http://cid-95ca2795d8cd20fd.office.live.com/richupload.aspx/Wafa%20Sultan?nl=1
Penso que vale a pena ver esta entrevista de 2006 à Al-Jazzeera.
A senhora é síria-árabe-americana, psicóloga, e vive atualmente em Los Angeles.
Pessoalmente, parece-me que o entusiasmo da senhora deixa na sombra as atrocidades praticadas pelas outras religiões, desde a Inquisição aos ataques a Sabra e Chatila e à faixa de Gaza.
Mas não é por aí que devemos ir.
O essencial é que o choque é entre o humanismo (interessante a senhora chamar a atenção para o papel da ciência na história da humanidade) e a Idade Média, independentemente de religiões.
Até porque o profeta Maomé era um chefe político que tinha de conquistar as tribos árabes unificando-as.
Salvo melhor opinião, não vejo no Alcorão nenhuma obrigação de conquistar os outros povos. E muito menos matá-los, claro. Isso estará nos textos sagrados acrescentados depois da morte do profeta.
Como diz a senhora, e muito bem, o que há a fazer é rever esses livros sagrados.
Para que quem quiser possa crer nas pedras, sem que atire as pedras a ninguém.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Wafa Sultan, psicóloga
Etiquetas:
pensamento islâmico
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mohammed Arkoun
Com a devida vénia ao DN, que noticiou o falecimento de Mohammed Arkoun, intelectual argelino.
Era um adversário do conceito do conflito de culturas. Ou melhor, do preconceito a que se adere quando nos ficamos pelo conhecimento primário, sem querer investigar as causas e as circunstancias.
Frases de Arkoun com que o DN marcou a notícia:
- “os intelectuais podem, dando destaque à história comum, à interação de culturas e tradições, contribuir para uma Pax Universalis, uma cultura de universalidade, em vez de conflitos artificiais de culturas”;
- “o pensamento islâmico tem de se emancipar das suas molduras dogmáticas, teológicas e legalistas”.
Para mim este é um tema muito caro, não por no meu ADN, tal como no ADN de quase todos os portugueses, haver mais de 10% de contribuição de populações do norte de África islamizadas, mas por ter tido a felicidade de ter aprendido isso em reuniões com colegas de Teerão e Istambul.
Nos países de cultura islâmica também há caminhos de ferro e metropolitanos, com os mesmos problemas de exploração, de manutenção, de segurança.
Recordo as palavras de um colega francês: “Nós técnicos, promovemos muito melhor do que os políticos a aproximação entre os povos”.
Era um adversário do conceito do conflito de culturas. Ou melhor, do preconceito a que se adere quando nos ficamos pelo conhecimento primário, sem querer investigar as causas e as circunstancias.
Frases de Arkoun com que o DN marcou a notícia:
- “os intelectuais podem, dando destaque à história comum, à interação de culturas e tradições, contribuir para uma Pax Universalis, uma cultura de universalidade, em vez de conflitos artificiais de culturas”;
- “o pensamento islâmico tem de se emancipar das suas molduras dogmáticas, teológicas e legalistas”.
Para mim este é um tema muito caro, não por no meu ADN, tal como no ADN de quase todos os portugueses, haver mais de 10% de contribuição de populações do norte de África islamizadas, mas por ter tido a felicidade de ter aprendido isso em reuniões com colegas de Teerão e Istambul.
Nos países de cultura islâmica também há caminhos de ferro e metropolitanos, com os mesmos problemas de exploração, de manutenção, de segurança.
Recordo as palavras de um colega francês: “Nós técnicos, promovemos muito melhor do que os políticos a aproximação entre os povos”.
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