Mostrar mensagens com a etiqueta Ruinas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ruinas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ruinas, Baixa de Lisboa, fevereiro de 2014, ano 3 da troika

rua da Conceição

prédio onde nasceu Alfredo da Silva, da CUF

rua da Vitória

Pátio do Arsenal da Marinha, vestígios dos cais do estaleiro da Ribeira das Naus; escavações perto do túnel do metropolitano

em frente do ministério das Finanças, uma metáfora do ministério: colocar as saídas de drenagem acima do nível das águas

a
que melhor arquitetura para sede da autoridade tributária que a decadente "fin de siècle"?

antiga entrada do ministério das finanças; mais uma metáfora dos tempos
placa no edifício onde trabalhou Fernando Pessoa


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Da Bica a S.Paulo


A cultura antiga grega e romana e os arquitetos do Renascimento e do classicismo privilegiavam o equilibrio das proporções.

A harmonia das proporções gera no observador uma sensação de bem-estar.

Vou da Bica até S.Paulo.

Quero dizer que percorro a rua de S.Paulo até à praça do mesmo nome.

É esta praça que motiva o meu comentário sobre o classicismo das proporções.

A praça de S.Paulo, não sendo grande, é equilibrada nas suas dimensões e proporções.


Mas mantem-se o desespero da ruína que já tinha visto na Bica.

Grandes edifícios que perderam as suas empresas de importação e exportação, as suas lojas e os seus habitantes estão em ruínas.


Os gestores da cidade ao longo dos anos deixaram que a atividade económica se deslocasse para outras zonas.

As portas das lojas abandonadas recordam-me a visita que fiz a Bucareste em 2003.


A maioria das lojas ao longo da principal avenida de Bucareste estavam fechadas, com o correio apodrecendo por trás das grades enferrujadas e empenadas.

Florescerá a economia noutras zonas que não a rua de S.Paulo ou a avenida principal, e isso tranquilizará os economistas, mas choca que a rua de S.Paulo e a avenida principal da Bucareste de 2003 possam desaparecer completamente sem que ninguém se incomode.

É verdade que existe um plano diretor organizado pela câmara municipal de Lisboa para enquadrar a recuperação da zona, o qual inclui aliás a construção da grande sede da EDP.

Mas a verdade é que a comunidade de cidadãs e cidadãos não está organizada para, ao longo dos dias, preparar a solução, quebrar as burocracias bloqueantes da estrutura de propriedade e indivisibilidade dos prédios, debater hipóteses de projetos (para o QREN ou sucedâneo, claro) , definir planeamentos e avançar no caminho para uma reurbanização efetiva com o repovoamento da zona.

Seria uma intervenção de emergência, salvo melhor opinião.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Bica nas festas de Santo António de Lisboa


Subindo pela travessa mesmo ao lado do elevador (ascensor) da Bica vou dar ao largo de Santo António.
Na tarde amodorrada vão-se preparando as mesas e os cartazes com os preços.
Um jovem morador passeia o seu cão de água, entediado por não ter nada que fazer.
Parece já estar reformado, com uma doença talvez do foro psicológico.
É a mãe que vai arrumando as mesas para os forasteiros de logo à noite.
Os prédios estão em estado de pré-ruina.


Mesmo aqueles cuja fachada foi picada e repintada.
Digo isto porque as cantarias das janelas já não estão alinhadas na horizntal, porquea meio da fachada nota-se claramente uma barriga.
Quase todos estão desabitados.
Lá em baixo na rua da Boavista ainda sobrevivem restaurantes e lojas de ferramentas e acessórios para canalização e rega.
Os restaurantes sobrevivem com a juventude das escolas de arte, cinema, comunicação, gestão que rodeiam a zona do antigo instituto industrial.
Que susto, penso eu, ao ver as ruinas e os prédios desabitados, cruzando-me com os turistas curiosos, de calções e sandálias.
Num rés do chão cortam-se tábuas.



