fcsseratostenes
sábado, 31 de janeiro de 2026
Sobre as barragens após a tragédia da tempestade Kristin
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Acidente de Adamuz - comentário à nota preliminar do CIAF
Saúdo a divulgação da nota pela CIAF através do jornal El País, sublinhando os agradecimentos e a apreciação muito positiva das entidades envolvidas nela contidos. Destaco os seviços de emergencia, a Guardia Civil na recolha de imagens e a solidariedade de muitos.
PS em 2fev2026 - informação sobre os períodos de inspeção nas linhas de AV (última inspeção com ultrasons com o comboio-laboratório Seneca terá sido realizada em 10nov2025, última auscultação geométrica em 13out2025, última medição dos parâmetros dos aparelhos de mudança de via em 7jan2026 e reduzido o limite de velocidade a 250km/h tal como na linha Madrid-Barcelona por deteção de vibrações), sobre testemunhos sobre a necessidade de melhorar o investimento e os procedimentos na manutenção e inspeção, e sobre os comboios-laboratório:
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Acidente na linha de Alta Velocidade Cordoba-Madrid em 18 de janeiro de 2026
Sentidas condolencias aos familiares as vítimas mortais e votos de recuperação dos feridos. Para quem como eu deseja uma rede europeia de AV também em Portugal servindo o interesse das comunidades, um acidente deste tipo é profundamente chocante.
No momento em que escrevo estão confirmadas 21 mortes (subiu para 45 à data de 23jan2026). Certamente que as causas serão esclarecidas e divulgadas. Sabe-se como ocorreu o acidente. O comboio Iryo (fabrico Hitachi-Alstom, ex Bombardier da companhia italiana TreneItalia) terá descarrilado as duas últimas carruagens junto da estação técnica de Adamuz, a cerca de 26km a norte de Cordoba, no sentido para Madrid. Essas carruagens (uma carruagem simples e uma motora na retaguarda da composição) colidiram com um comboio da Renfe Alvia que ligava Madrid a Huelva provocando o descarrilamento deste caindo por um taludede cerca de 4m. Como hipótese não confirmada, poderá ter havido uma interferência entre algum rodado com falha ou peça do comboio Iryo com algum componente da agulha ou falha desta. Só o inquérito poderá esclarecer.
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| troço da linha de AV entre Cordoba e arredores de Adamuz |
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| em 20janeiro2026 substituição de figura inicial com posição relativa dos comboios acidentados aproximadamente conforme video da Guardia Civil (colisão cerca de 500m a sul do edificio técnico) https://www.ondacero.es/noticias/sociedad/que-sabe-rotura-rail-23117-punto-mira-investigadores-tragedia-adamuz_20260120696fab6cf21351044da32bb7.html?utm_module=explore |
PS em 19jan2026 - A cerca de 500m para norte do provável local do acidente encontra-se um edificio técnico para controle dos aparelhos de mudança de via. Existe um aparelho de mudança de via com lanças de ponta a cerca de 370m a sul do local provável do acidente, sendo provável que tenha sido aí que o descarrilamento das duas carruagens da cauda do comboio Iryo se tenha iniciado. Sendo a última motora, os bogies são mais complicados, pondo-se a hipótese de avaria nos rodados ou nos bogies ou nos motores, o que só poderá confirmar-se se tiverem ficado vestígios na via. Se foi assim, é a repetição dum acidente com um ICE na Alemanha, com uma roda defeituosa ou no túnel de S.Gotardo com uma roda partida. Se foi assim confirma-se a necessidade do material circulante dispor de sensores que detetem o defeito e automaticamente desencadeiem a paragem. Tambem terá de ser investigada a hipótese de defeito no aparelho de via ou na via e análise dos planos de manutenção (a via tinha sido renovada há cerca de um ano). Mas confio que o inquérito com as recomendações será divulgado em tempo útil.
