sábado, 25 de março de 2017

Dois conceitos num transporte metropolitano

Citando como analogia o teorema matemático da inexistência de um universo de que se deduzem todos os teoremas particulares, antes existe um domínio restrito para a validade de cada teorema, tentarei analisar dois conceitos diferentes para solução de um problema de transportes metropolitanos.
Nas figuras seguintes os círculos representam povoações numa área metropolitana de diâmetro correspondente à população da povoação.
Na figura 1 os traços representam as ligações oferecidas, sendo que as linhas periféricas convergem na mesma linha que conduz ao núcleo mais povoado ou atrativo. Um exemplo é o metro do Porto em que 4 linhas periféricas convergem num troço comum na Senhora da Hora. Outros exemplos são as redes de metro ligeiro alemãs, em que material circulante diferente (mas com a mesma bitola) partilha linhas comuns. A frequência de circulações no troço comum é assim a soma das frequências dos ramos convergentes. Como vantagem temos a comodidade dos passageiros que não precisam de transbordos desde a periferia ao centro. Como inconveniente temos que uma avaria no aparelho de via no início do troço comum paralisa toda a rede, pelo menos enquanto não se estabelece o esquema de recurso.

Na figura 2 o conceito é diferente assentando numa grelha de linha transversal alimentadora de linha radial de penetração. A frequência do troço radial é superior exigindo maior número de comboios do que na transversal e no prolongamento da radial para a periferia. Isso consegue-se com términos intermédios (maior número de comboios entre o centro e a estação de correspondência do que entre o centro e a estação mais periférica). Como vantagem temos maior imunidade a avarias e como inconveniente a necessidade de transbordo (o que exige o planeamento cuidadoso dos percursos de correspondência e a oferta frequente de comboios no troço comum).


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