Com a devida vénia ao DN:
O governador do banco de Inglaterra, Mervyn King afirmou que a procura da rentabilidade a curto prazo pelos bancos continua, os bonus dos bancos continuam e a desregulamentação é cada vez mais importante.
Nestas condições, é provável a oorrencia de nova crise, identica à de 2008.
É provável e pode ser que não aconteça; também é provável que tenham sido desenvolvidas novas técnicas que permitam adiar a crise por mais uns tempos.
A hipótese de crise em 2008 foi colocada com fundamento em 2005 (ver o filme Inside Job).
Regista-se a hipótese de governador do banco de Inglaterra, numa altura em que a especulação financeira obtem lucros com a alta do preço dos alimentos.
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segunda-feira, 7 de março de 2011
Economicomium LXX - O governador do banco de Inglaterra
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Que deu a Deu la deu?

Será verdadeira a notícia? Que oiço na antena 2 no primeiro dia a seguir a 1 de Dezembro?
Que o Banco de Portugal vai emprestar ao FMI 1.600 milhões de euros?
Ao FMI, para fazer face às despesas da crise… e para cumprir uma promessa feita em Abril de 2009 (ai este país de promessas…).
A notícia falava em mil e seiscentos milhões de euros, o que em moeda antiga daria 320 milhões de contos.
320 milhões de contos dá para uma ponte sobre o Tejo (bem, só ferroviária, que a classe média do Barreiro não tenha muitas esperanças de vir de carro para Lisboa nos tempos mais próximos).
320 milhões de contos é à volta de 1% do PIB do meu rico País, melhor dizendo, do meu País rico.
Que terá dado a Deu la deu?
Achou que estávamos outra vez no cerco de Monção?
Achou que o melhor era juntar as massas e oferecê-las ao inimigo para o inimigo nos largar a porta?
Foi isso?
O FMI vai levantar o cerco e nunca mais nos vai incomodar e vai reconhecer ad infinitum a nossa independência?
Foi isso?
Se foi isso então está bem, estou de acordo.
Só que… o artigo 48 da Constituição dá aos cidadãos o direito de serem esclarecidos sobre assuntos de interesse público.
E prevejo que as explicações que vão ser dadas pelo Banco de Portugal , possivelmente com uma cara muito séria, com os músculos da face deslassados para dar esse aspecto sério, de quem tem uma postura de estado e anda permanentemente preocupado com a coisa pública, não vão ser satisfatórias, não (a taxa será indexada à da Euribor? ou a TAEG é negociável?).
Porque previsivelmente não vai ser dada a justificação de Deu la deu.
Porque os sócios do clube não foram consultados sobre esta despesa da direcção nem houve nenhuma assembleia geral de sócios para debater este assunto (se a Democracia vive na sociedade recreativa de Escalos de Cima, porque não há-de funcionar no resto do País?).
E porque o cargo de governador do Banco de Portugal vai continuar a ser um cargo de nomeação.
Nem eleito, nem sujeito a concurso público, como as empreitadas do decreto lei nº18 de 2008.
Como dizia um amigo, um grupo de sábios está a rever a peça de Gil Vicente Todo o Mundo e Ninguém. E então, a propósito da crise financeira, parece que vão ter de meter uma frase do género: Todo o Mundo: - Ensandeceu; e NINGUÉM: -Sabe como sair daqui?
PS - Afinal a notícia ouvida na Antena 2 tinha uma incorrecção.
O em+réstimo não foi de 1.600 milhões de euros, mas sim de 1.060 milhões.
Não se tratou de 320 milhões de contos, mas de 212 milhões de contos.
Não de 1% do PIB, mas sim de 0,64% do PIB.
Fica a correcção e a tristeza de que afinal era verdade o empréstimo, por coincidência no dia em que o FMI afirmou que a retoma não era suficiente para que Portugal diminuisse o défice.
Acho que Monção vai cair, apesar dos trabalhadores que estavam dispostos a apoiar Deu la deu.
A ver se um dia conto a história doutra Deu la deu, mais próxima de nós do que a original, Conceição Pinhão, um bocadinho mais abaixo do que Monção, em Arcos de Valdevez, e a quem o empréstimo assentava melhor do que ao FMI...
Publicada por
Fernando de Carvalho Santos e Silva
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10:08
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