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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Ruínas - ruínas no lancil e externalidades
A sarjeta cheia de pedras e areão da calçada na sequencia da destruição do lancil devido ao estacionamento abusivo de automóveis.
Com a agravante de estar numa passadeira de peões.
As infraestruturas viárias não suportam o modo de utilização que os cidadãos e cidadãs fazem do automóvel privado.
Este é um problema grave da democracia. Se a maioria quer utilizar os passeios como estacionamento poderá?
Talvez definir primeiro o universo de votantes.
Mas mantem-se a questão: quem não for utilizador de automoveis ou de passeios solicitados desta forma dificilmente votará (e contudo, recairá sobre ele, como contribuinte, a reparação do passeio ou os custos de inundações provocadas pelo entupimento das sarjetas).
Problema de abstenção.
E de definição de externalidades (ação ou resultado de ação que prejudica também terceiros não intervenientes nessa ação).
Pode parecer acessória a discussão, mas segue o mesmo padrão da discussão sobre as taxas de carbono, penalizando, por exemplo, os bens e alimentos produzidos nos antípodas e comercializados aqui a preços de dumping.
Ficam as empresas produtoras portuguesas parecidas com o lancil partido se não se lançar uma taxa de carbono independente dos resultados das eleições.
No caso do lancil sabe-se a solução: penalização do estacionamento indevido, portagens à entrada do centro das cidades, reformulação das redes de transportes coletivos urbanos porque, como diz o cartaz da UITP, as comunidades crescem com o transporte público, e inclusão de estacionamento nos planos de reabilitação urbana financiados pelos fundos estruturais QEE 2014-2020.
Etiquetas:
externalidades,
taxa de carbono,
transportes coletivos,
UITP
terça-feira, 23 de março de 2010
A água e as privatizações
Com a devida vénia, cito a entrevista do DN, sobre a água, a William Cosgrove, antigo vice-presidente do Banco Mundial, atual coordenador do ONU Third World Water Development Report:
http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1525160
O senhor diz simplesmente, relativamente ao problema da água e à necessidade de garantir a sua disponibilidade e qualidade, que “o principal desafio é não deixar que a água seja privatizada. Pertencer sempre às pessoas é essencial. Mas deve ser legislada. As pessoas podem viver sem petróleo, mas não sem água.”
Eu penso que este é um excelente exemplo de uma externalidade (o uso que alguns possam fazer da água é um fator externo que pode influenciar o uso ou a falta de uso da água por outros) que tem de ser internalizada, como dizem os economistas, sem esperar que os mecanismos de mercado encontrem respostas, porque a dependência da água é uma necessidade pública.
Felizmente, como diz William Cosgrove, os custos dessa internalização são um investimento reprodutível.
Eu penso que as decisões coletivas não devem ser tomadas com base em ideologias de aplicação universal, porque não parece ser possível arranjar aplicações universais que dêem bom resultado.
Cada qual tem direito às ideologias que quiser, mas em chegando a hora em que decisões erradas podem prejudicar muita gente, as questões devem ser analisadas caso a caso e escolher a solução aplicável ao caso concreto.
Aqui na água parece ser prudente seguir a recomendação do especialista William Cosgrove, não privatizar, se fazem favor.
Noutros domínios será melhor fazê-lo.
Depende…
Mas é preciso debater bem as questões, com a participação dos técnicos que estão dentro do assunto…
Sem dar muita importância aos critérios economicistas, julgo eu… também pode haver benefícios e, no caso da água, o senhor William Cosgrove estima-os em 5 vezes os custos…
Entretanto, por falar em água, se fosse possível , embora eu saiba que o país tem falta de dinheiro, e pese embora o facto de no Instituto público da água as novas gerações de técnicos e altos dirigentes utilizarem todos os meios informáticos e telemáticos e os programas de gestão de recursos mais eficientes, gostaria que se pudesse remediar a situação para que se alerta no sítio do instituto da água (INAG):
http://www.inag.pt/ e http://snirh.pt/snirh.php?main_id=2&item=2
na página dedicada à rede nacional de monitorização da água:
“A manutenção das estações de monitorização (redes Meteorológica, Hidrométrica e Qualidade Automática) está suspensa desde Junho de 2009, pelo que poderão ocorrer falhas na disponibilização de dados ao público.”
Como cidadão contribuinte eu agradecia, não vá aparecer alguém com poderes de persuasão dizendo que se se privatizasse o INAG a rede seria prontamente reparada, e colocasse o INAG no PEC da PARPÚBLICA.
___________
http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1525160
O senhor diz simplesmente, relativamente ao problema da água e à necessidade de garantir a sua disponibilidade e qualidade, que “o principal desafio é não deixar que a água seja privatizada. Pertencer sempre às pessoas é essencial. Mas deve ser legislada. As pessoas podem viver sem petróleo, mas não sem água.”
Eu penso que este é um excelente exemplo de uma externalidade (o uso que alguns possam fazer da água é um fator externo que pode influenciar o uso ou a falta de uso da água por outros) que tem de ser internalizada, como dizem os economistas, sem esperar que os mecanismos de mercado encontrem respostas, porque a dependência da água é uma necessidade pública.
Felizmente, como diz William Cosgrove, os custos dessa internalização são um investimento reprodutível.
Eu penso que as decisões coletivas não devem ser tomadas com base em ideologias de aplicação universal, porque não parece ser possível arranjar aplicações universais que dêem bom resultado.
Cada qual tem direito às ideologias que quiser, mas em chegando a hora em que decisões erradas podem prejudicar muita gente, as questões devem ser analisadas caso a caso e escolher a solução aplicável ao caso concreto.
Aqui na água parece ser prudente seguir a recomendação do especialista William Cosgrove, não privatizar, se fazem favor.
Noutros domínios será melhor fazê-lo.
Depende…
Mas é preciso debater bem as questões, com a participação dos técnicos que estão dentro do assunto…
Sem dar muita importância aos critérios economicistas, julgo eu… também pode haver benefícios e, no caso da água, o senhor William Cosgrove estima-os em 5 vezes os custos…
Entretanto, por falar em água, se fosse possível , embora eu saiba que o país tem falta de dinheiro, e pese embora o facto de no Instituto público da água as novas gerações de técnicos e altos dirigentes utilizarem todos os meios informáticos e telemáticos e os programas de gestão de recursos mais eficientes, gostaria que se pudesse remediar a situação para que se alerta no sítio do instituto da água (INAG):
http://www.inag.pt/ e http://snirh.pt/snirh.php?main_id=2&item=2
na página dedicada à rede nacional de monitorização da água:
“A manutenção das estações de monitorização (redes Meteorológica, Hidrométrica e Qualidade Automática) está suspensa desde Junho de 2009, pelo que poderão ocorrer falhas na disponibilização de dados ao público.”
Como cidadão contribuinte eu agradecia, não vá aparecer alguém com poderes de persuasão dizendo que se se privatizasse o INAG a rede seria prontamente reparada, e colocasse o INAG no PEC da PARPÚBLICA.
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Água,
externalidades
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