Volto ao assunto do roubo de cobre. Ver
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/08/citacao-do-ouro-do-reno.html
Desta vez, de acordo com o DN, os alvos do roubo são as peças de cobre, eletrificadas, dos sistemas de rega.
E está em desenvolvimento um sistema de transmissão de alarme de roubo com localização por GPS e central na GNR de Santarem.
É uma colaboração do ministério da administração interna com as empresas vítimas de roubo de cobre (EDP, PT, etc)
As coisas estão a ficar parecidas com o massacre dos tubarões para aproveitar só as barbatanas e dos rinocerontes para aproveitar só o chifre.
Esta terceiro-mundialização permite aos assaltantes lucrar 300 euros com o pivô de rega, mas o agricultor tem de montar um sistema completo por 6.000 euros.
Já houve colheitas estragadas.
Estimam-se, desde o inicio de 2011, prejuizos de 22 milhões de euros e 477 toneladas de cobre roubado.
Por isso é positiva a iniciativa de instalar os alarmes centralizados.
Porém, há sempre poréns, especialmente quando as soluções são voluntaristas.
Os alarmes falsos são muitos e a distancia a que a GNR se encontra permite a conclusão do trabalho e a fuga. Está a reformular-se o projeto e vão comprar-se jipes para reduzir o tempo de deslocação.
Mas não consigo deixar de pensar no pobre colega administrativo que, atingido por doença psicológica, foi reclassificado como contínuo, e nos seus tempos livres era inventor. Inventou e patenteou um sistema de deteção de incêndios florestais, também centralizado. Ainda não havia telemóveis, de modo que o sistema consistia em fios de nylon espalhados pela floresta, estendidos na horizontal, em todas as direções. Com as chamas, o fio partir-se-ia e, num armário de zona, uma mola, liberta pela quebra do fio, acionaria um aparelho telefónico. Teve direito a artigo no jornal, com protestos pelo desprezo a que as florestas são votadas neste país. Recentemente foi premiado um sistema baseado em câmaras de TV sensíveis a infra-vermelhos, mas ainda não terá sido aplicado, possivelmente por dificuldades logísticas.
Vamos dar o benefício da dúvida e esperar para ver, embora, mais uma vez, também aqui pareça que as medidas preventivas (controle das entradas nos sucateiros, combate ao desemprego, inserção social, combate ao insucesso escolar, controle por amostragem de fronteiras, localizador do tipo em automóveis, câmaras de TV monitorizadas pelo proprietário...) terão mais eficiência dos que as repressivas (até porque o aumento da dificuldade do roubo ou da recetação provocará, em caso de confronto, um aumento do nível de violência contra os proprietários).
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
DN de 2011-11-16 . V - Os roubos de cobre
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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roubos de cobre
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
DN de 2011-11-16 . IV - Desconfiança de que é short-selling
Voltando ao tema das vendas a descoberto, tratado em
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/11/vendas-descoberto.html
sucede com o humilde escriba deste blogue, relativamente aos jogos de bolsa, o mesmo que com o ex-ministro das Finanças que repôs a bolsa em funcionamento, Miguel Cadilhe.
Pura e simplesmente não jogava, contentando-se com uns certificados de aforro e, se a memória não me falha, com umas obrigações de Tesouro adormecidas até ao resgate.
Porém, considera o humilde escriba a bolsa um interessante método de sondagem para avaliação de empresas.
Mas apenas um dos métodos, que deve fazer o mesmo que os jogos, servir de entretenimento, nunca de vício ou castigo para o jogador.
Isto a propósito da notícia do DN de 2011-11-16, que o escriba reputa de particularmente interessante.
Funcionou um alarme da comissão do mercado de valores mobiliários (daqueles por software) de variações demasiado bruscas na cotação de ações de um dos 4 grandes bancos da nossa praça em sucessivas e massivas operações de compra e venda.
As ações do banco desceram a um valor mais baixo de sempre (estaria isto relacionado com a "recapitalização"? quem queria comprar soprou qualquer coisa a desmerecer nas ações?), depois subiram 12% (depois de compradas, basta propalar que afinal não havia razão para descrer, e já há um lucrozito para vender outra vez) e, finalmente . Foram transacionadas cerca de 220 milhões de ações, no valor unitário de 10 centimos. Cerca de 3% do capital do banco. Imposto sobre estas transações: zero.
Não põe o escriba de parte que alguem tenha lido neste blogue o texto do endereço acima, contendo a descrição das habilidades de Berlusconi para dar a ganhar a amigos uns dinheiros em vendas a descoberto na bolsa de Milão.
E tenha querido experimentar na bolsa de Lisboa.
Nunca se sabe.
Ah! É verdade, já me esquecia.
É outra notícia do dia.
O parlamento de Estrasburgo aprovou um novo regulamento restritivo das vendas a descoberto e dos CDS. Para combater os ataques sobre as dívidas dos estados e a "volatilidade" e "instabilidade" dos "mercados".
Pena só começar a valer em novembro de 2012.
Mas, será que alguem vai passar um recibo a dizer: eu, investidor A, declaro que lucrei X euros em consequencia de combinações de jogos de bolsa não inteiramente compatíveis com a ética e os regulamentos, com o meu amigo corretor B a quem gratifiquei com Y euros ?
E depois não querem que os indignados de Wall Street, das Puertas del Sol e da catedral de S.Pedor e S.Paulo digam que o sistema financeiro está podre e que o presidente Obama diga que não foi eleito para fazer o jogo dos senhores de Wall Street (ai BCE, BCE...).
Nota - CDS (credit default swaps) ver o filme Inside job, ou
http://en.wikipedia.org/wiki/Credit_default_swap
São apólices de seguro que o investidor compra para cobrir o risco do emitente das obrigações não pagar a dívida. Por exemplo, por cada 100 que o investidor empresta (ou obrigações em que investiu) paga 3 de seguro à seguradora. Não parece muito sério que isto seja transacionável, pois não? especialmente quando os juros sobem, sobem, com a desculpa de que o devedor pode entrar em incumprimento; mas entretanto acabam por receber da seguradora, não é? exceto se a seguradora rebentar, como foi o caso da AIG aquando da falencia do Lehman Brothers. Os CDS são ótimos para vendas a descoberto e parece que foram mesmo dos principais responsáveis pela crise de 2008. Vamos estar até novembro de 2012 sugeitos a isto?
A regulamentação dos CDS é o objeto da medida nº3 das 22 medidas do manifesto dos economistas aterrados já falado em
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/10/economicomio-lxii-as-22-medidas-dos.html
Nunca é tarde para se fazer o que a esquerda propõe.
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/11/vendas-descoberto.html
sucede com o humilde escriba deste blogue, relativamente aos jogos de bolsa, o mesmo que com o ex-ministro das Finanças que repôs a bolsa em funcionamento, Miguel Cadilhe.
Pura e simplesmente não jogava, contentando-se com uns certificados de aforro e, se a memória não me falha, com umas obrigações de Tesouro adormecidas até ao resgate.
Porém, considera o humilde escriba a bolsa um interessante método de sondagem para avaliação de empresas.
Mas apenas um dos métodos, que deve fazer o mesmo que os jogos, servir de entretenimento, nunca de vício ou castigo para o jogador.
Isto a propósito da notícia do DN de 2011-11-16, que o escriba reputa de particularmente interessante.
Funcionou um alarme da comissão do mercado de valores mobiliários (daqueles por software) de variações demasiado bruscas na cotação de ações de um dos 4 grandes bancos da nossa praça em sucessivas e massivas operações de compra e venda.
As ações do banco desceram a um valor mais baixo de sempre (estaria isto relacionado com a "recapitalização"? quem queria comprar soprou qualquer coisa a desmerecer nas ações?), depois subiram 12% (depois de compradas, basta propalar que afinal não havia razão para descrer, e já há um lucrozito para vender outra vez) e, finalmente . Foram transacionadas cerca de 220 milhões de ações, no valor unitário de 10 centimos. Cerca de 3% do capital do banco. Imposto sobre estas transações: zero.
Não põe o escriba de parte que alguem tenha lido neste blogue o texto do endereço acima, contendo a descrição das habilidades de Berlusconi para dar a ganhar a amigos uns dinheiros em vendas a descoberto na bolsa de Milão.
E tenha querido experimentar na bolsa de Lisboa.
Nunca se sabe.
Ah! É verdade, já me esquecia.
É outra notícia do dia.
O parlamento de Estrasburgo aprovou um novo regulamento restritivo das vendas a descoberto e dos CDS. Para combater os ataques sobre as dívidas dos estados e a "volatilidade" e "instabilidade" dos "mercados".
Pena só começar a valer em novembro de 2012.
Mas, será que alguem vai passar um recibo a dizer: eu, investidor A, declaro que lucrei X euros em consequencia de combinações de jogos de bolsa não inteiramente compatíveis com a ética e os regulamentos, com o meu amigo corretor B a quem gratifiquei com Y euros ?
E depois não querem que os indignados de Wall Street, das Puertas del Sol e da catedral de S.Pedor e S.Paulo digam que o sistema financeiro está podre e que o presidente Obama diga que não foi eleito para fazer o jogo dos senhores de Wall Street (ai BCE, BCE...).
Nota - CDS (credit default swaps) ver o filme Inside job, ou
http://en.wikipedia.org/wiki/Credit_default_swap
São apólices de seguro que o investidor compra para cobrir o risco do emitente das obrigações não pagar a dívida. Por exemplo, por cada 100 que o investidor empresta (ou obrigações em que investiu) paga 3 de seguro à seguradora. Não parece muito sério que isto seja transacionável, pois não? especialmente quando os juros sobem, sobem, com a desculpa de que o devedor pode entrar em incumprimento; mas entretanto acabam por receber da seguradora, não é? exceto se a seguradora rebentar, como foi o caso da AIG aquando da falencia do Lehman Brothers. Os CDS são ótimos para vendas a descoberto e parece que foram mesmo dos principais responsáveis pela crise de 2008. Vamos estar até novembro de 2012 sugeitos a isto?
A regulamentação dos CDS é o objeto da medida nº3 das 22 medidas do manifesto dos economistas aterrados já falado em
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/10/economicomio-lxii-as-22-medidas-dos.html
Nunca é tarde para se fazer o que a esquerda propõe.
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CDS,
vendas a descoberto
DN de 2011-11-16 . III - O telefone que continua a escorrer sangue
A criminalidade violenta é recorrente em países desenvolvidos.
Por exemplo, na Alemanha, entre 2000 e 2007, foram assassinados à luz do dia, nos seus restaurantes, 10 pequenos empresários de origem estrangeira.
A policia só resolveu o caso quando uma cúmplice se entregou, confirmando motivações xenófobas.
Acho estranho, porque, mais ou menos a meio deste período, em Hamburgo, testemunhei o interrogatório, em plena rua, de um ciclista rodeado por oito polícias.
Mas pode ser má vontade minha.
De vez em quando, há um caso de assassínio em grupo de estudantes ou pessoal hospitalar na Alemanha, na Finlandia, na Noruega, nos USA, sem que a policia ou técnicos de sociologia detetem os sinais.
É conhecida a correlação entre as leis e o controle de porte de armas, e este tipo de crimes, mas o que me interessa focar é o fenómeno do aumento da criminalidade violenta em Portugal, especialmente entre jovens,sem que o senhor ministro da administração interna, autor da metáfora "o meu telefone escorre sangue", saia do secretismo em que provavelmente está a analisar estes casos.
Esperemos que não diga o mesmo que os seus colegas de governo, que não há dinheiro, porque "não há dinheiro" pode ser a desculpa de um assaltante quando é apanhado, evitando as fastidiosas correlações deste blogue entre a criminalidade e o abandono escolar, o desemprego, a incapacidade educacional e financeira de encarregados de educação (quando os há), as deficientes condições de habitação e sociais, a deficiente integração de imigrantes.
As politicas de governos anteriores tambem achavam fastidiosas estas correlações, desde a superioridade e a distancia a estas minudencias da senhora ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues, até ao comportamento desligado da realidade criminal e da realidade da sinistralidade rodoviária do senhor ex-ministro Rui Pereira.
