Que querem, gosto de ler Vasco Graça Moura.
Especialmente quando a sua prosa não é descortês, como daquela vez em que indiretamente me incluiu no grupo dos pantomineiros a propósito do que cada um pensa sobre o novo (de 1990) acordo ortográfico.
Gosto de analisar os argumentos, mesmo que não concorde com eles (correndo o risco de a discordância apenas reforçar a convicção).
E gosto especialmente de seguir a elegância da escrita.
Até quando Vasco Graça Moura, na sua habitual catilinária contra o acordo no DN, introduz no seu comentário de 8 de maio o coloquial "é assim".
"Ninguém sabe dizer nada", é o tema, sobre o que se faz ou não faz com o acordo.
E contudo, António Vieira já prega segundo ele, acordo, pese a "anestesia paralisante no que toca às decisões urgentes de suspensão e revisão do Acordo" (não precisa o ilustre Poeta - e escrevo assim apesar do acordo me facultar o uso de minúscula - de invocar a necessidade de revisão; por definição o acordo está em permanente revisão, como qualquer normativo- ou cânone, como Vasco Graça Moura gostará de escrever; quanto à suspensão, discordamos, claro).
De lamentação me parece, o tom do título e de todo o comentário.
Lamentação eu a recupero, oportunistamente, para fazer o paralelo com a "anestesia paralisante" que nos impede de ações concretas em vez do "crédito de confiança contra tudo o que nos está a tornar (a vida) mais complicada".
Para que não se pudesse dizer como é diferente o discurso dos ministros em Portugal (Dantas, Dantas, perdão) quando Poiares Maduro diz que bater o pé aos credores benfeitores só depois de cortar até ao último grama a carne pedida.
Enquanto Rajoy, de braço dado com Letta, entoa em terças perfeitas: " nós fazemos os inevitáveis trabalhos de casa, mas a UE tem de fazer mais" e em quintas harmoniosas: "não podemos perder a oportunidade de, no Conselho Europeu de junho, apresentar propostas contra o desemprego juvenil e em favor da união bancária; adiar decisões para dezembro seria um erro imperdoável".
Escusava de ter ouvido isto, o senhor ministro Poiares Maduro, tão incensado pelo seu alto nível intelectual e conhecimentos das burocacias jurídicas da UE.
Junho é para o mês que vem.
Ah, mas falava do artigo de Vasco Graça Moura sobre o acordo.
Cerca de 800 palavras.
Apenas uma nos divide: "exatamente" (atenção que o novo acordo admite as duas escritas no caso de expectativa e expetativa).
E a elegância do texto permaneceria se o autor a tivesse omitido.
É que ninguém diz exa-c-tamente, pois não? pese embora a pureza da ascendência latina do étimo exactus, aquele que é acabado de forma perfeita.
Enfim, aguardemos os próximos capítulos da tormentosa novela, desta vez em dia de tormenta menor, enquanto se acumulam as ameaças de degradação do ensino (não me refiro à qualidade do ensino, refiro-me à cada vez maior desigualdade entre os poucos bons alunos de uma turma, capazes de compreender o étimo e porque caiu a diacrítica, e os muitos maus alunos, para quem o étimo nem precisa de existir, no processo de insucesso escolar comprovadamente com origem na degradação das condições socio económicas dos respetivos encarregados de educação).
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
A tormentosa novela do acordo ortográfico em dia de menor tormenta
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
António Vieira e o novo acordo ortográfico
Mais um episódio da tormentosa novela do acordo ortográfico de 1990.
Foi editada a obra integral de António Vieira, sermões e cartas, segundo o novo acordo.
Os opositores ao novo acordo marcaram uma manifestação de protesto na sessão de apresentação da obra (a obra completa serão 30 volumes e resulta de uma cooperação de universidades portuguesas e brasileiras).
Toda esta questão é interessantissima, por mostrar a paixão com que os portugueses se entregam a discussões bizantinas e se baseiam em pormenores acessórios, e não me parece bizantinice tentar investigar por que as pessoas gostam de discussões bizantinas.
Há dias, tive a ousadia, por não ter gostado de que o grande poeta Vasco Graça Moura me tivesse chamado pantomineiro em artigo no DN (fê-lo de forma indireta e generalista, claro) de tentar analisar por que nesta discussão as pessoas se ofendem:
http://fcsseratostenes.blogspot.pt/2013/01/a-tormentosa-novela-do-acordo.html
E de facto, basta consultar os blogues em que se discute o acordo para ver a facilidade com que os opositores se ofendem e o barulho que se faz por questões que me parecem menores mas que a outros parecem essenciais e indispensáveis à identidade nacional.
