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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Encontrado na Internet

Encontrado na Internet, em
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/


POST-IT DE ROBERT WYATT

 
"É óbvio que [ao capitalismo] não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Capitalism now

Fascinante, como dizia Mr.Spock enquanto o monstro alienígena ia destruindo tudo.

Um grupo de capitalistas norte-americanos pede para que sejam subidos os impostos e sejam abolidos os benefícios fiscais acima de um dado rendimento.

Isto é, depois do acesso como que de varíola do reaganismo (com mais precisão, da teoria económica assente no petróleo barato) , alguns dos principais capitalistas dos USA propõem o retorno ao imposto progressivo (Milton Friedman acabou com ele quando disse que o imposto regressivo estimula as pessoas a aumentarem os seus rendimentos e, como dizia Adam Smith, o interesse individual iria “puxar” pelo interesse coletivo; viu-se).

Por outro lado, muitos desse grupo patrocinam fundações com fins não lucrativos (beneficiando das deduções devidas ao mecenato por solidariedade social).

Aparentemente, a posição destes capitalistas será a de contrariar a tendência que se verifica para aumentar a diferença entre ricos e pobres (o indicador de Gini) e, assim, diminuir um fator que contribui para os conflitos sociais.

Curiosamente (fascinante, também) alguns, do grupo de que estou falando, fizeram outra petição, mas para abolir o imposto sucessório.

Por outras palavras, existe uma tendência entre os grandes capitalistas para eliminar as dificuldades em conservarem na própria família o controle das suas empresas . Dir-se-ia que as ações determinantes do controle são uma oferta ou uma garantia do criador da empresa aos seus filhos. Aceitam a família providencia mas não aceitam o estado providencia, será isso? Defendem que uma oferta dessas ações aos seus filhos não deve ser taxada de imposto sucessório. Mas, segundo Adam Smith, isso vai tirar o estímulo aos filhos de “lutarem” pelo desenvolvimento das suas empresas e vai estimular o aparecimento de capitães da industria que começam por ser técnicos e depois vão tomando o lugar de principal acionista à custa de aumentos de capital em que a família do criador da empresa fica para trás, quando não é seguido o caminho das alianças inter-famílias.

Esta espécie de monarquia privada salta à vista na história económica recente de Portugal. Livros como Salazar e os milionários e Os donos de Portugal descrevem em pormenor a plutocracia em que vivemos, apenas sobressaltada poucos anos a seguir ao 25 de Abril (o que aliás até favoreceu o aparecimento de alguns flibusteiros que acederam aos lugares cimeiros das monarquias privadas).

Longe vai o tempo da ingénua frase de um homem honesto, demasiado honesto para este nosso tempo, de que eu me sinto longe ideologicamente, mas de que aprecio a honestidade: Ramalho Eanes, 1976 – Onde estão os ricos em Portugal? (no sentido de já não haver).

Fascinante.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Economicómio XXVIII - Welwitschia mirabilis e as filhas dos Presidentes


Com a devida vénia, transcrevo da Wikipédia a descrição desta maravilhosa planta angolana do deserto:
Welwitschia é um género monotípico de plantas verdes gimnospérmicas[1][2] cuja única espécie é a famosa Welwitschia mirabilis Hook.f., que só existe no deserto do Namibe, na Namíbia e em Angola. As Welwitschias são plantas gnetófitas da classe Gnetopsida, pertencentes à ordem Welwitsciales e família Welwitschiaceae.
É uma planta rasteira, formada por um caule lenhoso que não cresce, uma enorme raiz aprumada e duas folhas apenas, provenientes dos cotilédones da semente; as folhas, em forma de fita larga, continuam a crescer durante toda a vida da planta, uma vez que possuem meristemas basais. Com o tempo, as folhas podem atingir mais de dois metros de comprimento e tornam-se esfarrapadas nas extremidades. É difícil avaliar a idade que estas plantas atingem, mas pensa-se que possam viver mais de 1000 anos.
A Welwitschia mirabilis é uma planta dióica, ou seja, os cones masculinos e femininos nascem em plantas diferentes. Tradicionalmente, esta espécie foi classificada como uma gimnospérmica (juntamente com os pinheiros e plantas semelhantes), mas actualmente é classificada como uma gnetófita, uma divisão das plantas verdes que produzem sementes (espermatófitas).
Apesar do clima em que vive, a Welwitschia consegue absorver a água do orvalho através das folhas. Esta espécie tem ainda uma característica fisiológica em comum com as crassuláceas (as plantas com folhas carnudas ou suculentas, como os cactos): o metabolismo ácido - durante o dia, as folhas mantêm os estomas fechados, para impedir a transpiração, mas à noite eles abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no, na forma dos ácidos málico e isocítrico nos vacúolos das suas células; durante o dia, estes ácidos libertam o CO2 e convertem-no em glicose através das reacções conhecidas como ciclo de Calvin.
Em Angola põe-se o nome desta flor a meninas, como em Portugal pomos Margarida ou nos USA Iris (lírio).
Corre em Angola o rumor de que Welwitschea José escreveu para a sede da MultiChoice, na Africa do Sul, , informando, parece que a carta dizia informo, que a partir de 2010-01-01 a sua (sua de Tchi-zé, que é o nome por que é mais conhecida Welwitschea José, filha do presidente da Republica de Angola) participação no capital social da MultiChoice Angola, a empresa que explora a televisão por satélite em Angola, subirá para 75%.
Não pode afirmar-se que seja este o facto, apenas se pode afirmar que corre o rumor.
E o facto nem seria ilegal.
Mas a este propósito, é possível que Sarkozy, mais uma vez, dissesse que não era este o capitalismo que queríamos.
O que é natural, que não fosse este o capitalismo que queríamos, nem o dos detentores do capital da empresa de catering que abastece o exercito americano no Iraque, nem o dos detentores do capital da empresa que explora o petróleo do Iraque, mais ou menos ligados a membros do governo da administração Bush.
Como estamos de acordo…como desejaríamos que as filhas dos presidentes da republica, em sintonia com as disposições igualitárias dos textos fundamentais das Constituições dos Estados, estivessem ao nosso lado com as mesmas dificuldades com que nos defrontamos nas lutas quotidianas, com os mesmos comportamentos de cidadãos e com os mesmos níveis de rendimento em função do trabalho executado ou do capital investido que nós temos.
Isso sim, seria o capitalismo que nós desejávamos, embora seja uma utopia, claro.