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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A conjetura de Partha Dasgupta, professor catedrático de economia em Oxford

Nestes tempos conturbados, de incertezas (o número e a complexidade das variáveis e das correlações entre elas ultrapassa a capacidade de processamento do cérebro humano, pelo que a incerteza é um estado normal) e de certezas (é vê-as todos os dias, na televisão), volto à conjetura de Partha Dasgupta, autor de “Economics, a very short introduction”, editora Oxford University Press, depois de explicar as razões económicas para a desigualdade entre as pessoas e os povos:

“a pobreza e a má qualidade de vida de muitos não são causadas pela dificuldade da quadratura do círculo, nem pela inexistência de regras eleitorais perfeitas, nem por os mercados de funcionamento ideal serem um mito, nem pelos governos de per si, porque eles são compostos e delegados por homens e mulheres; elas acontecem porque as pessoas e os povos ainda têm de aprender a viver uns com os outros”

É muito interessante ver um homem sábio, professor catedrático de economia em Oxford, mostrar a sua sensibilidade e humildade, apesar de catedrático de economia, apelando à compreensão e à tolerância.

E é capaz de ter razão, de até ser bom para a economia, nestes tempos de cimeira da NATO, com uns senhores cheios de certezas, muito seguros da superioridade da sua força e dos seus valores (uma das suas vozes até dizia há uns dias que há uns valores cristãos e germânicos que têm de ser aceites numa parte do território da Europa dos cidadãos), completamente surdos à voz de Gandhi, de Partha Dasgupta, e de alguns cidadãos insignificantes como eu ou, pelo menos, de expressão política insignificantemente minoritária, o que não quer dizer que o que dizemos seja insignificante.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Educação XVII - Federico Garcia Lorca

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Por um acaso, ouço na Antena 2 algumas das canções espanholas antigas de Federico Garcia Lorca (experimentem ver no youtube, por exemplo em:
      http://il.youtube.com/user/Kirsche01 ).

Vejo ainda no DN a notícia da recente morte, aos 101 anos, da caseira da vivenda de férias da família, Maria Mata, amiga do poeta, e cujo pai também foi fuzilado por franquistas.
Lorca não era apenas poeta. Era músico de formação clássica. Tocava e compunha. Como recordava Maria Mata, «Parece que lo estoy viendo tocar, porque le salía la música del alma».
No caso das canções antigas, ele próprio as recolheu entre o povo. Para algumas reescreveu o texto, para outras conservou o original.

Cito o caso para fazer uma reflexão à moda dos idosos.

Que a espécie humana é capaz do melhor e do pior.
Capaz de viver a música e de fuzilar.
Capaz de tratar bem um doente no hospital e de disparar sobre ele uma caçadeira num assalto (escrevo assim porque um bando armado anda de noite a matar e roubar gado na península de Setúbal e dispara sobre quem aparece).
Capaz de invocar o alto prestígio de economista, pelo menos no nosso meio em Portugal, em discurso na TV arrasador do pobre povo que é sempre o responsável pelo estado miserável das finanças por querer  viver melhor, nunca os decisores ou o governo porque o trigo cresceria para baixo se não fosse o ministro da agricultura, como dizia Brecht, mas capaz de, sendo também economista de prestígio, escrever livros em que a solidariedade também entra na equação (Joseph Stiglitz) ou reconhecer, como Partha Dasgupta (Economics a very short introduction, ed Oxford University Press), que, apesar de toda a ciência económica, os fracassos da humanidade acontecem porque as pessoas ainda têm muito a aprender sobre como viver uns com os outros. Dito de outra forma, a prioridade deveria ser o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

E por associação de ideias, por ter escrito "as pessoas têm muito a aprender...", cito agora, com a devida vénia ao DN, a evolução da criminalidade violenta registada de 1998 a 2009.

 Existirá uma correlação entre esta curva e a curva da ineficiência das políticas dos ministérios da Educação 20, 15, 10 anos antes? É que na base do nosso descontentamento e dos nossos fracassos (nossos e dos outros, claro) está a questão de Partha Dasgupta: as pessoas têm muito a aprender; não aprenderam quando andaram na escola, cresceram elas e cresce o indicador crime. Existirá essa correlação? Seria um exercício interessante, para um grupo de sociólogos investigar os dados, começando por comparar a evolução das curvas, da criminalidade e do insucesso escolar, separadas pela constante de tempo C necessária para a entrada no mundo do crime. Será que em 2007 - C  houve melhorias transitórias nas escolas ou será um simples sobressalto de registos? Será que há uma correlação entre o grau de iliteracia e a curva da criminalidade? Se há, a situação só poderá corrigir-se C anos depois de começar a tomar as medidas corretivas para diminuir o insucesso escolar... Qual será o valor de C?




