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quarta-feira, 8 de abril de 2026

As posições oficiais perante acidentes rodoviários ou ferroviários, em Portugal e na França

 

Peço desculpa por escrever "a quente" sujeitando-me a fazer afirmações precipitadas. No entanto, penso que devo fazê-las na esperança de que a comunicação social não deixe morrer os assuntos que são de natreza pública. Escrevo com indignação porque Portugal tem dos piores níveis de sinistralidade rodoviária e ferroviária. Vítimas mortais por milhão de habitantes na estrada em 2025: média na EU 44, em Portugal 58 . Vítimas mortais na ferrovia por mil km em 2023: média na EU 2,6, em Portugal 6 .
Por isso, apesar da bem intencionada intervenção do senhor ministro da Administração Interna apelando à prudencia na condução, não posso concordar com o lavar de mãos sob a forma duma "falha coletiva". escondendo a inação dos sucessivos governos, por exemplo na revisão do Código da Estrada e na fiscalização de velocidades excessivas.
A minha indignação é também porque os senhores governantes dos outros países também se desculpam com as falhas das vítimas. Escrevo também impressionado pelo acidente de hoje, 7 de abril, colisão de um TGV com o reboque de um camião de transporte de uma peça de uma ponte militar. O comboio era de facto um TGV mas a linha era regional, isto é, os projetistas cometeram o erro de pôr comboios de caraterísticas dinâmicas diferentes utilizando a mesma linha em simultaneidade, além de que um TGV mesmo a 160km/h é incompatível com a existencia de passagens de nível por razões de segurança. Apressaram-se "as autoridades" a dizer que a passagem de nível funcionava normalmente e que as cancelas estavam baixadas. Não é esse o relato do motorista do camião, parou quando as cancelas estavam baixadas e viu passar um comboio regional. As cancelas subiram e ele arrancou. Imediatamente a seguir as cancelas baixaram e o TGV apanhou o reboque. Há fotos que comprovam que as cancelas mais próximas da posição de arranque do camião estão levantadas, tendo ele batido nas cancelas opostas. Evidentemente que isto tem de ser confirmado pelo inquérito, mas é indigno virem a correr "as autoridades" dizer que a culpa é das vítimas, acusando o motorista do camião de homicídio involuntário. Um relatório da ERA (Agencia europeia ferroviária) de 2024 diz que 2% dos acidentes em passagens de nível não estavam relacionados com o comportamento das vítimas. 

É indigno levantar um processo por homicídio involuntário sem que o inquérito descubra primeiro as reais circunstâncias do acidente. É indigno continuarem a existir tantas passagens de nível e tantos acidentes atribuindo as culpas apenas ao comportamento das vítimas e não aos governos e aos gestores das infraestruturas. Segundo a SNCF em 2024 foram 89 acidentes em passagens de nível com 20 mortos. Ainda em 25mar2026 tinha havido uma colisão de um regional com um camião transportando no reboque uma cabana para campismo, com a morte do condutor do camião em Saint-Raphael, uma cidade turística perto de Cannes.

Em Portugal decorre , como aliás em França, um plano de eliminação de passagens de nível. Veremos se eles são executados e com que velocidade. 

Os tráfegos devem estar segregados.

Acidente em Noeux les mines/Pas de Calais

semi-barreira mais próxima da posição de arranque do camião levantada (lado direito do camião), isto é, não terá sido percutida


semi-barreira do lado esquerdo do camião levantada; ausencia de vestígios da semi-barreira mais afastada da posição de arranque do camião, indício de ter sido percutida


localização de Noeux les Mines
localização da passagem de nível do acidente







Acidente em Saint Raphael/Var                                                                                            https://www.franceinfo.fr/var/les-conducteurs-se-retrouvent-pieges-une-faille-du-passage-a-niveau-est-elle-la-cause-de-la-collision-mortelle-dans-le-var_7894079.html 



