duma reportagem sobre Innotrans de Berlim em setembro de 2026:
duma reportagem sobre Innotrans de Berlim em setembro de 2026:
Dois meses depois da data fixada para o envio da avaliação da viabilidade de mudança de bitola dos troços da rede existente em bitola ibérica que coincidissem com os corredores europeus (art.17.3 do regulamento 2024/1679), e a 15 dias da apresentação em Bruxelas, nos Connecting Europe Days, do workplan do coordenador do corredor atlântico François Bausch, o Ministério dos Transportes y Movilidad Sostentabile de Espanha publicou o relatório do INECO que recusa a mudança de bitola da totalidade da rede em bitola ibérica em Espanha. Sem publicar o seu relatório, apenas o resumindo à comunicação social,o Ministério das Infraestruturas e Habitação português reproduziu mutatis mutantis o relatório espanhol, recusando qualquer mudança, mantendo a rede em bitola ibérica existente e informando que pediu uma isenção até 2040 para introdução da bitola europeia (o que contradiz a implementing decision de out2025 que fixava 2034 para a interoperabilidade plena na LAV Lisboa-Madrid). Seguiu-se uma intensa publicação pela imprensa nacional do resumo do relatório, proclamando-se a recusa da "migração".
https://eco.sapo.pt/2026/09/17/mudar-para-bitola-europeia-custa-ate-sete-mil-milhoes/
Naturalmente tais notícias suscitaram comentários como os que se seguem, nomeadamente lembrando que ninguém nem nenhum documento requer a mudança de toda a rede em bitola ibérica, quer em Espanha quer em Portugal, e que a extensão abusiva do perímetro dessa mudança se deveu à crença inabalável da IP , e pelos vistos do INECO (ou de parte dos seus técnicos), de que a existencia de duas redes de bitola diferente é inconciliável devido aos custos, e afetação do tráfego, das obras e dos interfaces de passageiros e de mercadorias. Será uma opinião que não se fundamenta, por exemplo, nas claras vantagens para a economia da viabilidade do aumento das exportações para a Europa e transferência para a ferrovia da carga rodoviária e dos passageiros das ligações aéreas Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto, além de que nem todos os troços coincidentes com corredores europeus justificarão mudança porque pode ser preferível construir linha nova de raíz já prescrita (sem necessidade de ACB) no mapa das redes interoperáveis TEN-T, devendo entrar-se na ACB respetiva com o benefício do financiamento comunitário do CEF, o que o INECO e a IP não terão feito, provavelmente reservando o financiamento para PPPs.
Comentário enviado a vários jornalistas
Tendo o relatório da IP sido enviado em 19jul2026 ( se cumpriu o calendário) é finalmente descrito pela imprensa. Mais uma vez refiro que o que o regulamento 2024/1679 pede, no seu art.17.3, é que as linhas existentes, ou parte delas, em bitola ibérica e que coincidam com troços do corredor europeu (no caso português atlântico, no caso espanhol corredor atlântico na Galiza, Asturias, Castela-Leão, País Basco, Extremadura, Andaluzia, e corredor mediterrânico) sejam alvo de avaliação com uma análise de custos-benefícios (ACB) para a "migração", não sendo mudadas para bitola europeia se a ACB der negativa. O art 17.3 pode ser aplicado ao troço já construido em bitola ibérica Évora N-Elvas . Não aplicável à linha da Beira Alta porque já se sabia, com as pendentes que tem, que tinha de ser uma linha nova Aveiro-Viseu-Salamanca. Não confundir com o art 17.2 que pede o mesmo para linhas novas a construir mas que não estavam previstas nos mapas do regulamento 2024/1679. Atenção que o art 17.5 diz que o Estado membro pode pedir uma isenção temporária para dispensa de construir a nova linha em bitola europeia e que pode justificar não construir em europeia se uma ACB der negativa. Só que, se a linha nova a construir está no mapa das redes interoperáveis TEN-T do regulamento 1679, a Comissão Europeia não pede nenhuma ACB; a ser pedida, ela será pedida pelo Estado membro para justificar o adiamento da isenção com a ACB negativa (eventualmente beneficiando os fornecedores e os operadores já adaptados à rede de bitola ibérica, nomeadamente os operadores rodoviários que assim não recearão a concorrencia da ferrovia cuja quota modal vai decrescendo no tempo no tráfego interno e no tráfego para a Europa além Pirineus). Em resumo, o relatório espanhol analisou 3 alternativas:
1- mudar a bitola ibérica das linhas existentes que coincidem com os corredores europeus totalizando 3600km de via dupla e 2800km de via única (sem analisar a hipótese de construção de linha nova de raíz com financiamento comunitário);
2 - instalar o 3º carril nas mesmas linhas existentes coincidentes com os corredores europeus (nas vias duplas apenas numa das vias);
3 - ampliar o objeto da alternativa 1 estendendo a migração de bitola ibérica a toda a rede existente de bitola ibérica,coincidente ou não com corredores europeus (objetivo não previsto no regulamento 1679).