Por isso é preocupante o secretismo deste ministério quanto a medidas dissuasoras do crime, embora se saiba há muito que, tal como na medicina, são as práticas preventivas que devem prevalecer sobre as remediadoras.
Tudo isto a propósito da noticia do DN de 2011-11-16 sobre o sequestro em Santarem de uma rapariga de 17 anos à saída da sua escola secundária, por um grupo de 4 jovens "desenraizados", entre os 18 e os 25 anos de idade.
O sequestro manteve-se durante uma semana, durante a qual o grupo continuou as suas atividades de roubo e tráfico de drogas, inserido em grupo mais vasto e experiente.
Neste caso pareceu correto o trabalho da polícia.
Mas, o que sucederá a seguir, do ponto de vista judicial?
Que eufemismo, "desenraízados".
Sucedem-se as gerações de jovens deitados ao abandono e à impreparação para um trabalho inserido nas comunidades, sem que se debata publicamente medidas preventivas e corretivas.
Chamar a isso "desenraizados"...
PS 1- Referindo no texto acima o problema da sinistralidade rodoviária, devo reconhecer como altamente positivo o anuncio que o senhor ministro da administração interna fez no Parlamento, em 2011-11-16 , de que em 2012 serão instalados radares de controle de velocidade no valor de 4 milhões de euros. Não posso porem deixar de criticar o secretismo como método de trabalho do senhor ministro. os problemas da criminalidade e da sinistralidade são tão graves que o debate aberto é desejável.
Salvo melhor opinião, claro.
PS 2 - Das declarações do senhor ministro no Parlamento sobre o orçamento para 2012, prevendo a admissão de 800 agentes da GNR e 300 da PSP para combater o aumento da criminalidade violenta, deduz-se que o atual governo já compreendeu a correlação entre desemprego e criminalidade. Mas vai pelas medidas remediadoras. Faltam as preventivas. Se me fosse dado sugerir, é um trabalho para sociólogos e técnicos de serviço social, de que há tantos no desemprego. Salvo melhor opinião, claro.
Por exemplo, na Alemanha, entre 2000 e 2007, foram assassinados à luz do dia, nos seus restaurantes, 10 pequenos empresários de origem estrangeira.
A policia só resolveu o caso quando uma cúmplice se entregou, confirmando motivações xenófobas.
Acho estranho, porque, mais ou menos a meio deste período, em Hamburgo, testemunhei o interrogatório, em plena rua, de um ciclista rodeado por oito polícias.
Mas pode ser má vontade minha.
De vez em quando, há um caso de assassínio em grupo de estudantes ou pessoal hospitalar na Alemanha, na Finlandia, na Noruega, nos USA, sem que a policia ou técnicos de sociologia detetem os sinais.
É conhecida a correlação entre as leis e o controle de porte de armas, e este tipo de crimes, mas o que me interessa focar é o fenómeno do aumento da criminalidade violenta em Portugal, especialmente entre jovens,sem que o senhor ministro da administração interna, autor da metáfora "o meu telefone escorre sangue", saia do secretismo em que provavelmente está a analisar estes casos.
Esperemos que não diga o mesmo que os seus colegas de governo, que não há dinheiro, porque "não há dinheiro" pode ser a desculpa de um assaltante quando é apanhado, evitando as fastidiosas correlações deste blogue entre a criminalidade e o abandono escolar, o desemprego, a incapacidade educacional e financeira de encarregados de educação (quando os há), as deficientes condições de habitação e sociais, a deficiente integração de imigrantes.
As politicas de governos anteriores tambem achavam fastidiosas estas correlações, desde a superioridade e a distancia a estas minudencias da senhora ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues, até ao comportamento desligado da realidade criminal e da realidade da sinistralidade rodoviária do senhor ex-ministro Rui Pereira.
Por isso é preocupante o secretismo deste ministério quanto a medidas dissuasoras do crime, embora se saiba há muito que, tal como na medicina, são as práticas preventivas que devem prevalecer sobre as remediadoras.
Tudo isto a propósito da noticia do DN de 2011-11-16 sobre o sequestro em Santarem de uma rapariga de 17 anos à saída da sua escola secundária, por um grupo de 4 jovens "desenraizados", entre os 18 e os 25 anos de idade.
O sequestro manteve-se durante uma semana, durante a qual o grupo continuou as suas atividades de roubo e tráfico de drogas, inserido em grupo mais vasto e experiente.
Neste caso pareceu correto o trabalho da polícia.
Mas, o que sucederá a seguir, do ponto de vista judicial?
Que eufemismo, "desenraízados".
Sucedem-se as gerações de jovens deitados ao abandono e à impreparação para um trabalho inserido nas comunidades, sem que se debata publicamente medidas preventivas e corretivas.
Chamar a isso "desenraizados"...
PS 1- Referindo no texto acima o problema da sinistralidade rodoviária, devo reconhecer como altamente positivo o anuncio que o senhor ministro da administração interna fez no Parlamento, em 2011-11-16 , de que em 2012 serão instalados radares de controle de velocidade no valor de 4 milhões de euros. Não posso porem deixar de criticar o secretismo como método de trabalho do senhor ministro. os problemas da criminalidade e da sinistralidade são tão graves que o debate aberto é desejável.
Salvo melhor opinião, claro.
PS 2 - Das declarações do senhor ministro no Parlamento sobre o orçamento para 2012, prevendo a admissão de 800 agentes da GNR e 300 da PSP para combater o aumento da criminalidade violenta, deduz-se que o atual governo já compreendeu a correlação entre desemprego e criminalidade. Mas vai pelas medidas remediadoras. Faltam as preventivas. Se me fosse dado sugerir, é um trabalho para sociólogos e técnicos de serviço social, de que há tantos no desemprego. Salvo melhor opinião, claro.
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criminalidade juvenil
DN de 2011-11-16 . II - Auto silos, uma questão de transportes
Segundo o DN, a câmara municipal do Porto vai vender o auto-silo.
Poderá não ser muito bonito, o auto-silo, mas é um fator de atratividade para a fixação de habitantes no centro de uma cidade.
Não é para os habitantes das cidades dos suburbios poderem trazer os seus automóveis (estratégia correta: auto-silo + portagens à entrada da cidade), é para atrair moradores para o centro, esperando que eles se movimentem preferencialmente em TC (estratégia correta: fiscalização apertada do estacionamento + limitação de velocidade fiscalizada em patamares de 30 e de 50 km/h).
Contribui assim o auto-silo para a valorização das habitações do centro, para o seu repovoamento e para o aumento da taxa de ocupação do TC.
Pena vender-se o auto-silo.
Tem 850 lugares e vários agentes económicos em atividade.
O concurso só vai exigir a manutenção de 420 lugares.
Algum dinâmico especialista de economia deve ter pensado em"rentabilizar" os espaços.
Sem fazer a análise de custos-benefícios entrando com os benefícios de que falei acima, nem com os prejuízos da perda de atratividade do centro.
Poderá não ser muito bonito, o auto-silo, mas é um fator de atratividade para a fixação de habitantes no centro de uma cidade.
Não é para os habitantes das cidades dos suburbios poderem trazer os seus automóveis (estratégia correta: auto-silo + portagens à entrada da cidade), é para atrair moradores para o centro, esperando que eles se movimentem preferencialmente em TC (estratégia correta: fiscalização apertada do estacionamento + limitação de velocidade fiscalizada em patamares de 30 e de 50 km/h).
Contribui assim o auto-silo para a valorização das habitações do centro, para o seu repovoamento e para o aumento da taxa de ocupação do TC.
Pena vender-se o auto-silo.
Tem 850 lugares e vários agentes económicos em atividade.
O concurso só vai exigir a manutenção de 420 lugares.
Algum dinâmico especialista de economia deve ter pensado em"rentabilizar" os espaços.
Sem fazer a análise de custos-benefícios entrando com os benefícios de que falei acima, nem com os prejuízos da perda de atratividade do centro.
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auto-silo do Porto
Fala de governante, e Peter Grimes, de Benjamin Britten
Reporta o DN de 211-11-16 que o senhor secretário de estado do mar afirmou que "Algo não bate certo quando os armadores querem abater navios".
Provavelmente o senhor governante não viu na TV a reportagem em que um pescador informava a entrevistadora que não ia para o mar para depois ter de vender o peixe ao preço a que os grandes importadores o punham no mercado (praça), pelo que só pescava algumas espécies.
Tambem não terá apreendido a dimensão da desgraça que é os pescadores não terem equipamentos (asssistencia técnica, rádio, balizas de localização, fatos térmicos) e formação de segurança requeridos pelos riscos da profissão, conforme a respetiva associação tem divulgado.
Mas ouçamos antes Benjamin Brittem em Peter Grimes pescador, ópera estreada em 1945: "o mar está a ferver de peixe ... os burgueses da cidade só ouvem o dinheiro, só o dinheiro; vou pescar todo o peixe e inundar o mercado ... tu é que tens a culpa de tudo (falando para o ajudante)"
É, a ópera tem muito interesse pelas questões tratadas, e valor didático para quem tenha de tomar decisões.
ou oiçam na antena 2, a opera comentada pelo compositor Alexandre Delgado, em:
http://tv3.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1127&e_id=9112011&c_id=2&dif=radio
Provavelmente o senhor governante não viu na TV a reportagem em que um pescador informava a entrevistadora que não ia para o mar para depois ter de vender o peixe ao preço a que os grandes importadores o punham no mercado (praça), pelo que só pescava algumas espécies.
Tambem não terá apreendido a dimensão da desgraça que é os pescadores não terem equipamentos (asssistencia técnica, rádio, balizas de localização, fatos térmicos) e formação de segurança requeridos pelos riscos da profissão, conforme a respetiva associação tem divulgado.
Mas ouçamos antes Benjamin Brittem em Peter Grimes pescador, ópera estreada em 1945: "o mar está a ferver de peixe ... os burgueses da cidade só ouvem o dinheiro, só o dinheiro; vou pescar todo o peixe e inundar o mercado ... tu é que tens a culpa de tudo (falando para o ajudante)"
É, a ópera tem muito interesse pelas questões tratadas, e valor didático para quem tenha de tomar decisões.
ou oiçam na antena 2, a opera comentada pelo compositor Alexandre Delgado, em:
http://tv3.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1127&e_id=9112011&c_id=2&dif=radio
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Benjamin Britten,
pesca,
segurança marítima
A novela do PET aos 16 de novembro de 2011
À atenção do senhor ministro da economia e dos transportes, tão contente com as negociações com as "low cost", que vão definir o modelo de exploração do serviço aéreo da área metropolitana de Lisboa.
Noticia no DN de 2011-11-16:
A Ryanair tem neste inverno 80 dos seus 300 aviões parados devido à "sazonalidade" e aos custos de combustível (lá está, uma medida para aumentar a taxa de ocupação dos passageiros é baixar a taxa de utilização dos veículos, mas não se esqueçam de contabilizar as perdas da imobilização dos respetivos ativos financeiros).
Dentre os tripulantes por essa europa fora, 252 dos 500 sediados em Portugal ficarão em regime de licença sem vencimento até abril de 2012.
Provavelmente o seu retorno ao trabalho contribuirá para o inicio do fim da crise anunciado pelo senhor ministro, mas não faz impressão ter-se dimensionado quadros de pessoal que depois estão uns meses sem trabalho?
Atenção que não é só, confessadamente, a sazonalidade.
Provavelmente tambem, o senhor ministro acharia bem que os quadros das empresas publicas fossem assim flexíveis para adaptarem a oferta à procura sem custos.
Tambem os custos de formação e os uniformes são suportados pelos profissionais.
Curioso tambem a Ryanair recorrer a uma empresa de prestação de serviços (estas técnicas de gestão...) para fornecimento de profissionais.
E com ar candido, diz a Ryanair: "os tripulantes foram avisados em junho".
Pode ser que tenha de ser assim, porque como os senhores governantes dizem, não há dinheiro.
Compreende-se agora o desabafo do piloto que "aterrou" no Hudson criticando a sub-remuneração dos pilotos das companhias americanas.
Mas podiam ser apresentados os cálculos que demonstram que não há dinheiro, o que só poderá ser feito quando se identificarem os detentores de cada parcela da dívida e os destinatários de cada parcela dos empréstimos.
