quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Sobre o LIOS oriental (elétrico Terreiro do Paço-Oriente)

 

https://www.publico.pt/2026/08/25/local/noticia/novo-electrico-16e-preve-quatro-tracados-alternativos-tres-evitam-alameda-oceanos-2185969


Felicito o autor do artigo pela série de artigos sobre mobilidade e ordenamento do território. Agora, a propósito do projeto de elétrico (vá lá, metro ligeiro de superficie) entre o Terreiro do Paço e a foz do Trancão. Confesso que depois de tanto disparate no planeamento (ou falta dele) da mobilidade na AML (caldo de BRTs e LIOS redentores) não devo ter coragem para participar na consulta pública, quanto mais não seja para não ter de ler o disparate que os aspetos técnicos que eu escrevesse não eram relevantes comparativamente com os pruridos mais ou menos ecologistas do EIA . 
A propósito, ninguém diz nada sobre uma urbanização desenhada por um génio (os deuses nos livrem de génios, especialmente de arquitetura, que seria da ópera de Sidney se tivesse sido convidado um arquiteto mundialmente reconhecido para a desenhar?) como Renzo Piano, que não deixou na Matinha um canal dedicado e segregado para que as criancinhas (e os adultozinhos) não se metessem de bicicleta debaixo do LIOS?
Bem, mas vamos ao que me motivou. Dei com os olhos numa revista da especialidade com a notícia de  uma imensa festa por terem inaugurado esta linha de metro ligeiro de superfície que vai do sul da cidade ao norte  https://www.railjournal.com/passenger/light-rail/copenhagen-completes-cross-city-light-rail-line/, e fui à wikipedia buscar este mapa. 
Não é engraçado como faz lembrar Lisboa, topologicamente, claro, evitando o centro e contornando a cidade?


E também me fez lembrar o PROTAML de 2002 (ainda em vigor, mas já em destroços) com a grande linha circular externa de Algés/Cruz Querbrada a Loures/Sacavém em metro ligeiro de superfície também com prolongamento pela margem até ao Terreiro do Paço.  Que os sucessivos governos e sucessivas câmaras, pela sua incompetência em mobilidade e ordenamento do território e muito bem aconselhados por consultores geniais, tudo fizeram para impedir, com sucesso, a construção dessa grande linha que teria evitado os disparates dos BRTs da A5 e de Loures e da linha circular do metro (por viabilizar a correspondencia com a linha de Cascais em Alcântara Mar, aliviando Cais do Sodré e evitando o disparate da ligação da linha de Cascais à da cintura e a dificuldade que é agora estudar a expansão do metro) . 
A propósito, convinha que os referidos governo e autarquias lessem o que dizem sobre os SUMPs os artigos 40 a 42 do regulamento UE 2024/1679, que como se sabe é vinculativo (para que se possa dizer que não é cumprido).




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