Discretamente, a imprensa especializada reportou a informação do INE sobre a variação das importações e exportações de bens de dezembro de 2012 a fevereiro de 2013.
Relativamente a igual período do ano anterior, cresceram ligeiramente as exportações e diminuiram as importações.
Mas continua o defice (trata-se apenas de bens, não estão contabilizados os serviços):
As exportações foram 10.800 milhões de euros, mas as importações atingiram 13.038 milhões.
Saldo negativo: 2.232 milhões de euros.
Numa altura em que se discute a reprovação de 1.300 milhões de euros no orçamento de Estado, convinha pensar que estas importações não são de grande responsabilidade do setor público.
Deveria atuar-se aqui (mas por favor não restrinjam ainda mais a procura, nem baixem ainda mais os rendimentos de quem os tem baixos), nem que fosse necessário negociar derrogações com a UE .
Citando Ronaldo, assim não ganhamos o jogo.
Decomposição dos valores, vendo-se o peso da importação de combustíveis como fator decisivo na inversão da taxa de cobertura das importações pelas exportações (dir-se-ia que conviria reduzir a importação de combustíveis fósseis mediante alternativas renováveis e penalização da utilização do transporte individual com compensação de melhorias no transporte coletivo):
Também recentemente o INE publicou informação sobre o grau de autosuficiencia alimentar, embora com dados de 2010 e 2011:
Tamibém aqui parece muito dificil evitar o aumento da divida através do defice das importações liquidas. Temos de importar 36% dos alimentos que consumimos, só produzimos 80% do que consumimos.
Assim também não ganhamos o jogo, alimentando-nos do pangasio vietnamita e das laranjas da Africa do Sul.
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terça-feira, 9 de abril de 2013
Dados estatísticos, discretos, de alimentos e importações de bens
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domingo, 31 de março de 2013
Dos pacotinhos de aperitivos no Pingo Doce ao Caribe, aos automóveis alemães e depósitos a prazo de mais de 100.000 euros
Vale a franqueza com que o Pingo Doce manda escrever nos pacotinhos de aperitivos a sua origem.
Caju com piri piri da India, amendoim torrado da China, milho frito de Espanha, sultanas douradas da Africa do Sul, passas de uva da Africa do Sul.
Eu penso que a tentação da globalização é muito grande, porque parece haver vantagem económica.
Mas globalização é também importar com a vantagem económica a atrofia da economia local.
E assim continuamos a importar dois terços dos alimentos e dois terços da energia primária que consumimos.
Impossivel sobreviver com autonomia se não produzimos o valor do que comemos e do que queimamos.
Impossivel sobreviver com os apelos das agencias de viagens a poupar 4 euros por dia durante 8 meses para viajar ao Caribe.
Impossivel sobreviver com as páginas de publicidade dos jornais cheias de anuncios de automóveis alemães de 48.000 euros.
Impossível sobreviver quando os fazedores de opinião rasgam as vestes por se taxarem depósitos superiores a 100.000 euros e assobiaram para o lado quando os contribuintes trabalhadores por conta de outrem tiveram de pagar o resgate dos bancos que não eram deles, contribuintes, na Irlanda, na Grécia, em Espanha, em Portugal.
Só agora terão entendido os decisores da união europeia que tinham razão, os cidadãos e cidadãs islandeses, quando logo ao princípio disseram que não tinham nada que pagar as dívidas dos bancos especuladores?
PS em 3 de abril de 2013 - Amável e discreto comentador criticou a minha crítica à teoria da vantagem comparativa de David Ricardo. Não era a intenção, será pouco rentável a produção de caju em Portugal. Tal como o economista defendeu, devemos investir na produção de vinho em que Portugal tem tradição e qualidade, e quem diz vinho diz passas de uva e milho.
Caju com piri piri da India, amendoim torrado da China, milho frito de Espanha, sultanas douradas da Africa do Sul, passas de uva da Africa do Sul.
Eu penso que a tentação da globalização é muito grande, porque parece haver vantagem económica.
Mas globalização é também importar com a vantagem económica a atrofia da economia local.
E assim continuamos a importar dois terços dos alimentos e dois terços da energia primária que consumimos.
Impossivel sobreviver com autonomia se não produzimos o valor do que comemos e do que queimamos.
Impossivel sobreviver com os apelos das agencias de viagens a poupar 4 euros por dia durante 8 meses para viajar ao Caribe.
Impossivel sobreviver com as páginas de publicidade dos jornais cheias de anuncios de automóveis alemães de 48.000 euros.
Impossível sobreviver quando os fazedores de opinião rasgam as vestes por se taxarem depósitos superiores a 100.000 euros e assobiaram para o lado quando os contribuintes trabalhadores por conta de outrem tiveram de pagar o resgate dos bancos que não eram deles, contribuintes, na Irlanda, na Grécia, em Espanha, em Portugal.
Só agora terão entendido os decisores da união europeia que tinham razão, os cidadãos e cidadãs islandeses, quando logo ao princípio disseram que não tinham nada que pagar as dívidas dos bancos especuladores?
