segunda-feira, 29 de março de 2010

Arquitectorium 6 - a quinta, de Mahler



Refiro-me à quinta sinfonia, de Gustav Mahler. Tocada brilhantemente pela orquestra metropolitana de Lisboa, no CCB no domingo, 28 de Março de 2010.
A musica é uma arte eminentemente abstrata. Pelo menos Stravinsky assim queria que a entendêssemos, sem que nos preocupássemos em perceber o que ela pudesse exprimir.
Mas podendo nós, apesar disso, tentar exprimir alguma coisa com ela, ou utilizá-la, se precisarmos dela para um fim concreto.
E eu estou a tentar utilizar a quinta (a do Adagietto, utilizado na Morte em Veneza, de Visconti) para aplaudir a afluência de publico ao concerto (ver foto da saída), às exposições no CCB, aos museus de Belém, e para chamar a atenção para a questão dos acessos ao CCB.
O problema de transportes é mesmo grave.
O parque de estacionamento do CCB estava cheio.
Como podem ver pela fotografia, tirada depois do espetáculo, as bichas do elétrico eram grandes… será que o grande arquiteto do novo museu dos coches (as escavações prosseguem) faz ideia da gravidade do problema dos transportes para o “seu” museu? Ver em http://fcsseratostenes.blogspot.com/2010/02/arquitectorium-5-catalinaria-contra-o.html
As infraestruturas dimensionam-se para a sua máxima solicitação.
Quando entendem os grandes arquitetos que um edifício precisa de se integrar harmoniosamente numa rede de energia, de telecomunicações, de águas, de admissão e de esgoto, de transportes, de ida e vinda?

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