Os custos aproximados estimados foram em mil milhões de euros: alternativa 1 - 14; alternativa 2 14,6; alternativa 3 - 21,4 . O relatório espanhol aprofundou os custos e beneficios para a alternativa 3 baseando-se nos custos das instalações provisórias para ultrapassar as descontinuidades de bitola no encontro dos novos troços em 1435mm e os não mudados de bitola ibérica. Chegou à conclusão que os custos seriam da ordem de 30 mil milhões considerando esses cuatos e a afetação das obras, com benefícios insuficientes concluindo por uma TIR negativa e um valor atual liquido de - 10, 6 mil milhões de euros. Este resultado não surpreende porque ignoraram o financiamento comunitário (imposto aliás pelo art.170 do TFUE relativo ao apoio a redes de transporte contra os efeitos da periferia e da baixa densidade populacional) e desvalorizaram os benefícios que evitariam as externalidades da continuidade do transporte rodoviário interno e internacional e desvalorizaram também o crescimento da quota modal ferroviária e consequente vantagem económica com o crescimento das exportações e a atração de investimento estrangeiro. No caso espanhol, estão em vigor os estudos informativos que progressivamente prevêem a aproximação da bitola 1435mm de Barcelona a Valencia a curto prazo, revelando assim uma incoerencia aliás compreensível quando o regulamento 1679 não pede a migração de toda a rede de bitola ibérica. Transpondo para o caso português, a IP terá considerado (para além da hipótese de manter a bitola ibérica no caso de Espanha chegar com a bitola 1435mm às fronteiras, instalando equipamento de mudança de bitola nos postos transfronteiriços na estimativa de 180 milhões de euros) dois cenários, 1 - migração apenas dos troços coincidentes com o corredor atlântico (estimativa 6,5 mil milhões de euros); 2 - generalização da migração aos 2500km da rede existente em bitola ibérica (estimativa 6,9 mil milhões de euros). É curioso ver a IP a "alertar" contra os impactos operacionais das obras e das instalações de mudança de bitola que "podem afastar os clientes da ferrovia" quando os atrasos das obras da linha da Beira Alta, da linha do Oeste, da linha da Beira Baixa, das perturbações da linha do Norte Aveiro-Gaia nada têm que ver com a bitola. Também é de referir que em maio de 2025 foi apresentada no 11º congresso do CRP uma ACB para um investimento de 12.000 milhões de euros em Portugal para a construção dos cerca de 1000 km da parte nacional da rede TEN_T com cofinanciamento comunitário de 40%, um crescimento das exportações de 3% ao ano e transferência de 30% de carga rodoviária para a ferrovia, conduzindo a uma TIR de 2,23% e uma relação benefícios/custos de 1,11. Dada a especificidade dos pressupostos das ACB, o assunto deveria ser entregue a especialistas para esclarecimento. Tal como no caso espanhol, verifica-se no relatório da IP uma aversão à hipótese da coexistencia das duas redes, uma de bitola 1435mm para a Alta Velocidade de passageiros e para o serviço de mercadorias >100km/h de ligação dos portos nacionais à Europa além Pirineus, uma bitola 1668mm para a rede pré-existente. No caso espanhol não deixa de ser estranho, uma vez que a ADIF tem a gestão separada das duas redes, uma na ADIF Alta Velocidade, e outra ADIF convencional (sem prejuizo da Alta Velocidade incluir troços de bitola ibérica e de 3ºcarril) . Estranha-se a utilização pela IP do termo "inaceitável" referido à gestão separada das duas redes, quando uma boa organização de uma grande empresa não tem dificuldade em organizar a gestão de atividades de natureza diferente. Num contexto de evolução tecnológica rápida, tem de ser separada a gestão de sistemas a desativar de sistemas a instalar, como é o caso do CONVEL a desativar por força do regulamento 1679 até 2040, ou o ERTMS/GSM-R, quando se colocar a necessidade de substituição pelo FRMCS/5G. Ficou célebre a coexistencia de bitolas diferentes e de tecnologias de tração em estágios diferentes no metropolitano de Barcelona, obviamente em linhas diferentes e com a necessária renovação de quadros técnicos. Como nota final, a concordancia que uma migração total traria vantagens a longo (médio) prazo nomeadamente pelo estímulo do crescimento da quota modal da ferrovia , das exportações de bens e da atração de investimento estrangeiro (impedir este investimento é ilustrar a ideia que só Estados ricos podem rentabilizar no futuro os seus investimentos). E a discordancia do prejuízo de 64 milhões de euros em instalações de ligação entre as duas redes de bitola diferente (deverá recorrer-se a transbordos com guindastes móveis do tipo reach stacker (empilhadores de contentores) em plataformas RRT (rail road terminals) de utilização também para outros fins rentabilizando o investimento, nomeadamente para transporte de semirreboques por comboio conforme previsto pelo regulamento 1679 (considerando 48, arts 16.8, 20.i e 38.2), sem necessidade de continuidade do mesmo comboio). Em vez de recorrer a subterfúgios invocando isenções com ACB de pressupostos orientados para os resultados negativos e de fugir ao especificado no regulamento 1679, melhor seria o INECO, autor do relatório espanhol, e a IP, responsável pelo relatório português, respeitarem os objetivos do regulamento, concretamente o considerando 31 (integração da rede core e do transporte de mercadorias nos corredores europeus) e artigos 12 (prioridades para as redes "core", "extended core" e "comprehensive", 13 (prioridades para os corredores europeus), 17 (bitola 1435mm) , e 19 e 20 (prioridades operacionais e adicionais). Melhores cumprimentos
Comentário enviado a Carlos Cipriano, do Público:
Condolencias aos familiares das vítimas mortais, na tragédia das crianças.
