quarta-feira, 18 de abril de 2018

a queda do império bizantino

Como é tradição nacional, há quem se pele por uma boa polémica. Desde os fanáticos da bola aos refinados literatos dos "vencidos da vida". 
Cada qual com o seu estilo, mas muito portuguêsmente em bizantinos debates, talvez porque genéticamente não conseguimos processar os mecanismos de planeamento estratégico e trabalho em equipa.
Quando me falam em bizantinos, tenho de rememorar uma pequena investigação pessoal que fiz há muitos anos,a propósito de uma aula da minha professora de história, sobre a queda do império romano do oriente. 
É que, contrariamente ao propalado pelas agencias de formatação de opinião ocidentais  os bizantinos não estavam a discutir o sexo dos anjos enquanto os turcos sitiavam a cidade. 
Isto da guerra da Síria compreendia-se melhor se soubermos que os cavalos de bronze da catedral de S.Marcos de Veneza, os originais, que os que lá estão são cópias, foram trazidos de Constantinopla, ou melhor roubados, durante uma das cruzadas. 
Isto é, as potencias ocidentais desde sempre gostam de extorquir, de extrair, mais valias do médio oriente. 
No cerco de Constantinopla os bizantinos estavam a discutir os termos do pedido de reforço do auxílio do ocidente (não havia Nato, só Papado)  que os amigos venezianos, os únicos aliados, não estavam, como amigos da onça, muito interessados em aumentar (tipo bombardeias aqui enquanto eu estou ali e depois quando eu der a volta já podes bombardear donde eu sair). 
Interessante ver agora que o inicio da "debacle" bizantina foi a guerra estúpida (perdoe-se-me a redundancia, todas as guerras são estúpidas, é o que distingue o homem dos outros animais) com os persas e a expansão demográfica dos povos árabes (e dos seus grupos económicos, a família de Maomé era um potentado da exploração da água (o valor da água em regiões desérticas)  e detentora do maior grupo de transporte de mercadorias, em caravanas de camelos, claro, do medio oriente). 
O período final da "debacle" é caraterizado pela extorsão pelos cruzados e pela quase colonização pelos venezianos. E porque a aliança Bizancio-Veneza -ordens religiosas da Terra Santa não conseguiu deter os turcos? 
Simples, parece mentira, mas por falta de atualização tecnológica. Os turcos conquistaram terreno e cidades sempre com base na artilharia. Canhões mais eficazes do que os venezianos. Era o mesmo esquema de Afonso de Albuquerque. Os canhões que ele levava eram mais eficazes... Engraçado pensar que os engenheiros artilheiros dos turcos eram ... romenos.

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