Sem deixar de reconhecer a extrema gravidade das vítimas e dos danos provocados pelas recentes tempestades, implicando uma correta abordagem da questão do ordenamento e monitorização do território, junto uma pequena reportagem sobre pequenos danos por onde passei.
Primeiro um condutor apressado numa rua perto da minha enfiou a frente do seu carro no candeeiro. Partiu-o pela base e o candeeiro ficou deitado a toda a largura da rua.
Mas eu não me importei porque alguém o arrastou para cima do passeio e eu pude passar com o meu carro.
Depois vieram os homens da companhia e levaram os restos do candeeiro. Ficou um buraco no passeio.
Mas eu não me importei porque o vizinho pode não ter luz, mas na minha rua eu ainda tinha luz.
Depois vieram as depressões e as chuvadas contínuas. O buraco encheu-se de água.
Mas eu não me importei porque estava abrigado.
A água no buraco, constantemente renovada pelas chuvadas, foi-se infiltrando no terreno sob o pavimento da rua e encontrando um caminho para descer, que a rua é inclinada, sabe-se lá se à procura dum lençol freático ou de uma conduta de drenagem partida.
Mas eu não me importei porque continuava abrigado ou a passar calmamente no local com o meu carro.
Até que o pavimento abateu e deixei de poder passar com o meu carro.
E agora puseram uma vedação na rua do buraco e não vejo ninguém que me possa ajudar com o arranjo do pavimento para que não volte a acontecer. Aos dias a que isto foi.
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