Que ficamos sem saber se "para" é do verbo parar ou se é a preposição. De facto é uma armadilha para quem está a ler, ter de olhar ao contexto, mas isso já acontecia com "conserto" (verbo consertar) e "conserto" (arranjo), "sede" (de água) e sede (de uma firma), gelo (verbo gelar) e gelo (água congelada). O dicionário Houaiss sugere, em caso de dúvida, que o autor escreva entre parenteses (á) no caso do verbo parar. Outra hipótese seria escrever "ah" ou, já que os opositores ao novo acordo chamam ignorantes a quem concorda com ele, "aa", para recordar como se escrevia e falava na idade média portuguesa (vêde como são abertas as vogais no norte do país). Na verdade, parece-me boa ideia eliminar os acentos que sempre complicam os teclados, mas o novo acordo não é tão radical que o faça na totalidade. Mas é apenas uma opinião, não a quero impor nem desconsiderar quem não concorde com ela.
A mim, em caixas de comentários, chamaram-me cabeça de alho chocho, e que Camões devia voltar para me trespassar com a sua espada (que dirá agora este ilustre e bem educado cidadão de quem pôs Vieira a escrever segundo o novo acordo?).
Vamos ver como evolui esta novela, na esperança de que a capacidade de entendimento entre os portugueses melhore, e que não se ofendam tanto uns aos outros.
Foi editada a obra integral de António Vieira, sermões e cartas, segundo o novo acordo.
Os opositores ao novo acordo marcaram uma manifestação de protesto na sessão de apresentação da obra (a obra completa serão 30 volumes e resulta de uma cooperação de universidades portuguesas e brasileiras).
Toda esta questão é interessantissima, por mostrar a paixão com que os portugueses se entregam a discussões bizantinas e se baseiam em pormenores acessórios, e não me parece bizantinice tentar investigar por que as pessoas gostam de discussões bizantinas.
Há dias, tive a ousadia, por não ter gostado de que o grande poeta Vasco Graça Moura me tivesse chamado pantomineiro em artigo no DN (fê-lo de forma indireta e generalista, claro) de tentar analisar por que nesta discussão as pessoas se ofendem:
http://fcsseratostenes.blogspot.pt/2013/01/a-tormentosa-novela-do-acordo.html
E de facto, basta consultar os blogues em que se discute o acordo para ver a facilidade com que os opositores se ofendem e o barulho que se faz por questões que me parecem menores mas que a outros parecem essenciais e indispensáveis à identidade nacional.
Que ficamos sem saber se "para" é do verbo parar ou se é a preposição. De facto é uma armadilha para quem está a ler, ter de olhar ao contexto, mas isso já acontecia com "conserto" (verbo consertar) e "conserto" (arranjo), "sede" (de água) e sede (de uma firma), gelo (verbo gelar) e gelo (água congelada). O dicionário Houaiss sugere, em caso de dúvida, que o autor escreva entre parenteses (á) no caso do verbo parar. Outra hipótese seria escrever "ah" ou, já que os opositores ao novo acordo chamam ignorantes a quem concorda com ele, "aa", para recordar como se escrevia e falava na idade média portuguesa (vêde como são abertas as vogais no norte do país). Na verdade, parece-me boa ideia eliminar os acentos que sempre complicam os teclados, mas o novo acordo não é tão radical que o faça na totalidade. Mas é apenas uma opinião, não a quero impor nem desconsiderar quem não concorde com ela.
A mim, em caixas de comentários, chamaram-me cabeça de alho chocho, e que Camões devia voltar para me trespassar com a sua espada (que dirá agora este ilustre e bem educado cidadão de quem pôs Vieira a escrever segundo o novo acordo?).
Vamos ver como evolui esta novela, na esperança de que a capacidade de entendimento entre os portugueses melhore, e que não se ofendam tanto uns aos outros.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Acordo ortográfico - fructa
Dedicado aos cidadãos e cidadãs opositores ao novo acordo ortográfico
Numa esquina da baixa pombalina, um vestígio da escripta, perdão, da escrita antiga.
Uma conservaria colaborante na exportação (seria talvez mais de compotas, não sei) , uma pastelaria saudável, uma fructaria, perdão, uma frutaria.
E neve, ou granizados pré-industriais para refrescar a burguesia lisboeta e os turistas endinheirados, que se sabia o valor das divisas.
“Fructas”, diz a inscrição na pedra, de há várias gerações.
Fructa é latim e assim se escreveu até ao século XIII, quando algum gramático aceitou a dificuldade que as pessoas comuns tinham em enrolar a língua com a consoante e aceitou a solução proposta: “fruita”.
Como depois disse Camões, de Inês, “colhendo o doce fruito”.
Mas continuou a escrever-se “fructa” até ao século XIX, ou até ao inicio do século XX, até à pedra da pastelaria conservaria Pomona, a deusa dos pomares.
Entretanto logo no século XVI se escreveu “fruta”, mais simples para quem tinha de tratar das coisas da vida.
Eta diversidade, como tantas diversidades, é uma coisa muito bonita.
