Com muito obrigado ao DN, de onde retiro o cartoon, pela sua reação ao atentado:
Eu penso que os governos, juntamente com as próprias instituições religiosas, deveriaam desencadear uma campanha de esclarecimento sobre os textos ditos sagrados e integrá-los nos contextos históricos.
O Corão diz claramente que ninguém tem o direito de dispor da vida de outrem, e há um hadite muito claro que diz: "a tinta do sábio vale mais do que o sangue do mártir" - الحبر لل تعلم يستحق أكثر من دم الشهيد.
Seria bom que estudassem as reportagens de Eça de Queirós no médio oriente, e analisassem os erros da divisão artificial dos despojos do império otomano.
Esta ideologia wahabita de morte aos cruzados combate-se principalmente com cultura, reconhecimento dos erros e culpas, e com empregos para os jovens.
Agora se acham que as empresas só são rentáveis se despedirem pessoas e não empregarem jovens e se continuarem a apoiar as politicas da arábia saudita (ligações aos empresários de petróleo dos USA), vai continuar a ser dificil.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Charlie
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sábado, 18 de maio de 2013
17 de maio de 2013 - uma votação na Assembleia da República
Este blogue saúda os 16 deputados do PSD que não votaram como a maioria do seu partido.
Não por a unanimidade ser uma coisa por essencia condenável, ou a dissidencia por essencia virtuosa.
O que se saúda é o pensar pela própria cabeça, mesmo que ninguém possa dizer que detém a suprema verdade.
E que o sentido do voto era no sentido da defesa de direitos de minorias.
Os 16 deputados evitaram assim o grande erro dos decisores: o quererem polarizar em torno de uma opinião, que desejam única, a expressão dos membros do seu grupo.
Pensa este blogue que no PSD existem muitos cidadãos e cidadãs honestos e bem formados tecnicamente que discordam radicalmente das politicas oficiais do seu partido e da coligação e sabem bem que os fundamentos teóricos e práticos das medidas da troika são muito fracos.
Atitudes destas podem ser o início de uma mudança de rumo, independentemente do oportunismo das eleições autárquicas.
O progresso exige diversidade, alguma coisa tenhamos aprendido com as experiencias leninistas e estalinistas, por isso se lamenta a submissão dos deputados do CDS às diretivas morais impostas pela sua religião.
Era importante, numa altura em que a Turquia é candidata à UE, que critérios religiosos não condicionassem o voto de deputados. Era importante. Mas como na UE ainda vigoram os partidos de filiação religiosa e ainda há países em que os cidadãos não são iguais perante a lei no exercício de cargos públicos (regime monárquico e cativação de lugares no Parlamento para a classe nobre), seria bom que os ocidentais não se sentissem tão superiores assim a outros povos.
Não por a unanimidade ser uma coisa por essencia condenável, ou a dissidencia por essencia virtuosa.
O que se saúda é o pensar pela própria cabeça, mesmo que ninguém possa dizer que detém a suprema verdade.
E que o sentido do voto era no sentido da defesa de direitos de minorias.
Os 16 deputados evitaram assim o grande erro dos decisores: o quererem polarizar em torno de uma opinião, que desejam única, a expressão dos membros do seu grupo.
Pensa este blogue que no PSD existem muitos cidadãos e cidadãs honestos e bem formados tecnicamente que discordam radicalmente das politicas oficiais do seu partido e da coligação e sabem bem que os fundamentos teóricos e práticos das medidas da troika são muito fracos.
Atitudes destas podem ser o início de uma mudança de rumo, independentemente do oportunismo das eleições autárquicas.
O progresso exige diversidade, alguma coisa tenhamos aprendido com as experiencias leninistas e estalinistas, por isso se lamenta a submissão dos deputados do CDS às diretivas morais impostas pela sua religião.
Era importante, numa altura em que a Turquia é candidata à UE, que critérios religiosos não condicionassem o voto de deputados. Era importante. Mas como na UE ainda vigoram os partidos de filiação religiosa e ainda há países em que os cidadãos não são iguais perante a lei no exercício de cargos públicos (regime monárquico e cativação de lugares no Parlamento para a classe nobre), seria bom que os ocidentais não se sentissem tão superiores assim a outros povos.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Carissimo Hassan Abu Hashish
Carissimo Hassan Abu Hashish, porta voz do governo do Hamas na faixa de Gaza
Antes de mais, salam, salam u leikum.
Com a cultura árabe aprendemos a saudação e o desejo de que a benção da paz desça sobre o próximo e sobre a sua descendencia.