Salvo melhor opinião.
E quanto às "low cost", recomenda-se à atenção do senhor ministro a afirmação de um gestor da TAP: "São subsidio-dependentes das regiões de turismo que servem" (o que significa que acabando-se o subsidio por dificuldade de financiamento da região, acaba o serviço).
É verdade que a Easy jet está num ponto da curva dos rendimentos decrescentes mais favorável do que a Ryanair, mas com a previsível subida dos custos de combustível, é de considerar a hipótese de que entregar-lhe o planeamento do serviço aéreo de Lisboa e poupar-lhes a concorrencia do TGV para Madrid tem uma elevada probabilidade de ser uma gestão imprudente e uma estratégia do PET de azimute mal determinado.
Noticia no DN de 2011-11-16:
A Ryanair tem neste inverno 80 dos seus 300 aviões parados devido à "sazonalidade" e aos custos de combustível (lá está, uma medida para aumentar a taxa de ocupação dos passageiros é baixar a taxa de utilização dos veículos, mas não se esqueçam de contabilizar as perdas da imobilização dos respetivos ativos financeiros).
Dentre os tripulantes por essa europa fora, 252 dos 500 sediados em Portugal ficarão em regime de licença sem vencimento até abril de 2012.
Provavelmente o seu retorno ao trabalho contribuirá para o inicio do fim da crise anunciado pelo senhor ministro, mas não faz impressão ter-se dimensionado quadros de pessoal que depois estão uns meses sem trabalho?
Atenção que não é só, confessadamente, a sazonalidade.
Provavelmente tambem, o senhor ministro acharia bem que os quadros das empresas publicas fossem assim flexíveis para adaptarem a oferta à procura sem custos.
Tambem os custos de formação e os uniformes são suportados pelos profissionais.
Curioso tambem a Ryanair recorrer a uma empresa de prestação de serviços (estas técnicas de gestão...) para fornecimento de profissionais.
E com ar candido, diz a Ryanair: "os tripulantes foram avisados em junho".
Pode ser que tenha de ser assim, porque como os senhores governantes dizem, não há dinheiro.
Compreende-se agora o desabafo do piloto que "aterrou" no Hudson criticando a sub-remuneração dos pilotos das companhias americanas.
Mas podiam ser apresentados os cálculos que demonstram que não há dinheiro, o que só poderá ser feito quando se identificarem os detentores de cada parcela da dívida e os destinatários de cada parcela dos empréstimos.
Salvo melhor opinião.
E quanto às "low cost", recomenda-se à atenção do senhor ministro a afirmação de um gestor da TAP: "São subsidio-dependentes das regiões de turismo que servem" (o que significa que acabando-se o subsidio por dificuldade de financiamento da região, acaba o serviço).
É verdade que a Easy jet está num ponto da curva dos rendimentos decrescentes mais favorável do que a Ryanair, mas com a previsível subida dos custos de combustível, é de considerar a hipótese de que entregar-lhe o planeamento do serviço aéreo de Lisboa e poupar-lhes a concorrencia do TGV para Madrid tem uma elevada probabilidade de ser uma gestão imprudente e uma estratégia do PET de azimute mal determinado.
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low cost aéreas,
PET
DN de 2011-11-16 . I - Os águia voa arto
Com a devida vénia ao cronista do DN Ferreira Fernandes, que foi buscar a sentença de Samuel Samahonga, pastor de cabras no leste da sua Angola:
"Os águia voa arto, mas tem de baixar pra comer".
Isto a propósito da politica de aproximação do atual governo à Venezuela e da venda de computador Magalhães ao México, depois de tanta crítica ao governo anterior...
Talvez Samuel Samahonga concordasse em estender a análise aos grandes que acham natural utilizar os conhecimentos que obtiveram no exercício dum cargo ministerial para obtenção de negócios para as suas empresas (não é inconfidencia nenhuma, foi o que o próprio respondeu à entrevistadora), ou usar do prestígio da empresa ou função para influenciar adjudicações (fazia o mesmo com outros, respondeu num tribunal para se justificar). Na verdade, os águia acham natural, o que naturalmente fundamenta o direito consuetudinário, ou direito dos costumes, do tradicional, sempre assim foi, terem poder para formar um mercado restrito de influencias ... no fundo é assim que está estruturada a comunidade, como explicava o lobo ao cordeiro na fábula de La Fontaine; como diz o presidente do instituto Gulbenkian de ciencia, António Coutinho, quando os principios falham, não há regras que valham, não vale a pena perdermos muito tempo a mudar a lei.
Ao invés, democracia participativa, acho que valia a pena tentar.
E lembrar aos país arto que têm de baixar pra comer, mas de colaboração com os país menos arto.
"Os águia voa arto, mas tem de baixar pra comer".
Isto a propósito da politica de aproximação do atual governo à Venezuela e da venda de computador Magalhães ao México, depois de tanta crítica ao governo anterior...
Talvez Samuel Samahonga concordasse em estender a análise aos grandes que acham natural utilizar os conhecimentos que obtiveram no exercício dum cargo ministerial para obtenção de negócios para as suas empresas (não é inconfidencia nenhuma, foi o que o próprio respondeu à entrevistadora), ou usar do prestígio da empresa ou função para influenciar adjudicações (fazia o mesmo com outros, respondeu num tribunal para se justificar). Na verdade, os águia acham natural, o que naturalmente fundamenta o direito consuetudinário, ou direito dos costumes, do tradicional, sempre assim foi, terem poder para formar um mercado restrito de influencias ... no fundo é assim que está estruturada a comunidade, como explicava o lobo ao cordeiro na fábula de La Fontaine; como diz o presidente do instituto Gulbenkian de ciencia, António Coutinho, quando os principios falham, não há regras que valham, não vale a pena perdermos muito tempo a mudar a lei.
Ao invés, democracia participativa, acho que valia a pena tentar.
E lembrar aos país arto que têm de baixar pra comer, mas de colaboração com os país menos arto.
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democracia participativa,
tráfico de influencias
Radio on-line
Não é só acabar com as emissões de onda curta. Apesar de tudo ainda se consegue desenvolver uma atividade util e de natureza cultural.
Já funciona a rádio ópera.
É serviço público, caso haja dúvidas depois do relatório do senhor professor diretor da escola superior de economia, pode ser que não a destruam.
É só endereçar
http://www.rtp.pt/radios/online/antena2opera/
e clicar em OPERA .
Vá lá, percam o preconceito.
Ópera não é só criaturas aos gritos (se experimentarem cantar logo vêem como custa).
Tem quase tudo o que aflige e alegra o género humano.
É bom, e até há óperas de interesse de portugueses contemporaneos (Banksters, de Nuno Corte Real, das Marchen, de Emanuel Nunes
, ... ... ).
Já funciona a rádio ópera.
É serviço público, caso haja dúvidas depois do relatório do senhor professor diretor da escola superior de economia, pode ser que não a destruam.
É só endereçar
http://www.rtp.pt/radios/online/antena2opera/
e clicar em OPERA .
Vá lá, percam o preconceito.
Ópera não é só criaturas aos gritos (se experimentarem cantar logo vêem como custa).
Tem quase tudo o que aflige e alegra o género humano.
É bom, e até há óperas de interesse de portugueses contemporaneos (Banksters, de Nuno Corte Real, das Marchen, de Emanuel Nunes
, ... ... ).
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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Na esquina do tempo, da António Enes para a Pedro Nunes
Na esquina da Rua António Enes para a Rua Pedro Nunes existe agora um espaço vazio, aguardando o início de uma construção.
Graças às fotografias de rua do Google, posso recordar a moradia compacta que lá se erguia.
Reparem na porta baixa, possivelmente para formar conjunto com a janela que lhe está sobreposta.
Pequenos obeliscos nas cornijas, mansardas.
Portão de acesso ao quintal e edificio anexo para garagem e pessoal de apoio.
Resta a memória que me traz o seu último habitante.
Um dos colegas mais velhos que encontrei, no tempo em que comecei a trabalhar no metropolitano de Lisboa.
De nome aristocrático.
De trato delicado, atravessando o período da revolução de 25 de Abril com dignidade, sem condenações que até podiam ser perdoadas devido à sua idade.
Pacificamente descia a Pedro Nunes, atravessava a Av.Fontes Pereira de Melo e estava na sede da empresa, numa moradia de volumetria semelhante mas de traça mais ambiciosa.
Nesse tempo era vulgar viver-se a vida ativa na mesma empresa.
O que os economistas inovadores de agora consideram ineficiente.
Sem no entanto explicarem como é possível enquadrar os aspetos complexos de uma atividade que requeira multiplas disciplinas sem se ganhar experiencia e, especialmente, estabilidade emocional para ponderar os parâmetros das questões.
Fui encontrar o seu arquivo pessoal no gabinete que comecei por ocupar, já ele tinha deixado funções operacionais, como convinha no termo de uma carreira respeitada (outro conceito de que os economistas inovadores não apreciam, embora por razões de auto-estima possam considerar que lhes é aplicável, mesmo em início de carreira).
Era, distribuido ordenadamente pelas prateleiras de um armário, um conjunto de fotocópias em papel térmico e de páginas datilografadas sobre quase todos os temas interessando a construção, a exploração e a manutenção de metropolitanos.
A evolução técnica é muito viva, e facilmente as notas técnicas se desatualizam.
Guardei e li algumas, tentando apreender o máximo de informação, e pedi o arquivamento da maior parte no centro de documentação da empresa.
E também guardei a lição de manter uma documentação técnica abrangendo as teorias e as práticas da especialidade e acompanhando as inovações.
Garantir a acessibilidade a todos os temas de interesse para um metropolitano, facilitando a sua localização rápida e mantendo o registo da evolução técnica é uma tarefa valiosa, que em períodos de menor atividade construtiva ou expansionista deve ser executada, incluindo a atualização de normas internacionais e de normativos de construção, exploração e manutenção.
Alguma documentação desatualiza-se, mas outra corresponde a principios de fisica que devem manter-se no âmbito do conhecimento, como por exemplo o método manual de cálculo dos diagramas de marcha a partir das forças aplicadas, para melhor compreensão do método computorizado, ou os principios de segurança da sinalização ferroviária.
Se assim não se organizar a documentação, facilmente se perderá "know how", ou "saber fazer", de questões estratégicas para a empresa.
Evidentemente que poderá sempre recorrer-se, através de concurso, a gabinetes de engenharia da especialidade, normalmente sujeitos às grandes empresas estrangeiras concessionárias de serviços de transportes.
Mas é sempre uma pena. Ter um domínio de uma atividade técnica e perder essa capacidade.
Como se um vazio tomasse conta do espaço e a sua frieza triunfasse.
Tranquilizei-o quando numa visita de colegas estrangeiros me chamou a atenção delicada e interrogativamente para uma mancha de óleo sob um transformador de média tensão. Mas não lhe contei que fiz uma cara feia depois com o contramestre do serviço de manutenção pedindo-lhe que revisse os óleos e as proteções Bucholz (integridade do óleo, que exigia efetivamente alguns cuidados; felizmente, alguns anos mais tarde a evolução técnica permitiu a substituição por transformadores secos).
Foi a última imagem que dele retive.
O que irá surgir no seu espaço?
