domingo, 28 de dezembro de 2025

Anatomia de (crime?) acidente numa rotunda de Guimarães

 

   Acidente em 26dez2025 em Guimarães, despiste numa rotunda e queda numa via inferior a cerca de 10 m:

https://www.jn.pt/pais/artigo/gravida-e-crianca-gravemente-feridas-em-despiste-seguido-de-queda-em-guimaraes/18034440


Imagens do Google que explicarão o acidente:



 
A amarelo o percurso com despiste na rotunda e queda até à zona de descargas do supermercado (no centro da figura)


    local provável do despiste na rotunda para o declive ; a assinalar a ausencia de proteção contra o despiste e  queda com a reserva das imagens do Google serem de 2022
vista lateral do local da posição final e do declive da queda; desnível provável de cerca de 10 m


Se a situação de ausencia de proteção contra despistes (rail de segurança) se mantem (as imagens são de 2022) trata-se de mais um caso de negligencia grave no domínio da segurança rpdoviária; não basta apelar e fiscalizar o cumprimento de velocidades seguras.


Sobre a gravidade da ausencia de rails de segurança junto de taludes ou declives nas auto-estradas, ver 

https://fcsseratostenes.blogspot.com/2024/07/mais-um-acidente-na-a2-km-1759-com.html

ou em ambiente urbano:

https://fcsseratostenes.blogspot.com/2025/12/novembro-de-2025-continua-o-martirio-da.html

sábado, 27 de dezembro de 2025

As especificações mínimas do NAL do anexo 16 do contrato de concessão

 

https://observador.pt/2025/12/22/aeroporto-governo-inicia-negociacoes-com-ana-sobre-especificacoes-da-nova-infraestrutura/



Caro Colega Ministro

Caro Colega Assessor do MIH

Mais uma vez devo penitenciar-me por pretender tomar o vosso tempo com as minhas observações discordantes das orientações estratégicas do governo e do MIH. A complexidade e a extensão no tempo e no espaço das tarefas cometidas ao MIH recomendariam isentar-vos da perturbação que as minhas mensagens possam provocar, mas desculpo-me com o artigo 48 da CRP, do direito à participação e à informação sobre os assuntos públicos. Pelo menos, enquanto não for revisto.

Venho contar-vos uma pequena história da minha vida profissional no metropolitano de Lisboa, já há muitos anos.

A história passa-se nos fins do século passado. Tinhamos adjudicado o sistema ATP/ATO à empresa francesa que  equipara os TGV (nos tempos em que as referências de trabalhos com sucesso podiam ser bem classificadas sem ofender os autores da legislação da contratação pública) . Tratava-se da proteção automática da circulação dos comboios e sua operação com marcha automática, isto é, ainda com maquinista por razões de controle da segurança dos passageiros, mas que se limitava a abrir e fechar as portas e dar ordem de partida. O sistema detetava a posição dos outros comboios e regulava a velocidade em conformidade. Estávamos na fase de definição do calendário de execução. A nossa equipa técnica, que eu integrava, ficou surpreendida quando verificámos que o intervalo mínimo entre comboios que tinhamos especificado no caderno de encargos e que tinha ficado no contrato não era cumprido pelo fornecedor com o argumento que não era preciso ir tão longe para garantir a fluencia da operação. A própria administração recebera pressões para aceitar o argumento e pediu-nos que o aceitássemos. Mas não, estava no contrato, era para cumprir e invocámos a deontologia profissional de reivindicar o que achassemos melhor, do ponto de vista técnico, para a nossa empresa, remetendo eventual aprovação para a responsabilidade exclusiva da administração. O fornecedor acabou por aceitar, dispendendo as necessárias horas adicionais  de programador e instalador e tivemos assim, de 2000 a 2009, os comboios da linha vermelha do metro a circularem em marcha automática. 

Agora que se fala em nova tentativa de introdução de marcha automática no metro, com o sistema CBTC (communication based train control), evoco a experiencia ingloriamente terminada porque nova administração foi sensível ao argumento da poupança nos custos de manutenção, transferindo a responsabilidade pela segurança da circulação do automatismo para o maquinista quando a linha vermelha foi objeto do prolongamento da Alameda para S.Sebastião.

Conto-vos este episódio porque me veio à memória quando li a notícia de que o Governo iniciara negociações com a ANA para "atualização" das especificações mínimas do anexo 16 do contrato de concessão. Escrevi com aspas porque tal qualificação, tomando uma forma de economizar como uma atualização técnica, me recordou a arte da dialética de Schopenhauer, ao alinhar 38 estratagemas para em qualuer debate ter sempre razão. A ANA terá escolhido o estratagema 6, a petição de princípio e a sinedoque (tomar a parte pelo todo ou vice versa) com o silogismo: tudo se desatualiza, as especificações de 2012 já são antigas, logo estão desatualizadas. E de caminho, poupa-se na obra .