O “c” estava lá para pronunciar o “u” com decisão.
Eu acho que era uma diacrítica, para que o “u” não emudecesse, mas acho só, não afirmo.
Vale que afinal não emudeceu, o "u".
Sempre poupámos uma consoante.
E é saudável, muito saudável, comer fruta, como já se sabia, no tempo da pastelaria Pomona (quem quiser ver uma estátua de Pomona, em Lisboa, vá até à estação de metro de Picoas, saída para o edificio da PT).
Referencia: Dicionário Houaiss
Numa esquina da baixa pombalina, um vestígio da escripta, perdão, da escrita antiga.
Uma conservaria colaborante na exportação (seria talvez mais de compotas, não sei) , uma pastelaria saudável, uma fructaria, perdão, uma frutaria.
E neve, ou granizados pré-industriais para refrescar a burguesia lisboeta e os turistas endinheirados, que se sabia o valor das divisas.
“Fructas”, diz a inscrição na pedra, de há várias gerações.
Fructa é latim e assim se escreveu até ao século XIII, quando algum gramático aceitou a dificuldade que as pessoas comuns tinham em enrolar a língua com a consoante e aceitou a solução proposta: “fruita”.
Como depois disse Camões, de Inês, “colhendo o doce fruito”.
Mas continuou a escrever-se “fructa” até ao século XIX, ou até ao inicio do século XX, até à pedra da pastelaria conservaria Pomona, a deusa dos pomares.
Entretanto logo no século XVI se escreveu “fruta”, mais simples para quem tinha de tratar das coisas da vida.
Eta diversidade, como tantas diversidades, é uma coisa muito bonita.
O “c” estava lá para pronunciar o “u” com decisão.
Eu acho que era uma diacrítica, para que o “u” não emudecesse, mas acho só, não afirmo.
Vale que afinal não emudeceu, o "u".
Sempre poupámos uma consoante.
E é saudável, muito saudável, comer fruta, como já se sabia, no tempo da pastelaria Pomona (quem quiser ver uma estátua de Pomona, em Lisboa, vá até à estação de metro de Picoas, saída para o edificio da PT).
Referencia: Dicionário Houaiss
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A tormentosa novela do Acordo Ortográfico
Toma, que será a forma portuguesa de dizer Tiens, como os franceses.
Logo dois artigos no DN a desancar o pobre acordo ortográfico.
E quem sou eu para contestar tão doutas opiniões, do escritor e poeta, e dos grandes, Vasco Graça Moura e da senhora ex-ministra da Cultura e professora catedrática Isabel Pires de Lima.
Mas a liberdade de expressão tem destas coisas, permite a um ignorante como eu, valendo-se do atrevimento destemido que caracteriza a ignorância, dizer que os ilustres contestatários do acordo talvez não devessem ser tão perentórios nas suas opiniões.
E aqui chegado, verifico que até agora só violei uma vez o sacrossanto, para os contestatários, acordo de 1945, porque o acordo de 1990 só alterou a palavra peremptório para perentório, e isso porque estamos em Portugal; no Brasil manteve-se peremptório porque assim se pronuncia.
Aliás, no artigo de Vasco Graça Moura, com a nota de não escrito segundo o novo acordo, contei 6 palavras, num total de cerca de 600 palavras, não escritas segundo o novo acordo; mas posso ter contado mal.
Aliás, no artigo de Vasco Graça Moura, com a nota de não escrito segundo o novo acordo, contei 6 palavras, num total de cerca de 600 palavras, não escritas segundo o novo acordo; mas posso ter contado mal.
Talvez os incomode, deixar que a forma específica de pronuncia de um país ou uma região seja respeitada.
Serão centralistas, adeptos de formas únicas.
Pena, a diversidade é fonte de progresso mútuo.
Pena também porque o que está em causa é ortografia, não é lexicologia nem etimologia.
É que o problema é mais vasto, como já se viu neste blogue.
É um problema de entendimento, de compreensão entre recetor (ui, lá se foi o p) e emissor, de deficiente conteúdo de informação por parte das palavras.
Querem ver?
Queixamo-nos do acordo ortográfico porque espetador quer dizer assistente ao espetáculo e quer dizer espeto, aquilo ou aquele que espeta.
Mas escatológico também é uma palavra que isolada não contem informação suficiente sobre o que realmente significa.
Um cidadão no meio de uma sala diz escatológico e quem ouve não sabe se ele está a dizer apocalítico ou próprio de excrementos.
A língua portuguesa não é famosa em termos de suporte de informação. Deformámos esse suporte ao longo dos séculos, afastámo-nos da simplicidade e do significado unívoco.
Possivelmente porque evoluímos cerebralmente nesse sentido.
