domingo, 8 de junho de 2014

Segurança marítima e produtividade

A primeira imagem mostra uma embarcação de pesca no preciso local em que outra se afundou, há uns meses,  numa altura de agitação marítima em que a barra devia estar fechada.
Na segunda imagem verifica-se que a embarcação foi alterada, subida a amurada em todo o seu perímetro, de modo a poder transportar mais carga pescada.
Isto é, para numa mesma saída trazer mais peixe, isto é, para aumentar a produtividade como querem os senhores da troika, o centro de gravidade subiu alterando a distancia metacentrica e aumentando a sensibilidade a binários adornadores.
Dado que não foi divulgado o relatório pormenorizado das causas e circunstancias do acidente referido, ao contrário do que se pratica na cultura anglo-saxónica, é lícito admitir que ele teve causas semelhantes (a popa da embarcaçáo naufragada tinha tambem espaço adicional para carga e o compartimento da popa abaixo da linha de água não estava isolado da coberta, pelo que a impulsão ficou extremamente reduzida quando a onda "empinou" o barco).
Por isso discordo que se homologuem os barcos nestas condições, e discordo naturalmente que se homologue a venda do peixe importado a preços de dumping. Reconhecendo entretanto que se está a desenvolver a aquacultura em Portugal, considero que é um dos setores em que se deve investir os fundos comunitários, juntamente com o investimento na segurança das embarcações de pesca (o que me parece indissociável de um papel ativo da marinha portuguesa livre da polémica sobre a autoridade marítima que o senhor ministro da defesa alimenta).


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