Apesar de tudo ainda há quem more aqui, e se lamente no balcão dos restaurantes, que agora já não vão almoçar fora ao domingo, e não sabem como háo-se arranjar o dinheiro ara a iscrição do filho na univeridae. O filho tem 39 anos. Foi o que eu ouvi enquanto bebia uma água, que estava calor.
Sente-se por todo o lado o abandono, o desemprego, o desprezo pela força de trabalho de uma população.
Ao longo dos anos os senhores gestores e decisores foram patrocinando a construção na periferia de Lisboa, foram estimulando, ou representando os interesses, de outras formas de organização comercial. De forma alienada transferiram também serviços públicos para longe do centro da cidade. As casas estão em ruina e a população exemplifica o que é a desigualdade.
A desigualdade vem expressa nas contas do PIB.
Quando uma fatia da cidade se desagregou assim; quando a população de Lisboa era em 1980 superior a 800.000 habitante e agora mal ultrapassa 500.000; quando desapareceram as crianças do bairro da Bica; quando as lojas de acessórios para rega estão vazias; quando as ruinas dominam; mas mesmo assim o PIB no 1º trimestre de 2012 foi de 42,5 mil milhões de euros quando no 1º trimestre de 2009 foi de 41,9 mil milhões de euros, então é porque a maioria da população não é precisa, e os senhores decisores politico financeiros não precisam de se preocupar com eles.
Sofrem, mas o PIB aumenta, para quê preocuparem-se, os gestores politico-financeiros, se as exportações da GALP de refinados para Espanha, de descapotáveis da Auto Europa para  a China, de eletrónica automóvel da Grundig de Braga e dos sistemas de travagem da Continental de Palmela para a Alemanha já ombreiam com as importações que no 1º trimestre de 2012 foram, as importações:
 - 16,5 mil milhões de euros (quando no 1º trimestre de 2009 tinham sio de 14,4 mil milhões, vejam lá como apesar da diminuição da procura as importações continuam a subir; bem, tambem está aqui o dinheiro dos empréstimos da benemérita, a troica); e as exportações:
- 15,9 mil milhões de euros, quando no 1º trimestre de 2009 tinham sido de 11,2 mil milhões.

Mas cuidado, senhores gestores, que não quereis saber que a procura, isto é, o consumo das famílias, diminua, que todos os bairros da Bica do País estejam em ruinas, desde que tenhais o PIB em ordem.
É que a inflação está nos 3 %. Com a recessão de 2% dá uma recessão efetiva de 5%.
Isto é, o PIB no 1º trimestre de 2012 está, a preços de 2006, ao nível do 1º trimestre de 2005.
Recuou-se 7 anos.
Além de que a economia paralela cresce (quereis que as sardinhas do largo de Santo António na Bica paguem IVA? E a costureira dos fatos dos marchantes, quereis que pague todo o IVA, porque uma parte coitada tem de escrever num papel, senão a junta de freguesia não lhe paga; ainda haverá freguesia da Bica no pós tão perclara reforma das freguesias? que em vez de repovoar a cidade oficializa a desertificação?).
Realmente, que importa a procura, isto é, o consumo das famílias, no 1º trimestre de 2009 ter sido de 27,3 mil milhões de euros e no 1º trimestre de 2012 ter sido 27,6 mil milhões (não se esqueçam que há que descontar 3% da inflação para comparar, isto é, a preços de 2006 no 1º trimestre de 2009 o PIB foi de 26,3 e no 1º trimestre de 2012 foi de 24,9).
Que importa?
Deixem morrer em paz a cidade, com as suas festas, os seus bairrismos, as suas ineficiências, os seus velhos frágeis e os seus jovens paralisados, o abandono das suas populações, enquanto as desigualdades funcionam mesmo e o sucesso de outras faixas da população e de outras zonas do País mantêm o PIB.

Vai ser uma noite animada, na Bica.
Os jornais vão trazer reportagens e fotografias da animação.
O senhor gestor político da cidade vai aparecer com cara sorridente.
Muito satisfeito consigo próprio.