PS em 3 de abril de 2013 - Amável e discreto comentador criticou a minha crítica à teoria da vantagem comparativa de David Ricardo. Não era a intenção, será pouco rentável a produção de caju em Portugal. Tal como o economista defendeu, devemos investir na produção de vinho em que Portugal tem tradição e qualidade, e quem diz vinho diz passas de uva e milho.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Business as usual
Ficou bem ao ministério da educação reconhecer algum mérito ao esforço dos professores e alunos que, tal como com o PISA, mostraram nos resultados do TIMSS e do PIRLS algumas melhorias.
Porém, os cortes na educação são por demais ameaçadores, com provável declínio e contribuição para o aumento da violência e criminalidade na mesma geração agora avaliada.
O PISA é o programa internacional para avaliação dos estudantes do secundário.
O TIMSS é o programa que avalia a evolução do ensino da matemática e das ciências dos alunos do 4º ano (10 anos de idade) e 8º ano (14 anos).
O PIRLS avalia a literacia.
Os resultados dos testes feitos em 2011 (portanto sem nada dever às medidas do atual governo, e, salvo melhor opinião, sem nada dever à introdução dos exames do 4º ano, porque introduzidos no mesmo ano dos testes) foram agora publicados em:
Segundo a análise do DN, os alunos:
- na leitura, “não têm fluência suficiente para fazer interpretações baseando-se no texto”,
- nas ciências, “têm apenas compreensão elementar sem domínio suficiente dos conhecimentos”
. na matemática, “não têm domínio suficiente dos conhecimentos para resolverem problemas de resolução não imediata”
Salvo melhor opinião, porque me parece que as crianças refletem com fidelidade os seus pais (“não te preocupes, filho eu também nunca gostei de matemática”), e são os mesmos pais que votam, estamos em mais uma situação catastrófica, que ainda não é grave.
Não pretendo culpar os eleitores, apenas reafirmar que a nossa democracia tem poucas defesas contra políticos de falsas promessas que com falinhas mansas se aproveitam da tradiciona pouca preocupação em discutir as coisas em debates alargados baseados em cálculos fundamentados.
Esperemos que a demagogia dos políticos que ganham eleições com essas falsas promessas não vingue novamente em Itália (ou de como uma verdade, que a politica europeia é germanocentrica, como diz Berlusconi, se pode transformar numa catástrofe ainda mais grave).
E até pode acontecer que o problema de dificuldade em interpretar os dados da realidade não seja só português.
Se os grandes bancos internacionais já vão fazendo o seu negócio especulativo “as usual”, com generosidade até para pagar multas aos USA por branqueamento de capitais em off-shores (caso do USB suíço e do HSBC), porque não haveriam:
- os bancos portugueses de anunciar “fundos” de elevada rendibilidade (com as tais letrinhas pequenas a dizer que a dita não é garantida),
- as empresas de financiamento particular insistir nos seus serviços, com TAEGs mais ou menos especulativos
- o Volkswagen Bank instalar-se com condições irresistíveis para os portugueses comprarem mais carros da marca (isto é, feitas as contas, apesar da Auto Europa, com o negócio da Volkswagen sai mais dinheiro do país do que entra, ou dizendo melhor, o dinheiro que a Alemanha empresta serve para comprar carros alemães com juros; eu ainda sou do tempo em que os bancos não emprestavam dinheiro para compra de automóveis),
- as agencias de viagem anunciarem cruzeiros de 7 dias com pensão completa a preços inferiores aos de estadia igual num hotel,
- as companhias aéreas não “low cost” que apresentaram resultados negativos anunciarem “air shoppings” em capitais europeias a preço de saldo?
Acho que o enunciado do problema é muito claro:
1 – todos entendem a questão básica, que é a de que o PIB deve crescer
2 – também se compreende que o PIB é expresso por uma fórmula matemática
3 – também é elementar, e como tal, tal como no TIMSS, se compreende, que nessa fórmula apareça como termo negativo as importações (isto é, quanto maiores as importações, menor o PIB)
Então porque cargas de água andamos a estimular as importações, em plena euforia “business as usual”?
Ou talvez o defeito de interpretação seja meu, que não sou capaz de entender que talvez não fosse necessário informar a União Europeia que, devido à crise e à situação de emergência, não é possível a este país garantir a plena e livre circulação de mercadorias e serviços através das suas fronteiras, assim como se suspende o acordo de Schengen quando convem (aos puristas da economia livre recordarei as teorias das vantagens comparativas de David Ricardo que não foram revogadas pela fúria globalizante).
Que talvez fosse suficiente aumentar as taxas pagas por este tipo de publicidade e explicar em programas de serviço publico na televisão porquê.
Não sendo assim, tudo continuará com “business as usual”, e nesta situação catastrófica embora ainda não grave.
