Com a devida vénia ao DN e ao seu cronista de provocações dominicais, Alberto Gonçalves, reproduzo a citação de Auberon Waugh : "a vontade de poder é um consumado disturbio da personalidade que, ... ... terá sempre o perigo, em circunstancias adequadas, de induzir as pessoas a começar a ouvir os políticos e a levá-los a sério".
Auberon Waugh era um colunista conservador que apoiou Margaret Tatcher até verificar que ela estava a dar cabo da economia.
Não quero fazer coro com a campanha de descrédito nos políticos, mas de facto a vontade de ser político pode estar associada a uma frustração na vida pessoal, a alguma repressão durante a infancia, ou a uma compensação de alguma insuficiencia, ou a querer manter na vida adulta os jogos de "faz de conta" da infancia. Disturbio da personalidade, talvez variante da sindroma narcisista dos atores, uma necessidade de que a plateia lhes bata palmas. Dir-se-ia que a democracia deveria ter mecanismos de proteção contra estas psicoses. Poderiam ser, por exemplo, testes psicotécnicos. Obrigatórios para qualquer cargo por eleição ou por nomeação. A pessoa, quando votasse, estaria na posse de dados importantes sobre a personalidade do candidato. Mas ainda não tem, a democracia, esses mecanismos. É pena.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Auberon Waugh - os politicos
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Arquitectorium 3 - Os políticos não percebem nada de cidades

Os políticos não percebem nada de cidades
Esta é dedicada aos meus amigos arquitectos.
Não fui eu que disse (não fui mas tenho pena de não ter dito, já devia ter dito). Foi Pancho Guedes, arquitecto e pintor moçambicano.
Se puderem vejam a exposição da obra dele no CCB/Colecção Berardo, até 16 de Agosto de 2009.
Ver em http://www.guedes.info/contfram.htm
Invoco assim Vitruvio e Pancho Guedes, não para que, como semi-deuses, iluminem os nossos decisores/políticos, nem para que os tornem humildes, porque sabemos bem até onde pode ir a humildade de um decisor/político, mas para que a opinião pública contribua para que os processos de tomada de decisão sejam outros. Para que o debate se alargue, mas que entrem no debate os cidadãos e os técnicos que estão dentro dos assuntos.
Será pregar no deserto?
Já ouviram falar da polémica da mudança do Museu dos Coches, do imobiliário atrás do actual local do Museu dos Coches, do pobre destino do Museu de Arte Popular?
Isto para não falar do triste plano da Baixa e frente ribeirinha…
É, Pancho Guedes tem razão, os políticos não percebem nada de cidades.
Viva Pancho Guedes.
Esta é dedicada aos meus amigos arquitectos.
Não fui eu que disse (não fui mas tenho pena de não ter dito, já devia ter dito). Foi Pancho Guedes, arquitecto e pintor moçambicano.
Se puderem vejam a exposição da obra dele no CCB/Colecção Berardo, até 16 de Agosto de 2009.
Ver em http://www.guedes.info/contfram.htm
Invoco assim Vitruvio e Pancho Guedes, não para que, como semi-deuses, iluminem os nossos decisores/políticos, nem para que os tornem humildes, porque sabemos bem até onde pode ir a humildade de um decisor/político, mas para que a opinião pública contribua para que os processos de tomada de decisão sejam outros. Para que o debate se alargue, mas que entrem no debate os cidadãos e os técnicos que estão dentro dos assuntos.
Será pregar no deserto?
Já ouviram falar da polémica da mudança do Museu dos Coches, do imobiliário atrás do actual local do Museu dos Coches, do pobre destino do Museu de Arte Popular?
Isto para não falar do triste plano da Baixa e frente ribeirinha…
É, Pancho Guedes tem razão, os políticos não percebem nada de cidades.
Viva Pancho Guedes.
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