Fonte dos dados sobre o PIB:

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ruinas 23 - Na rua da Palma

Na rua da Palma. Garagem modernista. Luminárias semelhantes às da entrada do Parque Meyer.




sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ruinas 18 - Na Lapa







O valor estético desta porta serve de contraste com o estado do prédio





Notar o pormenor deste prédio na fotografia seguinte.
 


No centro da fotografia pode ver-se um esticador. Trata-se de um recurso utilizado na manutenção de edifícios para tentar solidarizar paredes opostas através da tração num perno com rosca e flange dum lado e o varão de travamento que se vê na  fotografia.
Mas é uma solução de recurso, não estrutural.




Prédio recuperado. Mas a dúvida é grande. A fachada foi bem pintada, mas terá havido reforço estrutural?




Num anexo do antigo Instituto Superior de Economia a solução economista: construção de apartamentos para venda, possivelmente de luxo (porque será que preferem vender poucos apartamentos de luxo em vez de venderem muitos apartamentos de preços controlados?)











Ruinas

Um prédio recente em frente das ruinas anteriores. O projeto terá sido feito por um arquiteto e verificado por outro arquiteto na câmara de Lisboa. Mas o resultado é deplorável, salvo melhor opinião.














Ruinas





Ruinas com vista para o rio







                                                                               
Escadaria para a rua das Janelas Verdes. Não é uma ruina. É bonito, embora não cumpra os requisitos da mobilidade e acessibilidade.





À venda, na rua das Janelas Verdes, perto do Museu de Arte Antiga











Dois prédios recentes mais perto ainda do Museu de Arte Antiga. É o tipo de arquitetura que fica muito bem no computador ou em fotografias. Mas , salvo melhor opinião, perto do museu, não parece grande coisa.


O Terreiro do Paço antes do terramoto no Museu Nacional de Arte Antiga. Foi uma pena o plano de reconstrução da Baixa não ter considerado a recuperação da darsana da Ribeira das Naus.
Existe agora um pequeno plano da câmara para arranjo da zona da Ribeira das Naus. Digo pequeno porque olhando para esta pintura imagino que o plano deveria ser o avanço assumido da frente ribeirinha sobre o rio.
Mas não parece que os detentores do poder decisório estejam interessados no conceito.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ruinas 17 - exemplos vários em Lisboa

Exemplos vários em Lisboa.
Não admira que a população da cidade se aproxime perigosamente de 500.000 habitantes, enquanto à boa maneira dos edis bizantinos se discutem as fronteiras das freguesias e as respetivas poupanças virtuais, o que não é exatamente sinónimo de poupanças reais, e muito menos de preparação de um plano de reabilitação e reorganização urbana.


 Campo Grande. Vestígios deixados pela grande burguesia da Republica nascente e pelos pedreiros que para ela trabalharam
Av.Forças Armadas/Av. 5 de Outubro - Um gaioleiro com a estrutura desequilibrada devido às intervenções hiper-estáticas nas lojas do R/C












Av. 5 de Outubro -  o objetivo não deveria ser apenas manter as fachadas. Para conservar estes prédios é necessário reforçar a estrutura interior e refazer as fundações.
Salvo melhor opinião, a reabilitação completa deste quarteirão requererá o sacrifício de alguns números de matriz e seu emparcelamento, de modo a obter espaço para estacionamento, incluindo em subterrâneos (necessidade de escavação interior e contenção da periferia), e logradouros coletivos.
Av. 5 de Outubro - Junto dos prédios da fotografia anterior. O prédio adjacente ruiu.
Salvo melhor opinião, este prédio necessita de reforço estrutural, e não apenas nas fundações.
Mas reconhece-se a carencia de verbas para proceder às obras.
Dado que a iniciativa privada e o funcionamento dos mercados não resolvem o problema, pareceria que as entidades oficiais poderiam ocupar-se da preparação de um plano de reabilitação.
As desculpas porém começam a fraquejar quando se sabe que há verbas da UE disponíveis para este tipo de reabilitações.
Mas é preciso o tal plano para as obter...
Na Av.Berna, a primeira circular de Lisboa, junto do Campo Pequeno
 Av.Sacadura Cabral , junto do Campo Pequeno - não é uma ruina. Este prédio acabou de ser reabilitado. Ignoro se foi feito o reforço da estrutura. Não está resolvida a questão do estacionamento.
Perto da Av.Roma
 Perto da Av.Roma. Construção dos anos 50 do século XX. É possível que não seja necessária a reabilitação da estrutura.
Av. 5 de Outubro - Não é uma ruina. Este prédio é um exemplar do modernismo dos anos 30, suponho.
Ruina, ruina, foi alguém ter ordenado a demolição da garagem, também de arquitetura modernista. Bárbaros, o conjunto era uma peça de museu.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ruinas 11 - Carnide em obras