PS em 14 de dezembro - O DN voltou ao tema dos resultados do TIMSS através de Fernanda Cancio, que chamou a atenção para que, em matemática, cerca de 40% dos alunos portugueses estão nos 2 (em 4) niveis mais elevados, quando a média internacional é de cerca de 30%.
Portanto, as dificuldades de resolução serão comuns a outros paises da Europa, Alemanha incluida (seria interessante ver se há alguma correlação entre o sistema dual de ensino incensado pelo senhor ministro Nuno Crato e essse mau resultado dos alunos alemães; mas provavelmente será apenas o aumento do fosso entre os alunos mais bem preparados e os alunos pior preparados).
E o panorama não seria assim tão catastrófico para Portugal.
O problema é que a diferença entre alunos bem e mal preparados é grande (cada vez maior? interessava ver isso) e talvez a dificuldade de interpretação justifique as más escolhas de politicos que os europeus foram fazendo ao longo de décadas.
Salvo melhor opinião, claro.
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sábado, 5 de maio de 2012
O custo marginal de uma garrafa de whisky
Devo isto ao professor Daniel Barbosa, que dava aulas de economia no IST nos anos 60.
Vamos que uma destiladora produz 500.000 garrafas de whisky por mês (é uma hipótese).
O custo unitário poderá ser de 3 unidades de conta à saida da fábrica (é uma hipótese).
Mas eis que a empresa produtora, beneficiando das potencialidades da sua maquinaria, aumentou a produção para 700.000 garrafas.
As primeiras 500.000 garrafas ficaram-lhe ao custo unitário de 2,8 unidades de conta e as restantes garrafas ao custo de 0,8 unidades de conta.
Vamos também que a destiladora vende as 500.000 garrafas aos distribuidores escoceses ou irlandeses a 3,1 unidades de conta a garrafa, mas vende aos importadores portugueses as 200.000 a 0,9 unidades de conta.
Os distribuidores agravarão com os custos de transporte e as suas margens de lucro.
Poderão por exemplo vender a garrafa a 8 unidades de conta, com um lucro da ordem de 8 - (0,9 + transporte + armazenamento) ~ 6 unidades de conta.
Eis que alguem da distribuidora portuguesa se lembra de "oferecer" um desconto de 50% sobre as garrafas de whisky que vende por 4 unidades de conta.
Reduziu portanto o seu lucro para 2 unidades de conta.
É dumping?
É; porque se tivesse comprado as garrafas pelo seu preço médio à saida de fábrica (2,47 unidades de conta) estaria a vendê-las por preço inferior aos custos de produção.
Mas facilmente apresentará à entidade "reguladora" um papelinho em como as comprou a 0,9 e teve com elas custos de 1,1 de transporte e armazenamento.
E a "reguladora" que não pense em fazer voz grossa ao fabricante escocês ou irlandês, porque este apresentará outro papelinho, à "reguladora" da terra, comprovando que aquelas 200.000 garrafas foram produzidas a 0,9 unidades de conta cada, o chamado custo marginal, fruto da produtividade e rendibilidade devidas à escala da produção.
Isto é, apesar das almas crédulas nas virtudes dos mercados a funcionar livremente, que repetem como a personagem de Armando Cortês num programa de passagem do ano dos tempos da televisão monocanal "o que era bom era que a televisão transmitisse"- o que era bom era que a reguladora regulasse, "isto", como se diz em linguagem corrente, não vai com "regulações".
Como André Macedo, do DN e Dinheiro Vivo diz hoje, o problema não está nos descontos nem no dumping, o problema está no duopólio Pingo Doce - Continente.
Podem os cidadãos crer firmemente que com a concorrencia ficam a lucrar, mas não ficam; os preços baixos do Pingo Doce devem-se a uma escandalosa predominancia de importações que contribuem para o aumento do endividamento de todos nós.
E vamos todos assistindo à luta dos dois campeões, à espera que um deles caia para o lado, para que o vencedor possa subir os preços à sua vontade (caminho seguido pelos estaleiros sul-coreanos na construção naval).
Pena os nossos decisores não repararem no sistema norte-americano, com as suas leis anti-cartel, fruto da experiencia com o funcionamento dos mercados, em vez de insistirem em taxas que as distribuidoras duma maneira ou outra encaixarão umas vezes nas suas largas margens de lucro, e outras vezes farão subtilmente repercutir nos custos dos consumidores.
Já o profeta do Jordão dizia que os economistas dos grandes grupos, perdão, os filhos das trevas, são muito mais inteligentes que os filhos da luz.
E os consumidores deixam-se alegremente embalar pelo canto da sereia dos descontos e da concorrencia, mas pagando, enquanto comunidade, o predomínio corrosivo das importações.
Vamos que uma destiladora produz 500.000 garrafas de whisky por mês (é uma hipótese).
O custo unitário poderá ser de 3 unidades de conta à saida da fábrica (é uma hipótese).
Mas eis que a empresa produtora, beneficiando das potencialidades da sua maquinaria, aumentou a produção para 700.000 garrafas.