Notícia no DN assinalando as deficientes condições de segurança da estrada, íngreme e sem rails de segurança:
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| Vista aérea da zona de Campanas de Cima na ilha do Fogo onde ocorreu o acidente |
| Foto Elton Monteiro - Lusa em Acidente em Cabo Verde. Famílias recebem 907 euros por vítima e outros apoios da autarquia e do governo |
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| Acidente na Ilha do Fogo. Filho do condutor aponta possível falha de travões | Watch |
Notícia do acidente pelo MSN:
Este comentário não é uma crítica ao operador e ao motorista do autocarro porque o que interessa mais é saber as causas e circunstancias que levaram ao acidente e ver o que se deve fazer para evitar a sua repetição. apenas um dos meios de comunicação social noticiou que se tratava de uma zona em obras. O Google earth mostra imagens de 2024 no mesmo troço em obras, tal como a imagem no MSN mostra. A falta de rail de segurança, ou a sua interrupção para acesso ao campo entre a estrada e o rio contribuiram para o capotamento. Os meios de comunicação social deveriam pressionar a autoridade rodoviária para informar num prazo útil as medidas a tomar para evitar a repetição de acidentes como este, desde a melhoria das condições de sinalização das obras, ao controle da velocidade, ao controle dos tempos de condução. Limitarem-se os organismos de segurança a inserir o registo de vítimas nas estatísticas oficiais da UE que tem objetivos bem definidos de redução da sinistralidade não é aceitável.
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| provável local do acidente, imagem Google earth de 2024 |
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| imagem Google earth de 2024 próximo do local do acidente em zona de obra, vendo-se ao fundo, do lado esquerdo, o sinal de fim de limittação de 60km/h |
No seguimento da nottícia em título, https://sapo.pt/artigo/seguro-promulga-novo-regime-de-licenciamento-ferroviario-apos-descarrilamento-do-elevador-da-gloria-6a8cbbecd0cbd78bc7ceb971#goog_rewarded enviei à editora o seguinte comentário, na janela "reportar um erro"
https://share.google/GM1t9Ea9jMwEUg82g
Muito bom
trabalho de Ana Suspiro e seu entrevistador. Permito-me contar a minha
experiencia. Talvez 2003 ou 2004 o metro resolveu deixar de investir na sua
própria equipa de manutenção de elevadores e escadas rolantes e adjudicar a manutenção
a empresas exteriores, seguindo o manta de que empresas privadas têm maior
eficiência e produtividade, e ao esmo tempo cortavam custos. Disse ao meu
colega da manutenção desses equipamentos (pessoalmente só tive experiencia de
manutenção no metro em equipamentos de telecomunicações, sinalização ferroviária
e controle de entradas) que não se metesse nisso porque o mercado em Portugal
não tinha dimensão para garantir uma assistência em permanência (prontidão) com
turnos e garantia de stocks de peças de reserva. Mas era uma decisão da
administração e do governo da altura pelo que foi para a frente. Curiosamente,
na primeira intervenção, no tapete rolante de Entrecampos, um jovem sem
experiencia, contratado pela empresa ganhadora provavelmente a recibos verdes,
esqueceu-se de um desperdício embebido
em óleo que, por atrito nos degraus quando se pôs o tapete a funcionar,
provocou um pequeno incêndio. De vez em quando, quando encontrava antigos
funcionários, lamentavam-se que só estavam à espera da reforma sem terem sido substituídos
e transmitido a sua prática aos novos que nunca entraram. Conhece-se o
resultado desta prática, baixam os
custos a curto prazo e sobem os de reposição das condições mais tarde ou
indemnizações por acidente.