Vista da passagem de nível de Saint Raphael com indicação de lomba


Localização da passagem de nível em Saint Raphael em zona turística










sexta-feira, 24 de abril de 2020

O acidente do Alfa em Vale de Santarem na passagem de nivel de Peso em 22abr2020






Caros Colegas

Muito obrigado pelas informações que me enviaram. Destaco ainda a qualidade do trabalho do Carlos Cipriano e da imprensa, nomeadamente do Correio do Ribatejo, que permitem ter alguma noção do que se passou.
A minha vida profissional decorreu no metropolitano de Lisboa onde pratiquei alguma análise de riscos  e não quero usurpar qualquer competencia aos colegas profissionalmente mais ligados que eu ao caminho de ferro interurbano. Mas a gravidade da situação leva-me a escrever alguma coisa.
Exprimo as condolências aos familiares do motorista morto no acidente em trabalho e votos de recuperação dos feridos.
Refiro a correção do relatório do GPIAAF do acidente de 2016 na mesma passagem de nível do Peso (embora no sentido nascente - poente, enquanto o acidente de 22 de abril foi de poente – nascente) e lamento não ter sido andamento às recomendações.
Consultando o Google Earth, verifica-se que no sentido sul-norte a passagem rodoviária inferior mais próxima encontra-se a 2 km de distancia (passagem limitada a 3,5 m de altura e 2,8 m de largura) e a passagem de nível mais próxima encontra.se na estação de Santarem, a 4,7 km . Estes dois locais exigem uma grande volta por Santarem ou o prolongamento de 2 km da estrada que atravessa a passagem de nível do Peso.  Existe ligação alcatroada à aldeia de Caneiras, uma aldeia junto do rio Tejo (esta também servida pela estrada que atravessa a PN do Peso).
No sentido norte-sul existe uma passagem inferior junto da ponte de Asseca, a 1,4 km da PN do Peso, mas são caminhos rurais que teriam de ser adaptados para tráfego de camiões. A passagem de nível mais próxima encontra-se a sul da estação Vale de Santarem, a cerca de 3,6 km da PN do Peso. Mas não servem estradas que liguem a Caneiras.
Igualmente não há ligação da A13 (a autoestrada que passa sobre a via férrea a 150 m da PN do Peso e que segue pela ponte Salgueiro Maia) à zona de Caneiras.
Isto é, não há alternativa económica à PN do Peso, embora sejam visíveis as intervenções rodoviárias onerosas a poente da via férrea, contrastando com a penúria rural da zona a nascente da via férrea.
Admitindo que a distancia de visibilidade é de cerca de 550 m (apesar de ser uma curva de elevado raio, existe vegetação muito crescida junto das vias ), para uma velocidade de 140 km/h e uma desaceleração de 0,8 m/s2 considerando o tempo de reação, o choque terá ocorrido a cerca de 75 km/h, tendo o Alfa embatido na zona do depósito de combustível, como se pode ver na foto do Publico, e seccionado a ligação do trator Scania ao reboque, que rodou cerca de 180º.
Isto é, para esta velocidade, um pequeno atraso na travessia da PN pode mesmo gerar um acidente. E em caso de avaria ou, como parece ter acontecido, o reboque não se ter inserido na curva apertada e parado, o aumento da temporização não resolveria .   Se um detetor de presença de obstáculo ainda no canal ferroviário emitisse uma ordem de travagem automática, o comboio teria de estar a mais de 1000 metros para uma desaceleração de 0,8 m/s2  (infelizmente, esse dispositivo teria por efeito o abuso de provocar intencionalmente a paragem dos comboios).
Vendo a passagem de nível do Peso em planta, verifica-se que as curvas são demasiado apertadas, dificultando a manobra de camiões numa zona de grande atividade agrícola.
Isto é, também por isso, a solução parece ser a de eliminar a passagem de nível, ou por construção de passagens desniveladas ou por construção de estradas de acesso a passagens desniveladas (por exemplo aproveitando a da ponte de Asseca). Nesta zona, numa extensão de 7 km, PN a eliminar: Vale de Santarem, Peso e Santarem.
Donde, tudo indica que o relatório do GPIAAF estava correto (apesar da evidente carência de meios que levou à demora na publicação) e nem a IP nem a Câmara de Dantarem resolveram o assunto.
É lamentável a justificação da IP, que fez o que estava dentro das suas competencias.
Não devia haver compartimentos estanques. Um acidente mortal numa passagem de nível diz-nos respeito a todos, ferroviários. Uma das bandeiras do transporte ferrovia´rio é a segurança,  e esta morte conta para o indicador  fatalidades por 1000 milhões de passageiros-km, que em Portugal se aproxima intoleravelmente do indicador do transporte rodoviário.
Dir-se-á que somos um país pobre, que nos países mais ricos também há acidentes nas passagens de nível (eu sei, também acompanho isso), mas neste caso não basta a justificação da IP, que está previsto no Ferrovia 2020  (previsto mas não concursado segundo o artigo de Carlos Cipriano, e muito provavelmente sem o projeto necessário para submissão a fundos comunitários. Com a agravante da associação da ferrovia com as estradas não parecer terminar com a preferência pela rodovia, e haver dificuldade em aceitar que deve haver um orçamento para a manutenção/modernização  (correção das deficiências do troço de Santarem, incluindo a separação física com vedações segregando a via férrea) e outro orçamento, independente, para linha nova (duvido que seja a melhor solução o previsto no PNI2030 de 160 km de by passes na linha do norte, incluindo o de Santarem, em vez de toda a linha nova, mesmo que de construção faseada).
Peço desculpa pelos desabafos.
Saudações e votos de saúde