PS em 21jan2026 - Numa das imagens seguintes pode ver-se a fratura do carril direito a cerca de 880m para sul do edifício técnico e da posição final da última carruagem do comboio Iryo. Analisadas as imagens, parece que a origem do descarrilamento estará aí, seguindo-se o "enganchar" na lança do aparelho de mudança de via de bogies descarrilados em consequencia do buraco dessa fratura, concretizando o descarrilamento das 3 últimas carruagens (que a seguir foram embatidas pelo comboio RENFE) e o desprendimento do troço seguinte de carril das respetivas fixações à via.| em primeiro plano o comboio Alvia da RENFE; em cima à direita o edifício técnico de Adamuz e o comboio Iryo; video da Guardia Civil |
| imagem de um video de 29s da Guardia Civil junto do início do aparelho de mudança de via (sentido para a esquerda para Madrid) |
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Voltou a falar-se nos erros do prolongamento da linha vermelha do metro
Curiosamente, o candidato Manuel João Vieira propôs o desvio do traçado do metro para fora do Jardim da Parada:
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Hipótese: o abaixamento de temperatura pode provocar acidentes ferroviários
Felizmente não aconteceram acidentes, no caso da Polónia, em Lodz
https://railmarket.com/news/infrastructure/48183-emergency-stop-near-lodz-after-metre-long-rail-gap
ou em Lisboa, Sete Rios
https://ereader.publico.pt/publico-edicao-lisboa/20260111
Mas a hipótese de carril partido como consequência do desgaste das cargas que foram suportando e do abaixamento de temperatura provocando contração dos carris com compressão interna, não acompanhada pela fixação da via às travessas é muito provável. Notar que no verão o esforço no carril é de dilatação e tração interna. A considerar também a hipótese de abatimento do balastro deixando algumas travessas com menor apoio e o carril sujeito a solicitações de sentidos opostos. Outra provável causa para a fragilidade do carril poderá ter sido soldaduras aluminotérmicas mal executadas para inserção nos carris dos aparelhos de via, o que justificaria o corte vertical do carril junto a uma das fixações depois da fratura da cabeça do carril.
Junto cópia dos artigos, sublinhando a concordancia com o texto dos "Vizinhos" e a necessidade de uma manutenção eficiente, com ultrasons, respeito do limite das cargas que o carril suportou e atacamento periódico do balastro. Neste troço só as zonas de agulhas têm fixações de 3 tirafundos.
Como medidas contra o risco de carril partido, para além das propostas, convirá fixar o limite de cargas suportáveis para a vida útil do carril (número de eixos e tonelagem que por ele passa ao longo do seu tempo útil, coisa pelos vistos não considerada pelos gabinetes ministeriais ou dos conselhos de administração quando se determina a injeção da linha de Cascais na linha de cintura), especificar a composição química mais indicada para a dilatação, contração e resistencia do carril (60Kg/m) com indicação expressa das percentagens dos elementos químicos menos vulgares e apresentação dos certificados respetivos pelos fornecedores, melhorar o plano de inspeção e manutenção da via e travessas e compactação do balastro, e instalar em zonas expostas aparelhos de dilatação e placas de fixação elásticas e manta elástica para o balastro para absorção das dilatações e contrações devidas à variação de temperatura.
Evocação de incidente semelhante no metro de Lisboa:
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2014/09/teoria-do-erro.html
Das notícias:
Carril partido em Sete Rios leva a pedido de vistoria
GPIAAF abre análise preliminar a carril partido em Sete Rios
que provocou perturbações no tráfego ferroviário a 6 de Janeiro
- Público
- Edição Lisboa
- 11
Jan 2026
- Carlos
Cipriano
Movimento quer “vistoria extensiva” à rede ferroviária de
Lisboa
Um carril partido numa das linhas nas proximidades da
estação de Sete Rios, em Lisboa, no dia 6 de Janeiro, levou à supressão de
vários comboios da Fertagus entre Campolide e RomaAreeiro e a atrasos no
serviço de suburbanos da CP. Durante algumas horas, o tráfego ferroviário
decorreu apenas em via única.
Agora, o movimento cívico Vizinhos de Lisboa quer que a IP —
Infraestruturas de Portugal realize com carácter de urgência uma “vistoria
extensiva a todas as linhas ferroviárias na zona de Lisboa, em particular nos
troços de maior carga e antiguidade, recorrendo a inspecção visual reforçada,
ensaios ultrassónicos aos carris, verificação do estado das fixações, análise do
balastro e avaliação geométrica da via”.
Em comunicado, aquela associação diz que uma rotura de
carril não é um evento isolado nem aleatório, mas sim o resultado “de fadiga
acumulada do material, degradação progressiva não detectada atempadamente, ou
falhas na monitorização e manutenção preventiva”. E alerta que “quando um
carril atinge o ponto de rotura, é altamente provável que outros carris do
mesmo lote, do mesmo período de fabrico ou sujeitos às mesmas condições de
carga, vibração e tensão térmica estejam igualmente próximos do limite estrutural”.