Valha a verdade, não foi só apresentado este novo riquismo encantado com a evolução tecnológica, também foi dito que a TAP  e "as principais companhias aéreas", ouvidas também por força do contrato, terão declarado que as pistas previstas poderiam ser menores que os 4.000 m do contrato, e estar mais próximas do que os 1980 m especificados. Claro que poderiam, mas em engenharia de transportes as especificações mais "puxadas" não são necessariamente para o sistema estar sempre a satisfazê-las. A especificação de uma velocidade máxima de 350 km/h para a AV e a sua via férrea é compatível com uma velocidade de operação de 310 km/h, por exemplo, até porque  a 350 km/h a contribuição para o desgaste da via é maior. 

Por outras palavras, nem o intervalo mínimo que especificámos no século passado nem os 4.000 m das pistas especificadas em 2012 são obrigatórios para que os sistemas funcionem, mas são sim obrigatórios para a viabilidade de resposta rápida a perturbações da operação (uma avaria dum comboio, um excesso de afluência de passageiros, a queda  na pista de uma peça não certificada de um avião, a presença na pista de um veículo ou de um avião que avariou durante a aterragem, uma perturbação do controle informático no avião da descolagem, uma reação incorreta do controle a deficiências em sensores). 

Dirão que a probabilidade de ocorrência é extremamene baixa, e é verdade; felizmente raramente lemos nos jornais notícia destes tristes eventos, mas as consequencias em caso de ocorrencia são catastróficas, e aqui as normas de análise de riscos mandam considerar a situação como inaceitável.

Ou, como diriam os técnicos do século passado, estão no contrato, são para cumprir.

Mas, apesar de mais uma vez já ir longa a minha mensagem, por associação de ideias evoco o anexo 9 do mesmo contrato. Que inclui nas obrigações específicas do concessionário, números 13 e 14, saídas rápidas da pista 3 (agora 2) e entradas múltiplas da pista 21 (agora 20), e 17, expropriações da zona dos armazens. Os 3 números implicando o prolongamento do taxiway norte/nascente pelo menos até à soleira da pista 21 e contratualmente a estarem executados em 2021, coisa longe de ter sido cumprida, com a agravante de nunca ter sido prioritária, entre outras razões porque requeria a saída do aeródromo do Figo Maduro, e demonstrando soberana indiferença por razões de segurança (evitar o cruzamento da pista por wide bodies), redução do ruido (por deslocação dos pontos de descolagem e de aterragem ) e de recuperação de perturbações. Embora acolhida pela CTI a sugestão de execução destas especificações na consulta pública que conduziu, a CTI não lhe deu grande destaque nas conclusões, parecendo assim que a tarefa prioritária de prolongamento do taxiway ficará para as calendas gregas.


Reiterando a preocupação pelas limitações operacionais para o NAL associadas ao incumprimento estrito do anexo 16  e para o AHD do anexo 9 até à inauguração da 1ªfase do NAL (2037?), apresento os melhores cumprimentos e votos de sucesso














sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

A predominancia do automóvel

 

Enviei o seguinte comentário ao autor do artigo    https://www.publico.pt/2025/10/25/local/entrevista/aceitamos-carros-mal-estao-chamase-motonormatividade-2152003           no Publico sobre sinistralidade rodoviária de 25out2025:


Parabens pelo excelente artigo e obrigado pela informação nele contida. Não conhecia o conceito de Ian Walker. De facto há uma tirania do automóvel. 

Recordo o desabafo do representante de Marrocos num seminário sobre segurança rodoviária, que não valia a pena tomar medidas contra a sinistralidade, porque se os acidentes acontecia era porque era a vontade de Alá. 

No fundo, é a convicção geral de que os acidentes só acontecem aos outros porque a nossa relação com o automóvel é sagrada porque ele ´o símbolo perfeito de afirmação pessoal.

 Eis porque numa campanha publicitária não devem mostrar-se imagens de acidentes, devem mostrar-se exemplos de bom comportamento para gerar imitação. E da Psicologia sabe-se que se uma coisa é um símbolo de afrmação é porque existe uma insegurança ou insificiência própria que tem de se compensar (com todos os riscos decorrentes da concretização dessa compensação, provar que se sabe conduzir a 200 km/h, por exemplo). 

No nosso caso parece-me que se estão criando modelos ideais com eliminação dos automóveis nas nossas cidades por um lado por culpabilização dos automobilistas, e por outro importando propostas de contextos de cidades muito diferentes das nossas. Isto é, as nossas principais cidades exibem graves distorções do conjunto mobilidade urbanismo que não se verificam em cidades que privilegiam os modos suaves mas em que a quota do transporte público, nomeadamente metropolitano pesado, e a extensão da sua rede, são muito superiores, sendo certo que a eliminação das distorções requerem redução significativa da quota do automóvel ligeiro e subida significativa da quota do transporte público sem congestionamento rodoviário. 

