sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Comentário à sessão em Aveito da apreentação do início da 1ªfase da LAV Porto-Lisboa

 

Comentário enviado ao autor do artigo na Railway Gazette de 16out2026           https://www.railwaygazette.com/portugal/2026/10/14/portugal-begins-construction-of-its-first-high-speed-line/


Antes de mais felicito-o pela série de excelentes artigos na Railway Gazette concentrando no artigo sobre a sessão de Aveiro do início da construção do Porto-Oiã importante informação sobre o financiamento. O objeto deste email é também pôr-lhe dois comentários à sua consideração.

1 - "The double-track line will largely be built on a dedicated alignment using Iberia’s 1 668 mm gauge to allow easy integration with the conventional rail network" - Este é o argumento constante do PFN e tem como contra o ignorar o artigo 17 do regulamento 1679. Ignoro, dado não ter sido divulgado o relatório da TIS de jul2026 com a recusa da migração de toda a rede existente em bitola ibérica (ninguém pediu a migração de toda a rede existente, apenas se requer a construção das novas linhas em bitola standard) se foi apresentado á CE o pedido de isenção e por quantos anos. É ainda difícil de aceitar este argumento quando a LAV Porto-Lisboa está dividida em 4 fases (a fase Carregado-Lisboa configura um erro de conceção, porque apesar da quadruplicação não se mistura tráfego AV com suburbano) pelo que antes da sua conclusão não haverá vantagem do ponto de vista de Porto e de Lisboa na referida integração. Aliás, o projeto de uma rede requer normalmente o estudo rigoroso da simlificação dos transbordos, quando no nosso caso se deu preferência a projetos de reurbanização das zonas das estações antigas a cargo de arquitetos de renome, isto é, com preocupações não ferroviárias como prioridade. Comparando com o Rail Baltica, a migração da bitola da ligação Vilnius-Kaunas apenas se fará depois da inauguração da totalidade da linha Talin-Polónia em bitola standard, isto é, dá-se prioridade `a integração na rede única europeia e não na rede préexistente de bitola russa.

2 - "The Portuguese PPP model here for Lisboa – Porto is undoubtedly one of the best practices that we want to bring forward in the future’, said Philippe Chantraine, head of the transport investment unit at the European Commission’s Directorate-General for Mobility & Transport,... ‘This approach enables continued infrastructure development and strategic investments in the structural foundations of the economy while minimising reliance on public funds, limiting pressure on budgets and avoiding additional public debt burdens" - É interessante comparar esta afirmação com o que diz o workplan do coordenador do corredor atlântico François Bausch e interrogarmo-nos sobre a possibilidade de "emendar a mão" nas outras fases :  "The second section (PPP2 HS Porto-Lisboa) for which the tender is ongoing includes EUR 3 billion from the European Investment Bank and CEF grant (EUR 365 million). Unlike the French example, this PPP is based primarily on availability payments, meaning that the private partner is remunerated for ensuring the availability and performance of the infrastructure rather than relying on traffic revenues. "

Com os melhores cumprimentos e votos de sucessos

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