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sábado, 1 de julho de 2017

É possível que eu esteja enganado

É possível que eu esteja enganado. Não devemos ter certezas, e o que é válido num domínio bem definido e num certo tempo pode não o ser noutras coordenadas.
Mas por outro lado devemos fazer o que pudermos para tentar compreender o que nos rodeia e o que nos afeta, utilizando os velhos passos do método científico, observação, experimentação, verificação dos resultados, colocação de hipóteses, tentativa de teoria, submissão à revisão e referendo dos especialistas...

Isto a propósito do que nos desgosta nestes dias, por um lado as perdas de vidas e bens do incêndio de Pedrogão, por outro a fragilidade de um Estado que deixa roubar material de guerra.

Dizia Mário Soares que o grande embuste do século XX tinha sido o comunismo. Penso que é prudente acolher com reservas a afirmação, vinda de quem em jovem tinha militado no respetivo partido. Mas pegando no termo, e beneficiando da perspetiva histórica, podemos dizer como Jacques Valier (Breve história do pensamento económico de Aristóteles aos nossos dias) que a experiência soviética entrou em processo gravemente degenerativo a partir dos anos 30 do século XX devido à captura do poder pela classe burocrática que atraiçoou os princípios e os fins da própria ideologia. Igualmente podemos dizer como Tzvetan Todorov (Os inimigos íntimos da democracia), que à falta de liberdade e ao desrespeito por direitos humanos da experiência que se tentou ser socialista sucedeu no mundo ocidental uma democracia que contem em si própria inimigos íntimos.
Eu diria pois, pela mentira que depois da escola de Chicago (Friedman, Haieck) nos quiseram fazer crer a todos que as leis do mercado desregulado correspondiam ao interesse das populações, e que as desigualdades diminuiriam. Não só não diminuiram como por esse mundo fora os direitos humanos são desrespeitados , muitas vezes em nome dos valores democráticos, como, por exemplo, os 24 milhões de crianças que anualmente morrem de fome. E isso não tem nada que ver com ideologias de esquerda ou de direita, tem que ver como Parta Dasgupta disse (Economics, a very short introduction) que "as pessoas têm ainda de aprender como viver em paz umas comas outras", sejam quais forem as culturas e as convicções de cada um.

Por isso seria preferível que deixasse de haver governos monopartidários ou de orientação exclusiva, e que os defensores de um ou de outro lado se preocupassem mais em procurar formas de colaboração do que em querer destruir sistematicamente o que os outros fazem.

Esta última afirmação é destinada aos defensores do estado mínimo e do mercado desregulado, que se queixam agora da fragilidade de um Estado que não tem um sistema de prevenção eficaz e que deixa roubar armamento, depois de anos de acusações de um Estado pesado (apesar de não ser o que as estatísticas comparativas dizem) e de, em 2016, o pagamento de juros atingiu 4,2% do PIB, as despesas de educação foram de 3,9% e as despesas de defesa, segurança e ordem pública foram de 2,7% ! É verdade que são também condicionamentos externos e imposições da contenção do défice, mas podia ser um apelo à colaboração, sem os vícios ideológicos dos mercados (sabendo-se as falhas que o mercado tem, assimetrias de informação ou de acesso a tecnologias, escassez, externalidades, promiscuidade interesses económicos-estrutura jurídica-poder político) ou do intervencionismo (poder burocrático, limitações de liberdade, direitos humanos). No caso português, é ainda de assinalar a progressiva fragilização da estrutura militar, desde a supressão do serviço obrigatório e aos cortes orçamentais à interpretação facciosa da Constituição que retira à Marinha e às forças armadas a condução da reação a catástrofes ou a situações de riscos, subordinando-as a estruturas civis geridas por vezes sem o conhecimento desses riscos.
Mas posso estar enganado, não tenho certezas, embora gostasse de as ver debatidas.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Análise lógica das ações do Tribunal Constitucional



Pode não ser um ponto de vista muito apreciado, mas a existência de um Tribunal Constitucional satisfaz um dos requisitos usados na gestão da qualidade de um qualquer sistema organizacional – que deve haver uma entidade independente da comissão executiva da entidade económica que explicite as discordâncias relativamente às estratégias e as táticas da comissão executiva (sem prejuízo de registar as concordancias, quando as houver, obviamente) .

A razão deste requisito é simples: evitar a polarização em torno de uma versão oficial da comissão executiva suscetivel de gerar uma virtualidade sem fundamento na realidade. Verifica-se assim que mais vale um oponente, mesmo equivocado, apresentar a sua versão errada, porque obriga a fundamentar melhor a versão oficial, do que não haver oposição (esta é uma conquista da ciência da gestão e da psicologia social relativamente recente,  que justificará os desvios do pensamento político no século XX, perseguindo os ideais da verdade única,  mesmo que científica, quando um dos pilares do método científico é não haver muitas certezas).

