sábado, 7 de fevereiro de 2026

Pouco depois da tempestade Kristin, em 28 de janeiro de 2026

 



Poucos dias depois da tempestade Kristin, o cronista manifestou o seu desapontamento, no meio das dificuldades na reação à extensão dos danos, com as limitações das rádios locais, da imprensa regional, com as dificuldades do seus profissionais em rapidamente divulgar o desastre em cada região.

https://www.publico.pt/2026/02/03/opiniao/opiniao/tempestade-noticias-porta-2163520

É na verdade frustrante ver a “desertificação noticiosa do país ... o relatório do Labcom da Universidade da Beira Interior ... 83 concelhos sem jornalistas de rádio nem imprensa periódica”, as limitações das rádios locais, da imprensa regional, a insuficiência de profissionais. Mas talvez ainda haja solução.

Será que ajudaria dar mais atenção ao ordenamento do território? Lendo por exemplo o PNPOT (Plano nacional de Ordenamento do Território) e o que a regulamentação europeia tem na tentativa de que a passemos à prática, por exemplo, na questão da mobilidade que é um fator essencial na coesão do território, o regulamento 2024/1679?

Diz o PNPOT que devemos ter um território policêntrico. Então desenvolvamos cidades que ajudem a desenvolver as regiões, cada região com a sua ou suas cidades dinamizadoras.

Pelo seu lado,  a regulamentação europeia manda fazer planos de mobilidade sustentável em torno dos seus núcleos urbanos de mais de 100.000 habitantes e sua ligação a aeroportos, portos marítimos/fluviais e terminais rodo-ferroviários.

 Talvez fosse boa ideia reduzir o número de distritos, poucas NUTII, não pensar só em criar NUT II para recolher subsídios.

E reduzir o número de concelhos (Portugal continental com 308 concelhos?!). Há o risco de estar a reforçar o caciquismo, mas há meios para o evitar, equilíbrios e contrapesos, como dizem os anglo-saxónicos, ou sistemas independentes de qualidade, como se usa nas grandes empresas, ou processos de análise e desenvolvimento coletivos, ou simplesmente acionar o art.48 da CRP.

Conviria até reduzir o número de círculos eleitorais e assim dar mais voz aos pequenos partidos, da diversidade quando se cumprem as regras da cooperação resultam progressos.

Tudo isto é difícil, num país em que pouco importa a capacidade de planeamento, de organização, de execução e de monitorização do desempenho, mas talvez ainda haja solução.

Esquecer o assunto é que não.

 


Sem comentários:

Enviar um comentário