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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ruínas - ruínas no lancil e externalidades



A sarjeta cheia de pedras e areão da calçada na sequencia da destruição do lancil devido ao estacionamento abusivo de automóveis.
Com a agravante de estar numa passadeira de peões.
As infraestruturas viárias não suportam o modo de utilização que os cidadãos e cidadãs fazem do automóvel privado.
Este é um problema grave da democracia. Se a maioria quer utilizar os passeios como estacionamento poderá?
Talvez definir primeiro o universo de votantes.
Mas mantem-se a questão: quem não for utilizador de automoveis ou de passeios solicitados desta forma dificilmente votará (e contudo, recairá sobre ele, como contribuinte, a reparação do passeio ou os custos de inundações provocadas pelo entupimento das sarjetas).
Problema de abstenção.
E de definição de externalidades (ação ou resultado de ação que prejudica também terceiros não intervenientes nessa ação).
Pode parecer acessória a discussão, mas segue o mesmo padrão da discussão sobre as taxas de carbono, penalizando, por exemplo, os bens e alimentos produzidos nos antípodas e comercializados aqui a preços de dumping.
Ficam as empresas produtoras portuguesas parecidas com o lancil partido se não se lançar uma taxa de carbono independente dos resultados das eleições.
No caso do lancil sabe-se a solução: penalização do estacionamento indevido, portagens à entrada do centro das cidades, reformulação das redes de transportes coletivos urbanos porque, como diz o cartaz da UITP, as comunidades crescem com o transporte público, e inclusão de estacionamento nos planos de reabilitação urbana financiados pelos fundos estruturais QEE 2014-2020.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

De Lijn (pronunciar de-láine) - uma questão de transportes

De Lign é a companhia pública de transportes coletivos, rodo e ferroviários, da região flamenga da Bélgica.
Da sua campanha publicitária fazem parte estes videos que me parecem ser um bom contributo para privilegiar o transporte coletivo. Referem o autocarro (take the bus), mas obviamente que é aplicável ao comboio (apesar do menor atrito do contacto roda de ferro-carril relativamente ao contacto pneu-asfalto, o fator decisivo para obtenção do menor custo unitário de trasnporte é o volume de passageiros.km transportados):




















Pode parecer brincadeira, mas não é.
Os seres vivos desenvolveram através da evolução mecanismos de defesa em grupo de modo a sobreviver em meio adverso. Por exemplo, os bufalos defendem-se dos leões em circulo, os pássaros em bandos resistem melhor aos predadores mantendo na formação de voo as posições relativas entre eles.

Igualmente a espécie teve de viver em grupo para subsistir.
E a utilização de transportes coletivos é, contrariamente ao dito de Margaret Thatcher, uma forma da espécie humana resistir à ameaça do predador que  é o custo da energia e as emissões de CO2 .

Podemos interpretar assim os videos da De Linj.