Por isso mesmo não compreendi a tua proibição.
Proibiste a televisão Maan de prosseguir o seu programa "Palestinian Idol", depois de ter selecionado os melhores concorrentes.
Sabes, eu também não gosto do programa.
Mas às vezes até vejo, e posso apreciar a alegria com que alguns jovens cantam.
Pode ser que entre eles haja quem por ambição e narcisismo se esqueça de valores que deviam prevalecer, como a necessidade de garantir a todos a educação, a saúde, a segurança social.
Que certamente são preocupações do governo do Hamas.
Mas acima de tudo está a liberdade de expressão, desde que não se propagandeie a opressão do outro, claro.
Tenho imenso orgulho em pertencer à mesma espécie humana a que pertencem as palestinianas que se têm distinguido na cultura e no pensamento político, e aquelas que vi uma vez num programa de televisão, de cabelo descoberto, passando diariamente os postos de controle fronteiriços do ocupante israelita e respondendo com dignidade e orgulho aos soldados que as interrogavam.
Não digas que o Profeta e a filha Fátima só quereriam que elas respondessem aos soldados invasores com o cabelo tapado. Onde está escrito isso? E o que está escrito foi escrito por quem? Tens confiança em quem te disse que quem escreveu isso estava a escrever a vontade do Profeta?
Sabes, a regra de ouro é, se queres acreditar nisso, está bem, mas quem não quise acreditar, também pode e também está bem que não acredite. Ninguém deve ser obrigado a acreditar no que não acredita.
Isso foi uma coisa que levou muitos séculos à espécie humana a passar ao papel, à Declaração do direitos do homem, até porque as religiões da revelação já são responsáveis, ao longo da história, por demasiadas mortes.
Apesar da mensagem central dessas religiões ser a Paz.
Que o concurso não está de acordo com os costumes e tradições?
Ora, os costumes e as tradições estão sempre a mudar.
Mas convem que sejam sempre bem documentados.
Que só alguns gostam de música?
Ora, nem sempre a maioria tem de ter jeito para a música.
Vá lá, faz como a orquestra do divã Oriente-Ocidente.
Que junta jovens musicos israelitas e palestinianos, o sonho de Barenboim judeu e de Said árabe (escrevo por ordem alfabética).
Ficamos todos mais ricos e mais felizes.
Vá lá, levanta a proibição. Não se deve ser excessivamente moralista.
Salam.
Antes de mais, salam, salam u leikum.
Com a cultura árabe aprendemos a saudação e o desejo de que a benção da paz desça sobre o próximo e sobre a sua descendencia.
Por isso mesmo não compreendi a tua proibição.
Proibiste a televisão Maan de prosseguir o seu programa "Palestinian Idol", depois de ter selecionado os melhores concorrentes.
Sabes, eu também não gosto do programa.
Mas às vezes até vejo, e posso apreciar a alegria com que alguns jovens cantam.
Pode ser que entre eles haja quem por ambição e narcisismo se esqueça de valores que deviam prevalecer, como a necessidade de garantir a todos a educação, a saúde, a segurança social.
Que certamente são preocupações do governo do Hamas.
Mas acima de tudo está a liberdade de expressão, desde que não se propagandeie a opressão do outro, claro.
Tenho imenso orgulho em pertencer à mesma espécie humana a que pertencem as palestinianas que se têm distinguido na cultura e no pensamento político, e aquelas que vi uma vez num programa de televisão, de cabelo descoberto, passando diariamente os postos de controle fronteiriços do ocupante israelita e respondendo com dignidade e orgulho aos soldados que as interrogavam.
Não digas que o Profeta e a filha Fátima só quereriam que elas respondessem aos soldados invasores com o cabelo tapado. Onde está escrito isso? E o que está escrito foi escrito por quem? Tens confiança em quem te disse que quem escreveu isso estava a escrever a vontade do Profeta?
Sabes, a regra de ouro é, se queres acreditar nisso, está bem, mas quem não quise acreditar, também pode e também está bem que não acredite. Ninguém deve ser obrigado a acreditar no que não acredita.
Isso foi uma coisa que levou muitos séculos à espécie humana a passar ao papel, à Declaração do direitos do homem, até porque as religiões da revelação já são responsáveis, ao longo da história, por demasiadas mortes.
Apesar da mensagem central dessas religiões ser a Paz.
Que o concurso não está de acordo com os costumes e tradições?
Ora, os costumes e as tradições estão sempre a mudar.
