domingo, 30 de novembro de 2014

Dívidas

Para registo e manifestação de protesto por não ver debatido publicamente pelos senhores comentadores economistas, em termos comparativos, as seguintes dívidas e as suas razões de existencia:
- divida do metropolitano de Lisboa: 4.000 milhões de euros (sabe-se que inclui o financiamento da construção dos túneis e estações)
- divida da PT: 7.500 milhões de euros
- dívida da EDP : 17.500 milhões de euros
- dívida da E.ON, energética alemã: 32.000 milhões de euros
- dívida pública portuguesa: 130% do PIB (ca 220.000 milhões de euros)
- dívida privada das empresas não financeiras (60%) e dos particulares (40%) portugueses : 250% do PIB (ca 420.000 milhões de euros)

Dir-se-ia que os senhores comentadores omitem a gravidade de umas para se concentrarem nas dividas pública e do metropolitano.
Dir-se-ia que só uma visão integrada poderá fazer o diagnóstico, como aliás proposto pela iniciativa cidadã para a auditoria da dívida, sendo certo que só com um bom diagnóstico se poderá fazer a cura, que naturalmente passa pelo apoio externo ao investimento e ao crescimento (fundos comunitários, harmonização fiscal e financeira, aplicação de excedentes, apoio técnico em programas de reindustrialização nomeadamente na produção agro-alimentar).
Dir-se-ia que os senhores economistas deveriam explicar porque a E-ON, uma empresa privada alemã, que tem a procura garantida e que oferece um bem essencial (vende tudo o que produz), tem aquela dívida. Calculo que darão como justificação os elevados investimentos necessários. Mas essa é também a justificação da dívida do metropolitano de Lisboa. Em vez disso, provavelmente a definição do valor e do preço das coisas deveria ser outra. Mas evidentemente que os economistas que nos dirigem ou os que os apoiam não concordam comigo.


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