Os Vizinhos de Lisboa dizem que, no contexto da rede
ferroviária da capital, “a continuidade da exploração sem uma vistoria alargada
expõe passageiros, trabalhadores ferroviários e populações vizinhas a um
cenário de acidente grave, com potencial descarrilamento em zona densamente
edificada”.
Lembrando que a IP “tem a obrigação legal de garantir que a
via se encontra em condições de exploração segura”, o movimento cívico quer que
o resultado da vistoria agora exigida seja depois tornado público. O comunicado
foi enviado à IP com conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa.
O GPIAAF (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes
com Aeronaves e Acidentes Ferroviários) abriu uma análise preliminar ao
sucedido, a qual poderá, ou não, desencadear uma investigação.
A ocorrência de carris partidos na rede ferroviária nacional
não é, de todo, invulgar, sendo mais frequente no Inverno devido ao tempo frio.
Mas, normalmente, essas roturas resultam em fissuras de pouca gravidade, como se
se tratasse de mais uma junta de dilatação (espaço entre carris), não colocando
a circulação dos comboios em risco (desde que o problema seja atempadamente
corrigido). Mas as imagens do sucedido em Sete Rios, com um pedaço de carril
partido e tombado sobre o balastro, demonstram um grau de gravidade acima da
média. Aparentemente houve uma primeira fractura da barra de aço que não foi
notada, tendo os solavancos provocados pela intensa circulação de comboios no
local provocado uma segunda fractura que fez com que um pedaço do carril
tombasse, abrindo um “buraco” na continuidade da via-férrea.
Sobre o
incidente na Polónia/Lodz
An
emergency stop of an Intercity train on the Lublin-Szczecin route in the Łódź
Province was the result of serious damage to the railway infrastructure. The
driver noticed a gap in the rail over a metre long and immediately stopped the
train. Railway services have ruled out sabotage – the most likely cause of the
incident was severe frost.
The
incident took place on 6 January after 1 p.m. in the town of Będzelin. The PKP
Intercity train travelling from Lublin to Szczecin was stopped when the driver
noticed a section of rail was missing.
The driver
stopped the train and reported the missing rail. Katarzyna Michalska,
spokesperson for PLK S.A., said it turned out to be a
112-centimetre-long gap.
The train
remained at the scene for some time. After a temporary insert was installed,
the train passed over the damaged section at a speed of about 5 km/h before
continuing its journey. The delay was approximately 1.5 hours.
Track no. 2
was temporarily taken out of service due to the damage. Train traffic was
redirected to the adjacent track.
The track
affected by the incident has now been closed. Traffic is running on track no.
1. 'We do not expect significant delays – they may be around five minutes,'
said a spokeswoman for PLK S.A.
Emergency
services, including the State Fire Service and the Volunteer Fire Service, also
attended the scene. After 6 p.m., the damaged rail was repaired and traffic was
restored to both tracks.
Initially,
there were questions about the possibility of deliberate damage to the
infrastructure. However, the PLK security team did not confirm this.
The
incident was not caused by outsiders. A railway commission is investigating the
matter, according to representatives of the infrastructure manager.
Preliminary
findings suggest that the most likely cause of the damage was extremely low
temperatures. At that time, the region experienced temperature drops of up to
several degrees below zero, with local temperatures reaching close to 20
degrees below zero. This type of rail damage has occurred before during severe
frosts.
It is worth
noting that the condition of Poland's railway infrastructure is currently
mainly monitored through regular inspections and the response of services and
train drivers to any irregularities they notice. However, there is no system in
place that would enable the automatic real-time detection of this type of track
damage. Therefore, incidents such as rail defects or cracks are only identified
when noticed during operation or inspection.
This
article was originally published on sektorkolejowy.pl
sábado, 10 de janeiro de 2026
A Flixbus e o pedido de acesso ao terminal provisório de Sete Rios
Recentemente foi dada publicidade ao pedido da Flixbus para utilização do terminal rodoviário de Sete Rios recusado pelo gestor da infraestrutura, a Rede Expressos. A AMT como entidade reguladora e o IMT como executivo, protestaram em defesa do princípio da concorrência tão defendido pela CE.