Pobres neurónios que nos dificultam o entendimento mútuo, a organização de equipas, a elaboração de programas interdisciplinares (sem hífen, sem hífen, que o acordo peca por não ter eliminado ainda mais hifens e acentos), a sua execução em esforço coletivo.
Mandou a senhora presidente do Brasil adiar a data de obrigatoriedade do cumprimento do acordo e a sua eventual revisão (curioso, o Brasil pô-lo em vigor, de forma facultativa em 2009, antes de Portugal). Da parte dos PALOP de África e Timor não parece entretanto vir muito entusiasmo, apesar da rica literatura angolana e moçambicana. Talvez haja interesses editoriais vários no meio disto, não sei. Ou simplesmente terá quebrado a ligação de confiança entre os técnicos ortográficos que participaram no trabalho conjunto e os políticos detentores ou representantes do poder (que, se são governantes, certamente serão suficentemente cultos para isso, de forma análoga ao que António disse dos conspiradores contra César).
Entretanto, acho pena, Vasco Graça Moura dizer que quem defende o acordo (que desde 1990 veio promovendo ações de divulgação sem que os opositores o tivessem corrigido; que no seu site oficial diz claramente que está em constante atualização) devia ter vergonha e que pertence ao clube dos pantomineiros da lingua portuguesa (CPLP).
Não me parece argumento, mas essa é outra pecha de como é diferente a discussão em Portugal.
Pena porque qualquer cidadão com acesso à internet pode encontrar no portal da língua portuguesa:
- uma janelinha de pesquisa, no canto superior direito, que remete para o esclarecimento da palavra em duvida
- uma janelinha de pesquisa, no canto superior direito, que remete para o esclarecimento da palavra em duvida
- a lista das palavras alteradas em Portugal (e propostas alteradas nos PALOP):
- a lista das palavras alteradas no Brasil:
- o resumo do que muda:
- um conversor ortográfico:
Isto é, novo vocabulário já temos, mas há sempre dificuldade em convergir; talvez seja a tal especificidade dos neurónios portugueses.
Eu diria que não há phleugma para isto (assim se escrevia no tempo do meu avô, quando os letreiros ostentavam orgulhosos a palavra pharmácia e nos lyceus se estudava chymica).
________________________________________________________________________________
Discussão sobre neurociência aplicada à língua portuguesa:
Posts anteriores sobre o acordo ortográfico:
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Vasco Graça Moura
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Leitura rápida do DN de 9 de janeiro de 2012
Página 4 - o orçamento de estado para 2012 prevê o pagamento de 254 milhões de euros a colégios particulares dentro do que se vem fazendo há anos, quando a oferta do ensino público não é, teoricamente, suficiente. Problema: o DN não conseguiu obter esclarecimentos sobre o destino concreto de 12 milhões de euros. Mas perdoemos isso, pode ser que quem fez o orçamento estivesse de férias e não tivesse transmitido corretamente a informação aos colegas, ou os cortes de pessoal tenham extinto os colegas. O que não se pode perdoar, por contrariar as regras da boa gestão, é não terem sido fornecidos ao DN, por desconhecimento assumido, os números dos alunos saidos do ensino privado para o publico, em 2010-2011 e em 2011-2012. Os serviços do ministério desculpam-se que só tem números provisórios, mas o seu secretismo significa que a comunidade não dispõe de dados para analisar e propor soluções, o que não tem perdão.
Página 7 - ilmenite - minério de óxido de ferro e titânio, para produção de tintas e pigmentos. Foi notícia pela condenação na Guiné-Bissau de empresas chinesas por extração ilegal nas suas praias
Página 9 - ainda as nomeações para a EDP - tudo legal, ninguém discute, tudo de acordo com a vontade dos acionistas, mas assim se mostra a promiscuidade entre o poder económico e o poder político (porque o cálculo de probabilidades demonstra que é pequena a probabilidade de ser num grupo restrito de simpatizantes, de partidos que representam uma percentagem minoritária de eleitores, que se encontram os melhores gestores para uma área específica) e a assimetria de acesso a lugares de decisão (porque existem técnicos mais ligados ao negócio da produção de eletricidade com formação universitária e experiencia profissional mais qualificada do que a maioria dos propostos)
Página 10 - o Atlântida continua atracado no Alfeite, à espera. Faz impressão, por um lado os cadernos de encargos são para serem cumpridos, e o Atlântida não o cumpre. Mas os alugueres que foram e são pagos são muito elevados e justificariam a revisão da decisão. Choca também como não se explica aos contribuintes por que razão o Atlântida não cumpre a velocidade do caderno de encargos.
Porque o projeto do navio foi comprado na Russia. Alguém achou que se poupava no projeto. O regime de correntes e de ondulação nos Açores é diferente do mar de Azof e do Mar Negro. Foi necessário acrescentar robaletes (protuberancias longitudinais no casco submerso) para reduzir o rolamento (oscilação em torno do eixo longitudinal do navio). Os robaletes, pelo peso e pela resistencia ao deslocamento, reduziram a velocidade máxima.
