do exemplo de Londres, por exemplo.

A ver  tambem se se começa a falar mais da outra grande questão estratégica, mas numa perspetiva de técnicos, não mediática: a reformulação das zonas ribeirinhas da margem direita e da margem esquerda, com o alargamento do "aterro" do século XIX, o salvamento de Alcantara, a recuperação da margem esquerda em Almada e o fecho da Golada.
Não é para gastar dinheiro já, nem para convidar arquitetos ilustres a virem projetar urbanizações de luxo com vistas para o Tejo, era só para começar a falar-se no projeto com visão integrada.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O TGV Wuhan-Guangdong



Wuhan e o rio Iangtze



Estão os nossos colegas ferroviários chineses orgulhosos da inauguração da linha de TGV de Wuhan para Guangdong (Cantão), numa extensão de quase 1000 km, percorridos em 3 horas. Fica a faltar a ligação de Wuhan a Pequim, mais cerca de 1100 km. Já existia na China a linha de TGV de Pequim para Tianjin (cerca de 110 km).

Comento a propósito um recente artigo de um senhor economista que escreve no “oje” e que dizia que só Portugal é que tinha nos seus planos linhas de TGV. É uma pena que o nível de argumentação seja tão baixo. Sugiro que nos cinjamos aos conceitos físicos. Se pretendemos mover um fluxo de passageiros em condições de segurança e rapidez, podemos fazê-lo com maior eficiência energética com uma ferrovia TGV do que com uma auto-estrada ou uma “ponte aérea”. Nestas condições, parece fundamentada a opção dos nossos amigos chineses.

Aproveito também para anotar que Wuan é uma cidade metropolitana que resultou da agregação nos anos 20 do século XX de 3 cidades: Wuchang, Hankou e Hanvang.
Esta informação seria de muito interesse para quem traça a estratégia para a cidade de Lisboa e se “esquece” de que o caminho correcto seria o de agregar os municípios e não o de os desagregar como fizeram com Odivelas.
Mas escrevo como se pregasse no deserto ou se me dirigisse às bogas e às tainhas do Tejo. Como se fosse uma ofensa pedir a quem detem o poder decisório que ouça o que os cidadãos têm a dizer.
E a estratégia de Lisboa continuará a ser a de um pequenino município de 500 mil habitantes, expressão da pequenez das estratégias, palco de polémicas de diversão das questões técnicas e das suas soluções. Voltando a citar o professor Carvalho Rodrigues, não podem solucionar-se questões técnicas se “a ciência estiver fora da equação”.

E estão também de parabéns os nossos colegas do metropolitano de Wuhan: inauguraram uma linha em grande parte em viaduto, com “cantão móvel” (distância livre de segurança em função da posição e da velocidade dos comboios) e marcha automática sem condutor (“driverless”).