Mas convem que sejam sempre bem documentados.
Que só alguns gostam de música?
Ora, nem sempre a maioria tem de ter jeito para a música.
Vá lá, faz como a orquestra do divã Oriente-Ocidente.
Que junta jovens musicos israelitas e palestinianos, o sonho de Barenboim judeu e de Said árabe (escrevo por ordem alfabética).
Ficamos todos mais ricos e mais felizes.
Vá lá, levanta a proibição. Não se deve ser excessivamente moralista.
Salam.
أبو حشيش حسن ، المتحدث باسم حكومة حماس في قطاع غزةبادئ ذي بدء ، السلام ، السلام ش.الثقافة العربية تعلم تحية ونتمنى أن نعمة السلام تتنزل المقبل وعلى نسلهم.لذلك نحن لا نفهم الحظر الخاص.يحظر معان التلفزيون مواصلة برنامجها لل"أيدول الفلسطينية" ، بعد اختيار أفضل المنافسين.كما تعلمون ، أنا لا أحب هذا البرنامج.لكن في بعض الأحيان حتى رؤية ، وأنا يمكن أن نقدر الفرحة مع بعض الشباب الذي الغناء.قد يكون من بينها أن هناك أولئك الذين من أصل الطموح والنرجسية ننسى القيم التي ينبغي أن تسود ، والحاجة إلى ضمان أن تكون جميع مجالات التعليم والصحة والضمان الاجتماعي.ما هي المخاوف بالتأكيد حكومة حماس.ولكن الأهم من ذلك كله هو حرية التعبير ، شريطة أن لا ظلم آخر ، بالطبع.أنا فخور للغاية تنتمي إلى الأنواع الإنسان نفسه أنهم ينتمون إلى الفلسطينيين الذين لديهم ثقافة متميزة والفكر السياسي ، وأولئك الذين رأوا مرة واحدة في برنامج تلفزيوني ، وكشف الشعر ، من خلال نقاط التفتيش الحدودية يوميا للمحتل الاسرائيلي والاستجابة مع الكرامة والاعتزاز ان الجنود استجوابهم.لا أقول أن فاطمة ابنة النبي وانهم يريدون فقط أن أرد على الجنود الغزاة مع تغطية شعرهن. أين هو مكتوب؟ وما هو مكتوب هو مكتوب على يد من؟ لديك الثقة في الذي قال لك أن كل من كتب كان الكتابة عن إرادة النبي؟تعلمون ، فإن القاعدة الأساسية هي ، إذا كنت أريد ان اصدق ذلك ، ودفع غرامة ، ولكن الذين لا يؤمنون ، ويمكن أيضا ، وكذلك الذين لا يؤمنون. يجب أن يجبر أحدا على الاعتقاد انه لا يعتقد.وكان هذا شيئا استغرق عدة قرون إلى الجنس البشري لنقل ورقة ، وإعلان حقوق الإنسان ، لأن الأديان من الوحي هي بالفعل المسؤولة ، وعلى مر التاريخ ، وفيات كثيرة جدا.على الرغم من الرسالة المحورية لهذه الديانات أن يكون السلامالمسابقة التي لا تتفق مع عادات وتقاليد؟الآن ، فإن العادات والتقاليد تتغير دائما.ولكن ينبغي أن يكون دائما موثقة توثيقا جيدا.إلا أن بعض الموسيقى مثل؟الآن ، ومعظمها لم كان دائما موهبة للموسيقى.هيا ، كما تفعل اوركسترا الأريكة بين الشرق والغرب.الذي يجمع بين الموسيقيين الشبان الاسرائيليين والفلسطينيين ، والحلم اليهودي بارنبويم وسعيد العربية (الكتابة في الترتيب الأبجدي).نحن جميعا أكثر ثراء وأكثر سعادة.هيا ، ورفع الحظر. لا ينبغي للمرء أن يكون مفرطا الأخلاقية.أحيي
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sábado, 16 de julho de 2011
Falando de justiça
A notícia não terá sido muito notada neste tempo de verão.
O Estado Português, nos ultimos 10 anos, foi condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos a pagar 127.000 euros de indemnizações a jornalistas condenados em tribunais portugueses.
Os juizes europeus invocam a liberdade de expressão, dão por não provados pretensos prejuizos aos processos judiciais e criticam a ameaça que este tipo de sentenças constitui ao exercicio da liberdade de expressão.
Houve um caso de uma jornalista condenada sucessivamente por 15 juizes nacionais, saindo ilibada em Estrasburgo por votação unanime de 11 juizes.