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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00:48
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metropolitano de Lisboa
terça-feira, 15 de novembro de 2011
In time, footprint
In time | Footprint |
In time é um filme dos USA de Andrew Niccol . Sem tempo, em Portugal | Footprint, pegada ecológica em português, é a procura de recursos naturais medida pela superfície de terra e mar necessárias para o sustento da pessoa, empresa ou país dessa pegada, e para absorver os resíduos e o CO2 por eles produzidos num ano. Biocapacity, ou oferta de recursos biológicos, varia todos os anos em função da gestão do território e do clima |
A ideia de partida do filme é a substituição da moeda por tempo. Geneticamente, toda a humanidade passou a dispor, à nascença, de 25 anos de vida. Ninguém envelhece. Deixou de existir a moeda. A remuneração do trabalho, ou o produto do roubo ou extorsão, passou a ser o tempo, cujas unidades são inseridas no relógio pessoal ao fim do dia de trabalho ou no ato do roubo. Morre-se quando o relógio fica a zeros. Uns têm muito tempo e vivem em zonas de luxo. Outros têm só o tempo para um dia, que têm de renovar no dia seguinte no local de trabalho, recebendo mais um dia e um tempo para aquisição de comida, e vivem em zonas pobres. | “É necessário ir alem do PIB como medida do progresso e desenvolver indicadores complementares que nos permitam compreender melhor as questões sociais e ambientais … se vamos mudar a maneira como as pessoas pensam o mundo em que vivem, então este é um trabalho coletivo que precisa de ser acelerado ." Stavros Dimas, Comissário europeu para o ambiente |
Como o tempo não é uniformemente distribuído, os acumuladores de tempo aumentam periodicamente o custo em tempo dos alimentos, dos bilhetes de autocarro, ou diminuem o numero de unidades de tempo com que remuneram os assalariados, para que a população das zonas pobres não se torne excessiva e para que as zonas de luxo possam sustentar-se e pagar os seus empréstimos. | A humanidade ultrapassou o orçamento dos recursos naturais disponíveis para cada ano e está agora a viver a crédito acumulado por empréstimo da oferta de anos futuros. Evolução da procura e oferta de recursos naturais em Portugal em ha/habitante: |
Nas zonas pobres há lojas de penhores e agencias de assistência social onde parcimoniosamente são concedidos empréstimos de tempo. Há fronteiras com barreiras com leitores de tempo entre as zonas. Uns acumulam tempo, outros não conseguem evitar que ele se esgote e morrem. O herói rebelde segue o formato estereotipado dos filmes norte-americanos: sozinho com a heroínas contra os guardiões do tempo e os acumuladores de tempo. | Por exemplo, se todos os cidadãos e cidadãs do planeta tivessem o nível de vida nos USA, o planeta precisaria de uma superfície 5 vezes maior. É mais um exemplo da desigualdade. A superfície necessária para sustentar a população dos USA (8 ha/habitante) é cerca de uma vez e meia a própria superfície. Para a China (2,2 ha/hab) – 3 vezes Para Portugal (4,5 ha/hab) -5 vezes |
Conseguem escapar, distribuem um milhão de anos pela população pobre e tornam-se numa versão futurista de Bonnie and Clyde. | É necessário alterar os padrões de comportamento e de consumo, reduzindo a pegada ecológica. Isso não se consegue só aumentando a eficiência. A crise económica e financeira é a outra face da crise ambiental. |
Pena o realizador não ter aprofundado, através de especialistas, as analogias com a economia politica real, em vez de ter dado preferencia aos aspetos lúdicos das perseguições de automóvel através de estradas em regiões desertificadas e desumanizadas. Continua-se assim a alimentar a ideia messiânica do herói voluntarista, em detrimento da disseminação consciente das razões das coisas. | Pena os especialistas ecológicos não relacionarem mais claramente as questões ecológicas com o rumo suicida da exploração da terra pela economia internacional sujeita aos acumuladores de capital. Continua-se assim a alimentar junto das populações a ideia mítica de que o interesse egoísta e a minimização do estado social trazem a felicidade a todos, quando só soluções coletivamente participadas poderão inverter o excesso de procura sobre a oferta. |
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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Novas falas de governantes, desta vez questões de retórica
Fala do senhor ministro da economia:
"2012 irá certamente marcar o fim da crise, será o ano da retoma para o crescimento gradual em 2013 e 2014",
mas não foi bem esta a fala (embora tenha sido ouvida por muitos, que também viram que o orador estava a ler),
o que o senhor ministro disse que disse, foi antes:
"todos os indicadores mostram que 2012 será o início do fim da crise",
e mais disse que
"há imponderáveis que não podemos controlar",
e que
"as condições vão piorar antes de começarem a melhorar" (na verdade, não é uma redundancia, porque as condições podiam manter-se estáveis antes de começarem a melhorar, mas os ciclos económicos não costumam ter patamares, por isso é muito natural que as condições só comecem a melhorar depois de acabarem de piorar; a dúvida é quando, mas para isso estão as previsões dos irmãos maiores da UE, que prevêem crescimento franco a partir de meados de 2012).
E assim se vai perdendo a esperança de que os nossos ministros falem bem, embora tenha de se reconhecer criatividade ao senhor ministro quando de modo anglo-saxónico fabrica neologismos como "descompetividade" para significar "falta de competitividade".
Mas não é isso que mais interessa.
Interessava mais que o senhor ministro não se enervasse e não estivesse tão inseguro.
É verdade que o cargo convida a isso, mas acalme-se e tente uma postura dialogante, como aliás costuma dizer que tem.
Vai ver que se sentirá mais à vontade e obterá resultados.
Não precisa de negar que disse o que leu.
Não precisa de responder com acusações de "retóricas exacerbadas" e de "ameaças na rua".
Responda antes com argumentos, por exemplo apresentando os tais indicadores que mostram que 2012 será o principio do fim (da crise), para não repetir a inconformidade das taxas de ocupação.
"2012 irá certamente marcar o fim da crise, será o ano da retoma para o crescimento gradual em 2013 e 2014",
mas não foi bem esta a fala (embora tenha sido ouvida por muitos, que também viram que o orador estava a ler),
o que o senhor ministro disse que disse, foi antes:
"todos os indicadores mostram que 2012 será o início do fim da crise",
e mais disse que
"há imponderáveis que não podemos controlar",
e que
"as condições vão piorar antes de começarem a melhorar" (na verdade, não é uma redundancia, porque as condições podiam manter-se estáveis antes de começarem a melhorar, mas os ciclos económicos não costumam ter patamares, por isso é muito natural que as condições só comecem a melhorar depois de acabarem de piorar; a dúvida é quando, mas para isso estão as previsões dos irmãos maiores da UE, que prevêem crescimento franco a partir de meados de 2012).
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| malabarices |
E assim se vai perdendo a esperança de que os nossos ministros falem bem, embora tenha de se reconhecer criatividade ao senhor ministro quando de modo anglo-saxónico fabrica neologismos como "descompetividade" para significar "falta de competitividade".
Mas não é isso que mais interessa.
Interessava mais que o senhor ministro não se enervasse e não estivesse tão inseguro.
É verdade que o cargo convida a isso, mas acalme-se e tente uma postura dialogante, como aliás costuma dizer que tem.
Vai ver que se sentirá mais à vontade e obterá resultados.
Não precisa de negar que disse o que leu.
Não precisa de responder com acusações de "retóricas exacerbadas" e de "ameaças na rua".
Responda antes com argumentos, por exemplo apresentando os tais indicadores que mostram que 2012 será o principio do fim (da crise), para não repetir a inconformidade das taxas de ocupação.
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| A taxa de ocupação (procura sobre oferta) no terminal fluvial do Cais do Sodré, às 16:20 |
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
A maternidade Alfredo da Costa
Não nasci na maternidade Alfredo da Costa.
Desagrada-me a ideia de a quererem demolir.
Uma das coisas que me impressionou quando tive de passar uns dias em New York foi a existência de hospitais, alguns deles com nomes célebres, conhecidos dos jornais e das séries de televisão, uns públicos e outros privados, inseridos na cidade, em quarteirões de arranha céus ou em áreas nem sempre monumentais.
De outras áreas do conhecimento sei eu por experiencia própria que a concentração de valencias em edificios monumentais pode ser uma solução em certas circunstancias, mas noutras não.
E pelos vistos, em New York não é a monumentalidade e a concentração dos hospitais que prevalece.
Por isso me desagrada a ideia de quererem demolir a maternidade Alfredo da Costa, de quererem fazer o mesmo ao hospital pediátrico da Estefania, de embirrarem com o IPO, nesta filosofia de empreiteiro imprudente de deitar abaixo um estádio e construir outro ao lado.
Sei que algumas mães tiveram más experiencias nesta maternidade.
Sei que os meios também não vão abundando e que a maternidade tem de ter uma função formadora de novos médicos, mas recordo que uma pessoa de família teve um problema na gravidez. Precisou de um parecer, para aquele dilema terrível de poder ter de optar por um aborto porque havia sintomas de que o feto tinha deformações. O médico da Alfredo da Costa afirmou claramente as razões que justificavam que a gravidez retomara o curso em normalidade. A pessoa em causa quis consultar quem, à boa maneira lusitana, era recomendado como uma das maiores sumidades, um médico em Londres. Que repetiu as mesmas razões do colega da Alfredo da Costa. E tinham razão, os dois.
Por isso embirro quando os economicistas querem fechar a maternidade, e deixo aqui umas fotografias como homenagem.
Desagrada-me a ideia de a quererem demolir.
Uma das coisas que me impressionou quando tive de passar uns dias em New York foi a existência de hospitais, alguns deles com nomes célebres, conhecidos dos jornais e das séries de televisão, uns públicos e outros privados, inseridos na cidade, em quarteirões de arranha céus ou em áreas nem sempre monumentais.
De outras áreas do conhecimento sei eu por experiencia própria que a concentração de valencias em edificios monumentais pode ser uma solução em certas circunstancias, mas noutras não.
E pelos vistos, em New York não é a monumentalidade e a concentração dos hospitais que prevalece.
Por isso me desagrada a ideia de quererem demolir a maternidade Alfredo da Costa, de quererem fazer o mesmo ao hospital pediátrico da Estefania, de embirrarem com o IPO, nesta filosofia de empreiteiro imprudente de deitar abaixo um estádio e construir outro ao lado.
Sei que algumas mães tiveram más experiencias nesta maternidade.
Sei que os meios também não vão abundando e que a maternidade tem de ter uma função formadora de novos médicos, mas recordo que uma pessoa de família teve um problema na gravidez. Precisou de um parecer, para aquele dilema terrível de poder ter de optar por um aborto porque havia sintomas de que o feto tinha deformações. O médico da Alfredo da Costa afirmou claramente as razões que justificavam que a gravidez retomara o curso em normalidade. A pessoa em causa quis consultar quem, à boa maneira lusitana, era recomendado como uma das maiores sumidades, um médico em Londres. Que repetiu as mesmas razões do colega da Alfredo da Costa. E tinham razão, os dois.
Por isso embirro quando os economicistas querem fechar a maternidade, e deixo aqui umas fotografias como homenagem.
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| entrada nascente |
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| entrada poente |
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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Maternidade Alfredo da Costa
A arte. Uma fala de governante
Esta inscrição encontra-se no Forum de Almada.
O autor da frase é uma figura destacada da cultura portuguesa do século XX que soube colocar as suas aptidões naturais e as suas competências ao serviço da comunidade, apesar de ter sido impedido por despacho de Salazar de exercer no Conservatório.
Hoje, já não é necessário proibir.
Basta cortar no orçamento da cultura.
Há pouco, na Antena 2, o diretor da ESMAE (escola superior de musica e de artes do espetáculo, do Porto), afirmava que uma escola de musica precisa de muitos anos para se pôr de pé, para ser reconhecida internacionalmente.
Mas que bastavam uns dias para ser destruida.
E que quando as mentes economicistas se debruçam sobre o ensino de um instrumento musical podem ter ideias que condenem esse mesmo ensino (confesso que sempre me admirei da miséria não ter impedido até agora o funcionamento das orquestras sinfónicas da Roménia, da Moldávia, da Ucrania, por aí fora).
Lembrei-me depois das declarações e dos protestos de defesa da cultura pelo próprio atual senhor secretário de estado da cultura num simpósio sobre os direitos de autor na era digital integrado no festival de cinema do Estotil, como se rasgasse as vestes perante a crise financeira que estrangula a cultura.
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| Malabarices, Cais do Sodré, Lisboa, novembro de 2011 |
“Hoje vivemos uma crise financeira aguda que tem por base a decadência do modelo de pensamento ocidental e chegámos aqui pela desregulação do próprio modo de vida e pela falta de ideias de como a vida podia ser e se podíamos ter evitado este abismo a que a economia nos conduziu.
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Nunca precisámos, como hoje, de defender os direitos dos autores e da criação. Se não tomarmos providências, uma atitude legislativa, daqui a uns tempos vai restar-nos apenas o veículo [Internet] o que é muito injusto para os criadores".