As primeiras 500.000 garrafas ficaram-lhe ao custo unitário de 2,8 unidades de conta e as restantes garrafas ao custo de 0,8 unidades de conta.
Vamos também que a destiladora vende as 500.000 garrafas aos distribuidores escoceses ou irlandeses a 3,1 unidades de conta a garrafa, mas vende aos importadores portugueses as 200.000 a 0,9 unidades de conta.
Os distribuidores agravarão com os custos de transporte e as suas margens de lucro.
Poderão por exemplo vender a garrafa a 8 unidades de conta, com um lucro da ordem de 8 - (0,9 + transporte + armazenamento) ~ 6 unidades de conta.
Eis que alguem da distribuidora portuguesa se lembra de "oferecer" um desconto de 50% sobre as garrafas de whisky que vende por 4 unidades de conta.
Reduziu portanto o seu lucro para 2 unidades de conta.
É dumping?
É; porque se tivesse comprado as garrafas pelo seu preço médio à saida de fábrica (2,47 unidades de conta) estaria a vendê-las por preço inferior aos custos de produção.
Mas facilmente apresentará à entidade "reguladora" um papelinho em como as comprou a 0,9 e teve com elas custos de 1,1 de transporte e armazenamento.
E a "reguladora" que não pense em fazer voz grossa ao fabricante escocês ou irlandês, porque este apresentará outro papelinho, à "reguladora" da terra, comprovando que aquelas 200.000 garrafas foram produzidas a 0,9 unidades de conta cada, o chamado custo marginal, fruto da produtividade e rendibilidade devidas à escala da produção.
Isto é, apesar das almas crédulas nas virtudes dos mercados a funcionar livremente, que repetem como a personagem de Armando Cortês num programa de passagem do ano dos tempos da televisão monocanal "o que era bom era que a televisão transmitisse"- o que era bom era que a reguladora regulasse, "isto", como se diz em linguagem corrente, não vai com "regulações".
Como André Macedo, do DN e Dinheiro Vivo diz hoje, o problema não está nos descontos nem no dumping, o problema está no duopólio Pingo Doce - Continente.
Podem os cidadãos crer firmemente que com a concorrencia ficam a lucrar, mas não ficam; os preços baixos do Pingo Doce devem-se a uma escandalosa predominancia de importações que contribuem para o aumento do endividamento de todos nós.
E vamos todos assistindo à luta dos dois campeões, à espera que um deles caia para o lado, para que o vencedor possa subir os preços à sua vontade (caminho seguido pelos estaleiros sul-coreanos na construção naval).
Pena os nossos decisores não repararem no sistema norte-americano, com as suas leis anti-cartel, fruto da experiencia com o funcionamento dos mercados, em vez de insistirem em taxas que as distribuidoras duma maneira ou outra encaixarão umas vezes nas suas largas margens de lucro, e outras vezes farão subtilmente repercutir nos custos dos consumidores.
Já o profeta do Jordão dizia que os economistas dos grandes grupos, perdão, os filhos das trevas, são muito mais inteligentes que os filhos da luz.
E os consumidores deixam-se alegremente embalar pelo canto da sereia dos descontos e da concorrencia, mas pagando, enquanto comunidade, o predomínio corrosivo das importações.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Economicómio LXXV - produção agricola
Duas pequenas noticias no Oje de 10 de novembro de 2011:
- 3º trimestre de 2011
- exportações portuguesas .................... 10.438 milhões de euros (+13,1% )
- importações ...................................... 14.194 milhões de euros ( +3,6%)
- défice ................................................... 3.756 milhões de euros (-16,1%)
está-se a melhorar relativamente ao ano passado (entre parenteses variação relativamente a igual período do ano passado) , mas impressiona como continuamos a aumentar a divida, uma vez que julgo que as divisas enviadas pelos emigrantes e deixadas pelos turistas não são suficientes para compensar este défice.
Parece que se devia aumentar a produção nacional, especialmente a agrícola e alimentar, não seria?
Ou pensar a sério em medidas protecionistas, não digo como as de Colbert, mas negociá-las com a UE.
E também seria interessante saber exatamente, quanto mais não seja para lhes agradecer e para tentar melhorar-lhes as condições produtivas, que setores e que pessoas é que estão a conseguir estes valores nas exportações.
- quota de Portugal na produção agrícola na UE:
- cereais ............................................. 0,4%
- leite ................................................. 2,6%
ainda me recordo quando obrigaram os Açores a pagar uma multa por excesso de produção de leite...
Parece que se deve mesmo aumentar a produção agrícola e alimentar nacional, sendo certo que muita da produção está na economia de subsistencia e não entra nas estatisticas, e que parece que continua a crescer a área de aptidão agricola abandonada.
Como perguntava Henry Fonda no filme As vinhas da ira, sobre o livro de John Steinbeck, que não era nada socialista, "Porque não tem o Estado mais quintas como esta?"
Provavelmente, como responderia Medina Carreira, porque as divisas que se obtivessem seriam imediatamente drenadas para os off-shores ou para mais importações.
Talvez não.
