O metro só estará interrompido entre TP e SP 415 dias? E para começar quando?
Mais uma vez manifesto a minha indignação por se ter começado uma obra sem estar encaminhado o projeto de cruzamento da drenagem com a galeria (a 900m da estação). A única dúvida que poderia haver era a que profundidade estaria o miocénico. Com a experiencia tida no Terreiro do Paço e no reforço do seu túnel não é aceitável a desculpa, foi simples falta de organização e de planeamento. Repito que o projeto correto seria com estacas por fora. Foi contabilizado sem análise de custos benefícios manipulada?
Quanto à indemnização de 2,8 milhões, já não recordo o cálculo em função dos passageiros perdidos e dos passageiros-km interrompidos, mas talvez não seja exagerado (para os 415 dias...). Talvez conviesse acrescentar algo para compensar os atrasos para a linha azul consequencia dos tempos de inversão entre Chiado e Terreiro do Paço. Querendo poupar na instalação de um aparelho de mudança de via à entrada de Terreiro do Paço, poderia encarar-se o reforço do quadro de maquinistas para poupar tempo doo percurso da mudança de cabinas.
Pela positiva refiro a razoável resposta dos outros transportadores, sendo a paragem em Braço de Prata essencial para a minimização dos danos. Votos de que a monitorização anunciada seja eficaz e de reação rápida. Claro que não posso deixar de lamentar a ilusão do LIOS Oriental quando até se poderia aproveitar a interrupção para prolongar o metro pelo menos até ao outro túnel da drenagem (evidentemente que o prolongamento a seguir a Santos o Novo deveria ser em viaduto até à Expo aproveitando antigos projetos de alargamento dos cais - o grande arquiteto Piano não previu um espaço segregado sem interferencia com automóveis ou bicicletas na sua urbanização? como diria o outro, "depois não se queixe" - e enterrado até Sacavém, mas seria pedir muito aos nossos planeadores e não se deve pedir o que não se pode dar, especialmente quando já estão apostados nos metrobuses e não querem saber dos artigos 40 a 42 do regulamento da União Europeia 2024/1679 de carater vinculativo como qualquer regulamennto da UE).
Voltando a Santa Apolónia, expresso também a minha indignação pelo secretismo posto no projeto do cruzamento da drenagem. Afinal como é o projeto? qual a sua autoria? que disse mais em concreto o LNEC? Não digo que se fizesse uma consulta pública que normalmente não serve para nada (quando argumentos de natureza técnica que são colocados por quem teve mais experiencia em obras de metro do que os técnicos da APA que os classificaram como "irrelevantes"...). Mas que fossem sendo comunicados à opinião pública os sucessivos passos na elaboração do projeto. Mas como disse acima, seria pedir demais quando esta mentalidade de inércia (descobriu-se que os terrenos tinham fragilidades quando se chegou lá?) de opacidade e prepotencia (nós é que sabemos, a confidencialidade foi proscrita pela Constituição, mas a gente acha que foi prescrita) e de incapacidade de organização coletiva de um projeto e do seu planeamento predomina nas infraestrutuas de transporte do país explicando a ineficiencia, os atrasos e as dificuldades cada vez maiores de corrigir os erros.
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