O objetivo deste texto é o de propor medidas adicionais às que o senhor ministro da Administração Interna tem vindo a propor para redução da sinistralidade. Refiro em seguida as vítimas mortais de acidentes em 16 e 17 de abril.
1 - Morte de dois trabalhadores na CRIL ao km10,4 no sentido Sacavém-Algés, perto das 3:00 da madrugada de sexta feira em conseuencia de colisão de um ligeiro comercial com a viatura das vítimas, parada na berma, em trabalhos de reparação da via. Aparentemente terá sido um caso de excesso de velocidade e perda de controle, por exemplo, por sonolencia. O acidente terá ocorrido a seguir a uma curva, ignorando-se se a viatura dos trabalhos estava sinalizada com antecedencia e se o condutor causador estava em condições para conduzir. São circunstâncias que devem ser objeto de tratamento em campanhas de sensibilização de transmissão obrigatória em todos os canais e mostrando principalmente os comportamenots positivos para suscitar a normalidade da imitação.
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| assinalado o local do acidente ao km 10,4 a cerca de 900m para poente do Strada Outlet |
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| vista da aproximação a 300m do local do acidente 2 - morte de uma jovem de 25 anos em passeio com um grupo de amigos em trotinetas, no entroncamento da rua da Firmeza com a rua Santos Pousada, no Porto, pouco depois das 00:00 de 18 de abril, sábado. A morte foi consequencia de queda após choque com uma das trotinetas do grupo, que terá travado à aproximação do entroncamento. Nenhum dos participantes usava capacete de segurança, cuja obrigatoriedade foi retirada do Código da Estrada em dezembro de 2018 pelo então secretário da Administração Interna para não prejudicar o mercado das trotinetas. Presumivelmente terá havido excesso de velocidade considerando a aproximação de um entroncamento sem visibilidade, acrescendo a hipótese se a circulação se fazia pela rua da Firmeza, estar a ser feita contra o sentido obrigatório neste troço da rua da Firmeza (a outra hipótese seria, vindos da rua Santos Pousada, ter havido uma atrapalhação ao pretender-se virar para a rua da Firmeza) . São evidentemente circunstancias a tratar nas campanhas de sensibilização, especialmente orientadas para os jovens, mais uma vez desejavelmente com exibição de comportamenttos positivos. Neste caso, chamando a atenção que a distancia entre dois veículos, sejam quais forem, deve ser equivalente à percorrida na velocidade em causa num tempo igual ao tempo de reação e atuação da travagem de 2 segundos, isto é, distancia = tempo em s x velocidade em m/s ou = tempo em s x velocidade em km/h a dividir por 3,6 vista da rua de Santos Pousada a partir da rua da Firmeza
É importante referir alguns dados da estatística de acidentes rodoviários de 2025 da União Europeia, em que Portugal ocupa o 5º pior resultado em vítimas mortais a 30 dias com 55 vítimas mortais por milhão de habitantes (média da UE 43 ; pior país Roménia com 68). Isto prova a necessidade das campanhas de sensibilização para que se reduza a exposição aos riscos e se contrarie a ideia que a liberdade é ter o comportamento que se quer sem considerar o risco para o próximo. O quadro seguinte mostra a matriz de colisões de tipos de veículos e de peões com outros veículos em toda a UE. Destaca-se o volume de vítimas mortais entre peões, motorizadas e motos, e autos ligeiros. Julgo que a modéstia dos números de vítimas mortais nas trotinetas e ciclistas decorrerá da menor quilometragem. De notar a elevada percentagem de despistes. Informação sobre a estatística da UE em https://transport.ec.europa.eu/background/road-safety-statistics-2025_en |





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