Por deformação profissional, tento abordar este tipo de problemas com números, procurando-os nas estatísticas da ANSR e do Eurostat. Tomemos o caso dos atropelamentos. Nos relatórios da ANSR de 2024       http://www.ansr.pt/Estatisticas/RelatoriosDeSinistralidade/Documents/2024/Relat%C3%B3rio%20An ual%20de%20Sinistralidade%2024h%20e%20fiscaliza%C3%A7%C3%A3o%20rodovi%C3%A1ria%20de %202024.pdf

                       temos que a percentagem de peões vítimas mortais foi de 15% , ou 69 para um total de fatalidades em acidentes no Continente para todo o tipo de vítimas de 463 ( total a 24horas; estimo um fator de 1,3 se quisermos obter as vítimas mortais a 30 dias). 

De 5 em 5 dias morre um peão atropelado, de 3 em 3 meses morem atropeladas tantas pessoas como as vítimas do elevador da Glória. Mas como diz nos seus artigos, o total de vítimas mortais nas estradas portugesas equivale a um acidente como o do elevador da Glória de 9 em 9 dias, ou à queda de 3 aviões por ano. 

Tem razão Ian Walker, perdemos a capacidade de reagir quando se trata do automóvel. Voltando aos peões, foi muito raro o tratamento jornalístico do atropelamento fatal de Flávia Vasconcelos, a bióloga brasielira falecida numa passadeira de peões na avenida Snu Abecassis. O Público deu a notícia, mas não vi em lado algum na comunicação social uma investigação mínima de como terá acontecido o acidente. . E isso justificava-se porque teve impacto internacional. Decorrerão entretanto investigações por parte das companhias de seguros ou de eventuais ações de indemnizaçãoes por parte de familiares.

Tentei no local verificar as condições do atropelamento e recolher algumas informação. Sob reserva de não haver certezas, parece que o acidente ocorreu por falta de visibilidade, ao anoitecer e com a vítima vestida de preto, entre o peão e o condutor do carro que a atropelou e que ultrapassava pela via da direita provavelmente a velocidade próxima de 30 km/h (contrariamente ao anunciado, não há limitação de velocidaade na avenida abaixo dos 50 km/h) outro veículo que circulava na via da esquerda e que abrandara ou parara para o peão passar.

O Código da Estrada deveria ser alterado na aproximação das passadeiras de peões, interditando formalmente a utrapassagem de veículos que estejam parados ou abrandando noutras vias e só permitindo a ultrapassagem da passadeira, no caso de ultrapassagem de veículos parados, depois de paragem completa. 

Mas como diria Ian Walker, não vejo as entidades competentes com capacidade para reagirem nesse sentido (ou melhor, não têm recursos humanos nem orçamento para darrem andamento). Posso enviar-lhe, se quiser, um texto meu sobre este acidente (out2025). 

Recentemente foi noticiado o julgamento do taxista que atropelou mortalmente um dois dois jovens mortos em passadeiras de peões na av.Estados Unidos e na av.das Forças Armadas (agosto e setembro de 2024). São descritos os factos e entrevistados familiares mas omitem-se sistematicamente os pormenores técnicos que uma vez esclarecidos poderiam servir para evitar a repetição do acidente. Observo que na av.Estados Unidos foram introduzidas alterações na marcação do pavimento e colocados pilaretes de orientação que "acalmam" o tránsito, mas continua sem qualquer fiscalização do excesso de velocidade, também sistemático. 

 Alargando a análise nos relatórios da ANSR (http://www.ansr.pt/Estatisticas/RelatoriosDeSinistralidade/Pages/default.aspx ) e do Eurostat (https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php? title=Road_safety_statistics_in_the_EU), tivemos no primeiro trimestre de 2025, em Portugal continental, 42 vítimas mortais (a 24h) em autos ligeiros, 28 em motos e 8 em bicicletas. E que fazem as autoridades e a comunicação social? campanhas de sensibilização sem alcance suficiente e notícias segundo critérios editoriais, de rápido esquecimento e sem a eficácia de uma boa campanha publicitária . 

Talvez Ian Walker dissesse que é assim que aas pessoas querem (ou com que pactuam), os acidentes acontecem. Sobre o relatório do Eurostat relativo a 2023, temos nas estradas as seguintes vítimas mortais por milhão de habitantes : média na EU e EFTA 45, em Portugal 60 ( 6ª posição em 30) , nos Paises Baixos 34 e na Suecia 21. 

Isto é, não se faz em portugal o suficiente, o número de vítimas mortais em 2024 manteve-se. 

Falta de recursos humanos, falta de organização, falta de planeamento, erros de nomeação de dirigentes, falta de vontade política e da sociedade civil, falta de orçamento e falta de coordenação técnica e financeira com a Comissão Europeia. 