Ficam muito bem estes sentimentos, especialmente perante uma plateia de potenciais interessados na legislação entretanto anunciada, e é de aplaudir uma análise que repõe o foco nos principais artistas ocidentais da crise.
Mas como este humilde escriba sempre foi uma pessoa mediana na sua esfera de ação, sem capacidade de criador, apenas com mentalidade de intérprete do que outros criaram, ao contrário de muito boa gente no nosso meio artístico, talvez por limitação própria ele ache que o esforço, para desenvolver a vida cultural em Portugal, para rentabilizar o trabalho das pessoas que se dedicam a atividades culturais neste país e para tirar destas o rendimento monetário que elas podem gerar (1% do orçamento para a dinamização do setor, era a meta...) , se deveria concentrar em valores culturais seguros, como se diz em economia.
Salvo melhor opinião, claro, desejando sinceramente que a legislação anunciada contribua para a melhoria da vida cultural em Portugal.
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| Chaminés da cozinha do palácio da independencia em Lisboa, em noite de teatro de um grupo senior, representando O crime da aldeia velha, de Bernardo Santareno |
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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Fernando Lopes Graça
domingo, 13 de novembro de 2011
Como tendes coragem...
Como tendes coragem para escrever o que escrevestes na carta-queixa?
Como tendes coragem de escrever que o direito à propriedade privada está ameaçado?
A propriedade de quem ficou sem capacidade para pagar o empréstimo da sua habitação?
Não, a propriedade privada de quem tem muitas ações de bancos.
Vós sois edificios bonitos por fora mas por dentro sois o que diz a parábola.
Cegou-vos a ganancia para não verdes que este governo que mentiu na campanha eleitoral é o vosso melhor servidor, mesmo protestando ter a intenção de ser o mais passivo que imaginar se possa como acionista?
Porque protestais agora a dizer que não quereis o estado como acionista?
Como tendes o descaramento de dizer que os doze mil milhões de euros não podem ser administrados pelo estado, a nação organizada, a comunidade dos portugueses estruturada no poder executivo, legislativo e judicial?
Estranhais que vos peçam para ter uma taxa baixa de empréstimos relativamente aos depósitos ? (desalavancai, diz o senhor presidente da republica)
E tendes lata para ameaçar o estado com uma ação?
Vós que penhorais até ao último alento, de quem montou um negócio, sem esconder faturas e se afundou num momento de quebra da procura.
Tende cuidado, porque nem todos os juizes são o que pensais.
Ainda há juízes em Berlim, dizia o camponês de Potsdam para o grande Frederico que o queria expropriar.
Se tiverdes o azar do processo ir parar às mãos de alguns juízes de Berlim, correis o sério risco de ser acusados de estar a entupir o tribunal com ações espúrias e podereis sair condenados por sabotagem da economia porque a ineficiência da justiça é um dos fatores apontados pelos investidores estrangeiros para justificar a pouca vontade de investir em Portugal.
Vós sois os meninos maus de que falei há tempos:
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/07/os-4-meninos-maus.html
Vós sois os meninos maus, mimados, protegidos, sempre prontos a fazer queixinhas para que os vossos interesses sejam satisfeitos, sempre prontos a chamar a atenção para os vossos sucessos e exigencias de recompensas.
Para poderdes continuar a empurrar e a extorquir os outros meninos e meninas, distraídos que estão com os seus jogos, e incapazes de compreender os prejuízos e os sofrimentos que estão a causar aos outros, porque para vós apenas contam os resultados finais que se traduzam em lucros.
Aplica-se a vós a citação que o deputado do BE José Manuel Pureza foi buscar para comentar a insensibilidade dos cortes nos rendimentos de quem trabalha:
Tony Judt, um social-democrata que não caiu aos pés da deriva liberal, deu-lhes a resposta certa: "Hoje em dia, ficamos orgulhosos ao ser suficientemente duros para infligir dor nos outros. Se ainda vigorasse um costume mais antigo, pelo qual ser duro consistia em suportar a dor e não em a impor, talvez devêssemos pensar duas vezes antes de preferir com tanta insensibilidade a eficiência à compaixão."
Sabeis o que estais a fazer quando vos queixais de ter medo de serdes nacionalizados como foram nacionalizados os banco dos vossos maiores quando os descapitalizaram em fuga para o Brasil, como dons joãzinhos sextos?
Sabeis que banqueiros com medo são banqueiros que pedem aos seus clientes que vão a correr secar os cofres a levantar os seus depósitos?
Ignorais que a classe média nos anos de quase bancarrota dos anos 20 e 30 do século XX tinha contas em bancos ingleses, franceses, suiços?
E quereis ignorar que nos dias hoje vós ajudais a sangria para as off-shores?
Quisestes há dias que o estado criasse um bad bank para ficar com o vosso crédito mal parado.
Ah, dizeis que muito desse crédito mal parado é do estado.
Mal parado? Deixou de pagar, quando e quanto?
E mal parado de particulares e empresas particulares já é de 5 mil milhões, dos quais 2 mil milhões de interrupção do pagamento dos empréstimos da habitação?
Acreditais então que o "mercado" pode ajudar o PIB a crescer?
Ou isso não vos interessa, só vos interessa o lucro?
Não era o que dizia Adam Smith, que dizia que tinheis de ter uma função social.
Terieis de moderar a vossa ganancia, de vos contentardes com menores lucros, ou então maiores impostos.
Como pois estais agora com exigencias, depois de os vossos homólogos terem desencadeado toda esta crise internacional?
Lestes o artigo "Should some bankers be prosecuted?", de Jeff Madrick e Frank Partnoy, na "New York Revie of Books", vol.58 - nº17?
Vistes a ópera de Nuno Corte Real, "Banksters" (isso mesmo, aglutinação de bankers e gangsters)?
http://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=banksters
Deixai que vos recorde as palavras do presidente Andrew Jackson em 1834:
Ponderastes a notícia das manifestações contra o vosso poder? Não me refiro só aos "Occupy"
(To fellow citizens occupying Wall Street and peoples protesting across the world:
Como tendes coragem de escrever que o direito à propriedade privada está ameaçado?
A propriedade de quem ficou sem capacidade para pagar o empréstimo da sua habitação?
Não, a propriedade privada de quem tem muitas ações de bancos.
Vós sois edificios bonitos por fora mas por dentro sois o que diz a parábola.
Cegou-vos a ganancia para não verdes que este governo que mentiu na campanha eleitoral é o vosso melhor servidor, mesmo protestando ter a intenção de ser o mais passivo que imaginar se possa como acionista?
Porque protestais agora a dizer que não quereis o estado como acionista?
Como tendes o descaramento de dizer que os doze mil milhões de euros não podem ser administrados pelo estado, a nação organizada, a comunidade dos portugueses estruturada no poder executivo, legislativo e judicial?
Estranhais que vos peçam para ter uma taxa baixa de empréstimos relativamente aos depósitos ? (desalavancai, diz o senhor presidente da republica)
E tendes lata para ameaçar o estado com uma ação?
Vós que penhorais até ao último alento, de quem montou um negócio, sem esconder faturas e se afundou num momento de quebra da procura.
Tende cuidado, porque nem todos os juizes são o que pensais.
Ainda há juízes em Berlim, dizia o camponês de Potsdam para o grande Frederico que o queria expropriar.
Se tiverdes o azar do processo ir parar às mãos de alguns juízes de Berlim, correis o sério risco de ser acusados de estar a entupir o tribunal com ações espúrias e podereis sair condenados por sabotagem da economia porque a ineficiência da justiça é um dos fatores apontados pelos investidores estrangeiros para justificar a pouca vontade de investir em Portugal.
Vós sois os meninos maus de que falei há tempos:
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/07/os-4-meninos-maus.html
Vós sois os meninos maus, mimados, protegidos, sempre prontos a fazer queixinhas para que os vossos interesses sejam satisfeitos, sempre prontos a chamar a atenção para os vossos sucessos e exigencias de recompensas.
Para poderdes continuar a empurrar e a extorquir os outros meninos e meninas, distraídos que estão com os seus jogos, e incapazes de compreender os prejuízos e os sofrimentos que estão a causar aos outros, porque para vós apenas contam os resultados finais que se traduzam em lucros.
Aplica-se a vós a citação que o deputado do BE José Manuel Pureza foi buscar para comentar a insensibilidade dos cortes nos rendimentos de quem trabalha:
Tony Judt, um social-democrata que não caiu aos pés da deriva liberal, deu-lhes a resposta certa: "Hoje em dia, ficamos orgulhosos ao ser suficientemente duros para infligir dor nos outros. Se ainda vigorasse um costume mais antigo, pelo qual ser duro consistia em suportar a dor e não em a impor, talvez devêssemos pensar duas vezes antes de preferir com tanta insensibilidade a eficiência à compaixão."
Sabeis o que estais a fazer quando vos queixais de ter medo de serdes nacionalizados como foram nacionalizados os banco dos vossos maiores quando os descapitalizaram em fuga para o Brasil, como dons joãzinhos sextos?
Sabeis que banqueiros com medo são banqueiros que pedem aos seus clientes que vão a correr secar os cofres a levantar os seus depósitos?
Ignorais que a classe média nos anos de quase bancarrota dos anos 20 e 30 do século XX tinha contas em bancos ingleses, franceses, suiços?
E quereis ignorar que nos dias hoje vós ajudais a sangria para as off-shores?
Quisestes há dias que o estado criasse um bad bank para ficar com o vosso crédito mal parado.
Ah, dizeis que muito desse crédito mal parado é do estado.
Mal parado? Deixou de pagar, quando e quanto?
E mal parado de particulares e empresas particulares já é de 5 mil milhões, dos quais 2 mil milhões de interrupção do pagamento dos empréstimos da habitação?
Acreditais então que o "mercado" pode ajudar o PIB a crescer?
Ou isso não vos interessa, só vos interessa o lucro?
Não era o que dizia Adam Smith, que dizia que tinheis de ter uma função social.
Terieis de moderar a vossa ganancia, de vos contentardes com menores lucros, ou então maiores impostos.
Como pois estais agora com exigencias, depois de os vossos homólogos terem desencadeado toda esta crise internacional?
Lestes o artigo "Should some bankers be prosecuted?", de Jeff Madrick e Frank Partnoy, na "New York Revie of Books", vol.58 - nº17?
Vistes a ópera de Nuno Corte Real, "Banksters" (isso mesmo, aglutinação de bankers e gangsters)?
http://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=banksters
Deixai que vos recorde as palavras do presidente Andrew Jackson em 1834:
“Também tenho sido um observador atento do que o Second Bank of the United States tem feito. Tenho colaboradores a vigiar-vos há longo tempo e estou convencido de que vocês usaram os fundos do banco para especular . Quando ganham, dividem os lucros entre vocês; quando perdem, debitam ao banco… vocês são um ninho de víboras e de ladrões”.
Ponderastes a notícia das manifestações contra o vosso poder? Não me refiro só aos "Occupy"
(To fellow citizens occupying Wall Street and peoples protesting across the world:
We stand with you in this struggle for real democracy. Together we can end the capture and corruption of our governments by corporate and wealthy elites, and hold our politicians accountable to serve the public interest. We are united - the time for change has come!) ,
que para isso melhor será analisardes o artigo do Nobel Krugman (So who’s really being un-American here? Not the protesters, who are simply trying to get their voices heard. No, the real extremists here are America ’s oligarchs, who want to suppress any criticism of the sources of their wealth.)
Refiro-me às manifestações em 2011-11-12, em Berlim e em Frankfurt, frente à sede do BCE, com cartazes a dizer "Banken in die Schranken".
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| Frankfurt, 2011-11-12, com a devida vénia ao DN |
Ides continuar como o banqueiro que queria ir além das gorduras e sangrar o mercador de Veneza?
Poupai-vos a esse risco, considerai ainda o risco explosivo de Guy Fawkes , aquela máscara afilada, com bigodinho à Errol Flyn e pera à duque de Guise (de como um criminoso se transforma em símbolo de resistencia contra a opressão).
Vá, aceitai o estado como acionista.
Pode ser que as eleições continuem a favorecer quem pensa como os vossos grandes homólogos, e daqui a 3 anos o senhor ministro das finanças vos faça um preço para amigo para ficardes com as ações só para vós.
