sexta-feira, 1 de março de 2019

To Maruv, with respect and admiration (до Maruv, з повагою і захопленням)


A leitura de um interessante artigo de Rui Tavares, que se poderá dizer sobre a estratégia a seguir pela União Europeia no respeito dos seus objetivos,
https://www.publico.pt/2019/03/01/politica/opiniao/tres-armadilhas-moda-esquerda-evitar-1863804?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29#gs.Iy2RVhq7

levou-me a pensar que talvez a atitude de Maruv (Ana Korsun) , vencedora do concurso na Ucrania de canções da Eurovisão  e das segundas e terceiras classificadas, se integre nos ideais da UE.
A cantora recusou as condições contratuais da televisão ucraniana que queria fazer passar uma mensagem politica e escreveu que era música e que  não estava para fazer fretes a politicos, As outras classificadas , Freedom Jazz e Kazka também recusaram. Esta última escreveu que a missão dos musicos é unir as pessoas, não dividi-las.
Talvez os bem pensantes ocidentais possam compreender o significado.
Não se trata de inocentar a Russia por ter anexado a Crimeia, nem de inocentar os USA pelas suas intervenções militares na América Central, no Afeganistão, no Médio Oriente, na Líbia. Trata-se de não alinhar no nacionalismo bacoco que é uma oportunidade para os caciques fazerem pela sua vida.
Não se trata de recusar a autodeterminação à Ucrania, trata-se de as populações poderem viver em paz sem caudilhos e gauleiters a definir o que é patriótico.
Por isso, eu que não sou apreciador da musica pop,  je lève mon chapeau a estas cantoras, verdadeiramente europeias.
 з повагою і захопленням


https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2019/feb/27/ukraine-pulls-out-of-eurovision-as-singers-quit-over-russia-row

https://www.radiotimes.com/news/tv/2019-02-26/eurovision-2019-ukraine-drop-entry-over-russia-row/

PS em 2 de março de 2019 - vão-se sabendo mais coisas pelas notícias, as eleições presidenciais na Ucrania serão no fim deste mês. O atual presidente gostaria de ter na representante da Ucrania no festival em Israel uma sua embaixadora. Parece que não vai ter. Gostaria ainda de salientar o contraste entre as cantoras ucranianas e a representante de Israel, vencedora do festival de 2018, muito contentinha se o festival se realizasse em Jerusalem, que não pode ser capital de um povo só.

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