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sábado, 1 de outubro de 2011

Novamente o museu dos coches

Este blogue pronunciou-se, com a habitual inconsequencia, sobre o que considera um erro estratégico a transferencia do museu dos coches para o novo edifico em acabamento:
http://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=coches

Ficou portanto surpreendido por o senhor ministro adjunto Miguel Relvas ter posto a hipótese de utilizar o novo edificio para outro fim.
Escandalizada ficou a senhora ex-ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, que não gosta de reconhecer erros.
Os senhores ministros e ministras mais dinamicos do atual governo gostam por seu lado de fazer o papel do denunciador de erros e deficiencias e alvitrador in continenti de soluções, estudadas ou não.
Trata-se de papeis de que não gosto e que me parecem fazer parte de uma peça teatral de mau gosto em assuntos como a desvalorização do voto proporcional, como o plano estratégico de transportes e a descoberta que uma linha de 250 km/h de velocidade máxima custaria 4 vezes menos do que uma linha para 350 km/h de velocidade máxima.
Mas neste caso do edificio para o novo museu dos coches renasce a esperança, tímida, de que se dê ouvidos aos técnicos da especialidade (museus, estamos falando de museus) que têm ideias muito claras e ponderadas sobre o assunto.
Permito-me por isso reproduzir o endereço do boletim do ICOM (Conselho internacional dos museus) em que o seu diretor descreve de forma muito correta a problemática deste tema:



Permito-me ainda sublinhar que o estudo integrado do tratamento a dar aos museus deverá considerar a expansão dos museus de Arte Antiga e de Arqueologia e a acessibilidade pelos transportes coletivos urbanos ferrovários (basta ver os engarrafamentos aos domingos junto do CCB e dos Jerónimos - será de esperar que tenha exito uma candidatura aos fundos comunitários QREN de uma ligação fácil aproveitando troços da linha de elétrico da Av.24 de Julho complementada com troços em viaduto pré-fabricado, entre o museu de Arte Antiga e o nucleo dos museus de Belem e Jerónimos),  sendo admissivel que o aumento de visitantes e das receitas turisticas consequentes justifique o investimento.
Considero ainda que a opinião publica deverá ser convenientemente esclarecida por que não está prevista a utilização de terrenos públicos a norte do atual museu dos coches como possivel campo de expansão. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ainda a catilinária do museu dos coches

Agora me recordo, só agora porque sou distraído, do que escrevi no blogue do dia 21 de Janeiro de 2010 a propósito do diretor do museu de arte antiga não reconduzido pela senhora ministra.
Não estou dentro dos segredos das coisas, mas palpita-me que o ex-diretor deve ter feito um raciocínio parecido com o silogismo de seleção do museu que merecia um edifício novo e de raiz, e que o museu de arte antiga está espartilhado e precisava do espaço para onde vai agora o dos coches.
Palpita-me; que não estou dentro dos assuntos, embora me agradasse ver o museu de arte antiga no novo espaço (sem perder o edificio atual, claro), o de arqueologia ampliado para norte, o dos coches idem, e o da marinha na cordoaria (lembrei-me agora das darsanas de Barcelona, mas não liguem). E um plano de transportes eficientes para servir este conglomerado. Não me digam que não fazia um vistaço, este conglomerado, nos “Lisbon, these week”, e nos programas das agências de viagens.
Mas a senhora ministra pensa de maneira diferente.
Pode ser que daqui a uns anos venha um senhor político dizer o mesmo que disse agora da senhora ex-ministra Lurdes Rodrigues: “Afinal havia outra…política”.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Outra vez a catilinária do novo museu dos coches

Ralhou o meu amigo arquiteto no corredor da nossa empresa: que eu não devia falar de questões de arquitetura.
Mas eu defendi-me que eram questões de transporte, pedindo-lhe que seguisse o silogismo, assim:

1 – o museu dos coches foi escolhido para ter um edifício de raiz por ser o museu mais visitado;
2 – o museu dos coches foi o museu mais visitado porque:
2.1 – é de visita mais rápida, e
2.2 – tem capacidade de estacionamento
Logo,

3 – se tivéssemos:
3.1 – encurtado o percurso de visita do museu de arte antiga, e
3.2 – aumentado a sua capacidade de estacionamento ou construido uma linha de metro passando por perto,
4 – teria sido o museu de arte antiga o escolhido para ter um edifício de raiz



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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Museu de Arte Popular

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Não quero crer.
A senhora ministra da Cultura anunciou que o Museu de Arte Popular vai ser recuperado e reabrir.
Estão a querer violentar-me? A querer obrigar-me a dizer bem do governo? (pelo menos neste domínio).
O Museu de Arte Popular é um dos melhores exemplos do que o facciosismo pode fazer de mal.
Só porque nos anos de brasa (tomo o nome a um filme argelino) de 74 e 75 era no Mercado Popular de Belém, à volta do Museu Popular, que as organizações populares celebravam (era onde se fazia a feira do artesanato), tudo quanto era gente fina com pretensões a ter poder decisório abominou o sítio.
No consulado de um senhor presidente da Câmara de Lisboa no fim dos anos 70, foi deixado ao abandono e à degradação. O senhor presidente compensou com dois projectos extremamente meritórios para Lisboa: a ETAR de Alcântara e a Alta de Lisboa.
Uma senhora muito fina que foi ministra achou que ficava bem ali um museu da língua portuguesa (para nós, incultos, ficarmos a saber que ela tinha ido ao Brasil e ficado maravilhada com o museu da língua portuguesa em S.Paulo).
Um dos senhores que se lembrou de contribuir para destruir a Baixa de Lisboa através da nova “centralidade” da Expo98 (não quero retirar o mérito desta acção, apenas criticar o uso que se está fazendo do Parque das Nações para assassinar a Baixa) achou também que o Museu de Arte Popular devia ser demolido (Brrr! Demolido…)
A senhora ministra de agora vem dizer, como se fosse uma adolescente do tempo em que eu era adolescente (é um elogio, para o caso de não terem reparado): O Museu deArte Popular é para fazer a função para a qual foi concebido.
Querem obrigar-me a dizer bem do governo.
Mas eu vou já dizer mal da nova localização do Museu dos Coches.
Não vão perder pela demora.


Ver em
http://aeiou.visao.pt/museu-de-arte-popular-e-para-avancar=f538971



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