Temos aqui um exemplo simples de pressas e más decisões na fase de um projeto, que afetou a fase de receção.
É pena nãp se falar muito nisto, porque muitas vezes se repete este erro, projetos feitos à pressa ou sem atenção às condições concretas de exploração.
Página 11 - rivalidades entre os senhores presidentes das câmaras do Porto e de Gaia - posso esstar a incorrer no erro expresso por um dos corolários da lei de Murphy, aquilo que corre bem lá fora pode não correr bem em Portugal, e se pode, certamente que correrá mal. Mas uma área metropolitana não deveria estar pulverizada em pequenas câmaras. Gaia e Porto deveriam ser a mesma municipalidade. Como em Londres, como em Budapeste.
Página 20 - o bairro do calhau, em S.Domingos de Benfica, arrisca-se a ficar sem a carreira 70 da Carris. Mais uma vez têm todos muita razão nas análises que fazem à pouca procura pelos passageiros, mas continua a não se falar e a não atacar a raiz do problema: que é a de que o planeamento dos transportes tem de estar intimamente associado ao planeamento da urbanização. Isto é, não vale a pena fazer um plano estratégico de transportes. Tem de se fazer um plano estratégico de urbanização e transportes.
Página 23 - o senhor presidente da república beneficiou de informação assimétrica sobre canais de acesso, não disponíveis para os comuns cidadãos e cidadãs, a financiamento em melhores condições e não quer que se fale nisso. Não fica bem. Refiro-me ao presidente Wulff da Alemanha
Página 26 - continuam os atentados pelo Boko Haram, fundamentalista islâmico, na Nigéria. Estas coisas combatem-se, principalmente, com condições económicas de emprego e com argumentos. É preciso argumentar que não estão a ser bons muçulmanos (islam significa paz) , e que não estão a seguir os ensinamentos do primeiro presidente do Paquistão, Muhamad Ali Jinnah, os quais infelizmente são tão pouco divulgados: "os hindus deixarão de ser hindus e os muçulmanos deixarão de ser muçulmanos, não no sentido religioso, porque isso é com a fé de cada um, mas no sentido político, como cidadãos do
Estado"
Página 32 - finalmente, a taxa Tobin sobre as transações financeiras, há tanto tempo defendida aqui neste blogue. Finalmente a senhora Merkel dá o seu acordo, ressalvando embora que no seio do seu governo e dos fiscalistas alemães ainda não há acordo. Melhor confissão não poderia haver, vinda de quem vem, da inadmissível separação entre os economistas políticos no poder e os contribuintes, e da promiscuidade entre o poder económico e o poder político que lhe está subordinado
Página 54 - Bandeira, o caricaturista do DN, perante a avalanche de declarações de colaboradores do DN que não escrevem segundo o novo acordo ortográfico, confessou-se, tal como este blogue, incompetente para escrever segundo qualquer acordo, e por isso escreveu a seguinte nota: "este cartoonista declara que não saabe escreveer segundo as regras do novo achordo orthográphico". Será assim tão difícil, a quem tem a garantia oficial de que até 2015 pode continuar a escrever segundo o acordo anterior sem que ninguém os acuse de cometer erros, prescindir de declarações redundantes?
Página 7 - ilmenite - minério de óxido de ferro e titânio, para produção de tintas e pigmentos. Foi notícia pela condenação na Guiné-Bissau de empresas chinesas por extração ilegal nas suas praias
Página 9 - ainda as nomeações para a EDP - tudo legal, ninguém discute, tudo de acordo com a vontade dos acionistas, mas assim se mostra a promiscuidade entre o poder económico e o poder político (porque o cálculo de probabilidades demonstra que é pequena a probabilidade de ser num grupo restrito de simpatizantes, de partidos que representam uma percentagem minoritária de eleitores, que se encontram os melhores gestores para uma área específica) e a assimetria de acesso a lugares de decisão (porque existem técnicos mais ligados ao negócio da produção de eletricidade com formação universitária e experiencia profissional mais qualificada do que a maioria dos propostos)
Página 10 - o Atlântida continua atracado no Alfeite, à espera. Faz impressão, por um lado os cadernos de encargos são para serem cumpridos, e o Atlântida não o cumpre. Mas os alugueres que foram e são pagos são muito elevados e justificariam a revisão da decisão. Choca também como não se explica aos contribuintes por que razão o Atlântida não cumpre a velocidade do caderno de encargos.
Porque o projeto do navio foi comprado na Russia. Alguém achou que se poupava no projeto. O regime de correntes e de ondulação nos Açores é diferente do mar de Azof e do Mar Negro. Foi necessário acrescentar robaletes (protuberancias longitudinais no casco submerso) para reduzir o rolamento (oscilação em torno do eixo longitudinal do navio). Os robaletes, pelo peso e pela resistencia ao deslocamento, reduziram a velocidade máxima.