sábado, 18 de novembro de 2023

Elevada taxa de mortalidade na ferrovia nacional

Comentário à notícia sobre a taxa de mortalidade na ferrovia nacional https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/morre-uma-pessoa-todas-as-semanas-na-ferrovia/ar-AA1jWQrU?ocid=socialshare&pc=U531&cvid=7bdb9814c679474cb9dbfc09cea77000&ei=44


Infelizmente a situação é intolerável, para utilizar a terminologia da norma de análise de riscos. Responder à pergunta "Porquê?" terá sempre uma componente subjetiva, mas temos o direito de, com base na experiência profissional e na observação, propor hipóteses.  Há para o tema pouca sensibilidade dos decisores políticos e os técnicos assessores ou das instituições  ou não conseguem sensibilizar os decisores para cumprirem as recomendações dos seus inquéritos ou análises, ou pura e simplesmente não existem dada a atual carência de recursos humanos devida à contenção da despesa pública. É um tema em que também lamento que os deputados da AR e das assembleias municipais pouco reparam. 
Há uns anos, enviei ao GPIAAF uma análise do acidente que vitimou, provavelmente por sucção de um comboio rápido, duas adolescentes. Na resposta informaram-me que dada a carência de recursos humanos no GPIAAF, a lei não o obrigava a analisar atropelamentos ou colhidas. 
Entretanto sucedem-se os acidentes fatais 
muitas vezes incompatíveis com as desculpas de suicídio (por exemplo, jovens que estavam a ir para a escola) ou de que os avisos das passagens de nível estavam a funcionar (por exemplo, ocupantes de veículos pesados ou idosos a pé apanhados em passagens de nível ou em passadeiras em que o tempo para a travessia  é superior ao tempo desde o  início do aviso ou ao tempo do percurso do comboio desde o ponto de visibilidade mais afastado).
A correção de todas as situações de risco implica um investimento muito elevado, incluindo eliminação de passagens de nível, construção de passagens pedonais aéreas ou subterrâneas (impondo-se a alteração da legislação penal e a dotação de videovigilância para desmobilização de assaltantes), eliminação de percursos pedonais paralelos à via férrea, eliminação dos acesso fáceis à via. Sugere-se que uma estrutura de missão prepare projetos a submeter a financiamento comunitário. Mas uma coisa que podia e devia ser feita com carater urgente era uma campanha televisiva de sensibilização pública para os cuidados a ter junto da via férrea e incluindo as campanhas anti-suicídio.
Junto o documento da ERA referido no artigo e algumas ligações para textos sobre o assunto, incluindo a referência a um processo de infração cujo seguimento ignoro, provavelmente porque o assunto é tratado com opacidade.