Experimentemos primeiro.
- 3º trimestre de 2011
- exportações portuguesas .................... 10.438 milhões de euros (+13,1% )
- importações ...................................... 14.194 milhões de euros ( +3,6%)
- défice ................................................... 3.756 milhões de euros (-16,1%)
está-se a melhorar relativamente ao ano passado (entre parenteses variação relativamente a igual período do ano passado) , mas impressiona como continuamos a aumentar a divida, uma vez que julgo que as divisas enviadas pelos emigrantes e deixadas pelos turistas não são suficientes para compensar este défice.
Parece que se devia aumentar a produção nacional, especialmente a agrícola e alimentar, não seria?
Ou pensar a sério em medidas protecionistas, não digo como as de Colbert, mas negociá-las com a UE.
E também seria interessante saber exatamente, quanto mais não seja para lhes agradecer e para tentar melhorar-lhes as condições produtivas, que setores e que pessoas é que estão a conseguir estes valores nas exportações.
- quota de Portugal na produção agrícola na UE:
- cereais ............................................. 0,4%
- leite ................................................. 2,6%
ainda me recordo quando obrigaram os Açores a pagar uma multa por excesso de produção de leite...
Parece que se deve mesmo aumentar a produção agrícola e alimentar nacional, sendo certo que muita da produção está na economia de subsistencia e não entra nas estatisticas, e que parece que continua a crescer a área de aptidão agricola abandonada.
Como perguntava Henry Fonda no filme As vinhas da ira, sobre o livro de John Steinbeck, que não era nada socialista, "Porque não tem o Estado mais quintas como esta?"
Provavelmente, como responderia Medina Carreira, porque as divisas que se obtivessem seriam imediatamente drenadas para os off-shores ou para mais importações.
Talvez não.
Experimentemos primeiro.
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domingo, 23 de outubro de 2011
O limão argentino
Olho-o com atenção, tentando compreender como chegou até mim.
Seguro-o com cuidado e lentamente, com a faca em movimentos descendentes de vai e vem e a toda a sua largura, atravesso-o, separando completamente as metades.
Espremo completamente uma das metades num copo de água tónica, de patente inglesa mas de fabrico, ou engarrafamento, nacional, que o seu código de barras é o 560.
A outra metade derramo-a numa omelete de camarão cuja embalagem dizia "from China".
Os bróculos e os ovos são nacionais.
O limão é argentino, retirado de uma banca de fruta que tinha ao lado laranjas e toranjas da África do Sul.
Terá vindo, o limão, de avião cargueiro?
Direto de La Plata ou via Madrid?
É provável, seria arriscado vir por via marítima, embarcado ainda verde em contentor isolado mas sujeito a fungos.
Mas não sei.
Há anos que penso e exprimo o que penso sobre isto, mas sou um teórico sem capacidade de convencer quem quer que tenha poder para concretizar medidas corretivas, que não é sustentável um país importar 80% dos alimentos que consome.
Ainda que fossem compensadas as importações de alimentos com exportações de bens industriais, serviços de turismo ou emigração, porque qualquer das atividades pode sofrer colapsos, mesmo transitórios.
O que nem isso é o caso.
Que pena teria o meu professor de economia se visse isto.
Diria que a solução é simples e já deu resultado.
O Estado estimula a produção de limões através da garantia de que os compra e os armazena (junta nacional das frutas, lembram-se?) até os preços compensarem, enquanto o avião da Argentina não chegar.
Penso que Medina Carreira concordaria, até nem é uma medida protecionista.
No ponto em que estamos não me parece que o mercado possa funcionar sem planificação e sem intervenção (acreditem que pode haver planificação descentralizada).
Ah! as regras da UE não autorizam?
Não, de certeza? Uma empresa pública, cooperativa, parceria ou mutua não pode comprar limões? Onde está isso escrito?
Ah! o Estado não pode financiar essas empresas.
Não pode?
Mas pode financiar as companhias de aviação quando inviabiliza linhas de TGV e sujeita cidadãos e cidadãs a ruidos ilegais nas imdeiações de aeroportos e a riscos inadmissíveis de acidentes com camiões-cisterna para alimentar os depósitos do aeroporto? Ou quando financia parcerias exploradoras de sistemas de transporte em condições de favor, quer sejam auto-estradas, quer sejam linhas de metro ou suburbanas? E pode transferir ministros para a presidencia dessas empresas?
Bom que esta conversa de limões não azede ainda mais do que o ácido dos limões.
Bom que de uma forma ou de outra chegue ao conhecimento dos senhores do governo que da adesão à UE faz parte um acordo tácito: eu até posso prescindir dos limões portugueses, pronto, não se fala mais disso. Mas não prescindo de um aeroporto internacional com rotas que não sobrevoem os hospitais de Lisboa, nem de uma linha férrea que me permita chegar a Barcelona em pouco mais de 5 horas.
Também quero os indicadores de desigualdade e de bem estar a melhorar, mesmo que seja um governo económico de fora a gerir o que for preciso.