Temos aqui um exemplo simples de pressas e más decisões na fase de um projeto, que afetou a fase de receção.
É pena nãp se falar muito nisto, porque muitas vezes se repete este erro, projetos feitos à pressa ou sem atenção às condições concretas de exploração.
Página 11 - rivalidades entre os senhores presidentes das câmaras do Porto e de Gaia - posso esstar a incorrer no erro expresso por um dos corolários da lei de Murphy, aquilo que corre bem lá fora pode não correr bem em Portugal, e se pode, certamente que correrá mal. Mas uma área metropolitana não deveria estar pulverizada em pequenas câmaras. Gaia e Porto deveriam ser a mesma municipalidade. Como em Londres, como em Budapeste.
Página 20 - o bairro do calhau, em S.Domingos de Benfica, arrisca-se a ficar sem a carreira 70 da Carris. Mais uma vez têm todos muita razão nas análises que fazem à pouca procura pelos passageiros, mas continua a não se falar e a não atacar a raiz do problema: que é a de que o planeamento dos transportes tem de estar intimamente associado ao planeamento da urbanização. Isto é, não vale a pena fazer um plano estratégico de transportes. Tem de se fazer um plano estratégico de urbanização e transportes.
Página 23 - o senhor presidente da república beneficiou de informação assimétrica sobre canais de acesso, não disponíveis para os comuns cidadãos e cidadãs, a financiamento em melhores condições e não quer que se fale nisso. Não fica bem. Refiro-me ao presidente Wulff da Alemanha
Página 26 - continuam os atentados pelo Boko Haram, fundamentalista islâmico, na Nigéria. Estas coisas combatem-se, principalmente, com condições económicas de emprego e com argumentos. É preciso argumentar que não estão a ser bons muçulmanos (islam significa paz) , e que não estão a seguir os ensinamentos do primeiro presidente do Paquistão, Muhamad Ali Jinnah, os quais infelizmente são tão pouco divulgados: "os hindus deixarão de ser hindus e os muçulmanos deixarão de ser muçulmanos, não no sentido religioso, porque isso é com a fé de cada um, mas no sentido político, como cidadãos do
Estado"
Página 32 - finalmente, a taxa Tobin sobre as transações financeiras, há tanto tempo defendida aqui neste blogue. Finalmente a senhora Merkel dá o seu acordo, ressalvando embora que no seio do seu governo e dos fiscalistas alemães ainda não há acordo. Melhor confissão não poderia haver, vinda de quem vem, da inadmissível separação entre os economistas políticos no poder e os contribuintes, e da promiscuidade entre o poder económico e o poder político que lhe está subordinado
Página 54 - Bandeira, o caricaturista do DN, perante a avalanche de declarações de colaboradores do DN que não escrevem segundo o novo acordo ortográfico, confessou-se, tal como este blogue, incompetente para escrever segundo qualquer acordo, e por isso escreveu a seguinte nota: "este cartoonista declara que não saabe escreveer segundo as regras do novo achordo orthográphico". Será assim tão difícil, a quem tem a garantia oficial de que até 2015 pode continuar a escrever segundo o acordo anterior sem que ninguém os acuse de cometer erros, prescindir de declarações redundantes?
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Ainda o novo acordo ortográfico
O novo acordo ortográfico, na realidade, já é "velhinho" de 1990.
E só agora entrou em vigor nos documentos oficiais por força da legislação seguinte:
DR de 17 de setembro de 2010 e RCM de 8 de janeiro de 2011.
De acordo com esta legislação, não escrever segundo o acordo é erro ortográfico nas escolas a partir do ano 2011-2012, em documentos oficiais a partir de janeiro de 2012 e, para os particulares, será erro a partir do fim do período de transição, que ocorrerá em 13 de maio de 2015, 6 anos após o depósito oficial conforme o DR de 17 de setembro de 2010 e a convenção com os outros paises.
Continuam distintos escritores a pedir aos jornais que acrescentem em nota de rodapé aos seus escritos que o autor, por decisão pessoal, não escreve segundo o novo acordo.
Quisera eu escrever segundo o novo acordo, e também (alguem, perdão, alguém me explique por que é preciso pôr o acento nestas palavras oxítonas, que no meu tempo se chamavam palavras agudas) segundo qualquer acordo, porque não consigo fixar as regras todas do hífen e da acentuação, quer do novo acordo quer dos outros acordos, e os corretores automáticos nem sempre se entendem.
Por isso não faço finca pé, perdão finca-pé (por que carga de águas está aqui este hífen segundo o novo acordo, terá sido por causa das unidades sintagmáticas e semânticas?), em informar se escrevo segundo o novo ou segundo outro acordo, o do provàvelmente, o do producto e fructo, ou o mais antigo, o do intellecto, da Ruth e da phleugma.
