Questões a colocar ao senhor ministro de voz pausada:
1 - "Que parte da última fatura de 700 milhões de euro injetada no BPN não entende que possa voltar às finanças públicas, senhor ministro?"
2 - "Que parte dos dividendos de 2011 da EDP e da REN não entende que possa ser distribuida ao acionista principal em 2011, senhor ministro?"
3 - "Que parte dos 4,4 milhões de euros correspondentes às portagens de agosto de 2011 que foram pagos pela EP à Lusoponte não entende que possa voltar às finanças públicas por se ter diluido nos acertos de renegociação do acordo de reequilíbrio financeiro que normalmente favorece o parceiro privado?"
4 - "Que parte da última injeção de dinheiro pelo BCE nos últimos 3 meses na banca portuguesa, no montante de 37 mil milhões de euros a um juro de 1%, não entende que deva ser investida em atividades especulativas sem contrapartida real, como tem acontecido, em vez de financiar atividades produtivas?"
5 - "Que parte do total de juros no montante de 35 mil milhões de euros a pagar à troica pelo empréstimo de 78 mil milhões de euros, não entende que deva ser renegociada de modo a beneficiar de um juro mais próximo do ponto anterior?"
6 - "Que parte da opinião pública não entende o senhor ministro que possa querer, essa parte da opinião pública, que todas essas verbas dos pontos anteriors retornem às finanças públicas?"
Notar, por favor, senhor ministro, que contrariamente à sua pergunta, que o senhor secretário de estado da Cultura gosta de ecoar por aí, a expressão "não entende", não tem a conotação pejorativa de insinuar dificuldade de compreensão do interlocutor, que poderia interpretar-se como sinal de má educação, mas tão somente a de inquirir qual o seu entendimento da questão posta.
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Questões a pôr ao senhor ministro
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Que querem da minha Alma Mater?
Não se deve deixar a parte emocional sobrepor-se à parte racional.
Não gostei que tivessem afrontado a minha Alma Mater.
E é a minha própria parte racional que me diz que nalguns casos devemos fazer o que não se deve.
E então deixo a parte emocional sobrepor-se à parte racional.
Também porque foi uma gota de água para esgotar a paciencia com que recebo as medidas do atual governo a notícia sobre a hipótese do Instituto Superior Técnico, por motivo do orçamento de estado para 2012, ter de desistir de alguns projetos de investigação para que já recebeu verbas comunitárias.
Se entendi bem, será um caso semelhante ao da paragem da obra adjudicada do TGV.
Os economistas decisores preferem perder os fundos comunitários a ter de contribuir com a parte nacional.
Não obstante o próprio presidente da comissão europeia ter obtido uma maior comparticipação dos fundos comunitários para os projetos QREN (condição básica pra acesso aos fundos QREN: que os projtos estejam bem feitos; neste momento, deveria estar a assisati-se a um esforço acelerado por todo o país na elaboração de projetos, mas nem isso).
Os economistas decisores não fazem a mais pequena ideia das implicações técnicas, utilizando a palavra em ambiente de engenharia.
Só entendem quadros com verbas.
Não percebem que as viagens aéreas e rodoviárias para Madrid emitem muito mais gases com efeito de estufa do que o TGV.
E como não percebem, ou não querem perceber, ou ainda acreditam nas fadas do petróleo barato e nos duendes que dizem que o CO2 não faz mal nenhum (claro que nem todo o CO2 é de origem antropogénica, mas que não convem nada agravar a situação, não convem) e que o Ártico não está a derreter (claro que não está a derreter tanto como os alarmistas irresponsavelmente disseram, mas que está ,está), decidem cortar nos investimentos de melhorias dos sistemas de transporte.
E decidem cortar nos programas de investigação da Alma Mater, em vez de ajudarem a operacionalizá-los.
O novo diretor do IST já informou que vão fazer cortes onde for possível, da vigilancia à limpeza (eu escrevi possível, não escrevi preciso porque ainda sei a diferença entre os dois adjetivos, coisa que os autores dos cortes no orçamento, por exemplo, da saúde, no respeitante a transplantes pediátricos, às isenções de taxas moderadoras para os dadores de sangue e aos custos mais elevados dos transportes para os hospitais centrais relativamente aos locais, ignoram).
E ficaria muito agradecido se não repetissem a mentira de que não há dinheiro, depois do escandalo dos 750 milhões de euros para o BPN antes da venda por 40 milhões, e da garantia de 3.500 milhões, ou de como um banco integrado numa holding (Sociedade Lusa de Negócios) não reflete a sua falencia nessa holding.
Podem os senhores economistas decisores estar muito contentes com o amparo moral que recebem dos seus homólogos da fação dominante na UE, servidores cegos dos cortes orçamentais e das privatizações, independentemente dos casos concretos, mas em questões técnicas, de engenharia, são ignorantes e incompetentes e, mais grave ainda, serão mal aconselhados por técnicos de engenharia que teriam a obrigação moral de aconselhar de outro modo.