Claro que a concorrência deve ser defendida, mas como qualquer exercício de qualquer forma de liberddade, deve haver regras que defendam, entre outras coisas, a segurança dos utilizadores e a sua comodidade. Independentemente dos critérios de avaliação da capacidade do terminal, nenhuma lei impede a Flixbus de investir num terminal privado. Por outro lado, foi dada a concessão do terminal a uma empresa privada, que assim assumiu as obrigações de serviço público de quem concedeu a concessão. O TFUE é claro, o direito à concorrência não elimina o direito dos Estados membros terem incumbentes de serviço público. Para os casos de dúvida existem os Tribunais, não os reguladores.
Não há informação fidedigna disponível quanto à capacidade do terminal rodoviário provisório. Tem 15 lugares-cais de embarque para 4 partidas por hora cada. Segundo o site do terminal são cerca de 300 partidas diárias (cerca de 5 milhões de passageiros por ano). A Flixbus pede cerca de 100 partidas diárias sem demonstrar a sua viabilidade do ponto de vista da segurança e comodidade. As instalações são provisórias, já utilizadas por cerca de 50 operadores para além do principal, e embora fosse possível teoricamente subir os serviços diários para 500, as condições deficientes de movimentação de pessoas, a ventilação deficiente e certamente os engarrafamentos na própria Praça de Sete Rios e no interior do parque não recomendam isso sem obras de fundo. Aliás, é uma regra da arte nunca ter um sistema ou um equipamento a funcionar continuamente no seu limite máximo.
O proprietário dos terrenos (6
ha) ainda é o metro mas parece que a renda paga pela REN é à CML. Assinado um
protocolo CML-Metro em 2003 em que este apresentaria (e apresentou) um plano de urbanização incluindo hotel, mais
o projeto de central rodoviária definitiva com 3 ha e 36 lugares-cais, mais uma
central de controle de tráfego do metro, mais uma zona de parque de carruagens de metro ligado à estação de Praça de Espanha.
Nada se fez e agora protesta-se. Difícil planear e organizar, em Portugal.
Desejar-se-ia que a AMT e o IMT fizessem antes contas rigorosas na situação
existente à capacidade disponível e
compatível com a segurança e a comodidade, e ao que é preciso fazer para
cumprir o protocolo de 2003 sem as mexidas inconsequentes que entretanto têm
sido feitas.
Informação sobre a disponibilidade, a capacidade, o regulamento de utilização da concessão e o protocolo CML-Metro em
https://www.amt-autoridade.pt/media/5741/ficha-de-carateriza%C3%A7%C3%A3o-de-terminal-sete-rios.pdf
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2018/08/os-terrenos-do-metropolitano-em-sete.html
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Evocando Eça de Queirós e as Cartas de Inglaterra (1888)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cartas_de_Inglaterra
| ed.Publicações Europa-América, março de 2000 |
Excerto da primeira crónica, "Afeganistão e Irlanda"
"Em 1847 os Ingleses, "por uma razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do Império, uma barreira ao domínio russo na Ásia..." e outras coisas vagas ... invadem o Afeganistão e vão aniquilando tribos seculares, ... apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa ... Assim é exatamente em 1880 "
Excerto da crónica 9, "Os ingleses no Egito"
"Nos últimos 15 anos a Prussia roubou a Dinamarca, e depois foi pela Alemanha saqueando reinos e grão-ducados, em seguida desmembrou a França, mais tarde a Russia espatifou a Turquia; há dois anos, subitamente, a Republica Francesa caiu sobre Tunes ... Em cada um desses casos a Europa comportou-se como um coro das óperas da antiga escola.... depois, afastando-se em grande compostura, deixa à boca da cena o tirano barbudo... Nas largas e bem traçadas estradas do Direito Internacional ... rouba-se de carabina alta e rompem a cada momento brados de povos assassinados... Ontem em Tunes, porque a França precisa de proteger a fronteira da Argélia. Hoje é o Egito, porque a Inglaterra precisa assegurar o caminho da Índia. Amanhã será a Holanda - porque a Alemanha não pode viver sem colónias. Depois a Sérvia - por motivos que a seu tempo a Austria dirá. Mais tarde a Roménia, porque a Russia é forte. Depois a Belgica - porque sim."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamento_de_Alexandria_(1882)
| Bombardeamento de Alexandria em 1882 por uma esquadra inglesa, basicamente para garantir a segurança das ações do canal do Suez, inaugurado em 1869, na posse da Inglaterra |
Na análise de Eça de Queiirós já podem ver-se os germes da I Grande Guerra, cujos vencedores alteraram o panorama geral, mas sem desmentir uma das primeiras frases do livro de crónicas, um "lugar comum do século XVIII : A História é uma velhota que se repete sem cessar."