Que receais? é agora primeiro ministro na Itália quem trabalha para a Goldman Sachs (Goldman Sachs, Goverdman Sachs) , primeiro ministro na Grécia quem foi a eminencia parda do senhor Tricheur, perdão Trichet, no BCE.
Nem sequer foi preciso enganar as populações em campanhas eleitorais.
Contende-vos, pois, deixai-vos de queixinhas de meninos maus.
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O pastor. Variações sobre o tema.
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sábado, 12 de novembro de 2011
Mats Björsnsson, Agencia Nacional para a Educação da Suécia
Recomendo às senhoras ministras da educação dos governos anteriores e aos apoiantes das suas politicas de reformas, apresentadas como sendo imprescindíveis, e igualmente ao atual ministério da educação, a ponderação do testemunho que Mats Björsnsson apresentou em conferencia na Gulbenkian.
A Suécia introduziu a liberdade de escolha entre escolas públicas e privadas na Suécia nos anos 90.
O risco de segregação social aumentou e, curiosamente, os resultados do PISA pioraram.
Ganhou-se diversidade e liberdade de definição dos curriculos, possibilitou-se o aparecimento e o desenvolvimento de alunos excecionais que não são prejudicados pelo ritmo mais lento dos normais, mas em termos médios os resultados pioraram.
De notar que na Finlandia a critica principal que é feita é a uniformização e falta de diversidade, é o nivelamento pela média. Mas os resultados do PISA são superiores aos da Suécia.
Curiosa, esta problemática.
Curioso como ela reflete as grandes ideologias: a neo-liberal, estimulando o elitismo, de acordo com as melhores leis da selva, e a do estado assistencial, preocupado com a educação das massas, sujeitando-se a que os melhores não se elevem tanto acima da média.
Possivelmente, mais vale numa auto-estrada com tráfego elevado ter uma velocidade média modesta com pouca dispersão, do que ter uns grandes condutores a deslocarem-se a velocidades excessivas e a ultrapassar tudo e todos.
É por isso que este blogue não gosta dos artigos a exaltar os portugueses de sucesso.
Mais vale os portugueses normais, a trabalhar modestamente mas com segurança, em grupo e com trabalho de equipa, com pouco desemprego e com portugueses normais a estudar e aplicar medidas de aumento de produção e de produtividade.
A competitividade vem depois, também calmamente, de preferência de acordo com as leis da vantagem comparativa (ver David Ricardo).
Salvo melhor opinião, claro.
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Fernando de Carvalho Santos e Silva
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Vendas a descoberto
Vendas a descoberto, vendas a nu, ou "short-selling" - venda por uma pessoa, que as detém provisoriamente por empréstimo, de ações pertencentes a terceiros, pelo seu preço no instante t1, esperando ou provocando o abaixamento do seu valor no instante posterior t2, altura em que as volta a comprar pelo preço mais baixo, lucrando a diferença.
Vem isto a propósito da prorrogação em 10 de novembro de 2011 por mais 3 meses da interdição pelo banco nacional francês de vendas a descoberto. Trata-se de uma medida contra a crise, tal como a proposta de taxação das transações financeiras.
O livro "A sabedoria das multidões" dedica um capítulo a este tipo de manipulações bolsistas especulativas. O senhor primeiro ministro diria, embora correndo o risco de melindrar o senhor ministro das finanças, que são malabarices - qualidade de quem pratica jogos malabares - de investidores com pouco sentido ético; ou talvez não achasse isso e considerasse estas práticas como justas atividades para obter lucros; embora não pareça saudável uma valorização de ações em bolsa a que não corresponda um valor acrescentado efetivo através do crescimento de produção de bens.
Serve tambem de pretexto para contar a história que António Tabucchi, escritor italiano e professor de literatura portuguesa, contou sobre Berlusconi.
Num belo dia de outubro deste ano, Berlusconi pediu ao seu amigo diretor do principal jornal de Milão que publicasse a notícia de que ele, Berlusconi, iria demitir-se.
O jornal publicou a notícia, as ações na bolsa de Milão foram abaixo e os colaboradores de Berlusconi compraram os lotes de ações que mais lhes interessavam. No dia seguinte Berlusconi desmentiu a demissão, as ações voltaram a subir e os colaboradores de Berlusconi venderam novamente as ações, lucrando a diferença.
Ironicamente, um mês depois, o senhor parece que tem mesmo de demitir-se.
Esta história faz-me lembrar também uma câmara municipal do sotavento algarvio em que numa zona de moradias junto da praia existia uma estação de tratamento de esgotos a funcionar de forma incompleta, libertando assim cheiros inconvenientes e desvalorizando as casas. Dizem as más línguas que as obras da ETAR se prolongaram o tempo suficiente para que o poder económico local pudesse comprar as casas.Seguiu-se a rápida conclusão da ETAR e a valorização das casas, que foram então vendidas novamente.
"Short-selling" é assim mais um exemplo de que o sistema financeiro vigente não serve os interesses das comunidades e, portanto, deverá ser mudado.
Pelo menos era o que Obama dizia, que não tinha sido eleito para fazer a vontade aos senhores de Wall Street, e é o que se verifica na UE, com a incapacidade do poder politico se libertar do poder financeiro, isto para não falar dos cancros das "off-shores" que sugam os dinheiros que fazem falta nos paises.
Com todo o respeito pelos senhores banqueiros, especialmente os portugueses, que andam tão receosos de ser nacionalizados com os 12 mil milhões da troica, parece mesmo que o sistema financeiro devia ser mudado.
Vem isto a propósito da prorrogação em 10 de novembro de 2011 por mais 3 meses da interdição pelo banco nacional francês de vendas a descoberto. Trata-se de uma medida contra a crise, tal como a proposta de taxação das transações financeiras.
O livro "A sabedoria das multidões" dedica um capítulo a este tipo de manipulações bolsistas especulativas. O senhor primeiro ministro diria, embora correndo o risco de melindrar o senhor ministro das finanças, que são malabarices - qualidade de quem pratica jogos malabares - de investidores com pouco sentido ético; ou talvez não achasse isso e considerasse estas práticas como justas atividades para obter lucros; embora não pareça saudável uma valorização de ações em bolsa a que não corresponda um valor acrescentado efetivo através do crescimento de produção de bens.
Serve tambem de pretexto para contar a história que António Tabucchi, escritor italiano e professor de literatura portuguesa, contou sobre Berlusconi.
Num belo dia de outubro deste ano, Berlusconi pediu ao seu amigo diretor do principal jornal de Milão que publicasse a notícia de que ele, Berlusconi, iria demitir-se.
O jornal publicou a notícia, as ações na bolsa de Milão foram abaixo e os colaboradores de Berlusconi compraram os lotes de ações que mais lhes interessavam. No dia seguinte Berlusconi desmentiu a demissão, as ações voltaram a subir e os colaboradores de Berlusconi venderam novamente as ações, lucrando a diferença.
Ironicamente, um mês depois, o senhor parece que tem mesmo de demitir-se.
Esta história faz-me lembrar também uma câmara municipal do sotavento algarvio em que numa zona de moradias junto da praia existia uma estação de tratamento de esgotos a funcionar de forma incompleta, libertando assim cheiros inconvenientes e desvalorizando as casas. Dizem as más línguas que as obras da ETAR se prolongaram o tempo suficiente para que o poder económico local pudesse comprar as casas.Seguiu-se a rápida conclusão da ETAR e a valorização das casas, que foram então vendidas novamente.
"Short-selling" é assim mais um exemplo de que o sistema financeiro vigente não serve os interesses das comunidades e, portanto, deverá ser mudado.
Pelo menos era o que Obama dizia, que não tinha sido eleito para fazer a vontade aos senhores de Wall Street, e é o que se verifica na UE, com a incapacidade do poder politico se libertar do poder financeiro, isto para não falar dos cancros das "off-shores" que sugam os dinheiros que fazem falta nos paises.
Com todo o respeito pelos senhores banqueiros, especialmente os portugueses, que andam tão receosos de ser nacionalizados com os 12 mil milhões da troica, parece mesmo que o sistema financeiro devia ser mudado.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A novela do PET aos 10 de Novembro de 2011
A novela do PET aos 10 de Novembro de 2011-11-11
Finalmente foi publicado o PET, fechando assim o primeiro capítulo da novela, que se espera não seja tão trágica como o “andar da carruagem” , empregando uma expressão dos transportes, ameaça.
Ver em:
O documento é muito semelhante ao divulgado anteriormente, reduzindo-se confessadamente à apresentação de princípios orientadores com base nalguns dados das empresas.
Penso que um plano estratégico deveria ser mais do que princípios orientadores.
“Princípios” ameaça “afastamento da realidade”, porque a tentação de querer que a realidade siga os princípios é demasiado grande.
Ninguém pode garantir que os princípios são uma lei da realidade.
Ninguém pode garantir que a não aplicação das “reformas” que irão concretizar os “princípios” irá “comprometer o futuro do setor dos transportes”, como diz o PET (detesto a filosofia do “ou eu ou o abismo”, faz-me lembrar a persuasão dos assaltantes).
Não contempla ainda as propostas concretas do grupo de trabalho para a reformulação dos transportes das áreas metropolitanas.
Gostaria de citar algumas frases do PET:
- são atuações prioritárias “assegurar a mobilidade e acessibilidade a pessoas
e bens, de forma eficiente e adequada às necessidades … alavancar a competitividade e o desenvolvimento da economia nacional.”
(espera-se assim, apesar do palavrão “alavancar”, de má memória pela taxa entre dinheiro emprestado e dinheiro depositado, que a política de transportes vá contrariar o desemprego)
- “Compete ao Estado o planeamento e ordenamento global do sistema de transportes … compete igualmente ao Estado assegurar, através do estabelecimento de políticas de equidade e coesão social, que nenhum segmento da população se veja privado do
acesso à mobilidade…”
(espera-se assim que as pessoas de menores rendimentos e as pessoas com mobilidade reduzida tenham acesso ao transporte)
- “… há um compromisso maior que move este Plano. O compromisso
assumido com cada um dos contribuintes. Um compromisso com a realidade.”
(esta é a frase final do PET, provavelmente o que denuncia a parcialidade deste PET é a comparação com a ultima frase do documento anteriormente divulgado:
“há um compromisso maior que move este plano. O compromisso assumido com cada um dos contribuintes.
O sector dos transportes e das infra-estruturas tem de voltar ao serviço público.
A grande obra pública deste governo vai ser manter as obras dos governos que por aqui passaram antes.” )
Isto é o que nos une.
O que nos separa é o desprezo expresso pelo senhor ministro pelas competências dos trabalhadores de todos os níveis das empresas públicas de transportes, visando despedimentos.
O que nos separa é esta obsessão por entregar a privados, só por serem privados, isto é, por imperativo ideológico não suportado pela experiencia a nível mundial, por pretender favorecer grupos económicos, a exploração ou em alguns casos, a manutenção de serviços de transportes livres do serviço da dívida dos investimentos.
Por mais escandalosa e depreciativa que seja a forma como o senhor ministro apresenta os dados das empresas publicas, a verdade é que a maioria dos seus indicadores não se encontra na zona negativa quando comparados com as redes homólogas estrangeiras.
Nalguns indicadores, estão até entre os melhores (exemplo, a eficiência energética do material circulante do metropolitano deLisboa).
O colega do metrpolitano de Lisboa, J.Bagarrão (http://www.facebook.com/jose.bagarrao), chamou a atenção para um exemplo de desigualdade de tratamento entre empresas públicas e privadas de transportes, o que contraria os princípios de livre concorrência da EU, uma vez que se está descaradamente desfavorecendo uma empresa pública relativamente a um consórcio de privados.
O exemplo é a comparação entre as indemnizações compensatórias (aquilo que o Estado paga às empresas pela prestação de um serviço com receitas normais abaixo do custo de produção) pagas em 2010 ao metropolitano de Lisboa e ao metro sul do Tejo.
Veja-se o seguinte quadro:
A principal crítica que faço ao PET é a falta de cálculos fundamentadores e de propostas concretas para um melhor planeamento global, incluindo a transferência do transporte individual/rodoviário para o transporte coletivo/ferroviário, por este ser mais eficiente energeticamente e com menores emissões de gases com efeito de estufa relativamente ao passageiro.km .