Sendo assim, se o Tribunal Constitucional tem razão e estão todos ou quase todos de acordo que isso é bom para o bem estar de todos, ótimo.
Se o que o Tribunal diz não merece o acordo de alguns e prejudica o bem estar de muitos, há que propor ao poder legislativo a alteração das leis que prejudicam o bem estar, o que implicará, nos termos constitucionais, uma maioria de 2/3.
Se não, como já disse Fernão Lopes, não.

É assim tão difícil de aceitar, esta lógica?
É  mais fácil chamar nomes aos senhores magistrados?
Até Roosevelt aceitou a decisão do tribunal constitucional americano que conservadoramente  lhe chumbou medidas para o “welfare state”.

Mas seria bom, de facto, que no currículo escolar dos senhores magistrados se desse mais força à matemática (para, por exemplo, entender bem o fundamento do sistema proporcional de Hondt, o valor referendário das sondagens com margem de erro inferior  a 5% , o sistema eleitoral com lista preferencial e a regra da impossibilidade de Kenneth Arrow).


                              (No dia em que foi dada a notícia do chumbo das entidades intermunicipais de direção não eleita diretamente pelos cidadãos e cidadãs, conforme proposta de lei do pobre Relvas. Sobre os mecanismos de polarização de opiniões em grupos decisórios, ver “a Sabedoria das Multidões” de James Surowiecki, ed Lua de Papel; sobre os sistemas e regras eleitorais incluindo a impossibilidade de satisfação de todos os eleitores de Kenneth Arrow, ver “Economics, a very short introduction, de Partha Dasgupta, ed. Oxford University Press )

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Lusitania hoje, 26 de janeiro de 2011

Com a devida vénia ao DN pelas notícias de hoje na Lusitânia e do mundo:

1 - A Lusitânia e o melhor dos lusitanos - Aconteceu o mesmo à Lusitania, associação inter-municipal para a promoção da região de Viseu-Guarda-Coimbra, que já tinha acontecido à agência para a promoção da Baixa-Chiado. Os lusitanos são assim, têm muita dificuldade em governar-se. É uma idiossincracia. Aparecem sempre uns lusitanos que acham que sabem como as coisas devem ser feitas. Não têm dúvidas e fazem uns ares muito sérios de quem não admite contrariedades. Nós lusitanos somos assim, temos dificuldade em ler o livro da Sabedoria das Multidões, o do trabalho em equipa com cada membro do grupo a pensar pela sua cabeça. Acreditamos em poções mágicas, em feiticeiros e em Asterixes. Não conseguimos interpretar o enunciado do problema e ouvimos pouco o que alguns lusitanos timidamente argumentam. A Lusitania vai ser extinta, depois de terem desaparecido uns milhões de euros e de não terem resultado os projetos bonitos e virtuais que foram aplaudidos há uns anos pela inovação e criatividade (Viseu digital, Museus virtuais, desenvolvimento sustentável, Dão digital, Prevenção florestal). Refiro-me à Lusitania agência inter-municipal. Os representantes dos vários municipios não se entenderam. Já dizia a minha professora de instrução primária. Os lusitanos sentavam-se à porta das cabanas e perguntavam a quem passava como se resolvia o problema; o mal não estava no método, porque é uma prospeção de dados; o problema é que quem respondia não dispunha de dados suficientes para a resposta e as respostas não eram debatidas entre si; faltava a todos o método científico.
2 - Ainda os blindados - agora parece decidido pelo senhor ministro, depois de rescindido o contrato (coisa estranha, parece-me que não há fundamento para a rescisão), que os dois blindados são para serem postos ao serviço; caso típico da idiossincracia lusitana, rescindir mas só parte; mais do que o caso dos submarinos alemães, que seguem mais o roteiro internacional do financiamento pela grande empresa alemã de consultores ou avaliadores de concursos para uma decisão favorável para ela; não é uma acusação, a Siemens, por exemplo, foi condenada por isso em 2000, nos USA; no ano seguinte o governo alemão fez aprovar legislação contra esses financiamentos, mas os representantes do fabricante dos submarinos talvez não tenham sido bem informados sobre a nova legislação.
3 - O segundo sputnik - que ternura a expressão encontrada por Obama para mobilizar os seus eleitores; assim como em 1957 o Sputnik estimulou o desenvolvimento da astronáutica dos USA, assim agora os USA devem investir mais na educação e na ciência. Cheguei a pensar que Obama estava a pensar numa nova URSS, as afinal a ideia é competirem melhor com os outros países e poderem vencê-los. Mas porque hão-de os USA quererem ser sempre os vencedores? Não podem ficar ex-aequo? Lembro-me de quando era miúdo que  havia muitos miúdos assim, a achar que tinham de ficar sempre em primeiro.
4 - Berlusconi - Talvez que a unica maneira de resolver este problema (que não seja esperar que Jupiter se lembre de chamar o alegre primeiro-ministro) seja a esquerda compreender que não nos devemos levar muito a sério. Ninguém nem nada merece tanta seriedade. O problema de Berlusconi não é ter dormido com uma moça de vida fácil de 17 anos. Se fosse esse o problema, a esquerda italiana quando esteve no poder teria legislado de modo a regular a industria do sexo, a regular o mercado do emprego  e a integração dos imigrantes na sociedade. Coisa que não fez. Então o problema de Berlusconi é o que Massimo Mateo, diretor da orquestra Divino Sospiro, disse a propósito da ópera Antígono, que Berlusconi é a anti-cultura mas ainda bem que a Itália tem cultura para onde as pessoas se podem voltar. O problema de Berlusconi é que não tem interesse nenhum em que a distribuição dos rendimentos da população seja mais equilibrada, que era por que a esquerda devia lutar; mas a televisão italiana fala mais na moça marroquina e na conselheira regional da Lombardia, antiga higienista oral de Berlusconi, Nicole Minetti.
Allora, me pare che la sinistra italiana, si veramente vuole il bene della gente, cosa che dovete fare è trovare un politico umanista di grande cultura e una consigliere per economie chiamata, da esempio, Maria Pregatore. Adesso si può battere l'avversario con le loro stesse armi.
5 - Forum de Davos -  alguns exitos passados: contribuição para a declaração greco-turca de 1988, o encontro Frederik de Klerk - Mandela em 1992, o acordo Simon Peres-Arafat  em 1994.  Sem querer menosprezar outras preocupações dos grandes pensadores (tema deste ano: normalização mundial), talvez que pudessem dar mais atenção à conjetura de Parta Daguspta (ver em
http://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=dasgupta ) , que é a de, no fundo dos grandes fracassos da economia mundial, estar a grandeza do que falta ainda às pessoas por esse mundo fora aprender para que  se entendam entre si.