Não se
trata de serem melhor ou piores empresas públicas ou privadas, trata-se de
analisar o que é preciso para garantir segurança, comodidade e rapidez, quanto
custa um quadro bem dimensionado e ver se o mercado tem condições para fornecer
o serviço (claro que dividindo em lotes, cada um correspondendo a uma ou duas
linhas poderá ser melhor que um contrato único). Se me vêm dizer que a
produtividade é superior numa privada, o diferencial de custos a favor da
privada terá de ser inferior ao lucro por ela esperado para o custo total ficar
abaixo do custo da pública. Mas a questão não é essa, é se o mercado nacional
dispõe de empresas que garantam as condições referidas acima. Porque se não tem
(confesso que não tenho neste momento elementos para concluir mas tenho
reservas que possam prestar a assistência nas condições que a equipa do metro
nos anos noventa prestava) .
Tive ainda
outra experiencia, para cumprimento da lei 163/2006 (atualizada com a 125/2017)
para a promoção da acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. As administrações
formaram uma equipa pluridisciplinar para elaborar e concretizar um plano de elevadores
e sanitários ,as nunca a dotou nem de orçamento nem de autoridade hierárquica.
E os anos foram passando com graves insuficiências refletidas também pelas
sucessivas avarias e degradação dos equipamentos por falta de meios do metropolitano.
Foram olimpicamente desprezadas as soluções que propus para Jardim Zoológico, Entrecampos, Campo Grande e especialmente Baixa Chiado, em que o projeto inicial de elevador de ligação à superficie através de um prédio da Rua Ivens foi rejeitado devido a alguma mania das grandezas do arquiteto projetista mas que apesar de tudo se justificava.
Sem deixar
de ter alguma esperança na ação da atual administração, as principais sugestões
minhas são:
i) a constituição dum quadro interno do metro com
orçamento e poder hierárquico interdisciplinar para projeto e manutenção de
elevadores e escadas rolantes com recurso a fundos comunitários ao abrigo do
cumprimento do DL 163/2006 do PNPA (não
ter aproveitado o PRR foi mais um exemplo da negligência no tratamento deste
tema);
ii) recurso a rampas (evidentemente com câmaras
de vigilânica não obstaculizadas por pruridos de privacidade) em vez de
elevadores de superfície (há um bom exemplo, com rampas em espiral, no centro
comercial de Campo Pequeno);
iii) preferencialmente elevadores de superfície
com acesso direto aos cais e respetivas máquinas de venda de títulos e canais
de acesso, 2 elevadores por estação em vez de 3 como em Roma e já em Martim
Moniz, com economia de investimento e manutenção.
Quem tiver
paciência, muita e tempo, pode ver nesta ligação o que tenho escrito sobre o
assunto:
https://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=pnpa
No seguimento da publicação em junho de 2026 do relatório do European Transport Safety Council (ETSC) https://etsc.eu/wp-content/uploads/ETSC-2026-Annual-PIN-Report-DIGITAL-v3.pdf e do anúncio da aprovação pelo Governo da nova estratégia de segurança rodoviária que aguardava aprovação desde 2021 no seguimento da definição pela CE do objetivo de redução em 2030 para metade das mortes na estrada relativamente a 2019 e para zero mortes em 2050 (22800 mortes em 2019; objetivo para 2030 - 11400 ; mortes em 2025 - 19400 ) https://visaozero2030.pt/ foi publicada uma série de artigos sobre mortes na estrada com excelente informação e análise, mas limitadas propostas concretas e calendarizadas. Comento a seguir o tema.
www.publico.pt/2026/08/07/opiniao/editorial/mortes-estrada-caso-deveriamos-discutir-2184309
https://www.publico.pt/2026/08/07/infografia/cuidado-estrada-sei-fizeste-agostos-passados-907
Comentário:
Segundo a base de dados do EU CARE publicada em 2026 (annual statistical report) , a média na Europa de mortes na estrada por país e por milhão de habitantes foi em 2024 de 43 (51 em 2019). Em Portugal em 2024 foram 60 (total 642 mortes; população 10,7 milhões; em 2019 foram 67 mortes por milhão de habitantes ). https://transport.ec.europa.eu/background/road-safety-statistics-2025_en
O relatório
mostra que só os indicadores de Letonia, Hungria, Romenia e Bulgaria são
piores. A situação é semelhante na sinistralidade ferroviária (pior indicador
europeu de mortes na ferrovia por 1000 km de via, suicídios excluidos).