PS - Um artigo do Publico veio pormenorizar: trata-se do decreto que proibe o comprometimento de verbas quando não exista disponibilidade orçamental imediata.
Eu continuo a ser um ignorante em contabilidade, apesar de pensar que os pricípios básicos, os condicionantes e os determinantes da economia me foram ensinados na cadeira de economia da Alma Mater pelo engenheiro Daniel Barbosa.
Outra coisa é a elevada competencia contabilistica dos decisores do governo português e dos orgãos determinantes da UE, do FMI e do BCE. Mas um decreto assim, de que não desdenharia a escola de finanças públicas da universidade de Coimbra da década de 20 do século passado, parece-me a mais sincera confissão do regime de "marcha à vista".
A marcha à vista é utilizada nas ferrovias quando os sistemas de controle avariaram, e em náutica quando o navegante não dispõe de cartas confiáveis ou de instrumentos de navegação.
No primeiro caso, a velocidade tem de ser muito reduzida, isto é, o desemprego aumenta e o crescimento não vem; no segundo caso, o pobre navegante arrisca-se a bater numa rocha submersa (nem todos os navegantes dominam a técnica que Cristovão Colomb usava: guiava-se pela cor da água para avaliar a profundidade e a proximidade de terra, mas mesmo essas competencias não evitaram o encalhe fatal da Santa Maria num banco de areia).
Em qualquer caso, a marcha à vista é o oposto do que ensina a ciência em termos de predição tal como a Alma Mater ensina (ver Norbert Wiener) e trata-se de funcionamento irregular dos sistemas, situação prevista na constituição da Republica Portuguesa.
Não gostei que tivessem afrontado a minha Alma Mater.
E é a minha própria parte racional que me diz que nalguns casos devemos fazer o que não se deve.
E então deixo a parte emocional sobrepor-se à parte racional.
Também porque foi uma gota de água para esgotar a paciencia com que recebo as medidas do atual governo a notícia sobre a hipótese do Instituto Superior Técnico, por motivo do orçamento de estado para 2012, ter de desistir de alguns projetos de investigação para que já recebeu verbas comunitárias.
Se entendi bem, será um caso semelhante ao da paragem da obra adjudicada do TGV.
Os economistas decisores preferem perder os fundos comunitários a ter de contribuir com a parte nacional.
Não obstante o próprio presidente da comissão europeia ter obtido uma maior comparticipação dos fundos comunitários para os projetos QREN (condição básica pra acesso aos fundos QREN: que os projtos estejam bem feitos; neste momento, deveria estar a assisati-se a um esforço acelerado por todo o país na elaboração de projetos, mas nem isso).
Os economistas decisores não fazem a mais pequena ideia das implicações técnicas, utilizando a palavra em ambiente de engenharia.
Só entendem quadros com verbas.
Não percebem que as viagens aéreas e rodoviárias para Madrid emitem muito mais gases com efeito de estufa do que o TGV.
E como não percebem, ou não querem perceber, ou ainda acreditam nas fadas do petróleo barato e nos duendes que dizem que o CO2 não faz mal nenhum (claro que nem todo o CO2 é de origem antropogénica, mas que não convem nada agravar a situação, não convem) e que o Ártico não está a derreter (claro que não está a derreter tanto como os alarmistas irresponsavelmente disseram, mas que está ,está), decidem cortar nos investimentos de melhorias dos sistemas de transporte.
E decidem cortar nos programas de investigação da Alma Mater, em vez de ajudarem a operacionalizá-los.
O novo diretor do IST já informou que vão fazer cortes onde for possível, da vigilancia à limpeza (eu escrevi possível, não escrevi preciso porque ainda sei a diferença entre os dois adjetivos, coisa que os autores dos cortes no orçamento, por exemplo, da saúde, no respeitante a transplantes pediátricos, às isenções de taxas moderadoras para os dadores de sangue e aos custos mais elevados dos transportes para os hospitais centrais relativamente aos locais, ignoram).
E ficaria muito agradecido se não repetissem a mentira de que não há dinheiro, depois do escandalo dos 750 milhões de euros para o BPN antes da venda por 40 milhões, e da garantia de 3.500 milhões, ou de como um banco integrado numa holding (Sociedade Lusa de Negócios) não reflete a sua falencia nessa holding.
Podem os senhores economistas decisores estar muito contentes com o amparo moral que recebem dos seus homólogos da fação dominante na UE, servidores cegos dos cortes orçamentais e das privatizações, independentemente dos casos concretos, mas em questões técnicas, de engenharia, são ignorantes e incompetentes e, mais grave ainda, serão mal aconselhados por técnicos de engenharia que teriam a obrigação moral de aconselhar de outro modo.
PS - Um artigo do Publico veio pormenorizar: trata-se do decreto que proibe o comprometimento de verbas quando não exista disponibilidade orçamental imediata.
Eu continuo a ser um ignorante em contabilidade, apesar de pensar que os pricípios básicos, os condicionantes e os determinantes da economia me foram ensinados na cadeira de economia da Alma Mater pelo engenheiro Daniel Barbosa.