Ah! Não é possível, já não há dinheiro para isso?
Só para paliativos como o fundo de estabilidade?
Eurobonds não, emissão de dívida comum não?
Não me importo que técnicos da Escandinávia venham gerir projetos que os nossos governos não querem desenvolver.
Certamente que apreciarão uma boa limonada numa esplanada de Lisboa.
Mas não vêm?
Lamento.
Então a opinião do cidadão mudou, não está interessado em estar nesta UE.
Compreenderão que pagaremos as dívidas quando pudermos, em prazos maiores e a taxas menores, e sempre na razão direta da taxa de cobertura das importações pelas exportações.
E parte, ou grande parte, das dívidas não pagaremos.
Faremos como a Islandia e vamos como na jangada de pedra para mais perto dos BRICS.
Como?
Querem renegociar?
Seguro-o com cuidado e lentamente, com a faca em movimentos descendentes de vai e vem e a toda a sua largura, atravesso-o, separando completamente as metades.
Espremo completamente uma das metades num copo de água tónica, de patente inglesa mas de fabrico, ou engarrafamento, nacional, que o seu código de barras é o 560.
A outra metade derramo-a numa omelete de camarão cuja embalagem dizia "from China".
Os bróculos e os ovos são nacionais.
O limão é argentino, retirado de uma banca de fruta que tinha ao lado laranjas e toranjas da África do Sul.
Terá vindo, o limão, de avião cargueiro?
Direto de La Plata ou via Madrid?
É provável, seria arriscado vir por via marítima, embarcado ainda verde em contentor isolado mas sujeito a fungos.
Mas não sei.
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| O meu limão |
Fico com inveja, tenho um limoeiro no meu quintal que produz um limão ano sim, ano não, mas também está à sombra e sofre ataques de cochonilha.
Já a minha vizinha tem o limoeiro cheio, durante quase todo o ano, por estar mais perto do sol.
E por esse país fora, muitos limoeiros alimentam em regime de auto-subsistencia, arrisco um número, as mesas de 5% de portugueses (a população que se dedica à agricultura?).
O que não fica registado no PIB.
Há anos que penso e exprimo o que penso sobre isto, mas sou um teórico sem capacidade de convencer quem quer que tenha poder para concretizar medidas corretivas, que não é sustentável um país importar 80% dos alimentos que consome.
Ainda que fossem compensadas as importações de alimentos com exportações de bens industriais, serviços de turismo ou emigração, porque qualquer das atividades pode sofrer colapsos, mesmo transitórios.
O que nem isso é o caso.
Que pena teria o meu professor de economia se visse isto.
Diria que a solução é simples e já deu resultado.
O Estado estimula a produção de limões através da garantia de que os compra e os armazena (junta nacional das frutas, lembram-se?) até os preços compensarem, enquanto o avião da Argentina não chegar.
Penso que Medina Carreira concordaria, até nem é uma medida protecionista.
No ponto em que estamos não me parece que o mercado possa funcionar sem planificação e sem intervenção (acreditem que pode haver planificação descentralizada).
Ah! as regras da UE não autorizam?
Não, de certeza? Uma empresa pública, cooperativa, parceria ou mutua não pode comprar limões? Onde está isso escrito?
Ah! o Estado não pode financiar essas empresas.
Não pode?
Mas pode financiar as companhias de aviação quando inviabiliza linhas de TGV e sujeita cidadãos e cidadãs a ruidos ilegais nas imdeiações de aeroportos e a riscos inadmissíveis de acidentes com camiões-cisterna para alimentar os depósitos do aeroporto? Ou quando financia parcerias exploradoras de sistemas de transporte em condições de favor, quer sejam auto-estradas, quer sejam linhas de metro ou suburbanas? E pode transferir ministros para a presidencia dessas empresas?
Bom que esta conversa de limões não azede ainda mais do que o ácido dos limões.
Bom que de uma forma ou de outra chegue ao conhecimento dos senhores do governo que da adesão à UE faz parte um acordo tácito: eu até posso prescindir dos limões portugueses, pronto, não se fala mais disso. Mas não prescindo de um aeroporto internacional com rotas que não sobrevoem os hospitais de Lisboa, nem de uma linha férrea que me permita chegar a Barcelona em pouco mais de 5 horas.
Também quero os indicadores de desigualdade e de bem estar a melhorar, mesmo que seja um governo económico de fora a gerir o que for preciso.
Ah! Não é possível, já não há dinheiro para isso?
Só para paliativos como o fundo de estabilidade?
Eurobonds não, emissão de dívida comum não?
Não me importo que técnicos da Escandinávia venham gerir projetos que os nossos governos não querem desenvolver.
Certamente que apreciarão uma boa limonada numa esplanada de Lisboa.
Mas não vêm?
Lamento.
Então a opinião do cidadão mudou, não está interessado em estar nesta UE.
Compreenderão que pagaremos as dívidas quando pudermos, em prazos maiores e a taxas menores, e sempre na razão direta da taxa de cobertura das importações pelas exportações.