Por isso se mantem a postura crítica ao PET e se apela mais uma vez ao debate aberto com os órgãos representativos e com os profissionais qualificados do setor sem imposições prévias.
Várias notas:
1 – lamenta-se a obsessão do fecho de serviços ferroviários sem horizonte de alternativas feroviárias, desde ligações que até são suscetiveis de melhoramento com fundos comunitários e que servem populações
2 –lamenta-se a suspensão do TGV para passageiros em vez de abrandar o ritmo de construção e de obter maior financiamento europeu
3 – lamenta-se o desprezo pelo aeroporto de Beja, com voos charters já contratados mas esquecido pelas low cost mais populares; ao principio, o Alqueva e o porto de Sines também eram considerados elefantes brancos
4 – gostaria de ser esclarecido sobre que normas contabilísticas internacionais não deixam ver as dividas do metropolitano de Lisboa e da REFER, porque assim há o receio de mais tarde serem invocadas descobertas de novos buracos
5 - lamenta-se a continuação de um aeroporto na capital com rotas sobre hospitais e extremamente limitado, sujeitando a cidade ao ruido e aos riscos, sem a definição de um plano de transição para a situação desejável de um novo aeroporto internacional e com uma subordinação às estratégias das "low cost".
5 - lamenta-se a continuação de um aeroporto na capital com rotas sobre hospitais e extremamente limitado, sujeitando a cidade ao ruido e aos riscos, sem a definição de um plano de transição para a situação desejável de um novo aeroporto internacional e com uma subordinação às estratégias das "low cost".
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Serviço nacional de saúde
O dr José Correia, convidado pelo DN, publicou no jonal de 7 de novembro de 2011 o texto que podem ler em:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2104851&seccao=Convidados
Pelas propostas concretas que são feitas, porque o SNS, como diz o autor do artigo, foi feito com grande generosidade mas foi-se subvertendo ao longo dos anos (sobrecarga dos serviços de urgencia, abuso de exames complementares, p.ex), pareceria que deveria dar-se inicio a um debate alargado seguido de avaliação da viabilidade das propostas e seleção das que deveriam ser implementadas.
Mas não, segue-se o silencio nos meios de comunicação social.
Não se persegue o tema, não se atinge o objetivo, não se organiza a comunidade em função das necessidades e dos objetivos.
Dependemos dos iluminados que detêm o poder no ministério.
Isto é, fenecemos.
Assim, aplaudindo quem trabalha no SNS com espírito de serviço público, resumo as 5 propostas do dr José Correia:
1 - Liberdade de escolha - possibilidade de escolha por qualquer doente de qualquer médico; tabelas de preço de cada ato médico; taxa moderadora paga pelo doente, o resto pelo SNS. Obstáculo: interesses de classe
2 - Consultas domiciliárias recuperação das visitas domiciliárias. Vantagem: redução dos internamentos
3 - Hospitais de proximidade - os gestores economicistas não compreendem a necessidade de um nivel intermédio de hospitais apoiados por municipios e misericórdias, apesar de, contabilizando os custos e os riscos do transporte, ser discutivel a vantagem económica da concentração.
4 - Medicamentos - Limitar a 3 genéricos por fármaco, fornecidos por concurso público internacional com validação pelo Infarmed
5 - Obrigatoriedade da unidose
Estas coisas deviam ser discutidas sem secretismos em debates alargados, com a participação dos orgãos ministeriais, dos profissionais e representantes de todas as sensibilidades politicas, formados grupos na especialidade e reunidas e coordenadas as conclusões para implementação.
São conhecidas as técnicas de gestão e resolução de problemas nas empresas, mas para a coisa pública a inércia é grande, e os interesses de classe também, e não me refiro aos que menor poder de decisão têm.
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2104851&seccao=Convidados
Pelas propostas concretas que são feitas, porque o SNS, como diz o autor do artigo, foi feito com grande generosidade mas foi-se subvertendo ao longo dos anos (sobrecarga dos serviços de urgencia, abuso de exames complementares, p.ex), pareceria que deveria dar-se inicio a um debate alargado seguido de avaliação da viabilidade das propostas e seleção das que deveriam ser implementadas.
Mas não, segue-se o silencio nos meios de comunicação social.
Não se persegue o tema, não se atinge o objetivo, não se organiza a comunidade em função das necessidades e dos objetivos.
Dependemos dos iluminados que detêm o poder no ministério.
Isto é, fenecemos.
Assim, aplaudindo quem trabalha no SNS com espírito de serviço público, resumo as 5 propostas do dr José Correia:
1 - Liberdade de escolha - possibilidade de escolha por qualquer doente de qualquer médico; tabelas de preço de cada ato médico; taxa moderadora paga pelo doente, o resto pelo SNS. Obstáculo: interesses de classe
2 - Consultas domiciliárias recuperação das visitas domiciliárias. Vantagem: redução dos internamentos
3 - Hospitais de proximidade - os gestores economicistas não compreendem a necessidade de um nivel intermédio de hospitais apoiados por municipios e misericórdias, apesar de, contabilizando os custos e os riscos do transporte, ser discutivel a vantagem económica da concentração.
4 - Medicamentos - Limitar a 3 genéricos por fármaco, fornecidos por concurso público internacional com validação pelo Infarmed
5 - Obrigatoriedade da unidose
Estas coisas deviam ser discutidas sem secretismos em debates alargados, com a participação dos orgãos ministeriais, dos profissionais e representantes de todas as sensibilidades politicas, formados grupos na especialidade e reunidas e coordenadas as conclusões para implementação.
São conhecidas as técnicas de gestão e resolução de problemas nas empresas, mas para a coisa pública a inércia é grande, e os interesses de classe também, e não me refiro aos que menor poder de decisão têm.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Economicómio LXXV - produção agricola
Duas pequenas noticias no Oje de 10 de novembro de 2011:
- 3º trimestre de 2011
- exportações portuguesas .................... 10.438 milhões de euros (+13,1% )
- importações ...................................... 14.194 milhões de euros ( +3,6%)
- défice ................................................... 3.756 milhões de euros (-16,1%)
está-se a melhorar relativamente ao ano passado (entre parenteses variação relativamente a igual período do ano passado) , mas impressiona como continuamos a aumentar a divida, uma vez que julgo que as divisas enviadas pelos emigrantes e deixadas pelos turistas não são suficientes para compensar este défice.
Parece que se devia aumentar a produção nacional, especialmente a agrícola e alimentar, não seria?
Ou pensar a sério em medidas protecionistas, não digo como as de Colbert, mas negociá-las com a UE.
E também seria interessante saber exatamente, quanto mais não seja para lhes agradecer e para tentar melhorar-lhes as condições produtivas, que setores e que pessoas é que estão a conseguir estes valores nas exportações.
- quota de Portugal na produção agrícola na UE:
- cereais ............................................. 0,4%
- leite ................................................. 2,6%
ainda me recordo quando obrigaram os Açores a pagar uma multa por excesso de produção de leite...
Parece que se deve mesmo aumentar a produção agrícola e alimentar nacional, sendo certo que muita da produção está na economia de subsistencia e não entra nas estatisticas, e que parece que continua a crescer a área de aptidão agricola abandonada.
Como perguntava Henry Fonda no filme As vinhas da ira, sobre o livro de John Steinbeck, que não era nada socialista, "Porque não tem o Estado mais quintas como esta?"
Provavelmente, como responderia Medina Carreira, porque as divisas que se obtivessem seriam imediatamente drenadas para os off-shores ou para mais importações.
Talvez não.
Experimentemos primeiro.
- 3º trimestre de 2011
- exportações portuguesas .................... 10.438 milhões de euros (+13,1% )
- importações ...................................... 14.194 milhões de euros ( +3,6%)
- défice ................................................... 3.756 milhões de euros (-16,1%)
está-se a melhorar relativamente ao ano passado (entre parenteses variação relativamente a igual período do ano passado) , mas impressiona como continuamos a aumentar a divida, uma vez que julgo que as divisas enviadas pelos emigrantes e deixadas pelos turistas não são suficientes para compensar este défice.
Parece que se devia aumentar a produção nacional, especialmente a agrícola e alimentar, não seria?
Ou pensar a sério em medidas protecionistas, não digo como as de Colbert, mas negociá-las com a UE.
E também seria interessante saber exatamente, quanto mais não seja para lhes agradecer e para tentar melhorar-lhes as condições produtivas, que setores e que pessoas é que estão a conseguir estes valores nas exportações.
- quota de Portugal na produção agrícola na UE:
- cereais ............................................. 0,4%
- leite ................................................. 2,6%
ainda me recordo quando obrigaram os Açores a pagar uma multa por excesso de produção de leite...
Parece que se deve mesmo aumentar a produção agrícola e alimentar nacional, sendo certo que muita da produção está na economia de subsistencia e não entra nas estatisticas, e que parece que continua a crescer a área de aptidão agricola abandonada.
Como perguntava Henry Fonda no filme As vinhas da ira, sobre o livro de John Steinbeck, que não era nada socialista, "Porque não tem o Estado mais quintas como esta?"
Provavelmente, como responderia Medina Carreira, porque as divisas que se obtivessem seriam imediatamente drenadas para os off-shores ou para mais importações.
Talvez não.
Experimentemos primeiro.
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Fuga de combustível no aeroporto da Portela
Foi recentemente noticiada uma fuga de combustivel em depósitos no aeroporto da Portela.
A noticia não explicita se se tratava do combustivel para os aviões ou para os veículos de serviço do aeroporto.
Mas o que interessa é que a fuga se deu em Maio de 2011 e só em Novembro o assunto é tornado público.
Continua o secretismo e a auto-suficiencia de que detem o poder.
Como Freud explicava, simples demonstração de inseguraça, muita insegurança.
Na verdade, a Expo 98 obrigou ao desmantelamento do pipe-line que da doca dos Olivais até ao aeroporto transportava o combustivel para os aviões. Depois disso, uma média de 80 camiões por dia alimenta os depósitos do aeroporto.
Isto é, para alem do incumprimento da lei do ruido que representa a presença de um aeroporto em zona urbana, estamos sujeitos aos riscos do transporte rodoviário do combustível e ao seu armazenamento no aeroporto.
Salvo melhor opinião, e por maior que seja a desculpa da falta de dinheiro, é uma situação intolerável, por mais que o senhores gestores digam que não há perigo.
Em 1986 o metropolitano correu sérios riscos quando um depósito de um posto de combustível em S.Sebastião se rompeu e produziu vapores no tunel com perigo de explosão.
Simultaneamente, uma explosão num pipe-line de gás natural na Sibéria provocava um acidente no caminho de ferro trans-siberiano com cerca de 80 mortos.
Fugas de combustível podem ser insignificantes, mas são perigosas, muito perigosas.
A noticia não explicita se se tratava do combustivel para os aviões ou para os veículos de serviço do aeroporto.
Mas o que interessa é que a fuga se deu em Maio de 2011 e só em Novembro o assunto é tornado público.
Continua o secretismo e a auto-suficiencia de que detem o poder.
Como Freud explicava, simples demonstração de inseguraça, muita insegurança.
Na verdade, a Expo 98 obrigou ao desmantelamento do pipe-line que da doca dos Olivais até ao aeroporto transportava o combustivel para os aviões. Depois disso, uma média de 80 camiões por dia alimenta os depósitos do aeroporto.
Isto é, para alem do incumprimento da lei do ruido que representa a presença de um aeroporto em zona urbana, estamos sujeitos aos riscos do transporte rodoviário do combustível e ao seu armazenamento no aeroporto.
Salvo melhor opinião, e por maior que seja a desculpa da falta de dinheiro, é uma situação intolerável, por mais que o senhores gestores digam que não há perigo.
Em 1986 o metropolitano correu sérios riscos quando um depósito de um posto de combustível em S.Sebastião se rompeu e produziu vapores no tunel com perigo de explosão.
Simultaneamente, uma explosão num pipe-line de gás natural na Sibéria provocava um acidente no caminho de ferro trans-siberiano com cerca de 80 mortos.
