foto publicada no jornal Público
Não gosto de ver fotografias de vítimas da guerra. Reconheço o mérito dos fotojornalistas de guerra, mas o sofrimento de uns não deve ser espetáculo para os seus semelhantes.
Por princípio sou seguidor de Benjamin Britten (War Requiem) , John Lennon ("Imagine"), tive a sorte de na guerra colonial de antes de 25 de abril ter sido colocado num quartel de uma especialidade técnica.
Pensei em escrever qualquer coisa em defesa da paz, numa altura em que os esforços pela paz da ONU são vilipendiados, que ordens de bombardeamentos se sucedem, que mortes de civis e militares acontecem por esse mundo fora, na Ucrania, na Russia, no Irão, em Israel, no Catar e outros países do Golfo, na Somália,, no Sudão, e muito mais.
A foto acima testemunha o conflito entre o Paquistão e os talibans do Agfeganistão.
Mantêm-se as sequelas do colonialismo e do imperialismo tão bem comentadas por Eça de Queirós nas Crónicas de Inglaterra, ainda no século XIX.
Escolhi a foto porque para além da qualidade do original, a expressão das crianças é uma afirmação da capacidde da espécie humana em adaptar-se e vencer desafios tremendos. Vê-se nos olhos destas crianças que elas serão, ou infelizmente a realidade ditará que elas seriam capazes de participar na organização de um mundo melhor.
Mais uma vez recordo as palavras de Eisenhoer ao despedir-se da presidencia, cuidado com o complexo económico político-militar, ou de Einstein, o nosso progresso tecnológico, o cerne da nossa civilização, é como um machado na mão de um criminoso.
Será o crime uma forma de patologia intratável? continuaremos a sofrer os efeitos dos dogmas intolerantes e que buscam a supremacia em vez da cooperação (https://fcsseratostenes.blogspot.com/2026/02/qual-o-significado-dos-salmos-biblicos.html) ?