E parte, ou grande parte, das dívidas não pagaremos.
Faremos como a Islandia e vamos como na jangada de pedra para mais perto dos BRICS.
Como?
Querem renegociar?
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Encomende um Mercedes classe C Coupé
Encomende um Mercedes classe C Coupé.
Passeie a sua classe, o seu sucesso, o triunfo das suas qualidades e da sua coragem empreendedora no mais irreverente e no mais novo automóvel da família Mercedes.
O classe C Coupé tem uma atitude e uma personalidade próprias.
Se o encomendar durante o verão ser-lhe-á oferecido um sistema de navegação multimédia, para não ter de perguntar pelo caminho à população indígena, cuja capacidade comercial, industrial ou de serviços é muito inferior à sua.
Com o classe C as suas viagens terão mais emoção e mais estilo por hora.
O consumo combinado se mantivesse uma velocidade baixa e se não acelerasse impetuosamente, seria de 8,4 litros por 100 km.
Emitiria assim uma insignificancia de 197 g CO2/km, perfeitamente justificada pelo seu mérito em conseguir as mais valias de acordo com os princípios do funcionamento do mercado.
A Mercedes é uma marca do grupo Daimler que tem como lema The best or nothing e 125 anos de inovação.
As afirmações anteriores, excetuando as referencias às qualidades absolutas e relativas de empreendedorismo, foram extraídas do anuncio de página inteira publicado no DN de 2011-06-06.
Potencia entre os 150 e 300 cavalos.
Preços sob consulta, mas estimo que andem à volta de 100 a 150 mil euros ( ver www.mercedes-benz.pt@c-coupe ).
Este blogue imagina que a importação de classes C coupé não será bom para a balança de pagamentos do país, embora a política da marca em Portugal não pareça contrariar a política oficial de incidencia preferencial dos cortes nos fatores de endividamento da divida externa pública (110%), poupando nos sacrifícios dos fatores da dívida externa privada (130%).
Imagina também este blogue que não serão aceites pagamentos em espécie: angustia de desempregados, doença por incapacidade do SNS ou ausência de seguradora, produtos manufaturados sem TSU, cartões de crédito sem plafond ou quaisquer pedras preciosas cor de sangue.
PS 1 - Este blogue não pretende desmerecer da engenharia da Mercedes nem da utilidade dos seus investimentos na economia da UE. Apenas não concorda com a afetação dos recursos de engenharia ao desenvolvimento de tantos motores diferentes (além de que, salvo melhor opinião, não é economicamente sustentável, a menos que se esteja a "sugar" outras economias) e à gestão de componentes para tantos modelos destinados ao lazer e não às atividades produtivas.
Este blogue nunca criticará a atual campanha da Mercedes em Portugal para dinamizar as revisões do parque automóvel existente, nem o desenvolvimento de modelos de camiões, furgões de trabalho e berlinas para o serviço de taxi.
PS 2 - Segundo artigo de um revista, haverá modelos classe C coupé à venda por cerca de 45.000 euros. Duvido porem que alguns dos modelos, de 6 e 8 cilindros e de potencia da ordem de 300 a 450 CV, o sejam por esse preço.
Passeie a sua classe, o seu sucesso, o triunfo das suas qualidades e da sua coragem empreendedora no mais irreverente e no mais novo automóvel da família Mercedes.
O classe C Coupé tem uma atitude e uma personalidade próprias.
Se o encomendar durante o verão ser-lhe-á oferecido um sistema de navegação multimédia, para não ter de perguntar pelo caminho à população indígena, cuja capacidade comercial, industrial ou de serviços é muito inferior à sua.
Com o classe C as suas viagens terão mais emoção e mais estilo por hora.
O consumo combinado se mantivesse uma velocidade baixa e se não acelerasse impetuosamente, seria de 8,4 litros por 100 km.
Emitiria assim uma insignificancia de 197 g CO2/km, perfeitamente justificada pelo seu mérito em conseguir as mais valias de acordo com os princípios do funcionamento do mercado.
A Mercedes é uma marca do grupo Daimler que tem como lema The best or nothing e 125 anos de inovação.
As afirmações anteriores, excetuando as referencias às qualidades absolutas e relativas de empreendedorismo, foram extraídas do anuncio de página inteira publicado no DN de 2011-06-06.
Potencia entre os 150 e 300 cavalos.
Preços sob consulta, mas estimo que andem à volta de 100 a 150 mil euros ( ver www.mercedes-benz.pt@c-coupe ).
Este blogue imagina que a importação de classes C coupé não será bom para a balança de pagamentos do país, embora a política da marca em Portugal não pareça contrariar a política oficial de incidencia preferencial dos cortes nos fatores de endividamento da divida externa pública (110%), poupando nos sacrifícios dos fatores da dívida externa privada (130%).
Imagina também este blogue que não serão aceites pagamentos em espécie: angustia de desempregados, doença por incapacidade do SNS ou ausência de seguradora, produtos manufaturados sem TSU, cartões de crédito sem plafond ou quaisquer pedras preciosas cor de sangue.
