O desenvolvimento de uma rede ferroviária em Portugal integrada na rede europeia, com as características de interoperabilidade para Alta Velocidade e mercadorias é uma questão indispensável a médio prazo para o crescimento das exportações de bens para a Europa além Pirineus.
Isso mesmo foi já expresso aos decisores Governo (MIH) e IP, mas não creio que em tempo útil mudem a posição de conservação da bitola ibérica na rede ferroviária, a existente e as novas linhas. Talvez porque a situação atual até parece ter futuro para os atuais operadores que poderão expandir o seu mercado, tal como em Espanha (que ainda tem a maioria do tráfego na rodovia com a quota modal da ferrovia entre 5 e 7%), com a transferência da carga rodoviária para a ferrovia, mas sempre dentro da península, sem os concorrentes estrangeiros.
O caso da Medway é sintomático, tem comboios de bitola europeia do lado de lá dos Pirineus, e comboios de bitola ibérica do lado de cá; estão com o problema do STM/CONVEL, mas também têm locomotivas para circular em Portugal e outras com ETCS para circular em Espanha.
Aos operadores em ação em Portugal convem-lhes deixar estar, desde que lhes consertem as linhas existentes e reduzam a taxa de uso. Eis um exemplo de como o interesse duma empresa pode não ser o interesse nacional.
Exportações
de bens por local de destino e tipo de bens (nomenclatura combinada – NC8),
mensal acumulado: https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0008151&contexto=bd&selTab=tab2
Exportações de bens
por local de destino, tipo de bens (nomenclatura combinada – NC6) e modo de
transporte, anual: https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0008594&contexto=bd&selTab=tab2
Informação
sobre o volume e valor de exportações e importações em 2003 e 2004 e
componentes da balança de pagamentos: https://fcsseratostenes.blogspot.com/2024/02/os-numeros-de-2023-das-exportacoes-e.html



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