sábado, 17 de outubro de 2026

Financiamento de 66 milhões de euros ao abrigo do programa Sustentável 2030 para instalação parcial do ETCS na linha do Norte

 Segundo uma notícia do Jornal de Negócios, abriu um período de apresentação de candidaturas para a instalação do sistema europeu de controlo dos comboios (ETCS), de Nível 2, no troço entre Granja e Gaia, a implementação do sistema de comunicações móveis ferroviárias (GSM-R) entre Campanhã e Entroncamento e a preparação do troço entre Entroncamento e Souselas para a futura instalação do ETCS de Nível 2.



Trata-se de um caso curioso. Invoca-se a interoperabilidade com as redes RTE-T  e a satisfação dos seus requisitos (da interoperabilidade destas redes), mas trata-se da linha do Norte que não é uma linha das redes RTE-T  mas que justifica o fundo de coesão com a integração com  a linha de AV Porto-Lisboa essa sim integrante das redes RTE-T. Será então mais um exemplo de fundos da coesão para modernização de uma linha existente como aconteceu na Beira Alta. Como referido pelo coordenador do corredor atlântico, parece que discutem o artigo 17.3 se linhas existentes de bitola ibérica migram ou não para europeia. 
Junto o aviso de candidatura para beneficiar dos 66 milhões 
https://sustentavel2030.gov.pt/wp-content/uploads/2026/10/Aviso-PACS-2026-27.pdf  , exclusivo da IP, com a candidatura a apresentar até março 2027 e com a decisão a tomar até junho2027 . 
O financiamento vem do  programa  Sustentável 2030    
https://sustentavel2030.gov.pt/  um dos 12 programas Portugal 2030 , por isso aparece a referência à ministra do Ambiente e Energia.
Como só são indicados os troços Gaia-Granja para o ERTMS,  Campanhã-Entroncamento para o GSM-R (sistema de radiocomunicações que com o ERTMS  compõe o ETCS) e Entroncamento-Souselas para substituição dos encravamentos de sinalização, deduzo que os comboios a adquirir para a LAV Porto-Lisboa só poderão circular na linha do Norte além do troço Gaia-Granja se estiverem equipados com o STM, coisa que ainda não foi divulgada. Igualmente se mantiverem a ideia da 4ªfase ser a quadruplicação de Carregado-Lisboa, neste troço os novos comboios só poderão circular se também instalarem neste troço o ERTMS/GSM-R ou em alternativa se instalarem o STM  nos novos coomboios . Os comboios existentes equipados com o CONVEL só poderão circular na LAV Porto-Lisboa se os equiparem com o ERTMS/GSM-R.
Confusos? Afinal o problema da isenção dos requisitos da interoperabilidade não era só da bitola e a ideia da integração para evitar transbordos, vinda do PFN, não parece boa (o projeto de uma rede deve incluir a simplificação dos transbordos em vez de aproveitar a construção de nova linha para reurbanizações das zonas das estações  por arquitetos de renome).

Aguardemos.

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