Fugas de combustível podem ser insignificantes, mas são perigosas, muito perigosas.
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fuga de combustivel
Economicómio LXXIV - Fluxo de capitais
Dum editorial do DN retiro a seguinte informação:
- cidadãos gregos depositaram em bancos suiços 280 mil milhões de euros, valor superior ao da dívida grega;
- no 3º trimestre de 2011 cidadãos italianos fizeram o mesmo no valor de 80 mil milhões de euros;
De acordo com um discurso de Francisco Louçã, aos 9 de novembro de 2011, a transferencia de divisas de Portugal para off-shores atinge 6 milhões de euros por dia, ou 1.600 milhões de euros por ano.
De acordo com informação de cuja origem não me recordo, os depósitos de particulares nos bancos portugueses atingiram o valor de 127 mil milhões de euros, valor superior à divida pública portuguesa, incluindo autarquias e empresas públicas.
Nestas condições, custa a um ignorante de economia como eu acreditar na tese bancária de que há problemas de liquidez.
Perante a existencia destes numeros, a proposta de Francisco Louçã é a de taxar os bens patrimoniais de luxo, incluindo depósitos elevados.
Isso permitiria reduzir os cortes do 13º e 14º meses.
Porém, subsiste a questão de se ter prometido à troica que as poupanças a obter viriam 1/3 do aumento da receita e 2/3 da diminuição das despesas.
Alguém se enganou na avaliação das "gorduras" do Estado, embora elas tivessem sido muito faladas durante a campanha eleitoral. Tanto falaram nelas que nelas acreditaram.
Afinal o Estado não era tão gordo como isso e os institutos e fundações, embora tivessem dado abrigo a correlegionários, e apesar da baixa produtividade, até prestavam serviço útil e agora há dificuldade em cortar nas suas despesas.
Mas vamos admitir que há problemas de liquidez.
Os manuais falam na possibilidade de emissão de moeda e de desvalorização da moeda (do euro), pagando o custo do aumento da inflação, mas beneficiando da diminuição do desemprego (lei de Philips: o custo de vida sobe quando o desemprego diminui).
Salvo melhor opinião, seria o programa de trabalho para os governos, mas algo me diz que não é isso que os senhores governantes desejariam, diminuir o desemprego.
É pena, porque Francisco Louçã diz que há alternativa ao orçamento para 2012 e que vai apresentar as contas que demonstram que não seria necessário cortar os 13º e 14º meses.
Aguardemos então essas contas.
- cidadãos gregos depositaram em bancos suiços 280 mil milhões de euros, valor superior ao da dívida grega;
- no 3º trimestre de 2011 cidadãos italianos fizeram o mesmo no valor de 80 mil milhões de euros;
De acordo com um discurso de Francisco Louçã, aos 9 de novembro de 2011, a transferencia de divisas de Portugal para off-shores atinge 6 milhões de euros por dia, ou 1.600 milhões de euros por ano.
De acordo com informação de cuja origem não me recordo, os depósitos de particulares nos bancos portugueses atingiram o valor de 127 mil milhões de euros, valor superior à divida pública portuguesa, incluindo autarquias e empresas públicas.
Nestas condições, custa a um ignorante de economia como eu acreditar na tese bancária de que há problemas de liquidez.
Perante a existencia destes numeros, a proposta de Francisco Louçã é a de taxar os bens patrimoniais de luxo, incluindo depósitos elevados.
Isso permitiria reduzir os cortes do 13º e 14º meses.
Porém, subsiste a questão de se ter prometido à troica que as poupanças a obter viriam 1/3 do aumento da receita e 2/3 da diminuição das despesas.
Alguém se enganou na avaliação das "gorduras" do Estado, embora elas tivessem sido muito faladas durante a campanha eleitoral. Tanto falaram nelas que nelas acreditaram.
Afinal o Estado não era tão gordo como isso e os institutos e fundações, embora tivessem dado abrigo a correlegionários, e apesar da baixa produtividade, até prestavam serviço útil e agora há dificuldade em cortar nas suas despesas.
Mas vamos admitir que há problemas de liquidez.
Os manuais falam na possibilidade de emissão de moeda e de desvalorização da moeda (do euro), pagando o custo do aumento da inflação, mas beneficiando da diminuição do desemprego (lei de Philips: o custo de vida sobe quando o desemprego diminui).
Salvo melhor opinião, seria o programa de trabalho para os governos, mas algo me diz que não é isso que os senhores governantes desejariam, diminuir o desemprego.
É pena, porque Francisco Louçã diz que há alternativa ao orçamento para 2012 e que vai apresentar as contas que demonstram que não seria necessário cortar os 13º e 14º meses.
Aguardemos então essas contas.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Já circulam os primeiros comboios integralmente automáticos na linha 1 do metro de Paris
Notícia retirada de uma publicação ecológica em:
http://www.zegreenweb.com/sinformer/la-ligne-1-du-metro-parisien-sera-entierement-automatisee-fin-2012,43814#comments

E tambem do blogue:
http://www.blogencommun.fr/2011-11-1ere-rame-automatique-sur-la-ligne-1/
Desde o dia 3 de novembro de 2011 que circulam na linha 1 do metro de Paris, a mais antiga, os primeiros comboios totalmente automatizados.
Os cais das estações estão protegidos com portas de correr para acesso aos comboios, que circulam sem maquinista.
O objetivo não é suprimir esta categoria profissional, porque tem sempre de haver um grupo de profissionais para conduzir os comboios em caso de degradação do sistema ou simplesmente para manter a forma na condução manual, para além de existirem equipas itinerantes para apoio aos passageiros.
O objetivo é garantir a segurança da circulação com intervalos menores entre comboios para conseguir aumentar a capacidade de transporte, acabando-se com aquela situação pouco simpática de atribuir eventuais acidentes a causas humanas. O sistema está projetado para, em caso de avaria, se colocar num estado de segurança.
É verdade que é um investimento caro, mas mais caro é desperdiçar dinheiro com o transporte de automóvel, como já foi tratado neste blogue (ver em:
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/10/sugestoes-13-para-o-plano-estrategico.html )
Será talvez mais um exemplo de que só quem tem dinheiro pode poupar e acompanhar a evolução tecnológica. Quem não tem, tem de desperdiçar, porque está numa zona da curva de rendimentos em que estes são menores.
E como sofro de alguma imodéstia, as adjudicações já foram todas feitas e já passou o tempo de sigilo pedido, recordo com esta notícia a visita que dois dos técnicos que estavam a preparar o concurso para a automatização das linhas da RATP fizeram ao metro de Lisboa.
Vieram perguntar, entre técnicos e sob reserva (, o que pensávamos da prestação do fornecedor do sistema de condução automática (com condutor a bordo para abrir e fechar as portas) que então funcionava na linha vermelha.
Na verdade, há poucas situações em que eu aceito a reserva, e esta foi uma delas, por razões óbvias; decorrendo um processo concursal, o nosso fornecedor não podia ser informado deste contacto.
O colega que geria o projeto ATP/ATO no metro de Lisboa e este humilde escriba, depois de uma viagem na cabina de condução em modo automático, levaram-nos a almoçar ao centro comercial Vasco da Gama, num restaurante com vistas para o Tejo mas baratinho, que a despesa foi paga por nós os dois.
Parece que as referências e os esclarecimentos prestados foram satisfatórios, porque daí a uns meses chegou a notícia de que o nosso fornecedor fazia parte do consórcio vencedor.
Infelizmente o senhor presidente da administração do metro de Lisboa não partilhou da opinião dos técnicos da RATP e, provavelmente mal aconselhado por um colega que nas reuniões que se fizeram para discutir o assunto costumava declarar que não percebia nada de ATP/ATO, aproveitou a extensão da linha vermelha até S.Sebastião para desativar o sistema de condução automática.
Foi pena, embora sintomático da forma como as coisas se fazem no retangulo das emoções e do individualismo.
http://www.zegreenweb.com/sinformer/la-ligne-1-du-metro-parisien-sera-entierement-automatisee-fin-2012,43814#comments
E tambem do blogue:
http://www.blogencommun.fr/2011-11-1ere-rame-automatique-sur-la-ligne-1/
Desde o dia 3 de novembro de 2011 que circulam na linha 1 do metro de Paris, a mais antiga, os primeiros comboios totalmente automatizados.
Os cais das estações estão protegidos com portas de correr para acesso aos comboios, que circulam sem maquinista.
O objetivo não é suprimir esta categoria profissional, porque tem sempre de haver um grupo de profissionais para conduzir os comboios em caso de degradação do sistema ou simplesmente para manter a forma na condução manual, para além de existirem equipas itinerantes para apoio aos passageiros.
O objetivo é garantir a segurança da circulação com intervalos menores entre comboios para conseguir aumentar a capacidade de transporte, acabando-se com aquela situação pouco simpática de atribuir eventuais acidentes a causas humanas. O sistema está projetado para, em caso de avaria, se colocar num estado de segurança.
É verdade que é um investimento caro, mas mais caro é desperdiçar dinheiro com o transporte de automóvel, como já foi tratado neste blogue (ver em:
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/10/sugestoes-13-para-o-plano-estrategico.html )
Será talvez mais um exemplo de que só quem tem dinheiro pode poupar e acompanhar a evolução tecnológica. Quem não tem, tem de desperdiçar, porque está numa zona da curva de rendimentos em que estes são menores.
E como sofro de alguma imodéstia, as adjudicações já foram todas feitas e já passou o tempo de sigilo pedido, recordo com esta notícia a visita que dois dos técnicos que estavam a preparar o concurso para a automatização das linhas da RATP fizeram ao metro de Lisboa.
Vieram perguntar, entre técnicos e sob reserva (, o que pensávamos da prestação do fornecedor do sistema de condução automática (com condutor a bordo para abrir e fechar as portas) que então funcionava na linha vermelha.
Na verdade, há poucas situações em que eu aceito a reserva, e esta foi uma delas, por razões óbvias; decorrendo um processo concursal, o nosso fornecedor não podia ser informado deste contacto.
O colega que geria o projeto ATP/ATO no metro de Lisboa e este humilde escriba, depois de uma viagem na cabina de condução em modo automático, levaram-nos a almoçar ao centro comercial Vasco da Gama, num restaurante com vistas para o Tejo mas baratinho, que a despesa foi paga por nós os dois.
Parece que as referências e os esclarecimentos prestados foram satisfatórios, porque daí a uns meses chegou a notícia de que o nosso fornecedor fazia parte do consórcio vencedor.
Infelizmente o senhor presidente da administração do metro de Lisboa não partilhou da opinião dos técnicos da RATP e, provavelmente mal aconselhado por um colega que nas reuniões que se fizeram para discutir o assunto costumava declarar que não percebia nada de ATP/ATO, aproveitou a extensão da linha vermelha até S.Sebastião para desativar o sistema de condução automática.
Foi pena, embora sintomático da forma como as coisas se fazem no retangulo das emoções e do individualismo.
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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19:46
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condução automática
Greve em Paris aos 9 de novembro de 2011
Com a devida vénia ao jornal metro-france, pelo segundo dia consecutivo, aos 9 de novembro de 2011, grandes perturbações no serviço do RER B por se ter descoberto amianto no material circulante, de 1980. Algumas composições foram retiradas de circulação, a RATP acha que não há perigo para os maquinistas e estes solicitaram, em vão, proteções.
É verdade que começa a faltar o dinheiro, mas também é verdade que é ilegal o amianto.
Custa assim tanto arranjar as proteções?
Que dificuldade que o género humano tem para se entender entre si.
Vá lá que, ao menos, a RATP agrupa os modos de transporte urbanos numa perspetiva de serviço público. Mais uma razão para resolver este problema.

É verdade que começa a faltar o dinheiro, mas também é verdade que é ilegal o amianto.
Custa assim tanto arranjar as proteções?
Que dificuldade que o género humano tem para se entender entre si.
Vá lá que, ao menos, a RATP agrupa os modos de transporte urbanos numa perspetiva de serviço público. Mais uma razão para resolver este problema.

Le trafic sur la partie sud du RER B, était quasi nul à la mi-journée. Au nord, un train sur deux circulait.Photo : VM/Metro
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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19:01
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