Será interessante comparar as percentagens de vítimas mortais por modo de transporte (mais correto seria a referência aos pessoas.km percorridos, mas não se dispõe desses valores; as percentagens elevadas de VMs em autos na Suecia e de bicicletas nos Paises Baixos refletem maiores pessoas.km nesses modos nesses países): 


                                                EU       Portugal     Paises Baixos       Suecia

Totais (100%)                        21286       642                608                  227
autos ligeiros                           44%         36%              33%                47%
motos                                       17%        26%                 8%                13%
bicicletas (inclui mopeds)       12,5%       9,6%            39%                 15%
peões                                       18%         17%              12%                 12%

Se tiverpaciencia para ler uns textos meus sobre esta problemática posso enviar-lhos:

- comentário ao relatório da PSP sobre sinistralidade de trotinetas e bicicletas (mai2025)
- acidentes em autoestradas com falta de rails de segurança (jul2025)
- campanha publicitária em Lisboa liberdade e mobilidade (out2025)- motociclos e semáforos (nov2024)

Da minha parte, pode utilizar os elementos que forneço como bem entender, com ou sem referência ao meu nome. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Plano de ação para a "implementing decision" de 30 de outubro de 2025

 Quase dois  e meses passados sobre a publicação pela CE da decisão de execução de 30 de outubro de 2025 sobre a LAV Madrid-Lisboa, será desejável existir já um esboço de plano de ação, ao nível do MIH e dos agrupamentos europeus de interesse económico, de que a IP faz parte,  AVEP (Alta Velocidade Espanha Portugal) e Corredor Atlântico de Mercadorias RFC4 (Rail Freight Corridor 4).

Considerando a extensão dos trabalhos e da sua preparação, esse plano é urgente, assim como a participação na sua elaboração de entidades como o CSOP, a AMT, o IMT, as CCDR, AML, e sociedade civil, academia, associações profissionais e empresariais, técnicos da ferrovia, com divulgação pública dos sucessivos avanços.

Notícia e comunicação pela CE da implementing decision sobre a LAV Madrid-Lisboa:

https://transport.ec.europa.eu/news-events/news/commission-adopts-plan-complete-madrid-lisbon-high-speed-connection-2034-2025-10-30_en

https://transport.ec.europa.eu/document/download/ea4af2f8-344e-4eae-9c72-bc6c77050a55_en?filename=C_2025_7130.pdf.

A partir do texto da implementing decision resumi os prazos  e inseri-os num quadro Excel

Relação das ações previstas na implementing decision e dos prazos para a ligação AV Lisboa Madrid 

 

  1. 31dez2025 - conclusão das obras do troço Évora-Caia (art.2.1.b da implem.decision) (pressupõe-se da 1ª fase, bitola ibérica/travessas polivalentes/viaúnica. NB – a 2ªfase, via dupla com bitola europeia, obrigará à construção de segundos tabuleiros e respetivos pilares nos viadutos e mudança de aparelhos de mudança de via, com graves perturbações na circulação) 
  2.   31dez2025 - concurso dos estudos para o troço Caia-Badajoz gerido pelo consórcio europeu de interesse económico AVEP (ADIF/IP) (art.2.2.c) (pressupõe-se para via dupla/bitola europeia) 
  3.   30jun2026 - colocação em serviço de Évora-Caia (art.2.1.b) (pressupõe-se da 1ª fase, bitola ibérica/travessas polivalentes/via única ver comentário acima) 
  4.   30jun2026 - início das obras de duplicação da via convencional Poceirão-Bombel (art.2.1.a da implementng decision) (pressupõe-se não fazendo parte do traçado de Alta Velocidade e executado com travessas polivalentes, mas seria mais correto com travessas mistas (3 carris)) 
  5.   19jul2026 - avaliação com uma ACB da viabilidade da "migração" dos troços existentes no corredor internacional (caso Évora-Caia) e do impacto na interoperabilidade (art.17.3 do regulamento 1679 ) 
  6.   31dez2027 - plano coordenado com Espanha para implantação da bitola europeia na LAV Lisboa-Madrid conforme o art.17 do reg.1679 (art.2.3.a da implementing decision) (deduz-se que a implementing decision faz a equivalencia entre o fim da isenção temporária do art.17.5 e o limite de 31dez2034 para colocação em serviço da bitola europeia na LAV Lisboa-Madrid conforme o art.2.3.b) 
  7.  31dez2027 - colocação em serviço do ERTMS entre Évora e Elvas (art.2.1.d) 
  8.   31dez2027 - conclusão dos estudos para o troço Lisboa-Évora incluindo a TTT (art.2.2.a) 
  9.  31dez2027 - adoção de um PMUS para a AML conforme o art.41.1 do regulamento 1679 
  10.  31dez2027 - conclusão dos estudos para o troço Caia-Badajoz e decisão sobre data para a sua construção em bitola europeia e eventualmente de estação internacional, de modo a ser colocado em serviço antes de 31dez2034 (art.2.2.d) 
  11.  31dez2028 - colocação em serviço do ERTMS entre Elvas e Badajoz (art.2.1.f) 
  12.   31dez2029 - colocação em serviço da 2ª via convencional de Poceirão-Bombel (art.2.1.a) 
  13.  31dez2030 - ligação Lisboa-Madrid em 5 horas com troços convencionais e de alta velocidade (pressupõe-se maioritariamente em bitola ibérica) (art.2.1 da impl.decision) 
  14.   31dez2034 - ligação Lisboa-Madrid em 3 horas em AV (deduz-se do art.2.3.a e 2.3.b que integralmente em bitola europeia) 


