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domingo, 3 de outubro de 2010

Very fast post in blog 32 - o baronato perdeu o pudor

Ouvido em "Um certo olhar", na Antena 2 de dia 3 de Outubro de 2010 (cito de cor):
"O baronato, isto é, as cerca de 5000 pessoas em Portugal que detêm o poder económico, perderam o pudor ao fazer deslocar para os empregados com fraco poder económico o esforço de equilibrio das contas".
Serão 5000 pessoas? É isso que faz falta, uma análise sociológica que apresente números credíveis. E é assim em muitos domínios; está por atualizar o inquérito à mobilidade na região de Lisboa. Queremos discutir os problemas, mas não temos dados confiáveis, nem em quantidde nem tratados. Como é possivel assim tomar as decisões eficazes?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mensagem de José Saramago para o Forum Social Mundial

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Apesar da linha editorial do DN ser demasiado dogmática para meu gosto (também não gosto que me chamem dogmático; mas apetece-me pôr este rótulo na linha editorial do DN), continuo leitor do DN porque tem alguma diversidade.
E hoje, precisamente no caderno sobre a biodiversidade, vem a mensagem de José Saramago ao Forum Social Mundial, contando a história do camponês de Florença no séc.XVI que tocou os sinos a finados pela justiça, porque a justiça tinha sido morta pelo senhor feudal. Ver em Envolverde/Outras palavras: "Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões de tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. .. mas falta à democracia que o voto possa impor-se ao poder económico ... que é a real força que governa o mundo".
Aí está o programa estratégico para a democracia: que o voto tenha poder sobre o poder económico. Podiamos ir a votos: sim ou não à taxação dos bancos, das transações em bolsa, da nominalização dos rendimentos e taxação progressiva em conformidade... enquanto não for assim, democracia é uma palavra incompleta, por mais sábios que sejam os economistas ex-ministros das Finanças.

PS - Por falar em nominalização de rendimentos, cumpre-me informar da notificação que recebi para
pagamento do IRS em meu nome e de minha mulher (não temos ligações a IRC): 4.567,29 euros. O que me dá algum direito a falar. Não pelo montante , mas porque costuma ser pago. Uma voz, um voto.
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