Mostrar mensagens com a etiqueta General Motors. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta General Motors. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A General Electric

_____________________________________________________________________________________

A General Electric, nos anos 70, era o principal fabricante de radiotelefones portáteis e móveis para utilização industrial.
Ultrapassava a Motorola em volume de vendas, apesar desta ter tido o êxito de equipar os astronautas da Lua.
Bruscamente, no fim dos anos 70, o CEO Walker decidiu que o grupo devia desenvolver a componente financeira.
A divisão de radiotelefones foi extinta.
Mr Walker não é considerado, actualmente, tão bom gestor como os gurus da gestão o quiseram apresentar no seu tempo.
Tive a satisfação (isto de ir sobrevivendo às grandes transformações tem esta vantagem) de ver agora o actual CEO da GE a definir uma nova estratégia(mas tão velha, tão velha, vinda já do tempo do homo habilis, anterior ao homo sapiens) : privilegiar a produção de bens úteis que a GE nunca abandonou (geradores de energia eléctrica, locomotivas, turbinas para navios e para aviões, imagiologia médica) e desinvestir na componente financeira e de meios de comunicação social.
Isto é, estão a privilegiar o conteúdo e a utilidade e a subalternizar a imagem e a percepção “vendida”.
E estão a registar lucros , sem atingir o obsceno e sem fazer as tristes figuras da GM.
Aplausos.

____________________________________________________________________________________

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Gestionarium II - Os problemas da GM

Os problemas da GM

Os problemas da GM são um escândalo. Não há pachorra. A indignação cresce com o que se está a passar na GM.
Refiro-me em especial à GM alemã.
A da Opel, orgulhosa dos seus 100 anos de engenharia alemã, como diz o anuncio.
Mas nos USA e na Alemanha a engenharia está subordinada aos economistas, que conduzem alegremente as empresas ao fracasso recorrendo às técnicas de optimização dos recursos, executando o que os consultores doutrinaram e aplicando aqueles softwares de gestão que vemos anunciados nos aeroportos.
A GM/USA quer dar a GM/UK e a GM/D como hipoteca dos empréstimos para se salvar, a menos que, do governo alemão, venha um subsídio de 300 M euros.
O governo alemão ficou escandalizado. Coitado, um dos próceres do neo-liberalismo e da globalização desregulada ter de engolir isto. Ter de injectar dinheiro dos contribuintes na “privada”, como a Tatcher fez com a Chrysler/UK e a BP. Como a Alemanha sempre fez com as minas de carvão alemãs, subsidiando escandalosamente o carvão alemão (pois, se não querem energia nuclear donde é que querem que venha a energia? Não estudaram Física durante o ensino obrigatório?).
Talvez agora os economistas neo-liberais queiram que se proponha a expropriação por interesse público, e abertura de concurso internacional para concessão da fábrica, a ganhar provavelmente por um fabricante chinês (aconteceu com a Rover, depois de ter produzido o motor de melhor rendimento)?
Como poderia ser proposto na Auto Europa, se não se chegar a acordo?
Para depois, virgens ultrajadas, rasgarem as vestes e gritarem que a extrema esquerda está a ganhar força?
Talvez não, talvez não se deva propor a expropriação, talvez nos devêssemos ficar por reduzir a margem de lucro e o número de modelos fabricados (a normalização reduz os custos de produção, conforme vem nos livros de economia da era AC, antes dos consultores).
Perdoe-se-me a metáfora que me vem do anuncio de hoje da peça de Arthur Schnitzler, A menina Elsa, que a certa altura diz: “Eu, inocente, tive de me vender para salvar o meu pai, e até acabei por encontrar prazer nisso”.
A menina Elsa seria a GM/D e o pai a GM/USA.
Evoé, como dizem os brasileiros.