Quadro Excel com o calendário das ações previstas na implementing decision





Numa perspetiva mais vasta de implementação do plano das redes transeuropeias interoperáveis TEN-T em Portugal, reitero as sugestões que apresentei no 11º congresso do CRP, em maio de 2025:


e



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

A "reforma" das CCDR



https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/117-2025-944410938


 Não posso comentar, por desconhecimento dos pormenores e por falta de formação específica, os aspetos jurídicos e de organização política da reorganização das CCDR. Mas no exercício do direito de paticipação em assuntos públicos (art.48 da CRP) e como técnico dde transportes, comento que não parece, até prova em contrário, que as novas CCDR possam denunciar, corrigir ou sequer ajudar a corrigir os erros de planeamento de traçados das linhas de Alta Velocidade que a RCM /2025 estabeleceu, no seguimento das decisões sobre o Parque Cidades Tejo. Não parece correta a definição desde já dos traçados, numa altura em que devia estar a estudar-se, com sondagens no terreno e no rio e comparação entre hipóteses de traçado, nomeadamente a ligação de AV a Lisboa pela margem direita ou pela margem esquerda, a localização da TTT (não parece decisório o argumento de proximidade da LAV às oficinas da CP do Barreiro), a localização da estação de AV de Lisboa, a localização dos terminais de mercadorias de Lisboa, Bobadela (erro grave, a eliminação total do terminal da Bobadela), Castanheira do Ribatejo, NAL (segundo a regulamentação europeia, aeroportos principais devem ter terminais de mercadorias). A travessia Chelas-Barreiro implica um adicional de 10km nos percursos NAL-Lisboa ou Porto-Lisboa (se pela margem esquerda) relativamente a uma travessia por Beato-Montijo ou por foz do Trancão-Alcocheete Norte. Isso tem custos energéticos. Estas considerações serão oportunas, uma vez que o art.41.1 do regulamento 2024/1679/CE impõe aos Estados membros a realização de planos de mobilidade urbana sustentável (PMUS) para os principais nós urbanos, nomeadamente áreas metropolitanas, a apresentar até 31dez2027, impondo-se a atualização do PROTAML de 2002.

Do ponto de vista da técnica de Transportes, para uma eficiente participação das CCDR no estudo da mobilidade das áreas metropolitanas, os seus presidentes ou vice-presidentes com o pelouro da mobilidade deveriam, uma vez que a mobilidade é indissociável do planeamento do território, ser escolhidos por concurso público internacional e não privilegiando critérios políticos.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Imagens do Google Earth do corredor atlântico

 

1 - do lado português

imagem divulgada pela IP; tabuleiro de via única; as bases dos futuros pilares para o segundo tabuleiro estão na sombra

imagem de out2025;  viaduto de cerca de 530m, com 2 arcos, a cerca de 5km a NE de Redondo e a 30km da futura concordancia de ligação à linha convencional de Évora; notar as bases dos futuros pilares da 2ª via e o fim da plataforma para via dupla nas extremidades do viaduto






imagens de outubro de 2024; exemplos a cerca de 37 e 44km da ligação à linha convencional de Évora, de viadutos para via única apenas com as bases para futuros pilares para o tabuleiro da 2ª via

Com o Google Earth contei 28 viadutos numa extensão de 77 km entre os pontos de ligação à rede convencional em Évora N e em Elvas (mais 7 km Elvas-rio Caia). Desses 28 viadutos oito têm mais de 600m e dentre estes oito, três têm cerca de 800m cada. A extensão total de viadutos é de cerca de 12km, isto é, 15,6% do troço Évora N - Elvas  em que será necessário para duplicar a linha erigir pilares e montar tabuleiros. Não admira que os preços e os prazos das obras subam. A preços atuais essa empreitada não será menos de 240 milhões de euros (20 milhões por km).



2 - do lado espanhol

video ADIF de 2022, viaduto para via dupla e tráfego misto de Almonte, entre Caceres e Plasencia
https://www.youtube.com/watch?v=me10edqFG1Q





imagem de set2025, entre Malpartida de Plasencia e Navalmoral de la Mata. Tabuleiro para duas via, suportado por pares de pilares


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Algumas notícias internacionais da ferrovia em dezembro de 2025

 Graças à Rail Tech, comento algumas notícias.