Deixem-me apenas escrever sem os c e os p que não pronuncio.
É que se pusesse em nota que não escrevo segundo o novo acordo, e se o novo acordo é mandado cumprir um período de transição de 6 anos, não escrever segundo o novo acordo significa não escrever segundo as regras desse período de transição. O que, segundo a lógica, poderia querer dizer que não se aceita o período de transição e se começa já a escrever segundo o novo acordo; mas tinha-se dito que não se escrevia segundo o novo acordo. Ou então não se considera sequer o inicio do periodo de transição e se escreve segundo o acordo antigo; mas segundo o novo acordo estamos no período em que se pode escrever segundo o acordo antigo, logo escrever durante o período de transição segundo o antigo acordo é compatível com a vigência do novo acordo. Ou ainda então, estarão os ilustres escritores a querer escrever noutro vocabulário que não o português?
Aplausos para Manuel Maria Carrilho, que vejo prescindir, a contra corrente (sem hífen, claro) da notinha de rodapé anti novo (estará bem sem hifen?) acordo.
Passará pela cabeça de algum alemão escrever num jornal que não quer cumprir uma norma publicada em legislação? Não sei, mas o facto (pois, se eu pronunciar "facto" o novo acordo dá-me o direito de escrever "facto"; e deixem-se de complexos de inferioridade relativamente aos amigos brasileiros porque se eles pronunciam "fato" deixem-nos escrever "fato", e que não se confunde com "terno", que de facto está muito mais próximo da mãe latina do que "fato", que descende do germânico) de eu insistir tanto com os jovens colegas que continuaram no metropolitano que dêem o máximo de atenção às atividades de normalização técnica, pode querer dizer que nestas coisas eu seja mau português.
Mas animem-se todos; arco-íris, o da homenagem à deusa radiosa e apressada, continua a escrever-se arco-íris.
E não sofram de complexos de inferioridade. Os nossos amigos brasileiros deixaram de escrever "antiinflamatório" para escrever "anti-inflamatório"; e deixaram também cair o trema; já não escrevem seqüência; escrevem só sequência (por que carga de águas deixou aqui o novo acordo este circunflexo, enquanto sequenciar não leva chapelinho nenhum? já é vontade de não querer dispensar umas quantas teclas no teclado dos computadores) .
Em caso de dúvida, sugiro a consulta da lista das palavras que mudam e das que não mudam no vocabulário da mudança em:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/novoacordo.php?action=novoacordo&act=list&search=
ou escrevendo a palavra na janelinha de pesquisa do canto superior direito em qualquer página do portal:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/
E só agora entrou em vigor nos documentos oficiais por força da legislação seguinte:
DR de 17 de setembro de 2010 e RCM de 8 de janeiro de 2011.
De acordo com esta legislação, não escrever segundo o acordo é erro ortográfico nas escolas a partir do ano 2011-2012, em documentos oficiais a partir de janeiro de 2012 e, para os particulares, será erro a partir do fim do período de transição, que ocorrerá em 13 de maio de 2015, 6 anos após o depósito oficial conforme o DR de 17 de setembro de 2010 e a convenção com os outros paises.
Continuam distintos escritores a pedir aos jornais que acrescentem em nota de rodapé aos seus escritos que o autor, por decisão pessoal, não escreve segundo o novo acordo.
Quisera eu escrever segundo o novo acordo, e também (alguem, perdão, alguém me explique por que é preciso pôr o acento nestas palavras oxítonas, que no meu tempo se chamavam palavras agudas) segundo qualquer acordo, porque não consigo fixar as regras todas do hífen e da acentuação, quer do novo acordo quer dos outros acordos, e os corretores automáticos nem sempre se entendem.
Por isso não faço finca pé, perdão finca-pé (por que carga de águas está aqui este hífen segundo o novo acordo, terá sido por causa das unidades sintagmáticas e semânticas?), em informar se escrevo segundo o novo ou segundo outro acordo, o do provàvelmente, o do producto e fructo, ou o mais antigo, o do intellecto, da Ruth e da phleugma.
Deixem-me apenas escrever sem os c e os p que não pronuncio.
É que se pusesse em nota que não escrevo segundo o novo acordo, e se o novo acordo é mandado cumprir um período de transição de 6 anos, não escrever segundo o novo acordo significa não escrever segundo as regras desse período de transição. O que, segundo a lógica, poderia querer dizer que não se aceita o período de transição e se começa já a escrever segundo o novo acordo; mas tinha-se dito que não se escrevia segundo o novo acordo. Ou então não se considera sequer o inicio do periodo de transição e se escreve segundo o acordo antigo; mas segundo o novo acordo estamos no período em que se pode escrever segundo o acordo antigo, logo escrever durante o período de transição segundo o antigo acordo é compatível com a vigência do novo acordo. Ou ainda então, estarão os ilustres escritores a querer escrever noutro vocabulário que não o português?
