Caro Samuel Alemão
Esqueci-me de dizer no meu comentário sobre a ligação Santa Apolónia-Sacavem em metro subterrâneo e em viaduto, que a minha proposta será a mais correta do ponto de vista técnico mas, devido aos constrangimentos financeiros, não será a melhor do ponto de vista técnico-económico, ou como se diz agora técnico-socioeconómico. Já há muitos anos, quando eu era jovem, um consultor suiço que prestava serviços no metro ensinou-me que, fossem quais fossem as dificuldades, deveria sempre estudar-se a melhor solução técnica. Dadas as dificuldades, teria sempre de estudar-se alternativas para boas soluções técnico-económicas. Depois aprendi com os homólogos de São Paulo a teoria do corredor progressivo, vai-se fazendo segundo um projeto integrado ao longo dos anos conforme se pode, mas sempre de maneira que um acrescento não seja incompatível com o acrescento seguinte. Nada do que se está fazendo por cá, a correção da linha circular obrigaria a gastos astronómicos (claro que é um problema interessante de estudar, mas utópico como o metro subterrâneo e em viaduto para a Expo). Já agora, veja abaixo a página 83 do PROTAML de 2002, com a grande linha circular externa Algés-Loures-Sacavem-Expo-Terreiro do Paço em metro de superfície (veja a ligação da expansão da linha amarela de Rato a Alcantara Mar para ligação à linha de Cascais, o que prova que a linha circular é ilegal e evitaria o disparate de ligar a linha de cintura á de Cascais para gastar mais dinheiro em terrenos difíceis e imprevisíveis como dizem os ignorantes) .
Sobre a ciclovia de Almirante Reis estamos perante um problema de solução impossível, simplesmente não é possível satisfazer todas as premissas. Tecnicamente podia-se propor uma solução razoável, mas como mostrado acima, utópica do ponto de vista financeiro. Por exemplo, sentido unico para veiculos automóveis o que implicaria a construção de um corredor para o outro sentido paralelamente à Almirante Reis , implicando túneis, viadutos, demolições e construção de parques de estacionamento subterrâneos e em silos, a chamada solução de Boston. Pura utopia, isto é, querer misturar tráfego automóvel com tráfego de 2 rodas e pedonal tem um nome, utopia. Mas todas as utopias podem ser ultrapassadas desde que haja fé, muita fé, e quando estão em causa os nossos amigos ciclistas, tudo é possível . Veja esta fotografia no meu bairro. Está bem visivel o sinal de proibição, para mais numa curva e em descida, mas o ciclista (com capacete !) entrou em sentido proibido e cruzou-se com um automóvel que subia na sua mão, sem sair do asfalto e sem se espalhar no chão . Ainda dizem que há impossíveis ...
Abraço e saúde


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