Talvez seja
um indício de um problema cultural, que poderá inviabilizar em Portugal o objetivo de metade das mortes na estrada em 2030, uma conceção egocêntrica de que liberdade é
fazer o que apetece, conduzir com desprezo pelos limites de velocidade e pelas
regras de condução (ou um caso de iliteracia se incapacidade de interpretação
do código da estrada). Será talvez o facilitismo que se instalou na condução, que o espaço livre visível dá garantia de possibilidade de travagem que evite qualquer embate, não dá, a velocidade e a proximidade do veículo precedente ou duma curva encoberta devem ser ajustadas para isso, especialmente em condições climatéricas de má visibilidade. Entretanto sucessivos governos, com a desculpa de não
quererem interferir no negócio rodoviário (ou de que a obrigatoriedade de capacetes nos duas rodas iria desmobilizar a prática da mobilidade suave e aumentar as doenças sedentárias como se não houvesse outras oportunidades para o exercício físico) e de que os investimentos de
segurança nas infraestruturas são elevados (ter-se-ão esquecido do PRR) , se demitem de resolver o problema.
E demitindo-se, tornam-se cúmplices do flagelo e tornam mais difícil atingir o objetivo.
De notar
que mais rigoroso do que o indicador número de mortes na estrada por milhão de
habitantes será o número de mortes por modo de transporte e por mil milhões de
passageiros-km (ver o statisticpocketbook da DG MOVE de 2012). Só que é difícil estabelecer o número
médio de km percorridos e o número de utilizadores de cada modo, mas é possível
tentar uma aproximação, por exemplo uma estimativa para 2023 em Portugal, destacando-se os elevados riscos
para motos, velocípedes, trotinetas e peões e a percentagem de vítimas mortais relativamente
ao total de VMs nos ocupantes de automóveis por terem maior quilometragem https://fcsseratostenes.blogspot.com/2024/05/o-momento-da-seguranca-rodoviaria.html:
Proponho as
seguintes medidas concretas na alteração do código da estrada (duvido que os decisores as considerem em tempo útil, mas
gostaria de estar enganado):
1 - lançamento de campanhas de sensibilização com divulgação
obrigatória em todos os canais em horário nobre (isto é, seria uma forma de imposto a compensar pelas receitas publicitárias), orientada para exibição de
comportamentos positivos (por exemplo paragem para deixar peões nas passadeiras, recusa de segundo passageiro em velocipede ou trotineta, abrandamento em auto-estrada à aproximação de portagens ou obstáculos), de preferência a mostrar as imagens dos acidentes, os quais "só acontecem aos outros".
2 - investigação sistemática dos acidentes mais mediáticos
ou de consequencias mais gravosas, não para apurar responsabilidades e castigo
dos culpados mas deteção das causas e circunstancias dos acidentes com
recomendações para evitar ou mitigar sua repetição e divulgação de
relatório no prazo de 1 mês (exemplos: não sabemos as circunstancias da morte
das duas jovens médicas em Formentera; nem se se confirmam as descrições dos
acidentes mortais com trotinetas em abril no Porto e em julho em Setubal; nem se
a existencia de rails de segurança poderia ter evitado as mortes de Claudia
Isabel em dezembro de 2022 e de uma
senhora na A1ao km 167 em janeiro de
2024; nem porque ainda não foram colocados rails de proteção que teriam evitado
a morte dos 6 jovens contra o pilar do viaduto de Sete Rios em dezembro de
2025; nem porque não foi analisada a hipótese de sobreviragem motivada pelo
controle eletrónico da tração de 4 rodas no acidente de Diogo Jota; porque não foi explicada a morte duma família alemã em Alvalade do Sado em abril de 2026 porque a lomba da estrada, que lá continua, ocultou a presença do seu carro ao causador do acidente que cometia uma ultrapassagem imprudente; porque não foi explicada a razão do despiste e morte do casal de septuagenários na avenida da Índia em julho de 2026 ... etc , etc.). A
recusa de realização de relatórios eficientes e sua divulgação é uma das causas
da continuação da intolerável elevada sinistralidade, é uma contribuição para a cumplicidade dos decisores nesta tragédia.