Anexos:
Relatório da ERA sobre segurança, março de 2023
É a notícia do dia: https://www.jn.pt/nacional/bruxelas-abre-processo-de-infracao-a-portugal-sobre-seguranca-ferroviaria-12194029.html a ...
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Confesso que me emociono com facilidade. Aconteceu-me ao ouvir a notícia da morte de duas adolescentes por atropelamento a cerca de 900 met...
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Sentidas condolências à família enlutada Este texto é apenas um desabafo de indignação . Muitos dos meus colegas dizem que é possível coe...
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 Na passagem de nível de S.Pedro da Torre, Valença, ocorreu uma colisão com um automóvel em 29jan2023. Tinha havido um simulacro pelos bombe...
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PS em dezembro de 2024: Em 16nov2023 a Comissão Europeia levantou o processo de infração INFR(2020)2092 contra Portugal solicitndo tomda de medidas em 2 meses nomeadamente para reforço da capacidade organizativa da autoridade nacional de segurança sem o que o caso poderá seguir para o Court of Justice da UE. À data de dez2024 mantem-se o silencio.
Ligações esclarecedoras:

pedido de medidas para cumprimento da diretiva 2004/49
13mai2020 https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/inf_20_859
Envio de reasoned opinion e processo infração INFRA(2022)2092 dando 2 meses para tomada de medidas sem o que levarão ao Court of Justice
16nov2023 https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/inf_23_5380
Infringement packages:
https://transport.ec.europa.eu/news-events/infringements-proceedings_en
estatística de acidentes ferroviários em 2023 na UE
https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Railway_safety_statistics_in_the_EU

terça-feira, 2 de julho de 2024

Sobre passagens de nível

Informação no artigo de Carlos Cipriano no Publico sobre passagens de nível - existem 799 passagens de nível em Portugal. Em 2019 houve 12 vítimas mortais e em 2023 houve 8 :  https://www.publico.pt/2024/07/01/sociedade/noticia/comportamentos-indevidos-passagens-nivel-poderao-filmados-condutores-autuados-2094593 

Por triste coincidência, em 5 de junho de 2024 numa colisão entre o comboio Praga-Budapeste e um autocarro, na Eslováquia, houve 7 vítimas mortais:
https://www.theguardian.com/world/article/2024/jun/27/collision-between-train-and-bus-in-slovakia-causes-multiple-deaths

Trata-se portanto de um problema generalizado que a Comissão Europeia e a UIC já abordaram mas cuja solução exige, para além de planeamento e estudo, intenso financiamento, só justificável por uma operação do serviço ferroviário mais eficiente e de menores emissões do que o rodoviário. Ambos insistem em campanhas de sensibilização dos potenciais transgressores e na automatização das 
barreiras:
https://www.era.europa.eu/system/files/2023-03/Safety%20Overview%202023.pdf
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/06/acidentes-ferroviarios-em-passagens-de.html

Pessoalmente, sem pôr em causa o meritório trabalho dos colegas que na antiga REFER, na CP, na IP, na EFCEC foram instalando barreiras automáticas em todo o país, considero que a solução correta (mais eficiente do que o guarnecimento humano ou instalação video para posterior multa) são passagens desniveladas para peões e para veículos, porque a temporização entre o início do fecho das barreiras (portanto o último instante em que possa ter sido iniciada uma travessia) e a chegada do comboio pode ser inferior ao tempo necessário para a travessia ser executada por um camião com atrelado, circunstancia que se verificou no acidente da passagem de Peso/Vale de Santarém com a agravante de curva apertada no acesso à travessia, julgando não haver alternativa após demolição da passagem de nível: https://fcsseratostenes.blogspot.com/2020/04/o-acidente-do-alfa-em-vale-de-santarem.html) .

