terça-feira, 20 de outubro de 2026

Sobre o discurso dos políticos

 A espécie humana não é tão diferente das outras como isso. O cérebro é quase o mesmo, cortex neo frontal a mais ou a menos. 

A racionalidade é uma experiencia mais ou menos acidental do evolucionismo, e talvez não seja tão racional como nós queremos. Daí por vezes haver fenómenos de condução coletiva para o abismo.  A história do flautista de Hamlin é uma variante (alguns discursos de gandes políticos parecem-me a mesma flauta), a Disney nos anos 50 meteu uma série de lemingues (ratinhos nórdicos) e despejou-os do alto de uma falésia para fazer um fime a "demonstrar" os suicídios coletivos dos lemingues. 

Já se percebeu entretanto que os mecanismos de sobrevivencia das espécies levam a que cada um, em grupo, siga os movimentos do vizinho para reduzir o risco de ataque dos predadores. Só que pode dar para o torto, os que em período de escassez em movimento de procura de alimentos  vão à frente e não conhecem o caminho, podem parar mas os que vêm atrás não vêem o precipício e empurram-se todos uns aos outros, é o efeito de estouro ou da manada. 

De modo que não é possível desenvolver "uma solução global e coerente de conjunto", mas como dizia o outro, não podemos mas devemos proceder como se pudessemos. E vamos tentando, não é?

Espero não desanimar o leitor com esta teoria.

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