Coisa semelhante se passou com Joaquim Letria.
Por outras palavras, a democracia ainda não chegou ao poder judicial em Portugal.
Ainda não existem orgãos de controle mutuo e ainda não se conseguiu instalar na maioria das pessoas da profissão a cultura da democracia, da liberdade de expressão, da necessidade de debater pontos de vista diferentes para esclarecer e para coletivamente chegar a soluções.
Desculpar-se-ão com os formalismos legais, esquecendo a essencia dos conteudos (ou o problema estará na ausencia de conteudos essenciais e em formalismos ocos).
Grave é tambem este espirito de tacanhez se propagar pelas empresas, com auditorias farisaicamente moralizadoras em busca de bodes expiatórios, com uma defesa tenaz de segredos e do dominio pela segregação da informação, com a velha tática de reunir pensamentos unicos e não contrariar os chefes.
Isto é, a não aceitação da liberdade de expressão é um fator de regresso para toda a sociedade, não de progresso.
Será uma questão de falta de controle, como se disse, por ausencia de orgãos independentes e complementares, ou de auto-controle, coisa que diz mais respeito à cabeça das pessoas e à sua formação.
Ficam os portugueses muito ofendidos com algumas referencias menos primorosas, mas o que se está a fazer para contrariar a tacanhez judicial e empresarial? (medida nº10 do livro de Luis Monteiro: melhorar a justiça, ver
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/03/intervencao-coletiva-necessaria-e.html )
O Estado Português, nos ultimos 10 anos, foi condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos a pagar 127.000 euros de indemnizações a jornalistas condenados em tribunais portugueses.
Os juizes europeus invocam a liberdade de expressão, dão por não provados pretensos prejuizos aos processos judiciais e criticam a ameaça que este tipo de sentenças constitui ao exercicio da liberdade de expressão.
Houve um caso de uma jornalista condenada sucessivamente por 15 juizes nacionais, saindo ilibada em Estrasburgo por votação unanime de 11 juizes.
Coisa semelhante se passou com Joaquim Letria.
Por outras palavras, a democracia ainda não chegou ao poder judicial em Portugal.
Ainda não existem orgãos de controle mutuo e ainda não se conseguiu instalar na maioria das pessoas da profissão a cultura da democracia, da liberdade de expressão, da necessidade de debater pontos de vista diferentes para esclarecer e para coletivamente chegar a soluções.
Desculpar-se-ão com os formalismos legais, esquecendo a essencia dos conteudos (ou o problema estará na ausencia de conteudos essenciais e em formalismos ocos).
Grave é tambem este espirito de tacanhez se propagar pelas empresas, com auditorias farisaicamente moralizadoras em busca de bodes expiatórios, com uma defesa tenaz de segredos e do dominio pela segregação da informação, com a velha tática de reunir pensamentos unicos e não contrariar os chefes.
Isto é, a não aceitação da liberdade de expressão é um fator de regresso para toda a sociedade, não de progresso.
Será uma questão de falta de controle, como se disse, por ausencia de orgãos independentes e complementares, ou de auto-controle, coisa que diz mais respeito à cabeça das pessoas e à sua formação.
Ficam os portugueses muito ofendidos com algumas referencias menos primorosas, mas o que se está a fazer para contrariar a tacanhez judicial e empresarial? (medida nº10 do livro de Luis Monteiro: melhorar a justiça, ver
http://fcsseratostenes.blogspot.com/2011/03/intervencao-coletiva-necessaria-e.html )
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
BOLDOG ÚJ ÉVET
BOLDOG ÚJ ÉVET (feliz ano novo, em hungaro)
Que se passa na Hungria? por um lado, o governo disse o mesmo que Dilma na tomada de posse: não pensem que nos vão inundar com produtos com preços artificialmente baixos (dumping) .
Por outro lado promulga uma lei restritiva da liberdade de expressão na imprensa.
Isso de restringir a liberdade de expressão não pode ser, caros concidadãos da União.
Isso é contra os direitos humanos, onde quer que seja.
Que se passa na Hungria? por um lado, o governo disse o mesmo que Dilma na tomada de posse: não pensem que nos vão inundar com produtos com preços artificialmente baixos (dumping) .
Por outro lado promulga uma lei restritiva da liberdade de expressão na imprensa.
Isso de restringir a liberdade de expressão não pode ser, caros concidadãos da União.
Isso é contra os direitos humanos, onde quer que seja.
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