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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Riscos associados às guardas de proteção

Existe uma norma que define a altura mínima das guardas de proteção de grandes desníveis na via publica.
A altura deverá ser pelo menos de 1,10 metros e não deverão deixar espaços superiores a 9 centimetros.
Infelizmente, porque já tem havido mortes, são muitos os exemplos de incumprimento, como pode ver-se pelas  fotografias.
praça do Principe Real; sobrescrito A4

Junto do Colombo; acresce o risco de queda de objetos para os veiculos que passam em  baixo

passagem pedonal aérea junto da estação de Entrecampos da CP; trata-se d eum bom exemplo, do ponto de vista funcional

escadas de descida para o largo do Cadaval; risco intolerável para crianças pequenas; sugere-se rede

zona particular, mas de acesso público, junto da estrada da Ameixoeira; desnível de 80 cm de altura não protegido; o desnível a seguir as muretes é de aproximadamente 20 metros

Campo do Mártires da Pátria

sábado, 12 de março de 2011

O sismo no Japão de 11 de Março de 2011

A impotencia perante o desastre que atingiu os japoneses leva-nos a sentir-nos solidários com eles.
Devemos à engenharia japonesa o conhecimento avançado sobre as técnicas de construção anti-sísmica de tuneis em terrenos adversos, as técnicas contra a "liquefação" dos solos.
Embora não tivessem estado diretamente presentes nas obras de reforço do tunel acidentado do Terreiro do Paço, os técnicos portugueses do IST e do LNEC que estudaram e executaram o tratamento dos solos beneficiaram da experiencia japonesa.
Ente as ilhas do Japão existem tuneis. O método construtivo de cada um deles dependeu da natureza dos solos, que varia de um para outro. Por exemplo, a percentagem de areia num terreno é um dos indicadores utilizados para a escolha do método.
Há uns anos, um sismo no Japão derrubou viadutos e uma estação de metro colapsou; a liquefação dos solos derrubou edifícios intactos. Os técnicos estudaram as causas e as circunstancias e executaram as soluções.
No desastre de dia 11 de Março as construções de betão armado aguentaram os sismos (infelizmente, a central nuclear afetada não beneficiou dos progressos técnicos porque foi construida há cerca de 40 anos), mas o maremoto foi superior às defesas construidas.
O epicentro foi a cerca de 120 km e à profundidade de 24 km.
A onda atingiu a costa provavelmente em 10 minutos, sem tempo para as pessoas serem avisadas.
Junto algumas imagens em que se podem ver molhes de proteção de zonas habitadas junto da costa.








Junto do aeroporto atingido, uma duna continua, do tipo da nossa ria Formosa, pareceria assegurar a proteção.


É altamente provável que a engenharia japonesa reanalise as defesas contra maremotos e disso todos nós beneficiaremos.
Existe ainda a esperança de que seja possivel detetar as condições de ocorrencia de sismos através do controle dos deslocamento das placas tectónicas.
Continuo a achar que o sistema de boias é muito util para grandes distancias. Neste caso, dada a proximidade, parecerá que qualquer sistema de alarme não será totalmente eficaz. Dados os custos elevados do sistema de boias e a exposição ao vandalismo, continuo a pensar que uma ligação direta à polícia marítima do sistema meteorológico detetor de sismos será a solução imediata a adotar em Portugal.
Depois, haveria que divulgar os estudos já executados pelos investigadores que se dedicam a estes assuntos (e que já estudaram, por exemplo, o risco do desmoronamneto de encostas nas ilhas Canárias).
Também era importante que os estudos de vulnerabilidade a sismos e maremotos e a definição das zonas de inundação fossem divulgados, aprofundados e executadas as recomendações.
Uma das principais é a dificuldade portuguesa de coordenação e de organização das equipas de trabalho (na verdade, são envolvidas muitas organizações, como as camaras municipais, as administrações das bacias hidrográficas,os seviços da proteção civil, a Marinha e o Instituto Hidrográfico, os bombeiros...mas se não se conseguiu ainda a cobertura por radar da costa portuguesa, não podemos admirar-nos de existir esta flaha nos planos de vulnerbilidade das zonas ribeirinhas).
Igualmente seria interessante saber como está em Portugal a aplicação da resolução do parlamento europeu sobre prevenção de catástrofes naturais. Ver
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/09/analise-e-prevencao-de-riscos-de.html

Um problema concreto, já aqui falado neste blogue, é até que ponto o fecho da Golada poderia proteger contra um maremoto com origem na faixa de Gorringue. Ver
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/04/lamentando-aborrecer-os-leitores-e.html

Enfim, temos sempre a desculpa de não termos dinheiro.
Mas como diz o cronista do DN de hoje, dia 12 de Março, a verdade é que os portugueses não tratam do seu jardim como deve ser, para tentar ao menos minimizar as consequencias dos desastre naturais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Análise e prevenção de riscos de catástrofes

Tive mais uma surpresa agradável quando li no DN a notícia de que um eurodeputado português tinha coordenado um relatório – resolução do parlamento europeu propondo financiamentos de medidas de prevenção de catástrofes naturais, corretoras de situações indutoras de risco, nomeadamente:

- ordenamento florestal
- prevenção de fogos
- proteção da orla costeira
- recuperação de bacias hidrográficas
- proteção de zonas urbanas inundáveis
- monitorização de grandes infra-estruturas
- manutenção da atividade agrícola em zonas afetadas pela desertificação

A própria resolução reconhece que a política agrícola comum contribuiu para a quebra da produção agrícola e para o abandono rural e desertificação.
A solução  que se impõe agora é  a prevenção.

Para mim foi surpresa agradável ver que o parlamento europeu se preocupa com a analise de riscos e  a sua mitigação.
Eu que sou olhado com um ar de tolerância impaciente quando falo na conveniência de proteger os acessos do metropolitano e as grelhas de ventilação do túnel à beira do Tejo contra as entradas de água. Ou quando apelo à divulgação pela proteção civil das análises de riscos de inundações e de maremotos em Lisboa (o fecho da Golada, para além de uma medida de desenvolvimento dos portos de mar, é uma das medidas mitigadoras do risco de maremotos em Lisboa).
Faço votos para que as propostas apresentadas no parlamento europeu tenham seguimento.
Afinal há aspetos positivos na adesão à união europeia e possibilidade de intervenção na resolução de problemas dos outros e nossos.
E este mecanismo é muito interessante e  util para o nosso país: não tendo sido possível definir a estratégia de ataque aos incêndios em Portugal, o cidadão eurodeputado português bateu-se para tratar no parlamento europeu todos os casos de prevenção de catástrofes de modo a poderem ser aplicados em qualquer país.
Aplausos.
Entretanto, convido-os a ver as notícias sobre o assunto: