Intervenção da senhora presidente do metro numa conferencia sobre inovação:
Bem, segundo as regras da senhora de Bruxelas, as transportadoras privadas só são responsáveis pela operação e pelo material circulante, não precisam de gastar dinheiro nem no investimento das infraestruturas (que deve ser conta do Estado) , nem na gestão e manutenção das infraestruturas. Se se está a pensar em privatizar, notar também que só haveria vantagem económica na privatização se o diferencial de custos devido à propalada superioridade de gestão privada relativamente aos custos públicos (custos de produção da pública menos custos da produção da privada) for superior aos lucros da privada.
O problema das escadas rolantes e elevadores parados (uns sim e outros não) independentemente das desculpas de atrasos no fornecimento de peças por causa da guerra, estará mais relacionado com os apeertos financeiros que superiormente vêm dos sucessivos governos da tutela e da limitação imposta às equipas técnicas do metro desvalorizando-as com a preferencia pelos outsourcings e impedindo-as de exercerem a sua profissão de acordo com a sua formação como técnicos de engenharia de transportes sem subordinação a critérios economicistas.
"Gerir sindicatos" é uma ideia interessante. Talvez a ideia seja aproveitar a pressão dos sindicatos para gerir a melhoria da prestação dos serviços e do planeamento de investimentos, uma vez que a gestão dos sindicatos é capaz de ser constitucionalmente atribuível às respetivas entidades associativas.
E quanto aos sistemas automáticos que dispensam maquinistas, talvez se recordem que de 2000 a 2009 a linha vermelha funcionou com um sistema automático de condução em que o maquinista comandava o fecho e abertura das portas e do resto o sistema tratava (por acaso às vezes era acusado de provocar travagens indevidas mas também às vezes isso acontecia porque do odómetro vinha uma informação errada que comparada coma redundancia mandaca parar o comboio, mas era só às vezes). E lembro-me na altura de dizer ao senhor presidente , que fazia o favor de falar comigo, não se meta nisso, ainda não há robôs para substituir o maquinista se o sistema de condução automática falhar. Isto é, em caso de avaria do sistema automático tem de estar previsto um sistema de condução manual e tem de haver maquinistas preparados para conduzir o comboio (reservar um período noturno para não perder a prática, uma vez que já tem havido acidentes em redes homólogas por falta de prática quando o sistma avaria). Haverá que planear o crescimento da rede e da frota de maneira a que o crescimento da rede de mauinistas não precise de ser tão elevado, deixar de haver maquinistas é que não, nem pode ser por mais que ses queira. Ah, e muito bem, condução automática sem maquinista implica portas de cais, em que aliás já se podia ir pensando.
Quanto à concorrencia, já há, Carris, TML, ideias miríficas de metrobus, LIOS em ruas estreitinhas da nossa capital, automóveis privados sem parques dissuassores à entrada da cidade e sem ligações do metro às periferias uma vez que o que é bom é uma circular pequenina (decidida exatamente no ano em que a linha circular de Londres foi transformada em linha em laço - sim, eu sei, o sistema de sinalização foi encomendado para a circular, não para o laço) ou um "V" do Infantado para o Beatriz Angelo, quando o prolongamento do metro de Odivelas ao Beatriz Angelo eram 5kmde tunel e o "V" da violeta são 3,5 km de túnel e depois interferencia com o TI da estrada de Loures, brilhante planeamento.
- Responder
Sem comentários:
Enviar um comentário