1 - Eslováquia

Depois de uma série de acidentes, depois dos quais o ministro respetivo declarava que um inquérito rigoroso iria realizar-se, o governo anunciou um investimento massivo para melhorar a segurança da rede ferroviária.

https://www.railtech.com/safety/2025/12/04/slovakia-approves-e6-billion-rail-safety-plan-after-recent-crashes/

O investimento será de cerca de 6.000 milhões de euros, mairitariamente para o ETCS . O GSM-R (parte de radiocomunicações complementar doo ETCS no ERTMS)também será considerado. Dada a extensão temporal do investimento, eu diria que deveria também instalar-se um sistema pontual simples de controle de ultrapassagem de sinal vermelho, com travagem automática, que serviria futuramente de garantia de segurança em caso de ERTMS fora de serviço. Convirá também organizar rigorosamente os trabalhos noturnos de transição do sistema atual de sinalização para o ERTMS. Parecerá também dispensável a polémica sobre a instalação de câmaras, quando o dispositivo "hoomem-morto" há anos que faz o controle do estado de atenção do maquinista.

 

2 -   China

Num acidente no período fora de operação noturno difícil de entender considerando a evidencia duma falha grave na planificação da ocupação da linha durante a noite e confirmando que mesmo no caso de via dupla há riscos no trabalho numa via e circulaçao na outra, lamenta-se a morte de 11 trabalhadores, atopelados por um comboio que testava sensores sísmicos. Estes são um investimento útil na prevenção de situações de risco de acidente por sismos. Aguarda-se mais informação.

https://www.railtech.com/safety/2025/11/27/eleven-rail-workers-killed-in-chinas-deadliest-train-accident-in-more-than-a-decade/


3 - Itália

Na sequencia do acidente em Livraga  em fevereeiro de 2020                                                    https://www.railwaygazette.com/high-speed/frecciarossa-1000-derails-at-high-speed/55737.article

Um tribunal italiano condenou a penas de prisão o diretor de produção e trabalhadores da RFI (Rete Ferroviaria Italiana, gestora de infraestruturas) e da Alstom fornecedor do sistema de sinalização. 

https://www.railtech.com/safety/2025/12/18/lodi-high-speed-derailment-ex-rfi-executive-alstom-workers-sentenced-over-fatal-2020-crash/

Segundo as informações disponíveis o acidente ocorreu porque após trabalhos noturnso de substituição do aparelho de via este ficou na posição de desvio e inibida a informação para o ATP da posição das agulhas. Morreram  os dois maquinistas na colisão com uma viatira de manutenção que se encontrava na via desviada.

Não tenho elementos para pôr em causa o fundamento jurídico, mas será que os juízes podem imaginar a pressão de quem está a trabalhar num equipamento de ssegurança e que tem de dar o trabalho por ponto para que a operação contiinue, sem que o tempo disponível seja coompatível com a responsabilidadde das ações? Porque não foram realizados ensaios de passagem de um comboio de ensaio antes da passagem do comboio de alta velocidade? Guardadas as devidas proporções, recentemente ocorreu um descarrilamento na estação Alvalade do metro de Lisboa, porque foi dada precipitadamente a informção de que estavam repostas as condições de segurança de circulação, sem uma comprovação presencial do funcionamento do aparelho de via antes da circulação dos comboios de operação .

 








quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Um trabalho dos técnicos do LNEG sobre o potencial das energias renováveis em Portugal

 

https://www.lneg.pt/relatorio-lneg-potenciais-tecnicos-de-energia-renovavel-em-portugal/


É um relatório de facto muito importante e que não conhecia. 
Pessoalmente eu diria que a hídrica teria aqui lugar (apesar da reação negativa à barragem do Pisão e à do Alvito/Ocreza, sendo inegáveis as vantagens da bombagem reversível) mas provavelmente estará noutro documento. 
Sobre a oceânica não tenho fé nas ondas por razões de fadiga mecânica e corrosão, exceto em instalações aproveitando o ar comprimido pós rebentação. 
Sobre a biomassa penso que a inércia e o deixa andar à portuguesa com a desculpa da grandeza dos investimentos desprezam o potencal dos resíduos e as instituições públicas ainda  não assumem o dever de criar empresas públicas para proporcionar a preços justos o corte, recolha e abastecimento das centrais (recordo que o custo do corte do mato e árvores roça os 1000 euros por ha se conforme a legislação). 
Também seria interessante considerar a energia térmica por diferença de temperatura entre as camadas baixas do oceano e a superfície (aplicação na Madeira). 
E nos Açores, com a Islandia no pensamento, a energia geotérmica. 
Finalmente, sobre a solar de concentração, embora exija muita água (e consequentemente dessalinização) conviria olhar para os exemplos da Andaluzia de centrais com sais que permitem a produção solar depois do pôr do sol.

Pequeno exercício para representação gráfica da capacidade de uma linha de Alta Velocidade de via dupla e de uma linha convencional de mercadorias de via simples

1 - Linha do Norte saturada? 

