quarta-feira, 2 de março de 2016

RTP3, os números do dinheiroo

http://www.rtp.pt/play/p2241/e226552/numeros-do-dinheiro

Trata-se de um programa de muito interesse, nesta altura em que os decisores e os grandes economistas que nos conduziram até aqui com a sua incapacidade de abrir as suas mentes continuam sem abrir as mentes, e quando os seus seguidores locais continuam a querer convencer-nos que não há alternativa à austeridade restrita do FMI, CE e BCE.
Muito interessantes as declarações do moderador Peres Metelo, de Teixeira dos Santos e de Braga de Macedo de que os bancos centrais, no seguimento da reunião do G20, têm de preparar os helicopteros para distribuir dinheiro para consumo e investimento (que dirão os economistas e comentadores de direita tão críticos do orçamento de Estado de 2016?).
Mas são as declarações de Ricardo Pais Mamede, entre os minutos 45 e 47:30, que mais me interessam:
"o dinheiro que os bancos centrais têm injetado na economia continua a servir para investimento em ativos especulativos que não estimulam a economia... a economia monetarista está a tornar-se prejudicial também por impor taxas de juro negativas, porque o capital foge e provoca desvalorizações e guerras cambiais... só com estímulos à economia à velha maneira keynesiana (deuses, o que dirão os economistas e comentadores de direita?) para aumentar o consumo e principalmente o investimento... o problema é que os parlamentos de paises com dinheiro não querem investir porque beneficiaria os países pobres, e os parlamentos dos países pobres não têm dinheiro".

Parece mesmo que a melhor solução seria ampliar os planos Juncker, CEF e 2020 (mas isso exige projetos bem feitos, e em Portugal prefere-se discutir assuntos acessórios e depois entregar os projetos a gabinetes de amigos que os fazem à pressa e sem ouvir todas as partes interessadas - mais uma vez faz falta técnicos da UE virem-nos ajudar) e, principalmente, a boa solução seria o parlamento europeu ir mudando de composição para que se possa também ir mudando aquelas regras restritivas que estrangulam o progresso de quem trabalha e não tem dinheiro para investimentos.

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