PS 1 - Este blogue não pretende desmerecer da engenharia da Mercedes nem da utilidade dos seus investimentos na economia da UE. Apenas não concorda com a afetação dos recursos de engenharia ao desenvolvimento de tantos motores diferentes (além de que, salvo melhor opinião, não é economicamente sustentável, a menos que se esteja a "sugar" outras economias) e à gestão de componentes para tantos modelos destinados ao lazer e não às atividades produtivas.
Este blogue nunca criticará a atual campanha da Mercedes em Portugal para dinamizar as revisões do parque automóvel existente, nem o desenvolvimento de modelos de camiões, furgões de trabalho e berlinas para o serviço de taxi.
PS 2 - Segundo artigo de um revista, haverá modelos classe C coupé à venda por cerca de 45.000 euros. Duvido porem que alguns dos modelos, de 6 e 8 cilindros e de potencia da ordem de 300 a 450 CV, o sejam por esse preço.
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domingo, 10 de outubro de 2010
Desanimo - import/export
Desânimo nas estatísticas do INE de importações e exportações do País, de Junho a Agosto de 2010, porque não houve melhorias, pelo contrário, quando comparadas com o mesmo período do ano passado.
Exportações: passaram de 7,91 mil milhões de euros em 2009 para 9,03 mil milhões em 2010
Importações: passaram de 12,85 mil milhões em 2009 para 14,14 mil milhões em 2010.
O que significa que o defice aumentou; pouco mas aumentou.
Com a agravante da importação de combustíveis ter crescido 24,8% em valor, neste periodo de 2010, relativamente ao mesmo periodo em 2009.
Por outras palavras, apesar do esforço de quem trabalha, a situação não melhorou.
Como os economistas já explicaram publicamente, o problema é os bens transacionáveis que exportamos serem pouco valorizados.
Mas talvez possamos encarar a questão desta maneira:
1 - os consumos têm de ser contidos, nomeadamente no setor de transportes (é conhecida a proposta de transferir passageiros do TI para o TC, para conseguir transportar os mesmos passageiros com menos combustível)
2 - sendo 2/3 das exportações e importações portuguesas relativas à UE, não é boa política manter uma quota tão baixa com o resto do mundo; porem, para aumentar essa quota, o atual cambio do euro deveria baixar, porque como está não favorece as exportações (apesar de favorecer a importação de petróleo); donde se concluirá que a atual política do BCE, de manter alto o cambio do euro, baixas as taxas de juro e elevado o desemprego (i.é, inflação baixa), não serve o nosso país. Não esquecer que os lugares decisórios do BCE não são sujeitos a concurso público nem a a sufrágio eleitoral. Acresce que paises que poderiam ajudar a economia portuguesa são tambem prejudicados pela taxa de cambio existente. Por exemplo, Angola recebe em dolares USA pela venda do seu petróleo, mas paga em euros às empresas portuguesas que trabalham em Angola. A cotação alta do euro impede assim um maior envolvimento de empresas portuguesas em Angola.
É, não estou a gostar da política do BCE.
Exportações: passaram de 7,91 mil milhões de euros em 2009 para 9,03 mil milhões em 2010
Importações: passaram de 12,85 mil milhões em 2009 para 14,14 mil milhões em 2010.
O que significa que o defice aumentou; pouco mas aumentou.
Com a agravante da importação de combustíveis ter crescido 24,8% em valor, neste periodo de 2010, relativamente ao mesmo periodo em 2009.
Por outras palavras, apesar do esforço de quem trabalha, a situação não melhorou.
Como os economistas já explicaram publicamente, o problema é os bens transacionáveis que exportamos serem pouco valorizados.
Mas talvez possamos encarar a questão desta maneira:
1 - os consumos têm de ser contidos, nomeadamente no setor de transportes (é conhecida a proposta de transferir passageiros do TI para o TC, para conseguir transportar os mesmos passageiros com menos combustível)
2 - sendo 2/3 das exportações e importações portuguesas relativas à UE, não é boa política manter uma quota tão baixa com o resto do mundo; porem, para aumentar essa quota, o atual cambio do euro deveria baixar, porque como está não favorece as exportações (apesar de favorecer a importação de petróleo); donde se concluirá que a atual política do BCE, de manter alto o cambio do euro, baixas as taxas de juro e elevado o desemprego (i.é, inflação baixa), não serve o nosso país. Não esquecer que os lugares decisórios do BCE não são sujeitos a concurso público nem a a sufrágio eleitoral. Acresce que paises que poderiam ajudar a economia portuguesa são tambem prejudicados pela taxa de cambio existente. Por exemplo, Angola recebe em dolares USA pela venda do seu petróleo, mas paga em euros às empresas portuguesas que trabalham em Angola. A cotação alta do euro impede assim um maior envolvimento de empresas portuguesas em Angola.
É, não estou a gostar da política do BCE.
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