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Sinistralidade rodoviária - continuação 1
A comunicação social tem dado relevo à subida em 2025 das vítimas mortais em acidentes rodoviários, de acordo com os registos da GNR e da PSP. É grave, mas as estatísticas deste tipo podem conter variações de um ano para o outro nos dois sentidos dentro de uma margem de incerteza. Não é uma atenuante para uma situação que pode considerar-se catastrófica (cerca de 600 vítimas mortais a 30 dias do acidente durante um ano; posição inadmissível nas estaísticas europeias) e que exige medidas concretas com mobilização de muitos meios que não se sabe se a Estratégia de Segurança Rodoviária em fase de aprovação poderá vir a implementar em prazo útil.
Causas apontadas pela PSP , GNR e secretário de Estado da Proteção Civil https://www.acp.pt/o-clube/revista-acp/atualidade/detalhe/governo-promete-aprovar-estrategia-de-seguranca-rodoviaria-em-2026:
- excesso de velocidade
- consumo de alcool e drogas
- desatenção
- falta de civismo (condução egocêntrica)
- insuficiencia de fiscalização em mobilidade, nomeadamente no incumprimento dos limites de velocidade e nas mudanças de via (qualquer pessoa pode testemunhar isso nas deslocações que faz)
- cultura de facilitismo (por exemplo abolindo a obrigatoriedade de capacete de segurança em bicicletas e trotinetas com motor auxiliar; normalizando a prática de passagem com o vermelho por estes veículos)
- ausencia de programas de sensibilização pública (dar a notícia de um acidente com vítimas mortais atrai audiencias mas o sentimento é o de que as tragédias só acontecem aos outros; impõem-se campanhas com imagens dos comportamentos corretos para estimular a imitação)
- ausencia de inquéritos a acidentes tipo e divulgação de resultados (não basta dar a notícia, devem esclarecer-se e divulgar, com um inquérito preliminar, as causas e as circunstancias e o que fazer para evitar a repetição dos acidentes mais mediáticos)
- ausencia de revisão do Código da Estrada (reformulação do conceito de velocidade excessiva e de espaço livre, restrições na aproximação de passadeiras de peões, e do seu uso por velocípedes; reposição da cláusula revogada da equiparação destes com obrigatoriedade do uso de capacete; reformulação das regras nas rotundas com o conceito de velocidade angular para impedir ultrapassagens; redefinição dos procedimentos, especialmente em autoestradas à noite em caso de perda de visibilidade por nevoeiro ou queda extrema de chuva ou neve)
- inexistencia de rails de segurança em locais com consequencias graves em caso de despiste (mais de um mês depois do acidente que vitimou 6 jovens na avenida das Forças Armadas, o pilar onde embateu o veículo continuava sem proteção)
- pouca consideração das gestoras públicas de infraestruturas pela relação estreita entre mobilidade e urbanismo (nas cidades devem evitar-se artérias de dois sentidos e o estacionamento à superfície; a expulsão dos habitantes de grandes cidades para as periferias agrava o tráfego automóvel se não se desenvolverem os transportes coletivos em sítio próprio segregado e se não se construirem parques de estacionamento à entrada das cidades e redes de distribuição ditas "capilares" , complementares do transporte pesado, como transporte a pedido em "cabinas autónomas" em vias reservadas)
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/12/anatomia-de-crime-acidente-numa-rotunda.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/12/a-predominancia-do-automovel.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/12/novembro-de-2025-continua-o-martirio-da.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/10/morte-por-aropelamento-de-flavia.html
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https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/07/acidentes-em-autoestradas-em-zonas-sem.html
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https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/10/pequena-cronica-de-um-incidente-banal.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/09/a-mobilidade-no-futuro.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/06/acidentes-ferroviarios-em-passagens-de.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/05/a-melhor-solucao-dizem-os-estudos-e-um.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/02/acidentes-na-passagem-de-nivel-de.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/01/o-acidente-ao-km-85-na-autoestrada-para.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2022/11/a-pobre-mobilidade-de-lisboa.html



