3 - generalização nas áreas urbanas de limitação a 30km/h com elaboração de estudos prévios para expansão das zonas de limitação de velocidade e de partilha e coexistência, e construção de vias segregadas para modos suaves e veículos autónomos a pedido. A velocidade não é um direito. A fiscalização do cumprimento dos limites de velocidade não deverá ficar limitada a sistemas de radares, mas implicará brigadas móveis com filmagem dos infratores
4 - generalização nas estradas e nas zonas urbanas para todo
e qualquer veículo da obrigatoriedade de manter uma distancia d para o veículo
precedente na mesma via igual à distancia percorrida em 2 segundos à mesma
velocidade ( d em metros = 2 em segundos x v em km/h a dividir por
3,6) e divulgação pública duma tabela com os valores para várias
velocidades. Deverá o código de estrada ser mais explícito nesta restrição em condições climatéricas de visibilidade reduzida
5 - proibição de ultrapassagem nas rotundas considerando
como ultrapassagem de um veículo A por um veículo B quando a velocidade angular
(relativamente ao centro da circunferencia inserida na rotunda ) do veículo B é
superior à do veículo A
6 - proibição de ultrapassagem de qualquer veículo de 4
rodas por um veículo de 2 rodas na mesma via (risco dos ângulos mortos no caso de ultrapassagem pela direita) e distancia mínima entre dois
veículos desses tipos de 1,5 m a ser garantida por cada um desses veículos
7 - reposição do artigo 82-5 do código da estrada de obrigatoriedade de uso de
capacete por utilizadores de veículos de 2 rodas com motor auxiliar e
velocidade máxima de 25km/h (7m/s) indevidamente eliminado por um secretário de Estado em dezembro de 2018 e intensificação da fiscalização não só dos automóveis mas também dos veículos da mobilidade suave https://fcsseratostenes.blogspot.com/2019/09/o-cavaleiro-andante-e-conferencia-wise.html https://fcsseratostenes.blogspot.com/2026/04/mortes-na-estrada-em-17-e-18abr2026.html
8 – proibição absoluta de ultrapassagem de veículo, parado ou não, numa passadeira de peões e obrigatoriedade de stop antes de arrancar, caso esse veículo esteja imobilizado, porque pode impedir a visibilidade de um peão a atravessar a passadeira
9 - o código da estrada, embora esteja correto quando fala no abrandamento à aproximação da passadeira de peões, deveria fixar uma velocidade máxima autorizada: 30 km/h; igualmente, quando condena as travagens bruscas, deveria voltar ao conceito antigo, quando atribuía as culpas a quem batesse por trás, porque a velocidade é excessiva sempre que não se consegue parar no espaço livre visível à frente do veículo.
Patrícia Judite (PJ) é uma grande empresária cuja empresa lida com questões de grande interesse estratégico para a oikonomia ou gestão da casa de todos nós.
Patrícia , considerando os interesses estratégicos, preocupou-se em ter a cobertura de todo o território nacional, pelo que não surpreendeu o anúncio de uma grande filial no Porto, agregando um conjunto de funcionais edifícios num projeto de arquitetura que poderia figurar nas revistas internacionais. Poderia, porque o empreiteiro selecionado, a grande empresa Opviva, achou que os 114 milhões de euros não chegavam para a obra (a empresa de Patrícia não gastaria um cêntimo na obra, ficaria a pagar uma renda mensal de 643 mil euros durante 30 anos, qualquer coisa como 231,5 milhões a um juro de 5,43%; estava-se em agosto de 2009, a crise do subprime espalhava-se). Patrícia remexeu-se na sua cadeira de chairwoman até achar a solução. Havia anos que a sede de Lisboa não estava à altura do prestígio da empresa. E foi dito e feito. Para, disse ela, cumprir o código da contratação pública, fez uma consulta direta e confidencial a 5 empresas de que resultou a seleção da mesma Opviva para construir a dita sede lisboeta encostada a uma pequena colina, desistindo-se da obra do Porto. Coisa para 90 milhões de euros, mais um projeto de referência.
Porém, o entusiasmo com que o processo foi conduzido trouxe problemas. Do projeto fazia parte a construção de caves para estacionamento, equipamentos e armazens e respetivos acessos, encostados à pequena colina. E no cimo da pequena colina havia um prédio no topo de uma banda de edificios, que rapidamente abriu fendas e entrou em colapso eminente com o desalojamento de 30 moradores. A comprovada irreflexão da condução da obra levou ao estabelecimento de indemnizações aos prejudicados, mas passados mais de 10 anos o processo de indemnização ainda não está concluido. Durante esse tempo a Opviva oportunamente faliu e houve ainda um episódio significativo. Um dos diretores principais da empresa de Patrícia declarou publicamente que "É hoje claro que o crime organizado infiltrou o aparelho de Estado". E demitiu-se.
O universo das questiunculas da empresa de Patricia continua em expansão, normalmente ao sabor dos relacionamentos com empresas de construção civil. Curiosamente, o esquema repete-se, não só na empresa de Patrícia como em empresas congéneres. A pobre reguladora que supervisiona a atividade vê-se em palpos de aranha com a venda de edifícios antigos das empresas que entretanto ou alugam como inquilinas os mesmos edifícios ou compram terrenos que ficam à espera que algum grupo internacional faça uma bela obra para lhes ficarem a pagar uma renda. É o admirável mundo de Patrícia e da sua empresa cuja credibilidade se vai diluindo, apesar de alguns sucessos da sua produção.
Como comentário ao artigo em que o professor Cortez considera como incompetentes os professores que elaboraram exames de Português https://www.publico.pt/2026/08/05/opiniao/opiniao/verdade-factos-ninguem-quer-debater-educacao-pobres-espirito-2183983 estabeleci uma analogia com os técnicos que trabalham na ferrovia e no seu planeamento.
Caro prof.Cortez, julgo compreender a sua indignação.