Igualmente a temporização pode ser inferior ao tempo entre a ocorrência de uma imobilização por avaria e a fuga dos ocupantes; ou a distancia de visibilidade a partir da passagem de nível no caso de inexistência de barreiras, ou do seu desrespeito, ser inferior à distancia de travagem do comboio. 

De acordo com o relatório da ERA, 2% dos acidentes não são devidos a comportamento indevido dos utilizadores mas a avarias ou deficiência dos veículos que atravessam. Serão esses 2% que justificarão a insistência na construção das passagens desniveladas.

Comentário ao relatório com sugestões de campanhas publicitárias  anti suicídio e contra comportamentos descuidados :

https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/11/elevada-taxa-de-mortalidade-na-ferrovia.html

Será interessante também saber o ponto da situação sobre a ameaça de processo de infração da Comissão Europeia sobre a falhas de segurança na rede portuguesa:
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2020/05/processo-de-infracao-de-bruxelas.html


Outros comentários sobre o tema da segurança:

https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/04/os-gestores-e-os-operadores.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2017/01/morte-de-duas-adolescentes-em-vila-nova.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2019/06/a-tragedia-na-passagem-de-nivel-d.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2023/02/acidentes-na-passagem-de-nivel-de.html
https://fcsseratostenes.blogspot.com/2022/09/bruxelas-quer-uniformizar-ferrovia.html




PS em 5jul2024 - não tendo sido um acidente em passagens de nível, destaco a colisão em 5jun2024 entre o comboio do operador privado RegioJet de carruagens-cama no trajeto Praga-Kosice  e um comboio de  mercadorias da CD Cargo no trajeto Bratislava-Bremerhaven na estação de Pardubice, na Chequia. O comboio de passageiros ultrapassou um sinal proibitivo e colidiu de frente com o de mercadorias. Morreram 4 pessoas.

https://en.wikipedia.org/wiki/Pardubice_
https://www.railvolution.net/news/tragic-accident-in-pardubice

A importancia de analisar esta colisão reside no facto da estação de Pardubice ser uma zona complexa com grande quantidade de agulhas e itinerários e que se encontra ainda em obras . O acidente ocorreu numa linha diferente da linha preferencial para os percursos de longa distancia de passageiros no contexto das obras. Prevê-se a entrada em serviço do sistema ERTMS em toda a zona em janeiro de 2025. O anterior sistema ATP encontra-se neste momento em progressiva desmontagem, o que terá contribuido para o acidente uma vez que não havia dispositivo de travagem automática por ultrapassagem do sinal vermelho.


PS em 14jul2024 -  Mais uma colisão entre automóvel e comboio, desta vez em 12jul2024 na passagem de nível de Poço Barreto sem barreiras (encontra-se a 1km a este da passagem com barreiras de Poço Barreto e a 1,6km a oeste da passagem de nível com barreiras de Caravela. Mais uma vez afirmo que são tráfegos incompatíveis apesar dos automatismos e temporizações porque há sempre a possibilidade de avaria do veículo rodoviário em cima dos carris . A única hipótese seria um detetor de presença de imobilização na passagem e emissão durante essa imobilização de uma ordem de colocação em proibitivo de sinal para o comboio correspondente à sua distancia de travagem antes da passagem. Mas isso seria incomportável para a operação ferroviária, pelo que só o cruzamento desnivelado resolve.

https://regiao-sul.pt/algarve-na-tv/silves-acidente-de-carro-com-comboio-resulta-em-seis-feridos-tres-sao-graves-cnn-portugal/675428