quinta-feira, 30 de novembro de 2017


Com a devida vénia ao DN e à sua secção de xadrez




Problema: as brancas jogam e dão mate em 2.
Mas existe o risco, caso a dama branca se mova, das pretas ameaçarem cheque com o avanço do seu peão.
A proteção intuitiva do rei branco com a torre dando simultaneamente cheque ao rei preto por descobrir o bispo, não permite o mate à segunda jogada porque dá uma casa de fuga ao rei preto (f4 ou d4).
Mexer no cavalo ou no peão equivale a libertar casas de fuga para o rei preto.
O que faz lembrar as medidas que alguns politicos tomam e que contribuem para piorar as coisas, como deixar que a sistemática superioridade das importações sobre as exportações crie cada vez mais casas de fuga para a dívida.
De nada servirá, por haver casa de fuga, a primeira jogada ser o mate pela torre a descoberto do bispo, o que também faz lembrar as jogadas vivazes na bolsa, de pagamento por um empréstimo de ações alheias, sua venda ("a descoberto") para baixar o preço das açóes (aumentar a oferta baixa o preço) e sua recompra e devolução a prazo curto ("short-selling") se a queda do preço das ações for superior à comissão paga pelo empréstimo das ações. Há países em que dá prisão, como se se perdesse o jogo ou falhasse o problema de xadrez.
Então procuremos uma posição para a dama que à segunda jogada possa cobrir uma casa de cheque-mate, com proteção pela torre (em e3 ou f4).
Por exemplo, em a7 ou b8 ameaçará mate em e3 ou f4, mas as pretas facilmente evitarão isso com o avanço do peão. Para as brancas seria um falhanço equivalente a querer legislar para recuperar o controle financeiro de uma empresa estratégica mas aparecer um poder económico (um bispo descoberto por um peão) mais forte do que o poder político (da dama).
Porém, se a dama for a f8, será o próprio avanço do peão preto a impedir a fuga do rei, como se um decreto aparentemente beneficiador acabasse por prejudicar, depois a torre branca dará mate por barrar o poder económico do político do bispo e descobrir a força do bispo branco. E se em vez do avanço do peão preto o cavalo preto tentar defender os seus privilégios em c4, d3 ou d1, cobrindo e5, f4 ou e3, de nada servirá, porque a torre, protegida pela dama, mostrando  mais uma vez como é importante planear uma ação decompondo-a nas suas componentes, descobrirá o bispo sem deixar casas de fuga para o rei. Cheque mate. No caso do cavalo preto em d3, o próprio cavalo preto impede o rei de fugir, como uma lei que visando a redução de um dano ainda o aumenta) e se em d1, o mate será dado pela dama em f4. Pobre rei...pobre cavalo, pobre bispo inútil...
A evitar na economia, na política, na educação, na saúde, na cultura, na ciência, na organização da sociedade e dos territórios...



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