sábado, 28 de agosto de 2010

Economicómio LVII - O metro do Mondego

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A reconstrução da linha de caminho de ferro de Coimbra para a Lousã (chamaram-lhe metro, metro do Mondego; mas é como Shakespeare dizia sobre a rosa, podia ter outro nome) esteve inscrita no orçamento.
Fecharam por isso o troço que ainda funcionava e começaram algumas obras.
Vieram os cortes e cortaram mesmo.
A construção está suspensa.
Vai continuar o desperdício no transporte rodoviário.
Poupem-me a fazer as contas do dito desperdício.
Só os ricos podem poupar.
O que me faz lembrar a declaração de Joseph Stiglitz (prémio Nobel da Economia, ex-vice-presidente do Banco Mundial, autor de A desiusão da Globalização), que  "os governos europeus que cortam na despesa pública de investimentos reprodutivos, só para compor os números do defice, estão a fazer um disparate".
Era o que eu pensava, mas eu não sou economista.
O que não me impede de tentar compreender o que outro economista (Partha Dasgupta, professor na universidade de Oxford, autor de Economics a very short introduction ed.Oxfrd Press) escreveu sobre a monitorização do PIB e do defice público, que são indicadores a considerar. Mas havendo tantas variáveis no jogo, deve dar-se mais atenção à base produtiva do país. E quer-me parecer que era mesmo isso que mais interessava.
Como já dizia o meu professor de economia no IST: se não conseguirmos escoar a produção porque o preço não compensa (por exemplo, porque a Jerónimo Martins compra fruta em Espanha mais barata do que a produzida cá) então temos de fazer como os condensadores nos circuitos elétricos; criamos a junta nacional das frutas, com armazens frigorificos, e armazenamos a dita, à espera que o preço da fruta espanhola suba, e quando subir, zás.
Acham que estou a brincar? Já não se recordam dos preços dos petroleiros sul-coreanos, antes e depois do fecho da Lisnave e dos estaleiros espanhois e ingleses?
Porque, explicava o professor Daniel Barbosa, é inutil tabelar preços. O que há a fazer é utilizar a lei da oferta e procura, e colocar no mercado a quantidade de produto correspondente ao preço que se deseja.
Terá o professor Daniel Barbosa ensinado aos seus alunos alguma coisa que os economistas não tenham aprendido?

Pobre metro do Mondego. Ou melhor, dos que beneficiariam dele.


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