Permito-me fazer uma analogia, eu como técnico de transportes (reformado)
comparando o seu ministro da Educação com o meu ministro dos Transportes. Ambos
sistematica e continuamente detentores da razão, para quem quaisquer críticas,
de técnicos ou de professores, são olimpicamente ignoradas. Fala o prof.Cortez
em "prova cabal de incompetência científica por parte de quem concebe os
exames". Não serei tão drástico embora sinta a tentação forte de estender
a classificação aos nossos ministros. Não será incompetência nem ignorância,
antes constrangimento inelutável que impede que os conhecimentos profissionais
se sobreponham às decisões oportunisticamente políticas. Técnicos, professores e
ministros sabem que estão a errar, mas a orientação superior, padecendo de mais
ou menos ideologia e de provinciano (no sentido dado por Sophia)
reformismo, vai guiando progressivamente as médias do Português para cada vez
mais baixo, vai guiando progressivamente a ferrovia dita de Alta Velocidade, as
mercadorias sem ligação regulamentar à Europa das exportações, as redes de
metro decididas em gabinetes ministeriais ou de autarquias sem experiência de
exploração de redes (pobre linha circular, nem sequer pode ser em laço), tudo
conduzindo a deficientes ordenamentos de territórios. O seu ministro, que na
comissão técnica do NAL apresentou um tosco traçado de acesso ao
aeroporto, só quis reduzir o número de organismos sem atender à sua eficiência.
O meu ministro não quer ouvir falar na revogação das resoluções que aprovam o
PFN e entregam de mão beijada e acrítica à IP e seus consultores a definição de
traçados de alta velocidade, por mais erradas que sejam a localização da TTT e
da estação principal de Lisboa; não quer a solução de um concurso internacional para seleção de consultor de referência. Técnicos, professores e consultores de
ministros estudaram nas universidades regras da educação e normas técnicas das
infraestruturas. Não as cumprem, sabem-no, não são incompetentes, são forçados
a cometer erros.Os senhores ministros "rebaixam-nos à condição de animais
mecânicos", têm fé que os seus consultores de comunicação esses sim, são
competentes. Eu diria que deveriam ter mais cuidado com essa ideia, uma coisa é
o que dizem, outra coisa é a realidade.A nós atormentam-nos para onde
tendem, com a convergência da sabedoria iluminada dos nossos ministros, as
imagens da Ofélia educação e da Ofélia ferrovia flutuando, vítimas da
manipulação, nas águas da degradação e ineficiência.
Pequeno relato da manifestação:
Notícia sobre a recusa da linha em laço pelo governo:
Convirá insistir que o que se pretende é a operação em todo o horário como linha em laço, sem misturas com uma operação da linha circular que obrigaria a cruzamentos de nível de comboios. O fornecedor da sinalização poderá fazer sem atrasos, dado que a mudança é só de software, um preço mais baixo que os dez milhões de euros de que fala o governo. Em termos de mobilidade da área metropolitana a linha circular é um erro e uma ilegalidade que ignora o PROTAML de 2002 que previa o prolongamento de Rato para Alcântara Mar com correspondência com a linha de Cascais em viaduto dispensando o erro da ligação desta à linha da cintura já saturada. Poupar agora implicará maior despesa no futuro para corrigir o erro, nomeadamente por causa da menor fiabilidade de uma linha circular relativamente a duas independentes. As validações no metro em Odivelas-Campo Grande já eram superiores às de Cais do Sodré. E se agora o governo diz que “estudos” mostram que a linha circular gerará menos transbordos, viagens mais rápidas (o problema aqui está na falta de comboios e de maquinistas, não chegando os encomendados para um intervalo de 3 minutos em toda a rede) e menos constrangimentos nas expansões (é precisamente o contrário, a ida ao Cais do Sodré complica as expansões futuras) que tenha a coragem de publicar esses “estudos” para serem discutidos, coisa que também não fez para “justificar” o erro da localização da futura estação de metro de Alcântara, preferindo o medieval magister dixit quando em experiência de metros, lamento dizê-lo, nada tem de magister.
Dadas as caraterísticas dos decisores, não se espera que seja aceite a proposta de adoção exclusiva da linha em laço. Será acenada uma improvável extensão da linha de Odivelas de Campo Grande a Benfica ou até ao Hospital Fernando da Fonseca e Algés ou Jamor, constituindo um troço da linha circular externa prevista no PROTAML 2002. Mas serão apenas promessas não cumpridas.
ordenamento área metropolitana Lisboahttps://1drv.ms/w/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQC1Wq77cvVVQKkRQT0-fhr7AWfMeZGu1r2JeFYhi0x3N5k?e=Vj2yXb
orientações para novas linhas de metrohttps://1drv.ms/b/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQD0vUiL9rfhQqtyuKgGx6WOAYun_ashLjT-GCodIIaPl6k?e=6QQRIz
TTT e ligações AV a NALhttps://1drv.ms/w/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQDkWT31QPArQrp0hT33bIPhAcO0pBChd2a4L9EVh3IE_JI?e=jEJE9Z
Algo inesperadamente, mas como consequencia das novas funções de Mario Centeno como comentador na CNN, o Publico divulgou a sua opinião crítica sobre a eventual falha do novo aeroporto relativamente ao país dadas eventuais restrições associadas à ligação a Lisboa.
