Segundo uma notícia do Jornal de Negócios, abriu um período de apresentação de candidaturas para a instalação do sistema europeu de controlo dos comboios (ETCS), de Nível 2, no troço entre Granja e Gaia, a implementação do sistema de comunicações móveis ferroviárias (GSM-R) entre Campanhã e Entroncamento e a preparação do troço entre Entroncamento e Souselas para a futura instalação do ETCS de Nível 2.
Trata-se de um caso curioso. Invoca-se a interoperabilidade com as redes RTE-T e a satisfação dos seus requisitos (da interoperabilidade destas redes), mas trata-se da linha do Norte que não é uma linha das redes RTE-T mas que justifica o fundo de coesão com a integração com a linha de AV Porto-Lisboa essa sim integrante das redes RTE-T. Será então mais um exemplo de fundos da coesão para modernização de uma linha existente como aconteceu na Beira Alta. Como referido pelo coordenador do corredor atlântico, parece que discutem o artigo 17.3 se linhas existentes de bitola ibérica migram ou não para europeia.
Junto o aviso de candidatura para beneficiar dos 66 milhões
https://sustentavel2030.gov.pt/wp-content/uploads/2026/10/Aviso-PACS-2026-27.pdf , exclusivo da IP, com a candidatura a apresentar até março 2027 e com a decisão a tomar até junho2027 .
O financiamento vem do programa Sustentável 2030
https://sustentavel2030.gov.pt/ um dos 12 programas Portugal 2030 , por isso aparece a referência à ministra do Ambiente e Energia.
Como só são indicados os troços Gaia-Granja para o ERTMS, Campanhã-Entroncamento para o GSM-R (sistema de radiocomunicações que com o ERTMS compõe o ETCS) e Entroncamento-Souselas para substituição dos encravamentos de sinalização, deduzo que os comboios a adquirir para a LAV Porto-Lisboa só poderão circular na linha do Norte além do troço Gaia-Granja se estiverem equipados com o STM, coisa que ainda não foi divulgada. Igualmente se mantiverem a ideia da 4ªfase ser a quadruplicação de Carregado-Lisboa, neste troço os novos comboios só poderão circular se também instalarem neste troço o ERTMS/GSM-R ou em alternativa se instalarem o STM nos novos coomboios . Os comboios existentes equipados com o CONVEL só poderão circular na LAV Porto-Lisboa se os equiparem com o ERTMS/GSM-R.
Confusos? Afinal o problema da isenção dos requisitos da interoperabilidade não era só da bitola e a ideia da integração para evitar transbordos, vinda do PFN, não parece boa (o projeto de uma rede deve incluir a simplificação dos transbordos em vez de aproveitar a construção de nova linha para reurbanizações das zonas das estações por arquitetos de renome).
Aguardemos.
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