quinta-feira, 2 de maio de 2024

A lei da governação

 Em tempos de mudança de governo, recorde-se a lei da governação. Tomei conhecimento na sua forma de expressão vinda de Seabra Ferreira, antigo secretário de Estado de transportes e antigo colega no metropolitano de Lisboa, mas não sei se será original dele:  "A governação divide-se em 3 fases, na primeira descobrem-se ou inventam-se os erros da governação anterior, na segunda fase tenta-se, normalmente ingloriamente, resolver problemas e planear soluções, e na terceira fase preparam-se os erros para a governação seguinte descobrir ou reinventar."

Ao teorema de Seabra Ferreira sobrepõem-se vários corolários:

1 - corolário de Armando Cortês e Francisco Nicholson - o que era bom e já agora, era que os atos de governação fossem transmitidos pela TV   (em programa na RTP dos anos 70)

2 - corolário de António Silva ou da endogamia -  a boa governação consegue-se acordando com os outros candidatos votações recíprocas que só funcionam num sentido e convencendo-os de que a nossa filha é a mais bonita do concurso (em o presidente da junta)

3 - corolário de Peter e Murphy - se um técnico competente tiver êxito na sua função profissional, pode ser que dê um mau ministro, e se pode ser, certamente que o será

Todas e quaisquer semelhanças com a realidade são simples coincidências.




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