Alguns meios de comunicação social referiram que a linha do Norte pode não estar tão saturada como isso, encontrando-se mesmo "desafogada" nalguns troços. Porém, como é um circuito em série, a sua capacidade e velocidade são condicionadas pelos troços de partilha com suburbanos ou  mercadorias.
Fiz um pequeno gráfico ilustrativo



 Ilustração de como a linha do Norte pode ter troços em que o intervalo entre comboios é grande, mas que em troços partilhados com tráfego suburbano ou de mercadorias o intervalo entre comboios rápidos pode manter-se com velocidade reduzida mas o intervalo entre comboios sucessivos (rápido, suburbano ou mercadorias) é menor do que nos troços em que só há comboios rápidos. 
Uma hipótese não representada é a ultrapassagem numa estação com resguardos para os comboios lentos. 
No gráfico os pequenos traços verticais representam paragens em estações.



Ver pág.144 do manual condensado de transportes metropolitanos


2 - Linha convencional de mercadorias em via única

Gráfico para calcular o intervalo entre comboios e a capacidade num percurso com 2 cruzamentos em via única. Ilustração simples de que a via única limita a capacidade da linha pelo que apesar da implementing decision referir uma avaliação para a eventual duplicação do troço Évora - Caia, ela deveria desde já ser planeada. Igualmente paragens representadas por traços verticais.



 



domingo, 14 de dezembro de 2025

Aluimento de terras e muro na estação de Santarém em janeiro de 2024

 

A fotografia da edição de 10 de dezembro de 2025 do Notícias do Sorraia diz respeito a um aluimento de terras e muro junto da linha do Norte na estação de Santarém que ocorreu em 19 de janeiro de 2024. Em agosto de 2025 o jornal O Mirante informou que o concurso para reforço das barreiras e contenção dos taludes (e, espero eu, para drenagem de águas sob os terrenos e sob as barreiras sem o que novos aluimentos acontecerão) será lançado em janeiro de 2026, dois anos depois do aluimento, seguindo-se o tempo do concurso, adjudicação e obra.  As notícias de aluimentos por essa Europa fora vão aparecendo, mais ou menos elacionadas com alterações climáticas. De modo que, nós por cá, todos bem.


https://omirante.pt/sociedade/2024-06-22-aluimentos-de-terras-condicionam-vias-ha-meses-em-pernes-e-santarem-eb773110



imagem de junho de 2024

imagem de agosto de 2025 indicando-se o local do aluimento; estimo o declive so talude à esquerda em 70%

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Apresentação da proposta do Consórcio para a Alta Velocidade na Área Metropolitana do Porto na Ordem dos Engenheiros da Região Norte, 5 de dezembro de 2025

 

video da apresentação  :

https://www.youtube.com/watch?v=g4K1D7kEUgI


Felicito a Ordem dos Engenheiros, Região Norte pela realização deste webinar. O tema é de um assunto público com elevado impacto na economia nacional e como tal deve ser atempadamente discutido e resolvido. A participação no webinar, quer presencial quer on line confirma o interesse público.
Contudo, como aliás dito no webinar, atualmente estaremos mais numa fase explicativa das soluções possíveis, tendo-se ultrapassado a fase de definição de traçados e de requisitos mínimos.
Como também referido  por um assistente presencial, houve uma altura em que se pensava a estação de Alta Velocidade em Devesas, com correspondência com o metro e partilha com este da nova ponte a nascente da ponte da Arrábida e seguimento em túnel para o Aeroporto, hipótese que mereceu a concordancia de princípio do então presidente de Câmara. O traçado pela nova ponte a nascente da ponte da Arrábida economizaria cerca de 3 km relativamente ao percurso por Campanhã, o que, considerando a necessidade de túneis na zona urbana até ao aeroporto, não será de desprezar. Prevaleceu porém a ideia de juntar a reurbanização, incluindo a demolição dos edifícios da moagem, do lado nascente da estação de Campanhã e fazer desta uma estação de AV, ficando assim uma extensão de menos de 20 km com 3 estações de AV, o que não parecerá correto embora não inédito.
Provavelmente com elevada probabilidade, neste momento não será possível fugir a esta situação, consequência da estrutura de decisão, que veio a ser consagrada na RCM77/2025 enquanto atribuição à IP da decisão de soluções de traçado, e enquanto prioridade dos critérios ambientais da APA. Como inscrito nos relatórios finais das consultas públicas, os fatores técnicos específicos dos modos de transporte são considerados irrelevantes perante a relevância dos fatores ambientais. Isto é, as melhores soluções técnicas podem vir a ser desprezadas, não só por razões financeiras, mas também por considerada irrelevância perante as questões ambientais. Como consequência, a sucessão de investimentos poderá ser um conjunto de elementos pouco compatíveis funcionalmente entre si, ou por outras palavras, após a escolha e execução do traçado de um troço poderá ser difícil encontrar uma boa solução técnica de expansão por falta de uma visão integrada no início das tomadas de decisão. Permito-me, pois, sustentar que a solução 3 estações de AV numa curta extensão releva a inconformidade de não se estudar um plano integrado abrangendo, no caso nacional, todas as componentes das redes transeuropeias interoperáveis TEN-T no território nacional e sua interligação com a rede espanhola de Alta Velocidade, incluindo os planos de mobilidade das áreas metropolitanas e as ligações aos portos, tudo conforme o regulamento 2024/1679 (evoco a natureza jurídica vinculativa dos regulamentos cujo incumprimento pode provocar uma decisão de execução ou implementing decision pela Comissão Europeia). Por outras palavras, o tema exigiria que, em caso de insuficiência de recursos humanos, como referido pelo colega vice-presidente da IP ("o Estado não tem gente nem tempo"), fosse promovido um concurso público internacional, e nunca por ajuste direto, para seleção de consultores de referência internacional para elaboração do mencionado plano integrado em coordenação com a DG-MOVE/coordenador do corredor atlântico, com o coordenador do governo espanhol do corredor atlântico e com a entidade francesa do corredor. Dado o período crítico vivido internacionalmente, será indispensável obter apoio não só financeiro mas também técnico, precisamente para melhorar as candidaturas a fundos comunitários compatibilizando as especificações com os requisitos do regulamento citado (recordo que não foram aprovadas candidaturas de Portugal ao CEF de julho de 2025). Igualmente seria provável que o plano integrado recomendasse a redução do número de lotes e revisse com o compardor público o esquema financeiro das PPP a 30 anos.
É verdade que a aplicação estrita dos princípios constitucionais arrastaria a discussão no tempo com o consequente aumento de custos. Mas esses princípios existem, nomeadamente inscritos no artigo 48 (direito à participação e à informação), e no art.165.1.z (competência exclusiva legislativa da Assembleia da República, não do Governo, a menos de autorização explícita no seguimento). E não será respeito por esses princípios o deixar as explicações para uma altura em que já não será razoável introduzir alterações de fundo.