Aplausos para Manuel Maria Carrilho, que vejo prescindir, a contra corrente (sem hífen, claro) da notinha de rodapé anti novo (estará bem sem hifen?) acordo.
Passará pela cabeça de algum alemão escrever num jornal que não quer cumprir uma norma publicada em legislação? Não sei, mas o facto (pois, se eu pronunciar "facto" o novo acordo dá-me o direito de escrever "facto"; e deixem-se de complexos de inferioridade relativamente aos amigos brasileiros porque se eles pronunciam "fato" deixem-nos escrever "fato", e que não se confunde com "terno", que de facto está muito mais próximo da mãe latina do que "fato", que descende do germânico) de eu insistir tanto com os jovens colegas que continuaram no metropolitano que dêem o máximo de atenção às atividades de normalização técnica, pode querer dizer que nestas coisas eu seja mau português.
Mas animem-se todos; arco-íris, o da homenagem à deusa radiosa e apressada, continua a escrever-se arco-íris.
E não sofram de complexos de inferioridade. Os nossos amigos brasileiros deixaram de escrever "antiinflamatório" para escrever "anti-inflamatório"; e deixaram também cair o trema; já não escrevem seqüência; escrevem só sequência (por que carga de águas deixou aqui o novo acordo este circunflexo, enquanto sequenciar não leva chapelinho nenhum? já é vontade de não querer dispensar umas quantas teclas no teclado dos computadores) .
Em caso de dúvida, sugiro a consulta da lista das palavras que mudam e das que não mudam no vocabulário da mudança em:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/novoacordo.php?action=novoacordo&act=list&search=
ou escrevendo a palavra na janelinha de pesquisa do canto superior direito em qualquer página do portal:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Acordo ortográfico
Para desgosto do poeta, escritor, tradutor e homem de cultura Vasco Graça Moura, que tem uma particular aversão ao acordo ortográfico, este já é cumprido nos documentos oficiais.
Este blogue sugere.em caso de dúvidas, incluindo o vocabulário, a consulta de
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/main.html
Este blogue sugere.em caso de dúvidas, incluindo o vocabulário, a consulta de
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/main.html
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acordo ortográfico
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O novo acordo ortográfico
.
Saúdo a entrada em vigor com o novo ano do novo acordo ortográfico.
Por mim dispensava mais acentos e o corrector automático, que não gosto de o ver tão pressuroso a colocar acentos onde eu não os quis por ou os pus contrariado. Saúdo tambem o periodo de sobreposição em que qualquer um poderá escrever como sente. E isso é muito bom.
Estejam descansados que podem continuar a escrever, respeitando o acordo, compacto, facto e pacto (mas se quiserem escrever fato por facto podem, é facultativo; e não venham com purismos porque o étimo de fato na aceção de vestuário é alemão; esta da aceção já vai de acordo com o novo acordo), mas diretor, objeção e adjetivo é assim, como batismo.
E ainda bem que já não é preciso preocuparmo-nos tanto com os hifens (por mim dispensava-os a todos). Mas não se conseguiram eliminar todos os hifens: os adoradores do arco-íris vão poder continuar a escrever arco-íris.
Nota muito importante: o acordo é ortográfico, não altera em nada a pronúncia habitual não regionalista.
E em caso de dúvida, podem consultar o texto do acordo em:
http://orto.no.sapo.pt/b.htm
e a lista de palavras alteradas em:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=novoacordo&act=list&letter=r&version=pe
.
Saúdo a entrada em vigor com o novo ano do novo acordo ortográfico.
Por mim dispensava mais acentos e o corrector automático, que não gosto de o ver tão pressuroso a colocar acentos onde eu não os quis por ou os pus contrariado. Saúdo tambem o periodo de sobreposição em que qualquer um poderá escrever como sente. E isso é muito bom.
Estejam descansados que podem continuar a escrever, respeitando o acordo, compacto, facto e pacto (mas se quiserem escrever fato por facto podem, é facultativo; e não venham com purismos porque o étimo de fato na aceção de vestuário é alemão; esta da aceção já vai de acordo com o novo acordo), mas diretor, objeção e adjetivo é assim, como batismo.
E ainda bem que já não é preciso preocuparmo-nos tanto com os hifens (por mim dispensava-os a todos). Mas não se conseguiram eliminar todos os hifens: os adoradores do arco-íris vão poder continuar a escrever arco-íris.
Nota muito importante: o acordo é ortográfico, não altera em nada a pronúncia habitual não regionalista.
E em caso de dúvida, podem consultar o texto do acordo em:
http://orto.no.sapo.pt/b.htm
e a lista de palavras alteradas em:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=novoacordo&act=list&letter=r&version=pe
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