sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lâmpadas led, avanço tecnológico


A lâmpada em primeiro plano é led; imediatamente à sua esquerda na fotografia é fluorescente compacta e a ultima à esquerda é incandescente


Conseguiu, a Philips conseguiu.
Já produz, made in China, lâmpadas por emissão da junção díodo (led) com as mesmas dimensões e semelhante  diagrama de dispersão das lâmpadas incandescentes consumidoras de 8 vezes mais energia para o mesmo fluxo luminoso.

Tomemos o exemplo das lâmpadas de chama:
Led:
Potencia 4W – fluxo 330 lumen – custo 14€ - duração 7 anos (a embalagem fala em 25 anos para 2 horas/dia mas nestas coisas o ensaio laboratorial diz uma coisa e a realidade depois outra)
Incandescente:
Potencia 25W – fluxo 250 lumen – custo 3€ - duração 2 anos (para 2 horas/dia)

Considerando um lustre de quarto, para obter 1000 lumen precisamos de 3 lampadas led ou 4 incandescentes.

Teremos assim, para 7 anos de utilização com cerca de 700 horas por ano:
Led:
3x14=42€
Incandescente:
4x3x(7/2)=42€

Será que o preço por que se vendem as lâmpadas led é determinado por esta conta? Ou terá em consideração o custo de produção? Ou subsídios da UE para redução de emissões de CO2?

Vejamos a economia dos consumos para cerca de 700 horas/ano:
Led:
700x12=8,4 kWh
Incandescente:
700x100=70 kWh
Considerando o preço efetivo do kWh de 23 centimos, tem-se a poupança das 3 lâmpadas led relativamente  às 4 lampadas incandescentes igual a:

(70 – 8,4) x 0,23 ~ 14€/ano

Isto é, com a poupança de energia neste lustre pode comprar-se uma lâmpada led por ano.


Pode parecer pequena, a economia, mas o objetivo da substituição das lâmpadas incandescentes pelas  led é fundamentalmente para, a nível europeu, reduzir o consumo de energia e as emissões de CO2 (na produção de energia).
E estas pequenas contas servem para mostrar que os critérios económicos, pelo simples facto da economia ignorar o valor físico das coisas embora saiba quanto custam, não devem ser os únicos na tomada de decisões.
A redução dos consumos de energia e das emissões de CO2  é de facto o critério principal e mais importante.

Considerar , no entanto, e esta é uma ameaça séria, que as lâmpadas led e as lâmpadas fluorescentes compactas contêm valores superiores (mais estas do que aquelas) aos recomendados por norma de mercúrio e metais raros. O que deveria suscitar um plano rigoroso de recolha de lâmpadas usadas. Mas é difícil falar nisto sem virem os pregadores e defensores dos pelourinhos das fiscalizações e dos castigos rigorosos. Até os supermercados começam a ter depósitos de recolha.

Vale a pena então aproveitar este avanço tecnológico e comprar as lâmpadas led.


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