Cingindo-me às explicações fornecidas no webinar,  listo os seguintes comentários adicionais:  




Informação relacionada :

Comunicação apresentada no 11º congresso do CRP em maio de 2025

Carta aberta para o senhor ministro das Infraestruturas em 29 de novenbro de 2025

          Reiterando as felicitações pela realização do webinar e na expetativa da divulgação do respetivo video na totalidade e do regresso ao tema dentro de pouco tempo, nomeadamente para o debate de ideias para as consultas públicas dos restantes troços da LAV Porto-Lisboa, apresento os meus melhores cumprimentos


Fernando Santos e Silva,  O.Eng nº 10973, esp. Transportes e Vias de Comunicação  



PS em 13dez2025 - Comentário ao artigo                            https://www.sabado.pt/opiniao/convidados/joao-paulo-batalha/detalhe/o-tgv-vai-de-mota     

 De facto,a tática usada pela IP e pelo Consórcio (são realmente amigos para as ocasiões contrariamente aquele ditado amigos, amigos, negócios à parte) é sábia, conseguem desiar as atenções para a questão da localização da estação ou em Sto Ovidio ou em Vilar do Paraíso e então eternizar-se-á a discussão qual a versão em que há mais túneis e a versão em que há mais expropriações. Claro que fazer a estação à superfície é mais barato se as expropriações forem pequenas. Mas o desvio é o de um traçado mal amanhado concebido para aumentar as receitas da CMP com a reurbanização de Campanhã quando  o traçado original era o correto Devesas-Aeroporto (menos 3 km de tuneis do que por Campanhã e pelo norte do Porto, ligação pela linha rubi do metro a Campo Alegre, na zona da faculdade de arquitetura a nascente da ponte da Arrábida;  2 estações de AV, Devesas e Aeroporto e não 3).. Tambem o desvio serve para não se falar na inconformidade face ao regulamento 1679 do tráfego exclusivo para passageiros e de bitola ibérica, quando o regulamento diz tráfego misto e bitola europeia.
E assim vamos, a ver se o TdC diz uma coisa muito simples que o BEI já disse, o caderno de encargos dizia uma coisa e o o concurso foi ganho pelo consórcio com base no caderno de encargos logo tem de se perguntar aos concorrentes que perderam o que acham da mudança do local da estação. No caso de Taveiro e Coimbra B o concurso foi anulado embora a versão estação em Taveiro seja superior à estação em Coimbra B (evita a quadruplicação da linha suburbana embora exija uma ligação de metro que agora com a moda do metrobus não existe).
Pobre linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa. E quanto à de Lisboa-Madrid, pobre implementing decision.

Declaração de interesse - serve esta declaração para me justificar junto dos meus amigos do Norte que a minha proposta de 2 estações de AV apenas, em Gaia/Devesas e no Aeroporto de Pedras Rubras assenta nos mesmos princípios do que proponho para a Área Metropolitana de Lisboa, a estação central em Sacavém ou no AHD e travessia do Tejo a partir da zona da foz do Trancão para Alcochete Norte, eventualmente com ilha artificial junto da margem esquerda, e outra estação no NAL, em linha com a LAV Madrid-Lisboa.