Curiosamente, o candidato Manuel João Vieira propôs o desvio do traçado do metro para fora do Jardim da Parada:
Recentemente também foi noticiada a próxima entrada em obras da rua Ferreira Borges, em Campo de Ourique, o que achei interessante porque também se fala que, na sequência da contestação do movimento "Salvar o Jardim da Parada" à escolha pelo metro do Jardim como local da estação de Campo de Ourique, o metro estava a estudar uma hipótese de localização da estação na dita Ferreira Borges.
Curiosa essa decisão, se for verdade. Fui ver o meu parecer sobre o EIA do prolongamento da linha vermelha, em maio de 2022, e zás, lá estão duas hipóteses da linha seguir pela Ferreira Borges sem embicar no Jardim. Será que deram ouvidos ao movimento do "Salvar o Jardim da Parada"? Ver, se tiverem paciencia, estes dois desenhos em https://fcsseratostenes.blogspot.com/2022/05/parecer-na-consulta-publica-ate.html A razão técnica para o traçado que eu propunha era o aumento dos raios de curvatura da linha, mas isso são minudencias irrelevantes para os sábios que decidem por nós.
Claro que os defensores do traçado proposto pelo metro vão dizer que no subsolo da Ferreira Borges existem restos do aqueduto, mas a profundidade do aqueduto e o método TBM é compatível com isso.
Posteriormente, na consulta pública do respetivo RECAPE, enviei (inutilmente, claro) em dezembro de 2024, o seguinte parecer: https://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=vermelha&updated-max=2018-04-07T16:40:00%2B01:00&max-results=20&start=5&by-date=false
Em resumo, além de perdidos os fundos do PRR, parece-me que evidenciei que o projeto (melhor, anteprojeto) do prolongamento é uma verdadeira desgraça, um conjunto de inconformidades e erros pretensiosos de projeto de uma linha de metro, desde espetar com uma estação em forma de barracão num acesso rodoviário à ponte com 3 vias por sentido que reduz para 2 vias por sentido, a um traçado com curvas e contracurvas de raio inadmissível se se quiser poupar na manutenção dos carris e a uma inconsequência de falhar a correspondência em Alcântara Mar (correspondencia essa que evitaria outro erro não menor, que será, esperemos que seria, a ligação da linha de Cascais à da cintura, porque esta só seria quadruplicável se as vias de acesso à ponte 25 de abril fossem quadruplicadas - por favor, senhores decisores, percebam isto, a linha de cintura norte-sul está saturada e escusam de fugir no PFN para a TTT porque esta com a Alta Velocidade e o acesso ao NAL já fica saturada juntando-lhe o tráfego suburbano e de mercadorias). Não fazendo a correspondência do metro com a linha de Cascais em Alcantara Mar o traçado proposto só teria justificação se, e só se se prolongasse pelo Alto da Ajuda e pelo Restelo até Algés para essa correspondência. Mas levantaram-se os sapientes vereadores das câmaras propondo o LIOS e pior ainda o BRT.
Numa palavra, os erros são tamanhos que talvez seja melhor não fazer nenhum deles e contratar por concurso público internacional com classificação dos concorrentes pela qualidade do respetivo portfólio, para desencavar o plano de mobilidade da AML como mandam as regras e não os palpites. E já tarde para fazer isso, quando o senhor governo através da RCM 77/2025 já disse à IP para arrasar tudo.
Sobre os vstígios de aquedutos:
A linha circular dificulta a expansão da rede do metro:
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