Outra coisa é a elevada competencia contabilistica dos decisores do governo português e dos orgãos determinantes da UE, do FMI e do BCE. Mas um decreto assim, de que não desdenharia a escola de finanças públicas da universidade de Coimbra da década de 20 do século passado, parece-me a mais sincera confissão do regime de "marcha à vista".
A marcha à vista é utilizada nas ferrovias quando os sistemas de controle avariaram, e em náutica quando o navegante não dispõe de cartas confiáveis ou de instrumentos de navegação.
No primeiro caso, a velocidade tem de ser muito reduzida, isto é, o desemprego aumenta e o crescimento não vem; no segundo caso, o pobre navegante arrisca-se a bater numa rocha submersa (nem todos os navegantes dominam a técnica que Cristovão Colomb usava: guiava-se pela cor da água para avaliar a profundidade e a proximidade de terra, mas mesmo essas competencias não evitaram o encalhe fatal da Santa Maria num banco de areia).
Em qualquer caso, a marcha à vista é o oposto do que ensina a ciência em termos de predição tal como a Alma Mater ensina (ver Norbert Wiener) e trata-se de funcionamento irregular dos sistemas, situação prevista na constituição da Republica Portuguesa.
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O ramo de flores do sr Abílio e questões económicas
Não devem lembrar-se do sr Abílio, florista, com venda na Avenida da Igreja, ao lado do café Nova Lisboa.
http://fcsseratostenes.blogspot.com/search?q=ab%C3%ADlio
Foi ele que me informou que as rosas, este ano, vieram do Equador.
No ano passado tinham vindo do Quénia.
No Montijo há um produtor, mas as estufas não chegam para as encomendas, e a produção só poderia aumentar se se investisse. Não há economia sem investimento.
O sr Abilio e a sua mulher continuam a trabalhar, mas a filha continua doente. Tem uma doença crónica e o tratamento nos hospitais públicos não tem sido o melhor.
Que pensará uma pessoa assim quando os senhores governantes apelam aos portugueses para trabalharem mais?
Que pensarão os trabalhadores do estaleiro de Viana do Castelo, que não têm crédito para comprar a chapa necessária e não sabem que responder à delegação venezuelana que lhes veio perguntar se já começaram os dois navios asfalteiros?
Que pensarão quando ouvem os apelos para trabalharem mais?
Que pensarão quando lhes recordam que o governo vai injetar 600 milhões de euros no BPN antes de receber por ele 40 milhões, que vai dar mais 150 milhões para outros fins contabiliticos (que eufemismo) e que dará garantia de um empréstimo de 3.500 milhões?
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Flores
sábado, 3 de setembro de 2011
Noticias de Angola no principio de Setembro de 2011
A noticia dizia que o presidente da Republica de Angola tinha nomeado o sucessor no seu cargo.
É verdade que isso sucede ainda nalguns países do planeta, com melhor ou pior submissão ao sufrágio popular, mas em nome da própria tranquilidade de Angola o procedimento para provimento neste cargo deveria ser alterado.
Quando bons exemplos nos chegam no Brasil, esta não é uma boa noticia.
As ligações plutocráticas da familia do presidente e dos principais dirigentes não são uma boa noticia, porque interessava à economia portuguesa investir em Angola. Segundo se ouve em Luanda, a percentagem de distribuição dos dividendos aos acionistas deste grupo familiar e dirigente chega a ser comunicada por email às administrações.
Inversamente, não é bom que o representante dos acionistas do BIC Angola não queira que 5% do BPN fique para os seus trabalhadores ("a ideia era que os acionistas do BIC Portugal sejam os mesmos do BIC Angola", informou o senhor presidente do BIC Portugal, Mira Amaral, que pretende agora pagar 95% dos tais 40 milhões de euros - que confusão,as contratações públicas, quando eu fazia concursos públicos não podia usar estes critérios...).
Enfim, assim vai o mundo financeiro lusófono.
É verdade que isso sucede ainda nalguns países do planeta, com melhor ou pior submissão ao sufrágio popular, mas em nome da própria tranquilidade de Angola o procedimento para provimento neste cargo deveria ser alterado.
Quando bons exemplos nos chegam no Brasil, esta não é uma boa noticia.
As ligações plutocráticas da familia do presidente e dos principais dirigentes não são uma boa noticia, porque interessava à economia portuguesa investir em Angola. Segundo se ouve em Luanda, a percentagem de distribuição dos dividendos aos acionistas deste grupo familiar e dirigente chega a ser comunicada por email às administrações.
Inversamente, não é bom que o representante dos acionistas do BIC Angola não queira que 5% do BPN fique para os seus trabalhadores ("a ideia era que os acionistas do BIC Portugal sejam os mesmos do BIC Angola", informou o senhor presidente do BIC Portugal, Mira Amaral, que pretende agora pagar 95% dos tais 40 milhões de euros - que confusão,as contratações públicas, quando eu fazia concursos públicos não podia usar estes critérios...).
Enfim, assim vai o mundo financeiro lusófono.
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