Há tempos, mostrei a fotografia de uma fachada em ruinas em Carnide, na Rua da Fonte.
Mas agora começaram as obras. Esta é a vista do lado de trás, do lado sul.
Felizmente ainda há quem não parou. E já fizeram escavações e não tocaram nas palmeiras e nos pinheiros mansos. Será que os vão manter? Apesar de ali estar a pedir um parque d estacionamento subterraneo (aliás compativel , embora com limitações, com a continuidade das árvores).
Assunto a seguir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ruinas 10 - Tavira


Tavira, a caminho do castelo, aguardando um empreendimento turistico de pequena dimensão, porque as áreas por habitante eram muito pequenas nos séculos passados e no século e no local presentes não há capacidade para a recuperação integrada.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ruinas 8 - Batista Russo




As oficinas do Batista Russo, de assistencia  BMW, no cruzamento da Av.Gomes da Costa com a Av.Infante D.Henrique, eram uma referência de arquitetura industrial, dos anos 50-60.
Custa muito aos edis compreenderem que a existencia de industrias e serviços no interior dos limites do município é um fator essencial para evitar a desertificação das cidades.
E estão muito satisfeitos, os edis de Lisboa, com os resultados da Expo 98.
A ruina do Batista Russo, na envolvente da zona da Expo, devia lembrar-lhes que os resultados não são tão famosos como isso, até porque e zona da Expo é agora um sugadouro dos serviços da Baixa da cidade, o que está a contribuir para a sua degradação acelerada, apesar dos programas publicitados (lá está, se o "marketing" repetir muitas vezes, acreditam nele e a perceção melhora).
Entretanto, se os planos forem para executar, teremos perto, um pouco a sul, do outro lado da Av.Infante D.Henrique, oficinas e parque de material circulante do TGV.
Pode ser que a zona melhore em fixação de serviços e habitação, e que o banco que hoje se abriga nesta ruina possa animar-se.

_____________________________________

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ruinas 6 - Ameixoeira

'

Entremos no coração da Ameixoeira, onde se encontra a sua junta de freguesia.
Temos aqui uns números de telefone que poderão informar sobre os preços do mercado de habitação da zona, integrada na Alta de Lisboa. O cartaz assenta num edificio em ruinas que não deveria estar em ruinas se atendermos à importancia da urbanização.

Viremos à esquerda e desçamos até ao largo da junta de freguesia. Sabiam fazer arranjos exteriores, os nossos antepassados:

Mas continuemos até à Calçada da Ameixoeira; e que fazer? deixar as ruelas e as casa de "fin de siècle" (XIX) ruir? ou explorar o potencial turístico? os nossos pensadores que comentam na televisão poderiam instalar aqui o quartel-general da cobertura das próximas eleições (ou dizendo de outro modo: pode discutir-se a estratégia para a cidade de Lisboa sem conhecer Lisboa?):


Lá ao fundo é a estrada do desvio; estamos perto de uma saída de ventilação do metropolitano, periodicamente vítima de assaltos vândalos. Mas podia fazer-se aqui um piquenique de burguesas:

No meio de um jardim grande e abandonado, vende-se, com projeto aprovado:



Felix ameixoeirensis catus:


Onde vai dar esta azinhaga? Não pergunto no espaço, mas no tempo:


____________________________________________________________________________