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terça-feira, 8 de abril de 2014

As zonas de 30 km/h e as musas

Todo o apoio às zonas de 30 km/h nas cidades. Reduzir a velocidade reduz a probabilidade de ocorrencia de acidentes e do seu grau de gravidade.
O assunto deveria ser obrigatório em todas as televisões, para as pessoas se habituarem à ideia.
Este totem encontra-se na praça de Londres, ao lado de Euterpe e  de Tália, estátuas de betão armado que julgo terão vindo do antigo Monumental..



Tália, musa da comédia

Euterpe, musa da música








segunda-feira, 7 de maio de 2012





Arvo Part, compositor estonio contemporaneo; ver: 
http://en.wikipedia.org/wiki/Arvo_P%C3%A4rt
Dedicado principalmente a musica sacra, segundo um estilo místico minimalista, perdoe-se a rotulagem imperfeita.
Já falado neste blogue em:
http://fcsseratostenes.blogspot.pt/2011/12/arvo-part-compositor-estonio-e-o-seu.html
A musica, como diz Eduardo Lourenço, é pela sua abstração a mais elevada das criações humanas, e  também aquilo que nos une, independentemente do que cada um possa pensar.

Eu compreendo que as pessoas se afastem deste tipo de musica.
Que achem aborrecida.
Mas a mim faz-me lembrar a extraordinária musica grega ortodoxa que ouvi numa igreja de Atenas.
E por associação de ideias imagino que esta musica podia unir os gregos, não sob a tirania religiosa, mas como o encontro da contribuição dos partidos e dos cidadãos e cidadãs, de forma ativa e alargada,  de uma forma semelhante, para termos os pés mais próximos da realidade,  à que os islandeses estão realizando com conselhos de cidadãos e sem grandes preocupações de cumprirem os formalismos dos partidos.
A um país com uma população semelhante à de Portugal e com um PIB quase duplo, bastaria apenas isso, a convergencia de esforços .
Salvo melhor opinião.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Arquitectorium 6 - a quinta, de Mahler



Refiro-me à quinta sinfonia, de Gustav Mahler. Tocada brilhantemente pela orquestra metropolitana de Lisboa, no CCB no domingo, 28 de Março de 2010.
A musica é uma arte eminentemente abstrata. Pelo menos Stravinsky assim queria que a entendêssemos, sem que nos preocupássemos em perceber o que ela pudesse exprimir.
Mas podendo nós, apesar disso, tentar exprimir alguma coisa com ela, ou utilizá-la, se precisarmos dela para um fim concreto.
E eu estou a tentar utilizar a quinta (a do Adagietto, utilizado na Morte em Veneza, de Visconti) para aplaudir a afluência de publico ao concerto (ver foto da saída), às exposições no CCB, aos museus de Belém, e para chamar a atenção para a questão dos acessos ao CCB.
O problema de transportes é mesmo grave.
O parque de estacionamento do CCB estava cheio.
Como podem ver pela fotografia, tirada depois do espetáculo, as bichas do elétrico eram grandes… será que o grande arquiteto do novo museu dos coches (as escavações prosseguem) faz ideia da gravidade do problema dos transportes para o “seu” museu? Ver em http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/02/arquitectorium-5-catalinaria-contra-o.html
As infraestruturas dimensionam-se para a sua máxima solicitação.
Quando entendem os grandes arquitetos que um edifício precisa de se integrar harmoniosamente numa rede de energia, de telecomunicações, de águas, de admissão e de esgoto, de transportes, de ida e vinda?