https://www.publico.pt/2026/08/01/opiniao/opiniao/aeroporto-serve-lisboa-falhar-pais-2183667
Excelente artigo algo inesperado para quem não conheça escritos anteriores de Mario Centeno sobre transportes. Identifica corretamente os riscos mas fá-lo de uma forma genérica sem propor medidas concretas. Sugeriria nesse sentido:
1 – debate público sobre o que o regulamento comunitário 2024/1679 diz nos seus artigos 40 a 42 sobre planos de mobilidade de áreas metropolitanas (coloquialmente poderemos dizer que mesmo sem aeroporto tem de se investir muito dinheiro na TTT e na 4ª travessia ferroviárias para termos uma área metropolitana coesa e em “harmonia territorial” na perspetiva da anterior NUT II) e se cumprirmos o regulamento poderemos obter algum financiamento também para os acessos ao aeroporto;
2 – revogação enquanto é tempo (se ainda é tempo) das resoluções 98/2024 da AR e 77/2025 RCM que aprovam o PFN atribuindo à IP o planeamento das redes AV e serviço do aeroporto à IP , e por essa via, aos seus consultores, sendo por demais conhecidas as ineficiências da sua política ferroviária (não por culpa de quem lá trabalha mas pelos constrangimentos impostos pelas superiores e indiscutíveis decisões).
Numa altura em que uma interpretação tendenciosamente errada do regulamento 1679 levou os ministérios dos transportes de Espanha e Portugal a enviar uma análise de custos benefícios negativa sobre a "migração" para bitola europeia da totalidade da rede em bitola ibérica (coisa que o regulamento não pediu) e sendo crítico o diferimento da construção das novas linhas em bitola europeia do corredor atlântico (essas sim requeridas pelo regulamento 1679) para o crescimento das exportações de bens para a Europa além Pirineus e para a transferencia da para a ferrovia da carga rodoviária e dos passageiros das ligações aéreas conforme o Green Deal, estaremos a perder uma oportunidade de mudança benéfica. https://fcsseratostenes.blogspot.com/2026/07/a-estranha-recusa-do-ministerio-de.html
As propostas 1 e 2 resultam do absoluto fecho do governo e da IP à discussão e alteração das suas orientações e o ideal seria concretizarem-se, já que os críticos não são ouvidos, através de um concurso público internacional para seleção de um consultor credenciado para o estudo da inserção do aeroporto ao serviço do país e da área metropolitana (ex NUT II) conforme a regulamentação comunitária.
Gostaria ainda de discordar da sua afirmação de que a abordagem radial não é possível e sobre o efeito barreira do rio. Quando existem soluções de engenharia (TTT em túnel, parcial ou totalmente, a norte da PVG, mudança da localização da estação principal de AV , corredor da A13 veja-se o aeroporto de Macau, o Schipol. Kansai) naturalmente com custos elevados mas com retorno de benefícios da “harmonia territorial”.
Quanto à opacidade financeira, é de facto um problema, como aliás as cartas ao director têm mostrado através dos diálogos entre Dona Inércia e Dona Opaca.
Com os melhores cumprimentos.
Este momento é crítico. A oposição sistemática à mudança pelo governo, IP e consultores, com a manutenção do PFN e das decisões sobre a TTT e traçados das linhas de AV condicionarão negativamente o futuro da ferrovia em Portugal, nomeadamente continuando a dificultar as exportações pelo corredor atlântico norte e sul. e duvidando-se que sequer o calendário aprovado pela DG MOVE para a ligação AV Lisboa-Madrid em 2034 com bitola europeia e ERTMS possa vir a ser cumprido.
crítica da política ferroviáriahttps://1drv.ms/w/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQD6ooI7p63ITIeJ_Q--KVDIAWM_pe-J1MJHhuKJyLCyOtk?e=OMOqfg
ordenamento área metropolitana Lisboahttps://1drv.ms/w/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQC1Wq77cvVVQKkRQT0-fhr7AWfMeZGu1r2JeFYhi0x3N5k?e=Vj2yXb
orientações para novas linhas de metrohttps://1drv.ms/b/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQD0vUiL9rfhQqtyuKgGx6WOAYun_ashLjT-GCodIIaPl6k?e=6QQRIz
TTT e ligações AV a NALhttps://1drv.ms/w/c/1ebc954ed8ae7f5f/IQDkWT31QPArQrp0hT33bIPhAcO0pBChd2a4L9EVh3IE_JI?e=jEJE9Z